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Caseiríssimo

Caseiríssimo

By Casatrês Editora
O podcast da Casatrês — edições manuais e outras gambiarras.

Divagações na mesa de jantar ou no sofá da sala de estar. Debate em domicílio. Quase sempre sobre sociedade e comportamento. Algumas pinceladas filosóficas, outras mais literárias. Isenção da grande convicção; apego a qualquer dúvida. Gostamos do debate como gostamos da nossa casa.

Por Felipe Moreno e Marília D. Jacques
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Divagações breves: marketing digital, narrativas e consumismo

Caseiríssimo

1x
Jeito de poeta sem pudor: uma conversa com William Feitosa Junior
Para falar (de) “Enquanto as roupas secam”, Felipe Moreno (@frugalista_), editor, e William Feitosa Junior (@williamfeitosajunior), autor, peregrinaram os caminhos que emanam outros silêncios e, daí, entrosaram outra prosa sobre o livro, poesia, haicai, haicai como senda, filosofias orientais, Bashô, Alice Ruiz, Adélia Prado, Pedro Xisto, Paulo Leminski — e até sobre karatê e meteorologia. Vai vendo. Eis o 15º episódio de Caseiríssimo. Vai lá, atento e tranquilo, como quem quer escrever um haicai. Vai lá que o papo é bom.
45:53
May 23, 2022
Tecno-ansiedade: as mídias digitais na origem do transtorno
Tecno-ansiedade: as mídias digitais na origem do transtorno Abordar a ansiedade como uma tecno-ansiedade é o tema central deste 14º episódio. Alguns pontos foram traçados para formar a trama que une tecnologias (mais especificamente, modos de uso das mídias digitais) e o grave problema de saúde pública da ansiedade. Eis alguns:  1. Dilema e conflitos entre a perspectiva dominante da psiquiatria e a linha heterodoxa e interdisciplinar que contempla questões sociais. 2. A dor e o horror do Holocausto (sem ansiedade); a ansiedade crônica e aguda da sociedade pós-moderna e neoliberal: ausência de grandes narrativas e mantra do empreendedor. 3. As mídias e a ansiedade; a informação e a ansiedade. Cérebro e capacidade de recepção de informação: ainda somos caçadores-coletores.  4. O celular como dispositivo de violência: o mundo convergido, de forma intangível, num único objeto. 5. A pobreza sensitiva do digital e a saúde da materialidade: a informação acrescida de limite, lentidão, pausa, conforto, tons, cheiros.  5. A curadoria tecnológica radical (começando pelo básico).  Isso e muito mais. Porém, antes do play, conselho de ordem ética, pautado pela coerência: vá com calma, vá aos poucos. Escute e reflita. Escute e largue o celular por algumas horas.  Referências: 1. "É isto um homem?", Primo Levi (editora Rocco): https://www.rocco.com.br/livro/e-isto-um-homem/. 2. "Uma vida interrompida", Etty Hillesum (editora Âyiné): https://ayine.com.br/catalogo/uma-vida-interrompida/.  3. "No enxame: perspectivas sobre o digital", Byung-Chul Han (editora Vozes): https://www.livrariavozes.com.br/noenxame8532658512/p 4. "Sociedade paliativa: a dor hoje", Byung-Chul Han (editora Vozes): https://www.livrariavozes.com.br/sociedadepaliativa6557130021/p 5. "Por favor fechar os olhos: em busca de um outro tempo", Byung-Chul Han (editora Vozes): https://www.livrariavozes.com.br/favorfecharosolhos6557130170/p 6. Transformações do Sofrimento Psíquico, Christian Dunker (palestra Café Filosófico): https://www.youtube.com/watch?v=m2eNsp18rNA
38:43
May 03, 2022
Gêneros literários japoneses
Sabemos que o haicai, como gênero poético de origem japonesa, teve boa chegada e acolhida (e há um bom tempo, mais de cem anos) aqui no Brasil. Outros gêneros cujas histórias, formações e características, de alguma forma, se entrelaçam com as do haicai, no entanto, são pouco conhecidos e praticados entre nós. Você sabe o que é haibun, zuihitsu e nikki? Pois bem. Nossa aventura em estudar, explorar e experimentar alguns gêneros tradicionais da literatura japonesa (e, para a concepção ocidental de literatura, diríamos inconvencionais e menores) culminaram nesse papo (meio entrevista). Eis o Caseiríssimo, episódio treze.
43:42
February 09, 2022
Livros que lemos em 2021
Caseiríssimo, no seu último episódio do ano, foi uma resenha solta e divertida sobre os livros que lemos ao longo de 2021.  Escolha feliz: descobrimos, ao longo da conversa, o quanto é gostoso compartilhar histórias e curiosidades de leitura.  Marília, por exemplo, encarna o perfil da leitora tradicional: um livro por vez, ficção atrás de ficção. Poesia? Quase nunca. Não ficção? Apenas por compromisso. Se apega à narrativa qual uma dona de casa na poltrona, com seu tricô: longas horas tecendo os fios da trama. Quando se levanta, já devorou um terço ou metade do livro, a depender do tamanho.  Moreno, em contraste, adota a metodologia da eterna degustação, do descompromisso e da simultaneidade. Cabeceiras sempre cheias, kindle muito movimentado. Numa leitura de uma hora, é capaz de flutuar por três, quatro livros. Muitas vezes, começa uma obra sem qualquer compromisso de terminá-la. De repente, termina uma outra que não tinha a intenção de se alongar. Prefere o híbrido, o apagamento entre a ficção e a não ficção, o fragmentário, e não tem paixão pelo romance.  Episódio recheado de indicações, nenhum spoiler (talvez). Caseiríssimo entra de férias, mas volta no início de 22, com pautas já engatilhadas. A lista da Marília (mencionados ou não): 1 Quarto de despejo - diário de uma favelada (Carolina Maria de Jesus) 2 Cem anos de solidão (Gabriel García Márquez) 3 Torto arado (Itamar Vieira Jr.) 4 O apanhador no campo de centeio (J. D. Salinger) 5 Uncivilised: the Dark Mountain Manifesto (Dougald Hine e Paul Kingsnorth) 6 Sapiens (Yuval N. Harari) 7 O amor nos tempos de cólera (G. G. Márquez) 8 Redemoinho em dia quente (Jarid Arraes) 9 O rei de Havana (Pedro Juán Gutierrez) 10 Carta à Terra - e a Terra responde (Geneviéve Azam) 11 Fagulhas (Felipe Moreno, não publicado) 12 Morte em pleno verão (Yukio Mishima) 13 Elementos do estilo tipográfico (Robert Binghurst) 14 Não verás país nenhum (Ignácio de Loyola Brandão) 15 Queer (W. S. Burroughs) 16 A forma do Livro (Jan Tschichold) 17 Até as vaqueiras ficam tristes (Tom Robbins) 18 Wabi-sabi para artistas, designers, poetas e filósofos (Leonard Koren) 19 Do tamanho do mundo (Leandro Belinaso)  A jangada de pedra (José Saramago) - lendo A lista do Moreno (mencionados ou não): 1 Dias e noites de amor e guerra (Eduardo Galeano) 2 História e utopia (Cioran) 3 Os filhos dos dias (E. Galeano) 4 Mastodontes na sala de espera (Bruno Brum) 5 Exercícios de admiração (Cioran) 6 Bartleby e Companhia (Enrique Vila-Matas) 7 Torto Arado 8 Escrevendo com a alma (Natalie Goldberg) 9 Shiki: o inventor do haicai moderno (Masaoka Shiki) 10 Uncivilised: the Dark Mountain Manifesto 11 Manifesto Nooscópio (Matteo Pasquinelli e Vladan Joler) 12 O livro dos abraços (E. Galeano) 13 Carta à Terra - e a Terra responde 14 É isto um homem (Primo Levi) 15 Pensamientos desde mi cabaña [Hojoki] - (Kamo no Chomei) 16 Hai-kai Millôr (Millôr Fernandes) 17 Vida: 4 biografias (Paulo Leminski) 18 Quarto de despejo - diário de uma favelada 19 Wabi-sabi para artistas, designers, poetas e filósofos 20 O capitão saiu para o almoço (Bukowski)  E por olha tudo, nada via (Margo Glantz) - lendo  Poemas (Wislawa Szymborska) - lendo  Quadripartida (Patrícia Pinheiro) - lendo  Sempre zen (Charlotte Joko Beck) - lendo (E tantos outros no Kindle)
52:40
December 22, 2021
Escrevendo poesia em Marte
Há possibilidade de vida em Marte, muitas pessoas já  sabem. Cientistas divulgaram, recentemente, um trabalho ambicioso: uma  cidade projetada para um milhão de pessoas no planeta vermelho. Cravaram  uma mensagem: daqui a cem anos, colonizar Marte não será capricho, mas  necessidade. Considerando tal "necessidade", nós, leigos em  arquitetura, astrofísica e engenharia espacial, mas especialistas em  divagações absurdas, disparamos, neste 11º episódio, ceticismo, crítica,  ira e deboche. Primeiro: enquanto a miséria ainda assolar populações humanas, a ambição de colonizar o espaço deve soar como uma afronta. Depois: enquanto houver vida na Terra, haverá possibilidade de poesia. Mas a poesia sobreviveria a Marte? Mais:  foguetes que são caralhos, machos-poderosos colonizadores que são  complexados, vexame cósmico, astrologia bugada, aviso a Elon Musk, Jeff  Bezos e cia: a porta da Terra é a serventia da casa. Citamos neste episódio: Assim Viveremos em Marte - Mábel Galaz (El País) A nova era da corrida espacial: os milionários querem conquistar a Lua - Pablo Guimón (El País) A revolta dos pobres contra a viagem à Lua - Manuel Ansede (El País)
35:37
November 19, 2021
Caseiríssimo convida: C. C. Coelho, o Vegetal Vermelho
Neste episódio, batemos um papo com C. C. Ceolho, o Vegetal Vermelho, filósofo, militante antiespecista, um nome importante na construção e difusão do veganismo popular. Seu livro, "Ontofagia — um materialismo mágico", lançado neste ano, pela Ape'ku, nos chamou bastante atenção.  Nosso convidado, gente finíssima, está no Instagram, no YouTube, no Twitter, na academia, e, neste Caseiríssimo, refletiu, entre outras coisas, sobre: 1. Seu conceito de materialismo mágico; 2. Perspectivismo ameríndio (Viveiros de Castro, breve comentário); 3. Suas influências e diálogos: Starhawk, Donna Haraway, Bartleby etc.; 4. O futuro distópico do alimento: sintético, impresso, de laboratório; 5. Os gravíssimos problemas do veganismo liberal.  Tá o fino do fino. Até o décimo primeiro. 
01:13:35
September 15, 2021
Deus vai nos perdoar? Reflexões sobre o filme "Fé corrompida"
Neste episódio, fazemos uma espécie de resenha comentada do filme Fé corrompida (First Reformed, 2017), de Paul Schrader, que conta a história do reverendo Toller, responsável por uma pequena igreja protestante. O filme se desenrola a partir de um diálogo dele com Michael, um ambientalista desesperançoso e aflito com previsões para as mudanças climáticas. Refletir sobre o colapso ecológico no Caseiríssimo não é novidade, mas, desta vez, usamos trechos do filme para fazê-lo por uma lente filosófica e religiosa, mais especificamente, cristã.  O filme nos dá insights valiosíssimos sobre o momento em que vivemos e perspectivas para lidar com as catástrofes que se impõem, além de denunciar a postura capitalista/neoliberal de instituições religiosas. Recomendamos fortemente que assistam ao filme, que está disponível na Netflix. Abraços e até o décimo episódio!
33:08
August 11, 2021
Flertando com o abandono: a guinada de hostilidade das redes sociais
As máximas abaixo resumem a maior parte da nossa conversa: 1. Nenhuma tecnologia é neutra. Nenhuma rede social é neutra.  2. O boicote, como ação engajada, defronta com uma escala de dificuldade: talvez não seja tão difícil boicotar um artista denunciado por um crime; por muitas razões, é extremamente difícil boicotar o agronegócio; enfim, é quase impossível boicotar os monopólios de tecnologia. 3. É assombroso pensar que aquilo que menos conseguimos boicotar talvez seja exatamente aquilo que mais tem potencial para nos dominar.  4. Nossa atenção e nossos dados estão sendo cada vez mais sequestrados em benefício dos modelos de negócio pertencentes a meia dúzia de bilionários; 5. Todo desenvolvimento exponencial produz, como efeito nocivo, uma defasagem exponencial: o rastro daqueles que não podem acompanhar a aceleração.  6. Para refrearmos a violência sensitiva (que também é viciante) que o digital nos causa, precisamos de exercícios de desestimulo e dessaturação. 7. Precisamos de um salto que nos lance, novamente, aos passatempos do mundo físico.  8. Cuide dos olhos, cuide do sono, cuide do fluxo mental; aperte os cintos, tenha atenção para não ser sugado, sempre um pouquinho mais, pelo grande vórtice das redes. 
51:13
July 14, 2021
Espiritualidade e engajamento
Caseiríssimo em seu 7º episódio (voltamos!), para tratar de dois temas complexos: espiritualidade (da maneira como a enxergamos) e engajamento (social). Durante 40 minutos, flutuamos por diversos temas, dentre eles: os fenômenos (e as dicotomias) do "jovem místico" e do "jovem materialista";  o que entendemos como espiritualidade; o problema da crença, a importância da prática; as problemáticas das cosmovisões humanistas calcadas no pragmatismo e no utilitarismo; o surgimento da modernidade e o desmantelamento das mitologias tradicionais; o imperativo humanista e a incapacidade de abarcar a dimensão poética da vida; a necessidade da desestigmatização dos rituais e liturgias; espiritualidade e engajamento: autocuidado, autoconhecimento, preocupação e envolvimento com as questões socioambientais, participação no mundo. Esperamos que gostem. Até o 8º episódio!
40:19
May 14, 2021
Divagações breves: marketing digital, narrativas e consumismo
Num diálogo breve (raridade, rs), refletimos (e desabafamos) sobre como nosso tempo de artesãos, ultimamente, tem sido direcionado ao aprendizado de marketing digital — ou, por outra, como vender na internet —, o que envolve horas de pesquisa, vídeos e, algumas vezes, tentativas frustradas em entender o funcionamento das plataformas. Velhas questões, já amplamente debatidas por especialistas, mas agora discutidas pelo prisma de não especialistas que somos e através da nossa experiência cotidiana de trabalho, a curta conversa ainda ensaia sobre consumismos e sobre as narrativas poderosas criadas por um trabalho de marketing e publicidade que, alicerçado pelos algoritmos, torna-se cada vez mais sofisticado.
19:13
February 08, 2021
Artesanias da escrita: uma conversa com Ana Godoy
A primeira convidada do Caseiríssimo é Ana Godoy, uma das entrevistadas do livro Na pele do mundo: educações ambientais (Casatrês, 2020), socióloga que trabalha com acompanhamento de processos de escrita diversos. Suas reflexões trazem perspectivas da escrita que vão desde a escolarização, a pesquisa e a escrita acadêmica, pandemia e mundo digital, escrita analógica, a voz como corpo no mundo e a subversão do paradigma, aparentemente inquestionável de que, para escrever bem, é preciso ler muito. É preciso, isso sim, dessacralizar o livro e os processos de escrita. Para criar é preciso, fundamentalmente, viver. A conversa está um deleite. Vale a pena do início ao fim.
01:24:06
December 17, 2020
Literatura frugal
Frugal, segundo o dicionário, quer dizer concernente a frutos, que se alimenta de frutos (de fácil digestão, leve, ligeiro), que se alimenta com moderação; que se contenta com pouco, que é moderado, sóbrio, simples. Pensamos numa literatura frugal: a escrita e a leitura com o tom e o sabor da despretensão, da naturalidade, espontaneidade — isto é, a palavra “in natura”, crua. Aquém do pedestal, desviada dos gêneros convencionais (romance, conto). Uma forma de escrever e ler que está próxima de uma anotação, num caderno e diário íntimo, um rascunho — e isso não quer dizer que não deva ser um texto escrito e reescrito, revisado, lapidado. Recriar o mundo cotidiano, simples e banal, no presente, de maneira direta, sucinta, destituída da necessidade de fórmulas narrativas, de técnicas de criação de enredo, personagens. Escrever e ler passagens, a captura do momento vivido; escrever e ler minúcias, curiosidades ínfimas, dúvidas preciosas, clarões elementares. Ler e escrever a gente comum, a vida comum. Enfim, uma literatura da crônica para baixo.  Daí, então, a explosão de possibilidades, que o enquadramento dos gêneros convencionais, a alta pretensão literária, a pompa, não podem e não querem abarcar. A literatura frugal quer praticar o haicai, o haibun, a mininarrativa, o aforismo, a crônica, a minicrônica, a frase, o rabisco, a mistura de todas essas coisas.
42:12
October 23, 2020
Único caminho à esquerda: práxis ecológica
Não é nenhum exagero afirmar que, caso a produção e o consumo de carne brasileiros não começarem a reduzir drasticamente, a partir de agora, o futuro é hostil. Há estreita relação entre a dieta carnívora e a devastação ambiental. As ameaças ou consumações dos atuais extermínios indígenas também estão diretamente vinculadas ao bife que chega no prato de milhões. Cerca de 80% do que é desflorestado na Amazônia, Pantanal e Cerrado torna-se pasto; 80% da carne bovina produzida no Brasil é consumida por nós mesmos. A pandemia de amanhã pode surgir em terras brasileiras, fruto do desmatamento, e este, quase em sua totalidade, fruto da pecuária. Não enxerga a duríssima, a árida, a deteriorada realidade quem, de fato, ainda não havia se informado. O resto, que enxerga, sabe, mas nada faz, assim age por imobilidade. O terceiro episódio do Caseiríssimo é em tom expressivo. A incoerência abissal é a seguinte: a boca que discursa em prol da preservação da Amazônia também a devora. A boca que exige demarcações de terras indígenas também contribui para a destruição das terras indígenas. Pensadores/as e intelectuais de esquerda precisam fazer uma autocrítica específica, crucial, que diz repeito à incoerência de manter um discurso preocupado com as causas ambientais sem abandonar a dieta onívora. O boicote que muitas pessoas promovem a marcas, empresas e artistas também tem que ser praticado contra a força destrutiva da agropecuária alicerçada pelo agronegócio. A Amazônia está pegando fogo: um fogo de demanda por consumo de carne. O absurdo da catástrofe ecológica também é o absurdo da passividade, da incapacidade de assumir responsabilidades. Ou mantemos a floresta (e a possibilidade de vida) ou mantemos o churrasco. Radical não é apenas o nosso discurso: radical é a realidade que devemos encarar de frente. Para a possibilidade de uma vida digna no século 21, deve haver um pacto de frugalidade global, em detrimento do nosso atual modo de vida que arrebenta com o planeta. Para a esquerda, só há um caminho: abraçar o princípio ecológico. A relação entre o fogo criminoso e o que comemos - Luiz Marques
48:57
August 22, 2020
Cupinzeiro — o lar como extensão do corpo
Neste segundo episódio do Caseiríssimo, o podcast da Casatrês — edições  manuais e outras gambiarras, divagamos sobre as perspectivas tecnológicas que anunciam mudanças substanciais nos modos conhecidos de interação com a matéria; discutimos sobre maneiras de bem viver e de bem-estar; para, então, falarmos sobre cuidados com a casa: a quem  competem essas tarefas? Porque são tão frequentemente invisibilizadas e ignoradas? Numa tentativa de responder a essas questões e, principalmente, de suscitar a reflexão, compartilhamos um pouco sobre nossas experiências e percepções oriundas da relação com o lar — e porque acreditamos que habitar saudavelmente o local em que se mora pode ser uma revolução cotidiana. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Referência: KLEIN, Naomi. Corporações tentam acelerar distopia tech. https://outraspalavras.net/outrasmidias/naomi-corporacoes-tentam-acelerar-distopia-tech/
52:34
June 11, 2020
Tédio e moderação digital
O que a nossa relação com os meios digitais tem a dizer sobre o tédio que às vezes sentimos? Estamos despendendo tempo, saúde e dados demais à vida virtual? Como podemos desenvolver uma relação mais saudável com o uso do celular e das redes sociais? Dedicamos este primeiro episódio a falar sobre tédio e moderação digital. Porque se é preciso repensar e modificar nossos hábitos de consumo, também é preciso repensar e modificar nossa vida digital. Pois, atualmente, ambos os comportamentos, via de regra, estão pautados pela sobrecarga e pela falta de limite — um excesso prejudicial em vários sentidos. 
01:10:38
May 25, 2020