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Cláudio Souza - 25 Anos com HIV - As Memórias de um homem da noite - De Morador de Rua a Melhor DJ

Cláudio Souza - 25 Anos com HIV - As Memórias de um homem da noite - De Morador de Rua a Melhor DJ

By Cláudio Santos de Souza
Eu, Cláudio Souza, dando voz a mim, de uma forma inesperada, contando o que foi minha vida até me descobrir portador de HIV, mas contando, antes, o caminho que eu trilhei até tornar-me DJ, melhor DJ de São Paulo, na noite paulistana, desde a Boate Louvre, na Rua Major Sertório, Vila Buarque, passando pelo Louvre, My Love, Le Masque, Erotic Inn, Belamy, Vagão Plaza, Kanecão (em Mogi das Cruzes, não aquele grande, do Rio de janeiro, o genérico...) Sky Pererês, Pink Panther, Erotic Inn (de novo), Vagão Plaza (outra vez e mais uma - Ela me adorava na cabine de som), HS não fiquei duas semanas
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O Óleo de cannabidiol em minha vida - A Restauração de minha qualidade de vida
Eu perdera total e completamente a esperança de ter minha vida.  As dores da polineuropatia medicamentosa, causada pelo AZT e associada à ação do HIV haviam mergulhado minha vida em dor!  E eu já havia tentado de tudo, tudo mesmo, para acabar com esta dor.  Minha mão esquerda doía tanto que eu cogitei da ideia louca de amputar minha mão esquerda.  Apenas e tão somente para não sentir mais aquela dor.   A médica disse não, ela me imaginou desesperado, e tinha razão, e avaliou que eu não sabia o que pedia.   E eu realmente não sabia.   Mas foi um longo caminho até chegar ao óleo de canabidiol e a esta condição de normalidade (se você puder me definir isso) em que respiro na atualidade.  Foi preciso um golpe de sorte (Deus joga dados?) para eu conseguir meus primeiros contatos com o óleo de cannabidiol, um fitocanabinoide que, em minha vida, operou milagres!    Tomara Deus que você não precise dele.   Mas, se precisar, conte comigo.   Cláudio Souza
29:10
May 14, 2022
De Volta à Ativa Graças Ao Óleo de Canabidiol
Estou retornando com este terceiro episódio do Podcast porque, graças ao óleo de canabidiol, eu vivo, hoje, sem dores. Estas dores eram oriundas de uma polineuropatia por HIV. E isso me traz à baila a maravilha dita por um médico, em redes sociais: Ter HIV não é estar doente. Bem, dizemos assim: infecção por HIV. Ou, ainda, infectado pelo vírus da imunodeficiência humana. Sei que bastaram estas duas linhas para muita gente torcer o nariz e tudo o que peço é que os limpem em direção às calçadas. Tenho observado que vivemos em uma sociedade cadea vez mais frágil e necessitada de eufemismos para existiur. Uns tempos atrás eu publiquei, no Instagram, a seguinte expressão: Doenças oportunistas. E alguma maluca disse: NOSSA, É INFECÇÃO OPORTUNISTA QUE SE DIZ. Talvez na orelha dela, que deve ser bem sensível. Estou aqui há 22 anos. Comecei8 com uma Home Page. Blogs não existiam. E está para nascer este que vai ditar como eu escrevo em meu blog. Sabe, vejo uma glamourização da infecção por HIV. As pessoas aparecem, em lives, sorridentes, dizendo que a vida com HIV é uma moleza e isso é uma balela. Bob Leah, um dos mus autores favoritos da POZA fez uma pergunta interessante; Onde está o texto que fala em envelhecer com HIV e “morrer bem”. Quando vi um “médico” dizer que ter HIV não é estar doente protetstei duramente e uma amiga (dele) apareceu em sua defesa. Depois, sumiu. Quer saber, ótimo, porque prefiro a companhia dos autênticos à dos... Seja como for, o podcast está ai. Espero que gostem
33:49
February 24, 2022
Capitulo 2: Memórias de um Homem da Noite? Ou seriam as memórias de um moleque, um pivete de rua?
Entenda, minha adorável ouvinte, meu rabugento, narigudo e gordo ouvinte. Eu não cai de paraquedas na noite....   A vida me empurrou para a noite, mas começou isso,  empurrando-me para as ruas. Viver nas ruas, eu asseguro a vocês, não é um passeio... é viver em praça pública, sob os olhares indiferentes de todos, inclusive dos grandes representantes do povo, do Poder Público. E isso piora muito a vida de quem esta lá, pois a maldade pode atingir a todos, mas, ela atinge com maior crueldade, e mesmo avidez, aos que, por não terem para onde ir, para quem voltar, ou com quem contar, estão exponencialmente mais vulneráveis. E ter vivido tanto tempo nas ruas, e ter conseguido sair delas, deixou-me marcas, e, creia, só pude sair porque, em verdade, eu recebi a ajuda, a mão estendida de um anjo.
29:21
March 08, 2021
Anunciando o próximo episódio de memórias de um homem da noite
Sim, na próxima sexta-feira, entra online meu próximo episódio de "Memórias de Um Homem da Noite", as "MHN". No entanto, antes de eu chegar à noite, me tornar DJ, ter muitas namoradas, muitas mulheres, muitos amigos, uma boa cota de inimigos, bem, tive de passar por muitas coisas e eu fui, também, m... Então, para você poder deliciar-se com a parte quente, você conhecerá todo o meu caminho e, muitas vezes, chorar comigo, ou por mim!
01:29
March 02, 2021
Memórias de um homem da noite - Capítulo 1
Estou começando a contar minhas memórias neste podcast. Tenho quase 50 anos de memórias para contar. Fui morador de rua. Entre os 13 anos e os 17. Por consequência, uma triste realidade, acabei por me tornar mendigo, um pedinte nas ruas, para o qual as pessoas, em dados momentos, nem sequer olhavam para mim! Entretanto, venci. Tornei-me, quando estava algo em torno dos 27 anos, DJ do Vagão Plaza, uma casa de tolerância de luxo, com moças que, alguns diziam, eram de reputação ambígua e duvidosa. Não vejo, hoje, e não via, naqueles dias, desta forma. Entretanto, esta era uma espécie de realidade absoluta para todos os que iam ao Vagão Plaza. Muitos deles, os clientes, alçaram voo em aeroportos em Hong Kong, Seul, Berlin, Frankfurt, Nova York, Rio de janeiro (Terra de São Sebastião), Tóquio, Moscou, Pequim com uma ideia fixa em seus espíritos: “No final desta semana, após ter concluído meus negócios, irei ao Vagão Plaza, encontrar-me com uma “daquelas belíssimas mulheres”. Belíssimas? Eu diria atordoantes! Ali, por três anos, fui consagrado “melhor DJ de sampa”. Uma pena que uma de minhas “ex-esposas” tenha queimado minhas fotos e lembranças, pois, para ela “homem meu não tem foto de mulher na gaveta”. Contar isso, aqui, tem um propósito que, mais cedo, ou mais tarde fará um grande sentido para vocês. Por agora… Bem, nem todos captarão, inicialmente o teor desta mensagem! E para que se diga tudo, uma parte disso perdera-se na tempestade pela qual passei quando tive meu diagnóstico, e outra parte quando vivi o período das consequências do diagnóstico e da realidade que o diagnóstico mostrou-me como consequências de meu modo de ser e, por conta deste modo de ser, mesmo hoje, quase trinta anos depois, é bem certo que ainda tenha inimigos do tempo em que vivia na noite! Paciência, não posso me explicar diante deles dizendo que, naqueles anos, estava atravessando uma crise psico/psiquiátrica! Pois, embora isso explique e justifique, a partir de meu ponto de vista, para eles e elas, tudo isso nada representa e sim, beira ao milagre eu não ter surgido em algum charque como uma ossada com um orifício no crânio! Minha vida, vocês verão, está salpicada e pavimentada com milagres! Ainda bem!
17:35
February 27, 2021