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Falando de Mercado

Falando de Mercado

By modalmais
Com o Falando de Mercado é assim: de segunda a sexta-feira, você começa e encerra o dia sabendo sobre o que aconteceu nos cenários político, econômico e social nos mercados internacionais e nacionais. Com isso, você poderá se preparar ciente do que pode influenciar seus negócios.
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Frenesi político

Falando de Mercado

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Dia de grande complicação
A próxima semana reserva alguns indicadores importantes. O FOMC, do FED, vai divulgar sua decisão de política monetária seguida de coletiva do presidente Jerome Powell e o BOE também anuncia sua decisão – todos de olho em alguma postura de retirada de estímulos (tapering). Teremos ainda indicadores PMI da atividade industrial e de serviços em diferentes países e, aqui, sai a prévia da inflação oficial pelo IPCA-15, a nota do setor externo e a decisão de bandeira tarifária para o próximo mês.
05:07
September 17, 2021
Investidores sem rumo
Investidores sem rumo no curto prazo acabam sempre apostando no pior. Resultado disso, Bovespa em queda de 1,10% na sessão de ontem, com o índice em 113.794 pontos, dólar em alta para R$ 5,27 e juros só um pouco mais comportados. O exterior também não ajudou com Bolsas americanas indefinidas. Precatórios sem definição, reforma administrativa fraca e questionada, aumento do Bolsa Família e possível fura-teto, compõem o cardápio das preocupações dos investidores. Hoje mercados da Ásia terminaram o dia com boas altas, mercados da Europa iniciaram o dia, perderam tração e foram para o campo negativo e futuros do mercado americanos mais pesados neste início de manhã. Aqui seria bom não perdermos o patamar dos 112.000 pontos do Ibovespa, pois, o próximo suporte estaria em 110.000 pontos.
05:02
September 17, 2021
Reforma Administrativa e precatórios pesam
Os mercados domésticos se ressentiram hoje do noticiário sobre a Reforma Administrativa, principalmente, com relação às discussões (ainda sem solução aparente) sobre o pagamento de precatórios. Os investidores ficaram na defensiva, com a Bovespa em boa queda, dólar em alta e juros idem. No exterior, o Japão reduziu sua avaliação sobre a economia, depois de ter mantido por quatro meses. Já Christine Lagarde, presidente do BCE (BC europeu), declarou que a região já atravessou o período mais complicado, mas nem por isso estão fora de perigo. Mas, de qualquer forma, a recuperação está sendo mais rápida que o previsto e que as políticas monetária e fiscal devem seguir juntas para a recuperação. Ressaltou que a transição verde digital é imperativa. A agência de classificação de risco Fitch (entre as três maiores do mundo) revisou sua expectativa de crescimento do PIB global de 2021 para 6%, de anterior em 6,3%. Também advertiu que muitos setores podem estar expostos ao risco de crédito, se a gigante chinesa incorporadora Evergrande entrar em default. E a China virou aliada de trabalhadores contra as grandes empresas de tecnologia, como Alibaba e Tencent, no que chamam de Nova Era de Prosperidade Comum.
04:39
September 17, 2021
Dia pode ser mais tranquilo
Ontem foi dia de a Bovespa pesar e só não foi pior em função da performance das ações da Petrobras, seguindo alta do óleo no mercado internacional. Chegamos a perder o patamar importante de 115.000 pontos do Ibovespa, para fechar com queda de 0,96%, e índice em 115.062 pontos. O dólar fechou com queda e cotado a R$ 5,24, mas durante a sessão vazou R$ 5,27. Os mercados americanos encerraram o dia com boas altas e Europa também. Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com quedas e destaque para Xangai com -1,34%, Europa com altas neste início de manhã e tentando manter recuperação consistente. Futuros do mercado americano com pequenas perdas. Aqui, seguimos na toada de não perder o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa e os 112.000 (zonas de suporte gráfico), bom mesmo só quando voltar a passar a zona de 118.000 pontos e tentar buscar 121.000. Investidores da Ásia preocupados com a incorporadora Evergrande que não vai pagar parcelas de empréstimos e temor com o aumento da regulação na China. Aqui, preocupação com o quadro fiscal e medidas populistas eleitoreiras, e permeando tudo isso a variante delta do covid-19 e desaceleração global.
05:08
September 16, 2021
Ajustando e esperando por dados
Hoje os mercados começam o dia tendo que ajustar para dados divulgados durante a madrugada, na China, e aguardando outros dados de conjuntura aqui e no exterior. Ontem, a inflação medida pelo CPI (consumidor) nos EUA em agosto, declarações de Campos Neto, do Bacen, e pressão de parlamentares sobre política de preços de combustíveis e térmicas da Petrobras deram o tom dos mercados de risco para a sessão, com vista da relatória dos precatórios. Resultado disso, a Bovespa fechando em queda de 0,19% e índice em 116.180 pontos, dólar pressionado em alta para fechar em R$ 5,26 e juros mais comedidos por conta de mudanças na previsão de alta da Selic em 22/09. Mercados americanos fechando com quedas, com o auxílio luxuoso das ações da Apple em queda com lançamentos anunciados. Hoje, os mercados da Ásia encerraram o dia com quedas, Europa começando com mercados no campo negativo (exceção para Londres) e futuros do mercado americano com leve alta nesse início de manhã. Aqui, seguimos marcando o patamar de 118.000 pontos do Ibovespa como meta a ser superada, para depois buscar a faixa de 121.000, quando teríamos comportamento mais consistente.
05:13
September 15, 2021
Três eventos mexeram com os mercados
Os mercados de risco no mundo tiveram que se ajustar para eventos acontecidos. Aqui, dois influíram na tendência geral (presidente da Petrobras em comissão da Câmara e fala de Campos Neto) e, no exterior, a divulgação da inflação medida pelo CPI (consumidor). Isso mexeu com as Bolsas, o câmbio e também com os juros. No exterior, logo cedo o BCE (BC europeu) se disse atento à inflação alta, mas segue indicando que é temporária. Além disso, mostrou que vai ceder, não há muitas dúvidas, mas também era esperado que fosse mais breve. O mesmo vale para os EUA. Já o presidente do Bundesbank (Weidmann) declarou que o euro digital deve ter papel limitado no lançamento, enquanto aqui o presidente do Bacen disse que estão adiantados na moeda digital. Mas o que mexeu mesmo com os mercados foi a divulgação da inflação medida pelo CPI de agosto nos EUA, que veio menor que o previsto. A taxa de agosto ficou em 0,3% de previsão de rodar em 0,4%, enquanto o núcleo foi de 0,1%, de previsão de 0,2%. Na comparação anual a inflação por este indicador está em 5,3% e o núcleo em 4,0%, um pouco abaixo dos 4,2% previstos. A Comissão Europeia é que vai delinear ainda em setembro as soluções de comércio para a Irlanda do Norte, aliviando tensões no comércio com o Reino Unido. Já o Reino Unido comemorou o número de empregos maior em 1,0 milhão em relação ao período pré-pandemia.
04:39
September 15, 2021
Investidores aguardam indicadores
Bastou um período de certa tranquilidade no ambiente político para que os mercados reagissem na direção correta. A Bovespa terminou o ontem com valorização de 1,85%, aos 116.403 pontos, o dólar em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,22 e os DIs com comportamento comedido. Nos EUA, os mercados terminaram mistos e o dólar permaneceu forte. Hoje o início do dia indica prudência dos investidores aguardando a divulgação da inflação americana medida pelo CPI (consumidor) de agosto, que pode desacelerar em relação ao mês de julho, e sai as 9:30 horas de Brasília. Mercados da Ásia encerraram o dia com comportamento misto (Xangai com -1,42% e Tóquio com +0,73%), Europa começando o dia também indefinida e futuros do mercado americano próximos da estabilidade. Aqui, precisamos voltar a superar o patamar de 118.000 pontos do Ibovespa para almejar atingir os 121.000, quando o mercado pode adquirir maior tração. Como dito, os investidores esperam o CPI de agosto nos EUA para definir tendência do dia, mas miram também na elevação do teto da dívida americana, que se não for feita até o final do mês pode paralisar algumas atividades do Estado. Também avaliam o aumento da carga de impostos para empresas e pessoas físicas, além da possível elevação de alíquota sobre ganhos de capital. O programa de investimentos de Biden também está no radar. A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou relatório cortando a oferta de óleo por conta do furacão IDA e outros fatores, além do novo furacão que entrou hoje no Texas e vai novamente em direção da Louisiana. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,76%, com o barril cotado a US$ 71,00. O euro era transacionado praticamente estável em US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,34%. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago. Aqui, ontem o presidente da Câmara, Arthur Lira, produziu tweet dizendo que a Petrobras é dos acionistas brasileiros e colocando pressão na visita de hoje do presidente da Petrobras, Silva e Luna. Isso provocou queda de mais de 1,0% nos ADRs da empresa, negociados no after market dos EUA. Portanto, pode inibir a abertura de hoje do mercado. Na agenda do dia teremos o IBGE anunciando o volume de serviços prestados no mês de julho e falas de Campos Neto, do Bacen, e Paulo Guedes. Nos EUA, a inflação pelo CPI e durante a noite sai aquela bateria de dados de conjuntura da China referente ao mês de agosto, contendo produção industrial, vendas no varejo, investimentos em ativos urbanos, preço de residências, etc. Expectativa para o dia de a Bovespa conseguir manter alta (mas fica complicado por Petrobras e indicador nos EUA), dólar forte e juros em queda. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:00
September 14, 2021
Semana começando melhor
A semana mostra sinais de que pode ser melhor para os mercados de risco, tanto aqui como no exterior, o que pode ensejar recuperação da Bovespa, apagando a queda anual de 3,98%. Antes disso, na semana passada a Bovespa registrou perda de 2,26%, com o índice em 114.285, após ter novamente se aproximado dos 118.000 pontos. O dólar encerrou a semana, cotado a R$ 5,266, com alta de 1,60% e mercados americanos também terminaram a semana no campo negativo. Nem precisamos lembrar os efeitos das declarações de Bolsonaro nas manifestações do 7 de setembro, depois a carta divulgada na semana mostrando recuo e versando sobre os excessos cometidos nas manifestações de Brasília e São Paulo. Membros do governo, como o ministro Paulo Guedes, disseram que o presidente recolocou as coisas nos trilhos e o governo prepara ofensiva para aprovar medidas, dentre elas o orçamento de 2022, definição sobre os precatórios e reforma do imposto de renda no Senado. Mas, o quadro é ainda de suspeição sobre a real motivação de Bolsonaro e a perenidade do recuo. Ainda na sexta-feira o presidente disse que ainda não errou em seu governo e que o 7 de setembro não foi em vão. O final de semana foi bem tranquilo no ambiente político, as manifestações da oposição foram bem fracas e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, prepara ofensiva junto ao Congresso para aprovações. No exterior, mercados iniciando o dia bem, com Bolsas da Ásia em alta (exceto Hong Kong com -1,50%), Europa começando o dia com boas altas e futuros do mercado americano com comportamento positivo. Aqui, precisamos recuperar o patamar de 115.000 pontos, depois nos aproximarmos de 118.000 pontos, para almejar buscar a casa de 121.000. O dia é de agenda fraca, mas o resto da semana contém dados importantes e com capacidade de mexerem com os mercados. No mercado internacional, dia de petróleo WTI, negociado em NY, com alta de 1,16% e barril cotado a US$ 70 53. O euro em queda para US$ 1,179 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,33%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas com desempenho positivo neste início de manhã. Aqui, o dia parece tranquilo no campo político com parlamentares ainda fora de Brasília e o petróleo em alta no exterior pode ajudar com Petrobras e dar certa trégua. Lá fora, investidores ainda sob o efeito de declarações suaves do BCE, mas a presidente Christine Lagarde volta a discursar hoje. Também avaliam as conversas de Xi Jinping, da China, com Biden e Merkel sobre cooperação e investimentos. Além disso, o Irã permitiu acesso às câmeras da área nuclear pela agência internacional de energia nuclear. Na agenda do dia teremos a nova pesquisa semanal Focus, do Bacen, o saldo da balança comercial da semana anterior e nos EUA, o resultado fiscal de agosto. Expectativa de Bovespa seguindo exterior em alta, dólar mais fraco e juros comportados, depois da alta da semana passada. Bom dia e bons negócios.
05:13
September 14, 2021
Investidores aguardam indicadores
Bastou um período de certa tranquilidade no ambiente político para que os mercados reagissem na direção correta. A Bovespa terminou o ontem com valorização de 1,85%, aos 116.403 pontos, o dólar em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,22 e os DIs com comportamento comedido. Nos EUA, os mercados terminaram mistos e o dólar permaneceu forte. Hoje o início do dia indica prudência dos investidores aguardando a divulgação da inflação americana medida pelo CPI (consumidor) de agosto, que pode desacelerar em relação ao mês de julho, e sai as 9:30 horas de Brasília. Mercados da Ásia encerraram o dia com comportamento misto (Xangai com -1,42% e Tóquio com +0,73%), Europa começando o dia também indefinida e futuros do mercado americano próximos da estabilidade. Aqui, precisamos voltar a superar o patamar de 118.000 pontos do Ibovespa para almejar atingir os 121.000, quando o mercado pode adquirir maior tração. Como dito, os investidores esperam o CPI de agosto nos EUA para definir tendência do dia, mas miram também na elevação do teto da dívida americana, que se não for feita até o final do mês pode paralisar algumas atividades do Estado. Também avaliam o aumento da carga de impostos para empresas e pessoas físicas, além da possível elevação de alíquota sobre ganhos de capital. O programa de investimentos de Biden também está no radar. A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou relatório cortando a oferta de óleo por conta do furacão IDA e outros fatores, além do novo furacão que entrou hoje no Texas e vai novamente em direção da Louisiana. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,76%, com o barril cotado a US$ 71,00. O euro era transacionado praticamente estável em US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,34%. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago. Aqui, ontem o presidente da Câmara, Arthur Lira, produziu tweet dizendo que a Petrobras é dos acionistas brasileiros e colocando pressão na visita de hoje do presidente da Petrobras, Silva e Luna. Isso provocou queda de mais de 1,0% nos ADRs da empresa, negociados no after market dos EUA. Portanto, pode inibir a abertura de hoje do mercado. Na agenda do dia teremos o IBGE anunciando o volume de serviços prestados no mês de julho e falas de Campos Neto, do Bacen, e Paulo Guedes. Nos EUA, a inflação pelo CPI e durante a noite sai aquela bateria de dados de conjuntura da China referente ao mês de agosto, contendo produção industrial, vendas no varejo, investimentos em ativos urbanos, preço de residências, etc. Expectativa para o dia de a Bovespa conseguir manter alta (mas fica complicado por Petrobras e indicador nos EUA), dólar forte e juros em queda. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:05
September 13, 2021
Mais um dia sem rumo certo
O dia tinha tudo para seguir na recuperação do finalzinho da tarde de ontem, quando o noticiário deu conta de uma carta escrita por Bolsonaro (com o apoio ilustre de Temer), recuando dos excessos cometidos em Sete de Setembro, e de uma suposta ligação para Alexandre de Moraes. Começamos bem, com a Bovespa se aproximando dos 117.000 pontos, dólar fraco e juros em queda, mesmo com as pressões inflacionárias latentes. Mas o dia, que seria presumível tranquilo, acabou sendo disfuncional. O presidente no conhecido “cercadinho” do Alvorada declarou que o Sete de Setembro não foi em vão e refutou ter errado até agora no comando do país ao dizer que “posso um dia errar, mas até o momento não errei”. Junto a isso, tivemos o pedido de destaque do ministro Lewandowski, do STF, sobre o julgamento de normas que regulamentem prazo para o presidente da Câmara decidir sobre pedido de impeachment do presidente. Foi o que bastou para a Bovespa fazer mínima no meio da tarde e o dólar voltar a subir com consistência. No exterior, a China anunciou que novos empréstimos cresceram pouco em agosto em relação ao mês anterior, atingindo US$ 189 bilhões, mas os financiamentos sociais (visão mais ampla) quase triplicaram em relação ao mês anterior. Depois de conversar com Biden, Xi Jinping, da China, conversou com Merkel, da Alemanha, e defendeu relação e acordo de investimentos China-União Europeia. Na Rússia, o banco central subiu os juros básicos em 0,25%, para 6,75%, além de prever outras elevações. Lá, o PIB do segundo trimestre no comparativo anual cresceu 10,5%, na maior leitura. Christine Lagarde, do BCE, falou que a economia da zona do euro superou a previsão de crescimento. Nos EUA, a inflação medida pelo PPI (atacado) registrou alta em agosto de 0,7% (previsão era 0,6%), com o núcleo em +0,6%. No comparativo anual, a alta é de 8,3% (recorde), e o núcleo com +6,3%. Os estoques no atacado de julho expandiram 0,6%, como previsto. Também tivemos declarações da presidente regional do FED de Cleveland, que disse estar confortável com tapering começando ainda em 2021 e concluído em meados de 2022. Destacou ainda que, desde abril de 2020, o mercado de trabalho registrou notável melhora, e que a inflação de 2021 pode subir mais antes de declinar em 2022.
04:37
September 10, 2021
Muita esmola o Santo desconfia
Ontem, no finalzinho da tarde circularam notícias de uma carta escrita por Bolsonaro recuando de sua posição beligerante de sempre e principalmente das falas feitas na manifestação de 7 de setembro. O ex-presidente Temer teria sido o redator e conciliador de posições, com direito até a uma conversar com Alexandre de Moraes, ministro do STF, atacado pelo presidente na Avenida Paulista. Os mercados abertos reagiram imediatamente, assim como os ADRs brasileiros negociados no after hour, nos EUA. A Bovespa terminou o dia com alta de 1,72% e índice em 115.360 pontos, enquanto o dólar fechou com queda de 2,06% e cotado a R$ 5,22. Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com boas altas, Europa também mostra altas neste início de manhã (exceto Madri) e futuros dos EUA com valorizações. Aqui, foi positivo termos recuperado o patamar de 115.000 pontos do Ibovespa, mas resta identificar se teremos sustentação. Investidores assimilam conversa ocorrida entre Biden e Xi Jinping, da China, com a postura suave do BCE (BC europeu) e Christine Lagarde sobre a política monetária e manutenção dos estímulos e novas medidas adotadas pelos EUA sobre combate da covid-19 e variante delta. Na Alemanha, a inflação pelo CPI de agosto ficou estável e na comparação anual com +3,9%, dentro do previsto. No Reino Unido, a produção industrial de julho cresceu 1,2%, de previsão de +0,3%. Julho contra igual período de 2020 mostra expansão de 3,8%, mas ainda está 2,1% abaixo do período pré-pandemia. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,66%, com o barril cotado a US$ 69,27. O euro era transacionado em alta para US$ 1,183 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,33%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com altas na Bolsa de Chicago. Aqui, resta ver se Bolsonaro não terá nenhuma recaída em sua posição anterior, principalmente no “cercadinho” do Alvorada, assim como fez com relação ao voto impresso e urnas eletrônicas, assunto já enterrado pelo Legislativo. Também se foi por conta de medidas populistas e gastos eleitorais. Dessa postura depende a recuperação dos mercados hoje. A Fipe divulgou o IPC da primeira quadrissemana de setembro com desaceleração para 1,34%, de anterior em 1,44%. Na agenda teremos as vendas no varejo de julho e a inflação medida pelo PPI americano de agosto. Expectativa para o dia de Bovespa em alta, dólar em queda e juros também. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
04:57
September 10, 2021
Mercado de gangorra
Perdemos a conta de quantas vezes o mercado local passou do positivo para negativo ao longo do dia. O mesmo pode ser estendido para a taxa cambial e também para o comportamento dos juros, esse menos por conta da divulgação da inflação oficial de agosto. No exterior, também as incertezas bateram forte com covid-19 e Delta e, notadamente, com o espectro do tapering rondando a retirada de estímulos. Dia difícil, mas nada além do previsto. Em nosso comentário de abertura, dissemos que depois do rompimento do suporte em 115.000 pontos do Ibovespa, a próxima trava estaria em 110.000 pontos. Na mínima do dia, chegamos a 112.400 pontos. No exterior, o BCE (BC europeu) anunciou o resultado de sua decisão sobre política monetária, mantendo juros estáveis em -0,5%, refinanciamento em zero e compra de títulos de 1,85 trilhão de euros. Mas Christine Lagarde deixou claro que podem reduzir a compra de ativos, calibrando o mercado. Isso não significava deixar a política acomodatícia. Os mercados até reagiram positivamente a isso. Também ampliou a expectativa de inflação para 2,2% (anterior em 1,9%) e PIB crescendo 5% em vez da previsão de 4,6%. Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana encolheram 35.000 posições, para total de 310.000, e os pedidos continuados (com uma semana de defasagem) reduziram 22.000 posições para 2,78 milhões. O presidente Biden aproveitou para declarar que isso reforça uma recuperação duradoura. Em compensação, dirigentes regionais do FED voltaram a afirmar crença de começar tapering ainda em 2021. Já líderes democratas não descartam a possibilidade de redução do pacote social de US$ 3,5 trilhões, e permanece a novela de elevação da dívida, enquanto o prazo se esvai. A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) observou que a taxa de desemprego dos países membros caiu para 6,2% em julho, mas ainda está maior que no período pré-pandemia. Já a China disse que tenciona vender petróleo de suas reservas para equilibrar o preço da commodities e, com isso, derrubou os preços no mercado internacional. Foi só mais uma incerteza para os mercados. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 1,83%, com o barril cotado a US$ 68,03 (esteve mais baixo ainda). O euro era transacionado em alta leve para 1,183, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,30% em queda. O ouro e a prata com altas pela fraqueza do dólar, e commodities agrícolas com quedas na Bolsa de Chicago. O minério de ferro registrou queda de 1,46%, com a tonelada cotada em US$ 130,26. Aqui, tivemos uma minirreprise dos estresses. No final da tarde, caminhoneiros ainda mantinha bloqueios brandos em 13 estados, conversaram com Bolsonaro e o ministro Tarcísio, mas querem encontro com Rodrigo Pacheco para pressionar pelo impeachment de Alexandre de Moraes, o que extrapola qualquer pleito para a categoria. De onde vem essa demanda? Na economia, tivemos a divulgação da inflação oficial pelo IPCA de agosto em desaceleração, mas acima do esperado em 0,87% (Previsão era 0,70%). No ano, a inflação está em 5,67% e, em 12 meses, em 9,78%, beirando os dois dígitos. Mas isso acabou produzindo expectativas maiores para inflação do ano e taxa Selic. A estimativa para o Copom de 22/09 agora caminha para 1,50%. E a inflação já extravasa 8%.
04:16
September 10, 2021
Navegando em águas revoltas
Os mercados devem seguir navegando em águas revoltas na sessão de hoje, depois de tudo que aconteceu durante o feriado e também ontem. Os mercados domésticos reverberaram as manifestações do 7 de setembro, as primeiras repercussões da postura dura do STF, a suspensão das atividades pelo Senado e a opção do presidente da Câmara de atuar como “bombeiro” na crise entre os poderes, mantendo a agenda. Resultado do dia, a Bovespa encerrando com queda de 3,78% e índice em 113.412 pontos, dólar com alta de 2,93% e cotado a R$ 5,33 e juros dos DIs nas máximas. Os mercados no exterior também não ajudaram, com Bolsas da Europa em queda e nos EUA também, mas bem mais leve. Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia majoritariamente com quedas (Xangai com alta de 0,49%), Europa iniciando o dia com novas quedas e aguardando decisão de política monetária do BCE (BC europeu). Mercados futuros americanos mantendo igual tendência. Aqui, já tínhamos anunciado em nossa live de segunda-feira que se perdido o patamar de 115.000  pontos do Ibovespa, o próximo suporte estaria em 110.000. Já passamos pelos 115.000 pontos.
05:22
September 9, 2021
Day after da Independência
Como previsto, os diferentes segmentos do mercado local foram atingidos pelas manifestações pacíficas do Sete de Setembro e, principalmente, pelos discursos de Bolsonaro em Brasília e em São Paulo, repetindo agendas velhas como as das urnas eletrônicas, já enterrada pelo Legislativo, e ataques deliberados com membros do STF, TSE e governadores. Até aí, nenhuma novidade. Porém, o tom dado pelo PR foi acima do esperado e as repercussões se fizeram presentes, exploradas por todos os órgãos de imprensa e redes sociais. O maior prejudicado em tudo isso foi o Brasil. O CDS (credit default swap), uma espécie de seguro de risco contra o país, já tinha subido ontem e hoje foi além, negociado acima dos 177 pontos. A Bovespa, vitrine mais visível para todos, fechou em queda de quase 4% e ficou próxima de perder o patamar de 113.000 pontos. O dólar chegou a vazar a casa de R$ 5,30 e juros em alta. Aliás, as projeções de Selic para a reunião de 21/09 já começam a se mover para alta de 1,25%. Bem verdade que o exterior não ajudou ontem, com quedas dos principais mercados e também na sessão de hoje, com renovadas preocupações com a covid-19, a variante Delta e os reflexos sobre a recuperação econômica global. Na China, as vendas de carros encolheram pelo terceiro mês seguido em agosto, basicamente pela escassez de chips. Mas o país prometeu estabilizar expectativas de mercado e combater monopólios.
05:10
September 9, 2021
E agora José?
Carlos Drummond escreveu um poema que diz: “e agora José, a festa acabou, a luz apagou e a noite esfriou”. O day after das manifestações do 7 de setembro podem se prolongar por muito tempo num país institucionalmente conturbado. Não muito como fugir. O dia está e será marcado pelos desdobramentos das manifestações de ontem e fala do presidente em seus discursos de Brasília e São Paulo. Em Brasília, por ato falho ou não, o presidente disse que convocaria para hoje reunião do Conselho da República, onde teoricamente poderia tentar oficializar um golpe. A reunião não acontecerá, pois, nem membros designados irão e pode ser somente uma reunião de ministros. Depois, em São Paulo, disparou cobras e lagartos contra o STF e TSE e, principalmente sobre o ministro Alexandre de Moraes, que será o presidente do TSE nas próximas eleições, dizendo que não acatará decisões do ministro. Também voltou a criticar governadores (Dória principalmente), as urnas eletrônicas e eleições limpas, assunto já enterrado no Legislativo. Mas felizmente as manifestações foram pacíficas (incluindo as da oposição) e infelizmente amanhecemos hoje com os mesmos problemas do país e adicionado das manifestações de partidos sobre possível impeachment do presidente. O STF fez ontem reunião virtual de seus ministros para formatar uma resposta (os membros ficaram mais unidos), Rodrigo Pacheco suspendeu as sessões remotas de hoje e amanhã, enquanto Arthur Lira ainda não se posicionou, mas certamente está sendo instado para tal. No mercado, o clima será ruim, apesar da alta ontem dos ADRs de Petrobras e do ETF mais conhecido do Brasil, o EWZ. Mas os mercados foram de queda ontem e também estão dessa forma na sessão de hoje, o que exige ajustes na abertura. No Japão, o PIB do segundo trimestre mostrou alta de 0,5% e na comparação anual com expansão de 1,9%, mas o presidente do BOJ (BC japonês) Kuroda disse que manterá política monetária acomodatícia até que a inflação chegue aos 2,0% da meta. Já o presidente regional do FED de ST. Louis, Bullard, defendeu a retirada rápida de estímulos (tapering), mesmo com o emprego ainda lento e fraco. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,21%, com o barril cotado a US$ 69,18, após queda de 1,31% na sessão de ontem. O euro era transacionado em queda para US$ 1,182 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,35%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro ontem registrou alta de 4,22%, com a tonelada em US$ 137,97, o que garantiria bom desempenho hoje para vale e siderúrgicas. Aqui, além dos ajustes necessários na abertura, teremos que avaliar o clima das respostas e as movimentações políticas. Mas certamente, tudo isso só piora a situação para reformas essenciais, crise hídrica, inflação, taxa cambial, juros e também para a expansão do PIB. Na agenda do dia teremos o IGP-DI de agosto, o IPC-S da primeira semana de setembro e a produção de veículos pela Anfavea. Nos EUA, dados do Livro Bege (síntese da economia dos EUA), o crédito ao consumidor de julho e discursos de dirigentes regionais do FED. Na China, durante a noite sai a inflação pelo CPI (consumidor) e PPI (atacado). Expectativa para o dia de Bovespa fraca, mas mercados externos buscando recuperação, dólar forte (ontem foi assim no exterior) e juros também com viés de alta. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:19
September 8, 2021
Feriado e véspera
O dia foi de feriado nos EUA (Dia do Trabalho) e, como tal, o mundo perde muito da liquidez e da precificação dos ativos. Aqui mais ainda, por conta do feriado da Independência amanhã com clima tenso sobre manifestações. Mas, no conjunto da obra, o dia acabou sendo bem positivo nos mercados da Ásia, passando pela Europa e também pelo Brasil, com os futuros americanos no campo positivo. Investidores no mundo reagindo bem à mudança do primeiro ministro do Japão (pode ser uma mulher), e com possibilidade de maior flexibilização monetária, assim como também tem sido a determinação do governo da China. A China voltou a afirmar que deve relaxar a política monetária e gastos com infraestrutura, e os bancos estatais entraram comprando dólares para conter a valorização do yuan. Ainda na China, a área diplomática busca estreitar relações com a Rússia para “nova era de desenvolvimento”. No Reino Unido, as vendas de carros novos tiveram o pior desempenho em agosto desde o ano de 2013, registrando contração de 22%. Muito disso se prende aos desequilíbrios no fornecimento de componentes, principalmente semicondutores, que dirigentes da Mercedes Benz acreditam que pode perdurar até 2023. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, chegou a ficar no campo positivo durante a curta sessão, mas voltou a fechar em queda de 0,58%, com o barril cotado a US$ 68,89. A redução de preço feita pela Aramco para mercados da Ásia manteve o preço em queda. O euro era transacionando em leve queda de 0,09% e cotado a US$ 1,187. O ouro e a prata com quedas na Comex, e commodities agrícolas com desempenho mais para positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro transacionado em Qingdao, na China, é que registrou um tombo de 8,52%, com a tonelada encerrando em US$ 132,38. No segmento local, tivemos a divulgação da nova pesquisa semanal Focus, do Bacen, com a inflação estimada para o ano voltando a subir para 7,58% (anterior em 7,27%) e a de 2022 com alta para 3,98% (anterior em 3,95%), quando o centro da meta está em 3,50%. A taxa Selic também subiu para 7,63% (de 7,50%) e 2022 com alta para 7,75%. O PIB estimado para o ano é que voltou a cair para 5,15%, de anterior em 5,22%. A estimativa para 2022 já veio para baixo de 2%, agora em 1,93%, e deve seguir em queda. Ainda no Focus, o dólar projetado de final do ano está em R$ 5,17 e para 2022 ficou estável em R$ 5,20. Os preços administrados de 2021 estão projetados em alta de 11,90% e o déficit nominal em queda para 6,10% do PIB, O saldo da balança comercial de 2021 subiu para US$ 70,8 bilhões, vindo de anterior em US$ 70 bilhões. Até a primeira semana de setembro, o superávit acumulado de 2021 está em US$ 52,78 bilhões.
04:52
September 7, 2021
Feriados complicam mercados
Na semana passada a Bovespa observou queda acumulada de 3,10%, com o índice fechando em 116933 pontos e queda também acumulada em 2021 de 1,75%. O dólar teve ligeira queda de 0,13% com a moeda americana cotada em R$ 5,18. A nova semana começando complicada pelos feriados de hoje nos EUA (dia do Trabalho) e amanhã no Brasil (Independência). Nessa situação os mercados perdem muito da liquidez e da boa precificação dos ativos. Mas o dia terminou bem positivo nos mercados da Ásia e começando também forte na Europa e nos futuros do mercado americano. Aqui, enquanto não conseguimos ultrapassar a faixa de 120500 pontos ou perdermos a casa de 115000 pontos do Ibovespa, não teremos definição maior de tendência. A saída do primeiro ministro Suga do Japão abre espaço para mais estímulos de compras de ativos, que se junta com postura já declarada de incentivar por parte do governo chinês. Na Europa tivemos logo cedo bom indicador na Alemanha, que garante a alta. Na Alemanha as encomendas à indústria expandiram em julho 3,4% (recorde para um mês), quando o previsto era alta de somente 0,2%. As encomendas externas cresceram 8,0%, enquanto as domésticas encolheram 2,5%. Contra igual mês de 2020 a expansão foi de 24,4%, mas a base de comparação é bastante fraca. No petróleo, a gigante saudita Aramco reduziu seus preços para a Ásia, mas manteve estável para Europa e EUA. Isso ajudou no comportamento dos mercados asiáticos. Já no Golfo do México o oleoduto danificado pelo furacão Ida pode ser a causa do vazamento encontrado.
04:56
September 6, 2021
Vamos ao Sete de Setembro
Semana terminando e vamos para o fim de semana, que tem sempre algumas surpresas reservadas, quase sempre negativas em termos de estresse político e institucional. Na segunda-feira, feriado nos EUA do Dia do Trabalho e, na terça-feira, feriado da Independência do Brasil. Bolsonaro não está deixando a agenda morrer, fala para seus apoiadores, mas as pesquisas indicam que o raio de ação está reduzindo. Pelo noticiário divulgado e declarações de hoje de Bolsonaro, sua tônica discursiva será contra os dois ministros do STJ, Alexandre de Moraes e Luiz Roberto Barroso, considerados seus algozes e de sua família. Outra vertente preferida são os governadores que fecharam a economia e não tiraram o ICMS do botijão de gás; além de todos não deixarem o presidente governar. Nenhuma agenda para o Brasil e nenhuma luta por reformas. Enquanto isso, segmentos organizados da sociedade produzem manifestos buscando a paz e integração dos poderes, para buscar um consenso de gestão organizada para o país. Precisamos de uma agenda positiva, que quase todos sabem exatamente qual é, e não de críticas às urnas eletrônicas, armar a população ou programas assistencialistas com propósito eleitoral. No exterior, o dia foi de preocupação com indicadores de atividade PMI de serviços e composto em desaceleração em todos os países, com a expansão da cepa Delta da covid-19 e um payroll (criação de vagas na economia) fraco nos EUA. Concomitante preocupação com inflação em alta e quando começará a retirada de estímulos. Nos EUA, a divulgação do payroll de agosto trouxe um pouco de decepção, com as vagas criadas em 235.000. Mas a taxa de desemprego encolheu para 5,2% (anterior em 5,4%) e o salário por hora trabalhada com alta de 0,56%. Olhando por dentro e levando em conta os efeitos da variante Delta e o distúrbio na cadeia de produção, até que não foi tão grave. O presidente Biden versou sobre a cepa Delta para justificar, mas investidores voltaram a se proteger. De certa forma, os dados fracos do payroll podem adiar um pouco a retirada de estímulos monetários. Ainda nos EUA, o PMI composto de agosto encolheu para 55,4 pontos. e o de serviços para 55,1 pontos. O ISM de Chicago de serviços também caiu para 61,7 pontos, vindo de 64,1 pontos. Já o governo e parlamentares discutem o orçamento de US$ 3,5 trilhões, mas há uma situação mais premente, qual seja a elevação do teto da dívida para não paralisar (shutdown) algumas atividades do governo. O prazo termina em 01/10. Na Turquia, a inflação medida pelo CPI de agosto mostrou taxa anual de 19,24%. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, começou o dia em alta, perdeu tração e voltou a trabalhar em queda. Perto do fechamento, mostrava queda de 0,94%, com o barril cotado a US$ 69,33. O euro era transacionado em alta para US$ 1,189, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 1,32%. O ouro e a prata com boas altas na Comex, e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago. O minério de ferro, depois de quatro pregões seguidos de forte queda, teve alguma recuperação em Qingdao, na China, com alta de 1,89% e tonelada em US$ 144,71. Mas isso não garantiu grande recuperação das mineradoras e siderúrgicas.
04:21
September 4, 2021
Fechando a semana com clima tenso
A semana vai terminando e o clima tenso no país não mudou. Temos que passar pelas manifestações do 7 de setembro na próxima terça-feira para avaliar como o país vai ficar daí em diante. As variáveis são muitas, dependendo do que aconteça ou deixe de acontecer. Mas ontem foi mais um dia em que a Bovespa andou na contramão dos principais mercados acionários do mundo e fechamos com queda acentuada de 2,28% e índice em 116.677 pontos, dólar em queda de 0,19% para R$ 5,18 e DIs próximos das máximas do dia. No final da tarde os mercados reagiram forte (e mal) à aprovação da reforma do imposto de renda pela Câmara, que segundo cálculos do Consefaz (secretários de Fazenda) pode trazer perdas para a União, Estados e Municípios de R$ 41,3 bilhões. Hoje, certamente, os mercados vão seguir reagindo, até por conta de resistências no Senado que quer reforma tributária mais ampla. Os mercados da Ásia encerraram com comportamento misto, a Europa na mesma condição e futuros do mercado americano com altas neste início de manhã. Aqui, perdemos sustentação na faixa de 117.000 pontos, e agora o suporte está na casa de 115.000 pontos. O dia está sendo de divulgação de indicadores PMI da atividade de serviços e composto para diferentes países no mês de agosto, todos mostrando desaceleração. No Japão, o índice composto (serviços e indústria) encolheu para 45,5 pontos, vindo de 48,8, mas a Bolsa de Tóquio subiu por conta da próxima saída do primeiro-ministro, Suga, com aprovação em queda. Na China, o PMI composto em queda para 47,2 pontos (anterior em 53,1 pontos), mas o governo começa a estimular novamente. Na Alemanha, o índice composto caiu para 60,0 pontos, na zona do euro caiu para 59,0 pontos. Ainda na zona do euro as vendas no varejo caíram 2,3%. No Reino Unido, o PMI de serviços caiu para 55,0 pontos, vindo de 59,6 pontos. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,39%, com o barril cotado a US$ 70,26. O euro era transacionado em queda para US$ 1,187 e notes com taxa de juros de 1,30%. O ouro e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.
05:12
September 3, 2021
Novamente na contramão
O mercado secundário de ações no Brasil tem mais um dia de contramão em relação à alta observada em outros mercados importantes do exterior. Começamos com altas nos mercados da Ásia durante a madrugada, passamos por fechamentos positivos na Europa (exceção para Madri) e chegamos ao mercado americano positivo durante todo o dia, com novos recordes de pontuação. Aqui, começamos em queda e lá ficamos. Com isso, o Ibovespa voltou a ficar negativo no ano de 2021 em quase 2%. Podemos fazer ideia do que pode acontecer se os mercados externos entrarem em tendência de baixa. Enquanto isso, o maduro mercado americano mostra valorizações da ordem de 20%. Hoje, começamos o dia tendo que reverberar o risco fiscal e inflacionário que pressiona o câmbio e DIs, que acaba ficando mais claro no mercado acionário. Além disso, investidores teriam que avaliar a aprovação do texto-base da reforma do Imposto de Renda, que, como disse Marcos Cintra, hoje acaba sendo traição e deslealdade com o povo. No cenário externo, mesmo com a alta do mercado acionário, investidores se resguardam da contaminação pela covid-19 e expectativa com payroll americano, que sai amanhã. No exterior, o BOJ (BC japonês) tem alguns membros que defendem passos ousados na política monetária e maior compra de bônus. Na China, o governo renovou o compromisso em estimular a atividade e alguns minerais subiram, como o cobre, por exemplo. Já o BCE (BC europeu) começa a discutir pequenas reduções na compra de PEPPs (pandemic emergency purchase programme). Nos EUA, o saldo da balança comercial de julho mostrou déficit menor em 4,3%, para US$ 70,05 bilhões, de previsão de ser US$ 70,9 bilhões. Já os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior encolheram 14.000 posições para 340.000, quando o esperado era 345.000. Pedidos continuados encolheram 160.000 para um total de 2,75 milhões (defasado mais uma semana). Encomendas à indústria cresceram 0,4% em julho. Ainda nos EUA, o presidente Biden se disse feliz com a decisão da OPEP+ de estender a oferta de 400.000 barris por mês até dezembro. Na Índia, a contaminação pela covid-19 e variante Delta foi a maior em mais de dois meses. No mercado internacional, o petróleo WTI teve dia de boa recuperação em NY, subindo mais de 2% para terminar o dia com +1,73% e barril cotado em US$ 69,78. O euro era transacionado em alta para US$ 1,187, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,29%. O ouro e a prata com quedas na Comex, e commodities agrícolas com desempenho de alta na Bolsa de Chicago. O minério de ferro teve mais um dia de queda em Qingdao, na China, com -0,98% e a tonelada cotada em US$ 142,02.
05:01
September 2, 2021
Muito para avaliar
Os investidores têm muito para avaliar hoje, além da aprovação da reforma do imposto de renda votada na Câmara. Ontem, o governo teve derrotas no Senado, há os ruídos das manifestações de 7 de setembro (estimulados pelo presidente), as preocupações com o quadro fiscal, inflação e redução do crescimento em 2022. Ontem foi dia da Bovespa reagir positivamente e acompanhar o mercado melhor no exterior, mas com o câmbio e DIs afetados negativamente pelo risco fiscal e inflação. A Bovespa encerrou com alta de 0,52% e índice em 119.395 pontos, o dólar voltando para R$ 5,19 e os DIs mais longos com taxa de juros na casa de dois dígitos novamente. Durante a noite, a Câmara aprovou a reforma do imposto de renda depois de muitos acordos e pressão de Arthur Lira pelo placar de 398 X 77, e hoje vota os destaques para seguir para votação no Senado e com hipóteses de ser derrotada. Afinal, ontem o Senado impôs duas derrotas ao governo, sendo a MP 1045 sobre o trabalho a pior para o ministro Onyx. Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia com altas, a Europa operando com viés positivo e sem maiores definições e os futuros do mercado americano com valorizações neste início de manhã. Aqui, seguimos em zona de indefinição, até que o Ibovespa consiga ultrapassar a faixa de 121.000/122.000. Na Coreia do Sul, o PIB do segundo trimestre expandiu 0,8% e contra igual período do ano anterior com alta de 6,0%. Na zona do euro, a inflação medida pelo PPI (atacado) de julho registrou alta de 12,1% na comparação anual e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostrou a inflação de seus membros pelo CPI (consumidor) subindo para 4,2% na comparação anual de julho, vindo de 4,0% no mês anterior. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,63%, com o barril cotado a US$ 69,02. O euro era transacionado em alta para US$ 1,185 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em 1,29%. O ouro e a prata mantinham altas na Comex e commodities agrícolas com desempenho misto na Bolsa de Chicago. Aqui, o risco fiscal e inflação em alta dominam as preocupações dos investidores, com projeções de crescimento encolhendo, principalmente em 2022, em parte por conta da crise hídrica. Já os empresários, pediram que o presidente volte com o horário de verão, principalmente por conta de eventual racionamento.
05:25
September 2, 2021
Foi só uma brisa
Não foram os bons ventos externos que chegaram por aqui para acelerar os mercados, mas bateu uma brisa leve. Novamente, os principais mercados acionários tiveram desempenho comparativamente melhor que a Bovespa, especialmente as Bolsas europeias, exceção para Frankfurt, em função da queda do nível de atividade industrial e também do tombo nas vendas no varejo. Logo cedo, tivemos a divulgação de dados de conjuntura não tão positivos no exterior, mas com o BCE (BC europeu) reafirmando a transitoriedade da inflação dentro do grupo. Nos EUA, a nova pesquisa ADP sobre a criação de vagas pelo setor privado em agosto frustrou com 374.000 vagas, quando o previsto eram 600.000. Na sequência, tivemos a divulgação do PMI industrial de agosto, que como todos os que já tinham sido anunciados mostrou desaceleração, caindo para 61,1 pontos, vindo de 63,4 pontos. Já o ISM de Chicago mostrou alta para 59,9 pontos, de anterior em 59,5 pontos. Todos os índices de atividade (exceção para a China) ficaram acima de 50 pontos, mostrando expansão. Também tivemos o investimento em construção, que cresceu em julho 0,3%, e os estoques de petróleo em queda na semana anterior de 7,2 milhões de barris e gasolina crescendo 1,2 milhão, com uso da capacidade de refino encolhendo para 92,47%. Mas a tendência geral é de redução das previsões de crescimento em 2021 e também em 2022, inclusive no Brasil, por efeito de retirada de estímulos e principalmente pela variante Delta da covid-19. A OPEP+, como prevíamos, referendou o crescimento mensal da produção de petróleo em 400 mil barris, mas estendeu essa postura até o mês de dezembro, com próxima reunião marcada para o início de outubro. No mercado internacional, função da decisão da OPEP+, o preço do óleo WTI, negociado em NY, mostrou recuperação parcial da queda e tinha recuo de 0,09%, com o barril cotado a US$ 68,44. O euro era transacionado em alta para US$ 1,1184, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,30%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex, e commodities agrícolas com viés negativo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado, em Qingdao, na China, é que sofreu forte tombo de 6,66%, com a tonelada sendo negociada em US$ 143,43.
05:03
September 2, 2021
Esperamos que bons ventos cheguem até aqui
O dia começa mostrando que pode ser de recuperação no mundo. Esperamos que possa chegar até aqui, mesmo com muitos ruídos e expectativas, com a crise institucional e hídrica. Ontem foi mais um daqueles dias complicados no cenário local, com indicadores importantes sendo anunciados, virada de mês que agrega sempre volatilidade, rebalanceamento da carteira do Ibovespa, declarações intempestivas de Bolsonaro afetando Petrobras e dados do orçamento de 2022. Resultado, Bovespa encerrando com queda de 0,80% (melhorou no finalzinho), dólar fechando em queda de 0,38% e cotado a R$ 5,17, após ter batido em R$ 5,11 ao longo do dia. Agosto mostrou queda de 2,48% e em dois meses perdemos 6,32%. Hoje, mercados começando melhor com as Bolsas da Ásia encerrando majoritariamente em alta, Europa e futuros americanos também em início de dia positivo. Aqui, enquanto não perdermos faixa pouco abaixo de 117.000 pontos do Ibovespa ou ganharmos o patamar de 121.000/122.000, vamos ficar sem definição de tendência. Os ruídos têm impedido postura mais clara dos investidores. Investidores hoje vão ficar de olho em dados dos EUA, decisão da OPEP+ sobre produção de óleo, que deve ser mantida em pequena expansão mensal, e aqui com os ruídos do orçamento, bandeira vermelha 2 com R$ 14,20 para cada 100 kwh consumido (estava em R$ 9,49), afetando a inflação e audiência pública no Congresso, de Campos Neto.
05:22
September 1, 2021
O Alienista
O Brasil anda lembrando o livro “O Alienista”, de Machado de Assis, ou o filme “Asilo Muito Louco”, de Nelson Pereira dos Santos. Cada um toca para um lado, ninguém se entende e o país fica à deriva. Lembra também o ditado que diz que em “casa que falta o pão, todos berram e ninguém tem razão”. Com isso, enquanto os mercados externos sobem, aqui ficamos parados ou caímos. Mas, quando lá fora a situação é ruim, aqui fica muito pior. Hoje foi típico disso, com mercados mais fracos e aqui queda acentuada durante boa parte do dia. Bovespa em queda e dólar surpreendendo com queda forte. Mas virada de mês (e mês tumultuado) é sempre assim. Além do mais, dia de rebalanceamento do Ibovespa e consequente ajuste de carteiras. No exterior, a União Europeia anunciou que atingiu a meta de vacinar completamente 70% da população adulta, e o BCE que não deve mudar a política acomodatícia apesar da inflação alta pelo CPI de agosto de 3% anual. Mas o cenário inflacionário pode acabar permitindo o fim da compra de ativos em março. A Índia anunciou que o PIB do trimestre encerrado em junho registrou alta de 20,1% e, no Canadá, a expansão do PIB foi de 1,1% no segundo trimestre. Nos EUA, o índice de atividade ISM de Chicago caiu para 66,8 pontos, de previsão de ficar em 69,4 pontos, e a confiança do consumidor também desacelerando em agosto. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,98%, com o barril cotado a US$ 68,53. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,181, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,30%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex, e commodities agrícolas também com boas quedas na Bolsa de Chicago. Queda de 1,91% para o minério de ferro negociado em Qingdao, na China, com a tonelada em US$ 153,67, acumulando perda de 15,3% em agosto. Aqui, o lado político fervilhando. Bolsonaro versando sobre o racha com seu vice Mourão, dizendo que vai conversar com ele nos próximos dias, e também falando que a cadeira dele tem criptonita para ninguém chegar perto (referência aos efeitos danosos sobre o Super-Homem dos quadrinhos). Bolsonaro também voltou a mexer fortemente sobre as ações da Petrobras, ao dizer que vai começar a trabalhar no preço dos combustíveis, citando a Petrobras (as ações chegaram a cair mais de 4,6%) e possível ingerência na companhia. A Câmara aprovou audiência pública para o ministro Paulo Guedes, Caixa Econômica e Banco do Brasil sobre a saída da Febraban e suspeitas de Pedro Guimarães ter coagido bancos a não assinarem manifesto. Já as relações de Paulo Guedes com o Senado andam às turras e, certamente, devem gerar maior dificuldade de aprovação de medidas importantes (ou nenhuma). Por sua vez, o relator da PEC dos precatórios afirma que a proposta deve ser mantida, mesmo com eventual acordo do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
06:24
September 1, 2021
Fechamento de mês sempre complica
Último dia do mês de agosto e faltando apenas a sessão de hoje, a Bovespa mostra queda acumulada de 1,69% e no ano, valorização de somente 0,61%. Final de mês é sempre mais problemático por conta dos ajustes de posições dos investidores e especialmente esse, com a aproximação de 07/09, que pode incluir severas manifestações. Ontem, a Bovespa teve mais um dia de queda de 0,78% e índice em 119.740 pontos, enquanto o dólar encerrou praticamente estável e cotado a R$ 5,19, com os juros dos DIs curtos mais frouxos e os longos mais pressionados. Os investidores, por aqui, estão estressados com o ambiente político tenso, expectativa de grandes manifestações pró e contra o governo em 07/09, manifestos de entidades de classes, reformas que não andam e crise hídrica. Além disso, expectativa de medidas populistas. Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia majoritariamente com altas, Europa tentando se manter no campo positivo neste início de manhã e futuros do mercado americano com valorizações, mas ainda sem muita definição. Aqui, precisamos chegar e passar a faixa de 122.500 pontos do Ibovespa para firmar um pouco a recuperação e buscar o patamar de 124.000/125.000 pontos. Mas está difícil com toda a situação de tensão. Na França, o PIB do segundo trimestre expandiu 1,1%, mas ainda está 3,2% abaixo do período pré-pandemia. Na Itália, o PIB do segundo trimestre cresceu 2,7% e mostra na comparação anual alta de 17,3%. Na zona do euro, a inflação medida pelo CPI de agosto saltou 3,0% na comparação anual, no maior nível desde 2011. Na China, o PMI industrial retrocedeu para 50,1 pontos, vindo de 50,4 e expectativa de ficar em 50,2 pontos, confirmou a desaceleração da economia. Mas o PBOC (BC chinês) mandou que os bancos voltem a ampliar empréstimos. O presidente Biden, apesar das críticas, volta a defender o fim da missão no Afeganistão e o BCE (BC europeu) reforçou que na sua visão a inflação da região é transitória, depois da inflação alta de agosto. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,85%, com o barril cotado a US$ 68,62. O euro era transacionado em alta para US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,29%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago. Aqui, a Fiesp estende o prazo de adesão ao manifesto depois de muita polêmica, mas entidades do agronegócio produziram outro manifesto pleiteando defesa do Estado Democrático de Direito. Já sobre a novela dos precatórios, a proposta do CNJ pode gerar uma bola de neve de pagamentos nos próximos anos e até que termine a limitação pelo teto de gastos. O presidente Bolsonaro está sendo aconselhado a prorrogar o Auxílio Emergencial, mas a área econômica não enxerga fundamentos para tal. Na agenda do dia, dados que podem mudar o comportamento dos mercados, tensão política e fechamento de mês. Mas a expectativa inicial é de Bovespa podendo buscar recuperação, dólar mais fraco (depende do noticiário) e juros em queda. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:25
August 31, 2021
Ambiente político afetando a precificação
Faz tempo que temos destacado que o ambiente político tem afetado a precificação dos ativos bem mais que a situação da economia e das empresas. Na verdade, desde antes do impeachment da presidente Dilma, isso acontece quase que de forma sistemática. Hoje foi mais um dia típico disso, com mercados operando em alta em praticamente todo o mundo e, aqui, com a Bovespa em queda e dólar com grande volatilidade, assim como os juros. Performance de recordes sucessivos do mercado americano, com retornos em 2021 da ordem de 20% ou mais, enquanto a Bovespa com mísera valorização de menos de 1%. Não estamos eximindo a economia de reflexos com todas as idiossincrasias, mas apenas afirmando que o político pesa mais. Nesta semana, e até que durem as incertezas sobre as manifestações programadas para o Sete de Setembro, vamos viver isso com larga intensidade. Começamos a semana dessa forma, e há possibilidade de intensificar nos próximos dias. No mercado internacional, a Alemanha anunciou a inflação pelo CPI de agosto em alta anual de 3,9%, dentro do previsto, e União Europeia retirou os EUA da lista de países considerados seguros para retomar viagens. Ainda lá, tivemos declarações sobre o Brasil, onde o discurso de Bolsonaro precisa ser traduzido em fato para mudar a visão sobre o país.
05:41
August 31, 2021
Dia pode ser novamente positivo
A semana passada, apesar de tudo que aconteceu no exterior e a tensão interna, acabou sendo bem absorvida pelos investidores, muito em função das declarações suaves do presidente do FED, Jerome Powell, na última sexta-feira, petróleo em alta e minério também. A Bovespa terminou a semana com alta acumulada de 2,22% e índice em 120.677 pontos (no ano tem alta de somente 1,4%), dólar em queda de 3,5% e cotado a R$ 5,19, petróleo WTI com valorização de 10,28% e minério de ferro na China com +12,0%. Vale siderúrgica e Petrobras ajudaram muito na recuperação. A nova semana começa com agenda cheia de eventos com capacidade de mexer com os mercados e a tensão podendo aumentar por conta da possibilidade de manifestações em 7 de setembro e orçamento de 2022. A semana está começou com mercados da Ásia em alta, Europa também em alta neste início de manhã e futuros do mercado americano com viés positivo. Aqui, se conseguirmos furar a zona de 122.000/123.000 pontos do Ibovespa, a situação volta a melhorar, abrindo maior espaço para recuperação. Nos EUA, Biden homenageou os mortos americanos no Afeganistão, desarmou novo ataque do Estado Islâmico, mas caíram foguetes na proximidade do aeroporto de Cabul. O furacão IDA interrompeu fornecimento de energia em áreas da Louisiana e derruba o preço do petróleo no mercado internacional após boa recuperação. Na zona do euro, o índice de sentimento econômico de agosto caiu para 117,5 pontos, de previsão de ficar em 118,0. A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disse que seus membros permanecem com PIB abaixo do período pré-pandemia, mesmo com o segundo trimestre mostrando boa aceleração. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,71%, com o barril cotado a US$ 68,25. O euro era cotado em alta para US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,31%. O ouro e a prata com leve queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto. Aqui, o presidente da Câmara, Arthur Lira, tenta evitar final inglório para a reforma do imposto de renda, que pode ser retirada pelo governo ou deixar caducar. Na agenda do dia, teremos a divulgação do IGP-M de agosto (expectativa de +0,78%), a confiança do comércio e serviços de agosto e a nova pesquisa semanal Focus, do Bacen. Além disso, o resultado primário do governo central. Nos EUA, o índice de atividade de Dallas e durante a noite indicadores de atividade na China. Expectativa para o início do dia de Bovespa seguindo em recuperação, dólar e juros mais fracos. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:25
August 30, 2021
Um FED suave e bom humor global
Os investidores aguardaram durante toda a semana o início do simpósio de Jackson Hole, dos bancos centrais dos EUA, e principalmente o discurso do presidente Jerome Powell, que pode emplacar um segundo mandato. Os mercados reagiram positivamente ao discurso dovish de Powell e comemoraram com boas altas. Isso facilitou também a recuperação dos mercados aqui, além do bom comportamento do petróleo em minério de ferro no mercado internacional. Também ajudou a fazer preço dos ativos a fala de Bolsonaro e do presidente da Câmara sobre as manifestações do 7 de Setembro. No cenário externo, desde cedo, tivemos declarações de vários presidentes regionais do FED pavimentando a estrada para Powell, declarando que o tapering poderia ser anunciado e começar logo. Nessa linha, foram Bostic, de Atlanta, Kaplan, de Dallas, Loretta Mester, de Cleveland, e James Bullard, de ST. Louis; com maior ou menor ênfase. Portanto, o discurso de Powell só trouxe benefícios aos mercados. Powell disse que, se a economia seguir evoluindo com inflação já próxima do esperado e desemprego chegando, a retirada de estímulos pode ser anunciada ainda neste ano, mas que seguirão com compras de ativos até progresso substancial rumo às metas. Acrescentou que, mesmo após encerrarem as compras, a carteira do FED seguirá elevada e apoiando a posição acomodatícia. Reforçou que a inflação alta é transitória e sem pressão disseminada, e que forças desinflacionárias começam a surgir no curto prazo. Alertou que os requisitos para elevação dos juros serão mais rigorosos que o tapering e que vão avaliar o impacto da variante delta. Como dito, os mercados comemoraram com altas. Ainda nos EUA, foram anunciado os gastos com consumo de julho em alta de 0,3% e a renda pessoal com expansão de 1,1%. Já o deflator de preços do consumo evoluiu 0,4% e seu núcleo com alta de 0,3%. O indicador de confiança do consumidor de Michigan é que teve boa queda em agosto para 70,3 pontos, vindo de 81,2 pontos, e com previsão de ficar em 71 pontos. O índice de condições atuais também observou contração para 78,5 pontos, vindo de 84,5 pontos. Mas, aparentemente, é um episódio afetado pela variante Delta e a inflação. Na China, o lucro industrial de julho cresceu 16,4% na comparação anual, mas desacelerou em relação aos 20% do mês anterior na mesma base. No comparativo dos primeiros sete meses do ano, a expansão é de 57,3%. A China também planeja proibir as empresas de tecnologia de abrirem capital fora do país e vai leiloar 150 mil toneladas de metais de suas reservas para conter preços de commodities. Ainda lá, registramos que a injeção de recursos na semana realizada pelo PBOC (BC chinês) foi a maior desde o mês de fevereiro. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrou alta desde o início do dia em função da possibilidade de furacão no Golfo do México e era negociado em alta de 1,96%, com o barril cotado a US$ 68,74. O euro era transacionado em alta para 1,179, e notes americanos com taxa de juros de 1,32%, em queda. O ouro e a prata com boas altas na Comex, e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago. O minério de ferro, com mais um dia de boa alta em Qingdao, na China, valorizou 3,03%, com a tonelada encerrando durante a madrugada em US$ 157,55 e valorização na semana de +12%. No segmento doméstico e no ambiente político, começamos o dia com Bolsonaro dizendo que não haverá violência no 7 de Setembro, exaltando a confiança no exército e falando que nunca faltará com o povo brasileiro. Mas também chamou de idiota quem defende comprar feijão e recomendou a compra de fuzil, renovando ataques ao STF. Arthur Lira (Câmara) também pautou que não haverá nada em 07/09, minimizando as manifestações que devem ter muitas provocações.
05:20
August 27, 2021
Esperando Jackson Hole
Os investidores no mundo vão esperar o noticiário proveniente da reunião de bancos centrais dos EUA, em Jackson Hole, e principalmente o discurso de Jerome Powell, que ocorre às 11h de Brasília, para adotarem postura mais firme para seus investimentos. Ontem, a Bovespa encerrou com queda forte de 1,73%, índice em 118.724 pontos e o dólar com alta de 0,96%, cotado em R$ 5,26. Além do estresse externo com a reunião de Jackson Hole, pesaram a preocupação com as manifestações marcadas para 7 de setembro, as complicadas reformas que não andam e as pressões exercidas contra o governo. Nem mesmo o petróleo engolindo parte das perdas no mercado internacional e o minério em alta pelo terceiro dia conseguiram apagar quedas. Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia com viés negativo, as Bolsas europeias sem definição esperando discursos e futuros do mercado americano antecipando momento melhor, com leve alta. Aqui, mantemos a posição de que enquanto não passarmos com consistência a faixa de 121.000/122.000 pontos do Ibovespa não teremos maiores definições. Como dito, os investidores vão aguardar discurso de Jerome Powell, buscar direção nas entrelinhas, para somente então adotar posição mais forte. O tapering assusta.
05:40
August 27, 2021
Incertezas derrubam bolsas e puxam o dólar
O dia pode ser caracterizado como de grande incerteza no cenário externo e também interno, afetando o comportamento dos mercados de risco. Com isso, o dólar se apresenta como a melhor proteção, o porto seguro; e os mercados acionários sofrem. Foi dia de queda em praticamente todos os mercados acionários importantes do mundo, começando pela Ásia, durante a madrugada, passando pela Europa (melhorou levemente em relação ao início) e chegando ao mercado americano, Bovespa e alta do dólar no segmento local. O pano de fundo segue sendo a ampliação da infecção pela covid-19 e variante Delta, mas os investidores ficaram arredios com a reunião e declaração amanhã do presidente do FED, em Jackson Hole, sobre a retirada de estímulos monetários. Sobre isso, tivemos posicionamentos hoje de Esther George (Kansas) e de Bullard (St. Louis), acreditando em tapering ainda neste ano, e Bullard adicionalmente falando de bolha no mercado imobiliário. De qualquer forma, nada deve ser resolvido na reunião, mas investidores vão buscar nas entrelinhas. Também no BCE, existe a leitura possível de tapering, mas um pouco mais distante ou até que a inflação esteja no patamar de 2%, e de forma duradoura.  Por enquanto, os estímulos permanecem.
05:54
August 26, 2021
Mercados seguem sem firmar tendência
Ontem, os mercados domésticos tiveram desempenho comparativamente melhor que outros no exterior, mas hoje voltamos à situação normal de pior comportamento, sem fixar tendência mais definitiva. Ontem, nossa interpretação era somente um ajuste técnico, o que parece ter sido confirmado. Bem verdade que o exterior também não ajudou muito na sessão de hoje, exceto talvez pelo petróleo, que voltou a mostrar alta e estava cotado acima de US$ 68, por conta de queda dos estoques nos EUA na semana passada acima do previsto. No exterior, o PBOC aumentou a injeção de recursos no sistema financeiro para aliviar preocupação com aperto. A China também reabriu terminal portuário (o segundo mais importante do país), que tinha sido fechado devido à pandemia de covid-19. Falando nisso, a OMS registrou estabilidade dos casos de infecção e óbitos na semana passada, enquanto, no Japão, houve expansão do estado de emergência para mais 8 prefeituras, o que deve continuar pressionando a economia. Nos EUA, as encomendas de bens duráveis encolheram 0,1% em julho, de previsão de redução de 0,5%. Os estoques de petróleo também caíram 3 milhões de barris, de previsão de -2,4 milhões. Isso mexeu com preços em alta do barril de óleo no mercado internacional. Mas os investidores seguem aguardando a abertura do simpósio de Jackson Hole e a fala de Jerome Powell na sexta-feira para adotar postura mais definitiva em relação ao posicionamento de carteiras.
05:54
August 25, 2021
Dia começando sem muita tração
O dia está começando meio sem tração nos principais mercados acionários do mundo, mais tentando manter o viés positivo dos últimos dias. Investidores aguardando início do simpósio de Jackson Hole e dos bancos centrais amanhã. Ontem, tivemos dia de recuperação na Bovespa, dólar em queda e juros também, apagando um pouco as perdas recentes de sessões anteriores. A Bovespa encerrou com alta de 2,33% e índice em 120.210 pontos, dólar em queda de 2,23% e cotado a R$ 5,26 e juros longos voltando em alguns vencimentos para casa de um dígito. Um processo típico de ajuste técnico sem mudar muito tendência. Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia novamente com viés mais para positivo, Europa operando mista neste início de manhã, querendo melhorar, e futuros do mercado americano marginalmente positivo. Aqui, temos que avançar para o patamar de 121.000/122.000 pontos do índice, para consolidar um pouco mais a recuperação, mas a situação segue tensa, notadamente do lado político e na expectativa de manifestações do 7 de setembro. No exterior, como dito, investidores aguardam a abertura da reunião de Jackson Hole e discurso de Jerome Powell, presidente do FED, mas pode ser um anticlímax sem anúncio sobre a retirada de estímulos. A discussão maior agora parece estar na elevação do teto da dívida americana, e com o presidente Biden conversando com congressistas sobre o orçamento de US$ 3,5 trilhão e o pacote de infraestrutura. Aliás, segundo o noticiário, a Câmara americana avança nas discussões sobre orçamento, para depois determinar sobre a infraestrutura. Biden também comunicou ao G-7 que o cronograma de saída do Afeganistão está mantido em 31/08. Na Alemanha, o índice IFO de sentimento das empresas encolheu para 99,4 pontos em agosto, vindo de 100,7 pontos, enquanto o de expectativas econômicas caiu para 97,5 pontos, de anterior em 101. O índice de condições atuais é que evoluiu para 101,4 pontos, de anterior em 100,4. O BCE (BC europeu) anunciou que deve revisar para melhor suas projeções de indicadores de conjuntura. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, tenta se manter novamente em alta revertendo tendência de queda da manhã e subindo 0,04% e cotado a US$ 67,57. O euro era transacionado em queda para US$ 1,175 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,30%. O ouro e a prata mostravam quedas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda, depois das fortes altas de ontem. Aqui, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, quer compromisso com reforma tributária verdadeira, que simplifique a ajuste a carga tributária. Já Arthur Lira, da Câmara, diz buscar alternativas para os precatórios sem ferir o teto de gastos. O Governo estuda revisar subsídios e abrir brecha para o programa Auxílio Brasil. O ministro Paulo Guedes diz que topa reforma tributária ampla, se tiver o apoio dos municípios. Campos Neto, do Bacen, disse preocupado com a trajetória da dívida pública, mas depois minimizou isso. A Fipe anunciou o IPC da terceira quadrissemana de agosto em alta de 1,40%, após anterior em +1,35%. A difusão também ampliou para 74,73%. Já a FGV divulgou a confiança do consumidor de agosto em queda de 0,4 ponto, para 81,8 pontos. A agenda do dia está cheia de eventos com capacidade de mexer com os mercados domésticos. Teremos a nota do setor externo, a de mercado aberto, o relatório da dívida pública e a arrecadação, tudo referente ao mês de julho. Nos EUA, sairá as encomendas de bens duráveis de julho, os estoques de petróleo e derivados da semana anterior e discursos de dirigentes do FED. Expectativa para o dia de Bovespa podendo tentar nova alta, dólar ainda forte no exterior e juros mais calmos. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:52
August 25, 2021
Apagando parte das perdas anteriores
O dia foi de boa recuperação no segmento local, com Bovespa em alta, dólar em queda e juros também, apagando movimento contrário da semana passada. Em boa parte, as recuperações do petróleo, no mercado internacional, e do minério de ferro, na China, foram os grandes responsáveis, juntamente com a fala do presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre reformas. Podemos considerar como sendo um ajuste técnico, mas que ainda não muda o quadro geral. Certamente, a melhora dos mercados de risco no exterior também ajudou. No exterior, o BCE (BC europeu) declarou que o setor financeiro não bancário elevou riscos e é necessária maior regulação. Já a União Europeia prometeu ajuda ao Afeganistão com foco humanitário, mas exige compromisso contra o terror. A OMS (Organização Mundial da Saúde) reforçou pedido para atrasar a aplicação de reforço ou terceira dose para depois que toda a população esteja vacinada. Porém, alguns países já estão anunciando reforço para setembro. Nos EUA, as vendas de imóveis novos mostraram alta de 1% em julho, e a presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi, indicou que estão próximos de um acordo com os Democratas para viabilizar a agenda de crescimento do presidente Biden. O leilão de notes de dois anos foi feito com yield de 0,242, com demanda acima da média. Mas o maior problema americano será a elevação do teto da dívida, que pode voltar a estressar os mercados. Já na China, a pandemia provocou gargalos na cadeia produtiva e pode vir a exportar inflação para outros países. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 3,02%, com o barril cotado a US$ 67,62. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,175, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,29%. O ouro e a prata encerrando com altas na Comex, e commodities agrícolas em alta na Bolsa de Chicago. O minério de ferro, negociado em Qingdao, na China, mostrou alta de 6,89% durante a madrugada, com a tonelada fechando cotada em US$ 146,13. No segmento doméstico, calaram fundo declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira, tirando da pauta de hoje a votação marcada da reforma do Imposto de Renda e alertando sobre mudança de estratégia. Também defendeu que os precatórios devam ficar dentro do teto de gastos, o que acalmou investidores, mas nem tanto, já que podem mexer no teto de gastos. Ainda na economia, além da dominância fiscal que economistas começam a discutir, hoje foi dia de se falar sobre estagflação rondando o ano de 2022. No âmbito político, Bolsonaro disse que pretende estar presente em Brasília e também na Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo dia 07 de setembro, mas não conseguiu colocar muito fogo com isso. No mercado, dia de dólar em queda de 2,23% e fechando cotado a R$ 5,26. No segmento Bovespa da B3, na sessão de 20/08, os investidores estrangeiros alocaram recursos no valor de R$ 901,3 milhões, deixando o saldo positivo do mês de agosto em R$ 7,55 bilhões e o ano acumulando ingressos de R$ 47,3 bilhões. No mercado acionário, dia de alta de 0,24% na Bolsa de Londres, Paris com -0,28% e Frankfurt com +0,33%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,22% e 0,07%. No mercado americano, o Dow Jones em alta de 0,09% e Nasdaq com 0,52%. Na Bovespa, dia de alta de 2,33% e índice em 120.210 pontos, muito em função do desempenho de ações ligadas às commodities e ao setor bancário. Na agenda de amanhã, teremos a prévia da inflação oficial de julho, que pode ter ficado em +0,71%, a nota do setor externo e de mercado aberto de julho, o relatório da dívida de julho e a arrecadação pela Receita Federal. Nos EUA, as encomendas de bens duráveis de julho e os estoques de petróleo e derivados da semana anterior. Boa noite! Alvaro Bandeira Economista-chefe do banco digital modalmais
04:53
August 25, 2021
E segue a novela
Segue a novela interna de disputas entre os três poderes e dissenções, fazendo com que os mercados aqui não evoluam. A Bovespa mostra queda acumulada no ano de 1,30%. Ontem foi mais um dia de mercado no Brasil atuando na contramão dos principais mercados do mundo. A Bovespa encerrou com queda de 0,49% e índice em 117.471 pontos, dólar oscilando muito para fechar estável em R$ 5,38 e com juros pressionados. Nos EUA, o Dow Jones terminou o dia com alta de 0,61% e Nasdaq com +1,55% (recorde de pontuação). Motivo aqui pode ser atribuído ao risco institucional alto das últimas semanas, expectativa de fura-teto por parte do governo e por medidas populistas que começam a ser esboçadas. Hoje, os mercados da Ásia voltaram a encerrar com boas altas e apetite ao risco (destaque para Hong Kong com +2,46%), Europa começou em alta também, mas perde tração na sequência e futuros do mercado americano com comportamento positivo. O petróleo também em nova alta (ontem registrou recuperação de mais de 5,0%) ajuda no quadro positivo. Aqui, mercado só ganha tração quando se aproximar de 121.000 pontos do Ibovespa, mas mostra fraqueza se perder 116.000 pontos. Na Alemanha, a segunda leitura do PIB do segundo trimestre mostrou expansão de 1,6% (previsão era +1,5%) e na comparação anual com alta de 9,8%. No Peru, o PIB do segundo trimestre na comparação anual cresceu 41,9%. A (OCDE Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicou que o comércio dos países do G-20 registrou novo recorde no segundo trimestre, mas mostra sinais recentes de desaceleração. Nos EUA, os democratas moderados entraram em choque com Biden e Nancy Pelosi (presidente da Câmara) por conta dos trilhões no orçamento de 2022 dos programas propostos. Já a Vice-Presidente Kamala Harris, em discurso em Cingapura, acusou a China de coerção e intimidação. A SEC (correspondente da nossa CVM) emitiu novas exigências para que empresas chinesas façam IPOs no mercado americano. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,52%, com o barril cotado a US$ 66,64. O euro era transacionado em US$ 1,17 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,27%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta nas negociações da Bolsa de Chicago. No cenário local, o governo discute plano B para a PEC dos precatórios com o todo ou parte fora do teto de gastos, situação que ninguém gostaria que acontecesse. Mas Paulo Guedes diz que tem forte programa de manutenção do teto de gastos e manteve as perspectivas equilibradas. O presidente da Câmara, Arthur Lira, quer votar hoje a reforma do imposto de renda, que não tem consenso e agrega distorções maiores para os assalariados, com a possibilidade de maior “pejotização”. Governadores também estão preocupados com a adesão de oficiais da Polícia Militar às manifestações que estão sendo programadas para o 7 de setembro. Manifestações que até aqui contarão com a participação de Bolsonaro. Na agenda do dia local, somente entrevistas de Paulo Guedes e Campos Neto, ficando o mercado ao sabor do noticiário. No exterior, teremos o índice de atividade industrial de Richmond de agosto e as vendas de casas novas de julho. Expectativa para o dia de Bovespa podendo tentar recuperação (depende do clima político), dólar ainda pressionado e o mesmo para os juros. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:55
August 24, 2021
Distante do exterior
Mais uma vez, a Bovespa destoou do mercado internacional em dia de alta quase plena. O dólar também trilhou volatilidade e viés de alta, apesar da fraqueza externa. Nem mesmo a forte alta do petróleo no mercado internacional fez as ações da Petrobras acompanharem com intensidade parecida. O motivo disso é recorrente e esbarra no risco institucional. Hoje, Bolsonaro voltou a dar declarações polêmicas, com o objetivo de manter apoiadores unidos e levar adiante manifestações até o 7 de Setembro. No exterior, os mercados reverberaram indicadores PMI da atividade composta (indústria e serviços) para diferentes países em agosto. Com exceção do Japão, que ficou abaixo dos 50 pontos, todos mostraram expansão da atividade, apesar da desaceleração. Nos EUA, tivemos o mesmo efeito. Desaceleração do índice composto para 55,4 pontos, vindo de 59,9 pontos, chegando ao menor nível em oito meses. Lembrando que valores acima de 50 pontos mostram expansão da atividade. Ainda nos EUA, as vendas de imóveis usados cresceram 2,8% em julho, quando o esperado era queda de 0,5%. O índice de atividade nacional de Chicago subiu para 0,53 ponto em julho, vindo de -0,01 ponto. O FMI anunciou a alocação de US$ 650 bilhões em Direitos Especiais de Saque (SDR), o que é uma oportunidade única para países combaterem a pandemia. Na zona do euro, a confiança do consumidor de agosto caiu para -5,3 pontos, vindo de -4,4 pontos. Já Israel divulgou que a terceira dose da vacina da Pfizer aumenta a proteção contra a covid-19 em seis vezes. Na China, o PBOC (BC chinês) se comprometeu com crescimento estável do crédito em meio à desigualdade na recuperação. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 5,92%, com o barril cotado a US$ 65,82. O euro era transacionado em alta para US$ 1,174, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,25%. O ouro e a prata também com fortes altas na Comex, e commodities agrícolas majoritariamente com altas na Bolsa de Chicago. O minério de ferro teve nova madrugada de queda em Qingdao, na China, com -2,66% e a tonelada cotada em US$ 136,71. No segmento doméstico, a nova pesquisa semanal Focus, do Bacen, trouxe a inflação oficial novamente em alta para o fim de 2021 (20ª seguida) em 7,11%, de anterior em 7,05%, acima do teto da meta, e com 2022 também em alta para 3,93%. A Selic ficou estável em 2021 e 2022 no patamar de 7,50%, e o PIB encolhendo na margem para 5,27% em 2021. A produção industrial também caiu para 6,40% (anterior em 6,43%) e dólar estável em R$ 5,10 para o fim deste ano. Em compensação, o saldo da balança comercial evoluiu para US$ 70 bilhões em 2021 e, em 2022, também em alta para US$ 63,5 bilhões. A CNC (Confederação Nacional do Comércio) mostrou que a intenção de consumo das famílias cresceu 2,1% em agosto, mas ainda está 0,4% aquém do período pré-pandemia. No ambiente político, a situação continuou tensa e mexeu novamente com os mercados, depois de um fim de semana também estressante. Bolsonaro recuou do veto e resolveu sancionar pagamentos de emendas do relator geral na LDO de 2022, e parlamentares poderão indicar gastos no orçamento, posição diferente da última sexta-feira. Bolsonaro também voltou a desafiar governadores para zerarem ICMS do botijão de gás e ainda não descartou o Vale Gás. Voltou a dizer que vacinas são experimentais e quer o fim da obrigatoriedade de máscaras. Também reiterou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, ainda que não tenha provas. Com isso, o risco institucional ficou alto e os mercados sentiram os impactos.
05:01
August 24, 2021
Mercados em recuperação
Na semana passada os investidores no mundo (e aqui também) buscaram proteção de seus investimentos em função da expansão do covid-19, da variante delta e da possibilidade de antecipação do tapering, pelo FED americano, que poderia ser anunciada na reunião de Jackson Hole. Mas isso mudou um pouco, aparentemente ficando para a reunião de final de setembro. Aqui o estresse institucional foi cada vez mais forte e levou a Bovespa a acumular queda na semana passada de 2,59%, com índice em 118.052 pontos e o dólar fechando em R$ 5,38 (+2,67%), depois de quase esbarrar em R$ 5,50. Hoje, tudo parece ter perdido o sentido, diante das altas dos mercados de risco. As Bolsas da Ásia encerraram o dia com boas altas (Tóquio +1,75% e Xangai com =1,45%), Europa começando o dia com boas altas e o mesmo acontecendo com os futuros do mercado americano. Aqui, muito ruído político pode limitar a recuperação e a Bovespa não deveria perder patamar de 117/116.000 pontos, sob pena de acelerar vendas e giro de ativos. Investidores observam a divulgação de indicadores PMI da atividade composta (indústria e serviços) em diferentes países no mês de agosto, todos desacelerando, mas dentro das expectativas. No Japão, o índice composto cedeu para 45,9 pontos, vindo de 48,8, e o único abaixo dos 50 pontos, o que indica contração das atividades. Na Alemanha, o índice cedeu para 60,6 pontos, vindo de 62,4. Na zona do euro, queda para 59,5 pontos, de 60,2 e no Reino Unido em contração para 55,3 pontos, vindo de 59,2, e no menor nível em seis meses. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 2,96%, com o barril cotado a US$ 63,98. O euro era transacionado em alta para US$ 1,172 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em alta para 1,28%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na Bolsa de Chicago. Aqui, muito ruído desde o final da última sexta-feira quando o governo de Bolsonaro entrou no Senado com pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e promete entrar também contra Luiz Roberto Barroso. Partidos, parlamentares, ex-ministros da Justiça e o próprio presidente do Senado dizem não haver fundamento para tal. Isso já produziu a inviabilidade da indicação de André Mendonça para vaga no STF e deixou o presidente do Senado e o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira constrangidos. Além disso, Bolsonaro disse que vai participar e discursar nas manifestações do 7 de setembro e já existem convocações sendo feitas por apoiadores, incluindo forças policiais. Na agenda do dia, a nova pesquisa semanal Focus do Bacen, o saldo da balança comercial na semana anterior e o IPC-S da terceira quadrissemana de agosto. Nos EUA, as vendas de imóveis usados de julho. Expectativa para o dia de Bovespa seguindo comportamento externo de alta, dólar e juros ainda pressionados, apesar de mais fraco no exterior. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:49
August 23, 2021
Leve reação dos mercados
A última sessão da semana começou mostrando que o dia poderia ser de renovadas tensões, seja no ambiente externo ou no interno. Bolsas da Ásia com quedas fortes, Europa e futuros dos EUA operando no negativo, petróleo acumulando mais perdas e juros no mundo sem muita direção. Apenas algumas commodities e o minério de ferro mostravam reações de alta, mas, ainda assim, depois de enormes perdas, como o minério na China, que ontem caiu 13,5% e hoje subiu 5,86%. Mas o dia acabou sendo de reações, Bolsas da Europa fechando em alta (exceto Milão quase estável), mercados americanos firmando altas e a Bovespa revertendo queda na parte da tarde. Aqui, mais um problema com o encerramento do prazo agosto do mercado de opções, com os vendidos tentando manter a pressão. Passado o vencimento e com algumas notícias, o Ibovespa assumiu alta branda e progressiva. A agenda fraca do dia deixou o mercado local ao sabor do noticiário político. Bem verdade que o presidente tem moderado seu discurso nesses últimos dias, mas o quadro segue tenso e as novas pesquisas divulgadas mostram que mais da metade (52%) rejeita a forma de governar do presidente. No início do dia, o mercado americano foi pressionado pela notícia de corte de produção nas montadoras de automóveis, forçando as cotações do setor e correlatos em baixa. Já a Bolsa de Hong Kong virou para baixista, depois de queda superior a 20% do último pico (aqui, íamos na mesma direção).
05:01
August 21, 2021
Tensão nos mercados continua
Vamos encerrando uma das piores semanas de 2021 para os mercados de risco no mundo, notadamente no Brasil. Variante delta do covid-19 ampliando espectro de contaminação, China endurecendo regulação em diferentes setores da atividade, bancos centrais de países desenvolvidos discutindo e preparando a retirada de estímulos, além de alguma desaceleração na recuperação econômica. Aqui, além do impacto que isso acarreta, temos a crise institucional, política e econômica levando à redução das expectativas para o resto do ano, em 2022, e a percepção de tendência para furar teto de gasto e políticas populistas pré-eleitorais. Governo, por exemplo, estuda como conter tarifas de energia em 2022 para facilitar eleição. Bolsonaro acrescenta que fará denúncia sobre gestão da Caixa em governos anteriores e decide hoje sobre sanção ou veto do fundo partidário. No exterior, o PBOC (BC chinês) manteve a taxa referencial de juros estabilizada pelo 16º mês seguido em 3,85% e anunciou a lei de proteção de dados mais restritiva do mundo, pior que a europeia. No Reino Unido, as vendas no varejo de julho encolheram 2,5% e na comparação com julho de 2020 em alta de 2,4%, mas frustrou expectativas. Na Alemanha, a inflação medida pelo PPI (atacado) de julho registrou elevação de 1,9% e na comparação anual, 10,4%, maior taxa desde 1975. Nos mercados, prevalece cautela generalizada por mais um dia e na Ásia o encerramento de hoje mostrou queda, Europa também operando no campo negativo neste início de manhã e futuros do mercado americano com igual tendência. Aqui há espaço para recuperação, mas a situação continua complicada. No mercado internacional, o petróleo WTI tem mais um dia de queda de 0,47%, com o barril cotado a US$ 63,39. O euro mostrava queda para US$ 1,167 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,23%. O ouro em alta e a prata com queda na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na Bolsa de Chicago. O presidente Bolsonaro entrou com ação para impedir que o STF abra investigação por conta própria, o que mantém o clima de tensão. Já o Bacen, aprovou resolução regulamentando depósitos voluntários remunerados de instituições financeiras. A agenda do dia é fraca contemplando declarações de Paulo Guedes (as de ontem foram criticadas na Câmara) e de Bruno Funchal, do Tesouro, e nos EUA, fala o presidente do FED, de Dallas, Kaplan. Expectativa para o dia de Bovespa podendo recuperar, mas a tendência é de investidores procurando proteção, dólar e juros pressionados. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
04:44
August 20, 2021
Nau sem rumo
Os mercados parecem um barco sem rumo no meio da tempestade perfeita. Muita rotação de ativos, busca por proteção e comportamento completamente indefinido nos segmentos de maior risco. Logo cedo, o dia parecia que seria terrível, mas, aos poucos, foi ganhando forma alguma recuperação das mínimas atingidas, e esse quadro não se configurou na totalidade, ainda que com algumas quedas fortes, como o segmento de mineração e siderurgia, ou mesmo nova alta forte do câmbio. No âmbito externo, todos já sabem que a covid-19 e variante Delta voltaram a assustar os países, apesar de internações e óbitos em menor escala. Mas ficou restando a desaceleração da atividade na China, mexendo com commodities, a suposição de maior regulação por lá e ainda o ambiente diplomático tenso originado pela tomada do Afeganistão pelo Talibã. Sem contar a possibilidade de tapering mais cedo que o previsto pelo FED. Aqui, o esgarçamento institucional, a crise política e econômica e as mudanças para pior nas projeções de 2022. Tudo isso permeia a percepção dos investidores. No exterior, a OTAN convocou teleconferência extraordinária para a próxima sexta-feira para discutir Afeganistão, e Biden disse que as avaliações indicavam que o Talibã só dominaria Cabul no fim do ano. Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior encolheram 29.000 posições para 348.000, quando o previsto era que ficassem em 365.000. Os pedidos continuados caíram 79.000 posições para 2,82 milhões. Biden comemorou a queda dos pedidos de auxílio, mas citou a recuperação incompleta e que algumas regiões ainda vão precisar de estímulos.
04:58
August 19, 2021
Mercados na banguela
Os mercados iniciaram o dia na banguela, como diriam os caminhoneiros, sobre solto para descer ladeira. Ontem, a Bovespa emplacou o terceiro pregão consecutivo de queda, fechando com perda de 1,07% e aos 116.642 pontos, dólar com alta de 1,95%, cotado a R$ 5,377 e juros fazendo novas máximas. Da máxima do Ibovespa em 16/08 até a mínima de ontem, a queda representa 3,75%, sem muitas possibilidades de reação. No exterior, a possibilidade do FED iniciar o tapering (retirada de estímulos) ainda em 2021 acelerou queda dos mercados, considerando a leitura da ata da última reunião. Isso com o temor da expansão do covid-19 e variante delta assolando o mundo. Aqui, os riscos político e fiscal forçam os mercados, com a percepção de busca de espaço no orçamento para políticas eleitorais, piorando ainda mais o quadro fiscal. Hoje, mercados na Ásia estão tendo dia novamente ruim, sofrendo ainda com a diplomacia internacional e temor regulatório na China. Mercados da Ásia encerraram com quedas fortes e destaque para Tóquio com -1,10% e Hong Kong com -2,13%. Europa começando o dia com perdas próximas de 2,0%, mas tentando alguma recuperação e mercados futuros americanos em queda nesse início de manhã. Aqui, olho na perda do suporte em 115.000 pontos que pode acelerar vendas e levar para outra zona de suporte na faixa de 112.000 pontos. No exterior, Biden já admite a permanência de tropas no Afeganistão além da data limite imposta de 31/08 e a Rússia vê potencial em ajudar e cooperar com o Talibã. Rotação forte nos mercados empurram o petróleo WTI em queda. O óleo estava sendo cotado, em NY, em queda de 3,27%, com o barril em US$ 63,32. O euro era transacionado em queda para US$ 1,169 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,22%, com busca por proteção. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com desempenho negativo na Bolsa de Chicago. Aqui, o PSDB lançou proposta de tributação progressiva de dividendos e tem obtido adesões de parlamentares. A ideia é começar com alíquota de 10% e passar para 15% no ano seguinte, sem considerar para tal, os lucros gerados em 2021. A equipe econômica parece não querer arredar de 20% e já em 2022. Já o presidente, citou fé e crença para sair da crise, mas será preciso ir, além disso e aprovar reformas.
05:45
August 19, 2021
Tentando sair da corrente descendente
Hoje foi dia de os mercados manterem forte volatilidade, aqui e no exterior, mas conseguindo sair da nítida tendência de queda dos últimos dias e até invertendo sinais. No mercado internacional, o petróleo invertendo para queda e, na Bovespa, dia de vencimento de derivativos, para alta, chegando a recuperar o patamar de 118.000 pontos. Mas o curto prazo segue bastante indefinido por conta do exterior e, aqui, por nossas idiossincrasias. O dia foi de agenda fraca, mas com os investidores aguardando a divulgação da ata da última reunião do FED para descobrir alguma situação que indique os próximos passos em direção à retirada de estímulos monetários. Jim Bullard, presidente do FED regional de St. Louis, disse ver progressos que justificariam a retirada de estímulos (tapering) até o primeiro trimestre de 2020 e que a inflação poderia ficar acima de 2,5% em 2022. Já a ata do FED reportou fortalecimento da atividade e emprego com progresso na vacinação. Os membros tiveram acesso a dados para debate interno sobre tapering e seguem acreditando que as pressões inflacionárias são transitórias, mas também mais fortes que o previsto. Sobre tapering, ficou a leitura que a reunião de setembro pode ser oportuna para formar consenso e a redução de estímulos deve ocorrer ainda neste ano, mas alta dos juros ainda demora. Os mercados reagiram com melhora, mas, em seguida, voltaram para tendência mais fraca do dia. Ainda nos EUA, a construção de novas residências de julho registrou queda de 7,0%, mas novas permissões cresceram 2,6%. O Departamento de Energia dos EUA computou queda dos estoques de petróleo na semana anterior de 3,2 milhões de barris, com a utilização da capacidade industrial subindo para 92,2%, vindo de 91,8%. A OMC também divulgou dados otimistas sobre a recuperação econômica de seus membros capturados pelo barômetro de comércio, com o índice atingindo recorde de 110,4 pontos, cerca de 20 pontos maior do que na comparação anual. Já as autoridades de saúde dos EUA estão disponibilizando a dose de reforço de vacinas contra a covid-19 e a variante Delta depois de sucesso nos testes com idosos. No mercado internacional, o petróleo, que tinha começado o dia com boa recuperação, foi perdendo tração e inverteu o sinal, mostrando queda de 2,57% para o WTI, negociado em NY, com o barril cotado a US$ 64,88. O euro era transacionado em leve queda para US$1,17, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,29%, sem muita reação depois do leilão de títulos de 20 anos. O ouro e a prata também tiveram inversão de tendência para quedas na Comex, e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado, em Qingdao, na China, tombou 4,58%, com a tonelada em US$ 153,39, no menor nível desde de fevereiro, depois de ter atingido máxima de US$ 222,39 em julho. Restrições fortes na China justificam o comportamento.
04:39
August 19, 2021
Morning Call: Recuperação é possível
Após absorver quedas pesadas a Bovespa pode tentar alguma recuperação em dia de agenda fraca, mas o viés segue sendo de baixa e busca por proteção dos investidores. O dia de ontem foi marcado por renovada tensão dos investidores e a Bovespa virou negativa no acumulado do ano em 0,94%, após queda de 1,07% na sessão de ontem e índice encerrando em 117.903 pontos, depois de vazar patamar de 117.000. O dólar registrou leve queda de 0,18% e fechou cotado a R$ 5,27, depois de muita oscilação. No exterior, os investidores preocupados com a expansão do covid-19, variante delta, desaceleração de indicadores de conjuntura nos EUA e retirada precoce de estímulos por bancos centrais e/ou governos, geraram prudência por parte dos agentes do mercado, situação que já vinha ocorrendo nas últimas sessões. Aqui, crise política e institucional, além da economia, com preocupação de votação da reforma do imposto de renda, que acabou sendo mais uma vez adiada. Hoje, Bolsas da Ásia terminaram o dia com boas altas e destaque para Xangai com +1,11%, Europa começou o dia em alta, mas já passando para o negativo e mercado futuros dos EUA com quedas. Aqui, a Bovespa conseguiu retomar o patamar de 117.000 pontos do índice no final da sessão e manter zona de suporte em 117.000, mas o próximo suporte está na faixa de 115.000 pontos. Investidores e gestores aguardam a divulgação da ata da última reunião do FED as 15h de Brasília, em dia de agenda fraca e enquanto o petróleo consegue mostrar alta, depois de quatro pregões de queda. No Reino Unido, a inflação medida pelo CPI (consumidor) de julho desacelerou para 2,0% na comparação anual e na zona do euro o mesmo indicador acelerou para 2,2%, mas com o mês de julho em -0,10%. Já o presidente Biden conversou com Boris Johnson, do Reino Unido, (que já tinha conversado com Merkel, da Alemanha) sobre o Afeganistão e concluíram por uma reunião do G-7. Já o Talibã, prometeu moderação, mas a fuga em massa do país prossegue. No mercado internacional, dia de petróleo WTI em recuperação em NY, com alta de 0,65% e barril cotado a US$ 67,02. O euro era transacionado em alta para US$ 1,172 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,27%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago. Aqui, a reforma do imposto de renda teve votação novamente adiada com a concordância do governo e, segundo fiscalistas, “já não se paga”, pelas concessões até aqui feitas. Já o Senado indica que pode derrubar a reforma ou mudar vários itens. A agenda do dia, fraca, terá o fluxo cambial da semana anterior pelo Bacen, e nos EUA, a construção de novas residências e permissões de julho, os estoques de petróleo e derivados da semana anterior (pela API encolheram) e a ata do FED, que pode trazer luzes dos próximos passos. Expectativa para o dia de Bovespa podendo recuperar, mas depende do noticiário, dólar ainda pressionado e juros também. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
04:50
August 18, 2021
Mais um dia ruim para os mercados de risco
Hoje foi mais um dia daqueles que gostaríamos de esquecer, mas é sempre bom aprender com as lições. Faz algumas semanas que vínhamos alertando que a deterioração nos ambientes político e econômico poderia forçar os mercados em queda, e citamos zonas de suporte para o Ibovespa em 120.000/117.000 pontos como a serem observadas e, para o dólar, o rompimento na casa de R$ 5,30. A Bovespa passou por esses suportes (depois retornou um pouco), e o dólar quase voltou hoje aos R$ 5,30. Não podemos creditar tudo às crises na política e no quadro fiscal, apesar de boa parte derivar disso, já que o ambiente externo também influencia, por conta da propagação da covid-19 e da variante Delta, tapering (retirada de estímulos) e a diplomacia mundial olhando para a tomada do Afeganistão pelo Talibã. Além disso, a sessão de hoje foi marcada por novos indicadores da economia americana com viés mais para negativo, o que determinou forte volatilidade nos mercados (petróleo, commodities, dólar e juros), fazendo com que os investidores buscassem maior proteção para suas aplicações. Esse foi o panorama do dia. No exterior, durante a madrugada, a China realizou exercícios militares no sudoeste e sudeste de Taiwan e falou em provocações. A China também reforçou medidas de controle no segmento de tecnologia para combater a concorrência desleal e lidar com dados críticos, controlando a plataforma de internet. Ainda é desconhecida a sua postura em relação ao Talibã.
04:56
August 18, 2021
Morning Call: Mais um dia de estresse para os mercados
O dia está começando novamente tenso nos mercados de risco espalhados pelo mundo, e aqui não deve ser diferente. Ontem, apesar de ser segunda-feira e, por conseguinte, mais tranquilo em Brasília pesa ausência de parlamentares, a Bovespa encerrou com queda de 1,66% e índice em 119180 pontos, dólar subindo para R$ 5,28 (fraco no exterior) e juros mais longos operando nas máximas. Motivo para tal, os investidores preocupados com o covid-19 e variante delta em expansão, possibilidade de bancos centrais de países desenvolvidos anteciparem o tapering (retirada de estímulos, e por aqui crise política e fiscal. No acumulado do ano a Bovespa chegou a operar ontem no negativo, vindo abaixo dos 119000 pontos do Ibovespa, mas fechou um pouco melhor, e acumula valorização no ano de somente 0,14%, ou seja, fechamos na estaca zero. Hoje bolsas da Ásia fecharam negativas, mesmo quadro para as aberturas dos mercados na Europa e futuros do mercado americano também começando o dia com comportamento de queda. Aqui dia promete ser igualmente tenso e zona de suporte está próxima dos 117000 pontos do Ibovespa. No exterior a tomada do Afeganistão pelo Talibã assustou a todos e pego de surpresa os EUA pela rapidez de tomada de Cabul. Dirigentes de países e a ONU discutem o tema (Merkel fala com Boris Johnson do Reino Unido), sem saber ainda qual a postura da China e da Rússia. Na zona do euro foi anunciado o PIB do segundo trimestre em expansão de 2,0% e na comparação anual com alta de 13,6%, mas a expectativa era de +13,7%. O emprego por lá melhorou 0,5% no trimestre. Nos EUA, o presidente regional do FED de Boston disse que houve progresso com a inflação e prevê que o tapering pode ser anunciado ainda em setembro depois da reunião de bancos centrais de Jackson Hole. No mercado internacional o petróleo tem mais um dia de queda de 0,33% para o WTI em NY, com o barril cotado a US$ 67,07. O euro era transacionado em queda para US$ 1,117 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,23%, em queda. O ouro e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago. Aqui o procurador da República Aras comunicou que abriu investigação para apurar fala do presidente em sua live contra eleições com urnas eletrônicas. Já a CNI-Confederação da Indústria, disse ser inaceitável o novo substitutivo da reforma do imposto de renda com alíquotas majoradas para o IRPJ, CSLL e imposto retido na fonte. A Fipe anunciou o IPC da segunda quadrissemana de agosto em 1,35%, vindo de anterior em 1,18%. Na agenda do dia dados que podem mudar o comportamento dos mercados. Nos EUA vendas no varejo e produção industrial de julho e falas prevista de Jerome Powell do FED e Kashikari do FED de Minneapolis. Aqui o monitor do PIB de junho e o IGP-10 de agosto. Expectativa de Bovespa em queda no início do dia e seguindo exterior, dólar forte e juros novamente em alta. Bom dia e bons negócios Alvaro Bandeira
05:17
August 17, 2021
Fechamento de Mercado: Cautela generalizada
A cautela dominou os investidores nos dias que correm, e hoje até com maior razão. Dados divulgados na China durante a madrugada deixaram clara a desaceleração da economia em julho, com boa dose de responsabilidade para o covid-19 e variante, mas também pelas inundações ocorridas. Mas o covid-19 assusta outros países, investidores e pode provocar novas quarentenas e lockdown brando. Aqui, esse medo também existe, mas o que tem importunado mais é o risco político e o fiscal. Hoje, o jornal Valor Econômico publicou entrevista com o ministro Paulo Guedes versando sobre precatórios fatiados, tributação de dividendo e redução de alíquota do IRPJ, com boas explicações, mas não encontra eco dentro da equipe econômica e fora dela. A reforma do imposto de renda precisa ser melhor “vendida” para a sociedade e tirar do projeto muitas brechas...
05:12
August 16, 2021
China e tensão política
Dados divulgados durante a madrugada na China e tensão política interna deve dominar o comportamento dos mercados de risco na sessão de hoje, juntamente com o Talibã dominando o Afeganistão, e quadro fiscal local. A semana passada encerrou com a Bovespa em queda de 1,31% e índice em 121193 pontos e dólar praticamente estável em R$ 5,24. O final de semana foi bastante tenso com notícias políticas internas e declarações diversas e no exterior a tomada de Cabul pelo Talibã e fuga do presidente, forçando reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada para hoje. Além disso, dados da China em desaceleração divulgados na madrugada forçando mercados em queda no mundo. As bolsas asiáticas encerraram o dia com quedas (destaque para Tóquio com -1,62%), Europa operando com quedas e acelerando neste início de manhã e futuros do mercado americano na mesma direção. Aqui, não deveríamos perder o patamar de fechamento na última sexta-feira, sob pena de chamar mais vendas e poder buscar zona de resistência em 117000 pontos. Mas a Bovespa sobe no ano somente 1,83%, estando bem defasada do mercado americano com altas beirando 20% no ano. Dados da China divulgados durante a madrugada mostraram que a desaceleração prossegue. A produção industrial cresceu 6,4% anual em julho, de previsão de ser 7,8% e no mês +0,30%. As vendas no varejo com alta anual de 8,5%, de previsão de +11,4% e investimento em ativos fixos com expansão nos primeiros sete meses de 10,3%, menor que o previsto. As vendas de imóveis com alta de 33,1, mas desacelerando. A contaminação pelo covid-19 e inundações ocorridas afetaram o comportamento. No Japão o PIB do segundo trimestre foi de 0,3% sobre o trimestre anterior, maior que o previsto. Nos EUA, Nancy Pelosi, presidente da Câmara propôs que dados do orçamento americano de US$ 3,5 trilhões e o pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão sejam votados em conjunto, dadas as dificuldades existentes para aprovação. No mercado internacional o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,43%, com o barril cotado a US$ 67,46. O euro era transacionado em queda para 1,178 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,27%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas com altas na bolsa de Chicago. Aqui, muitos ruídos políticos dominaram o final de semana, com o presidente dizendo que vai pedir que o Senado processe Alexandre de Moraes e Roberto Barroso, exercito se posicionando que a tropa não está envolvida politicamente e muitas críticas de senadores contra o presidente. Todos, sem exceção, elevando o tom. A agenda da semana é pesada e com capacidade de afetar os mercados, mas a safra de resultados do segundo trimestre acabou. Hoje teremos a nova pesquisa semanal Focus do Bacen e saldo da balança comercial na semana anterior e IPC-S da segunda quadrissemana de agosto. Nos EUA o índice de atividade de NY. Expectativa de Bovespa perdendo patamar de 121000 pontos, dólar forte e juros em alta. Bom dia e bons negócios Alvaro Bandeira
05:22
August 16, 2021
Fechamento de Mercado: Semana quente
A semana foi bastante quente em termos de ruídos no Brasil, afetando todos os segmentos de mercado e trazendo de volta a busca por proteção, principalmente com os juros em alta. Na política, tivemos a votação da proposta de voto impresso nas eleições derrubada com boa maioria, a tentativa de votação da reforma do Imposto de Renda adiada para a próxima semana e novas declarações do presidente, mesmo depois de o voto impresso ser derrubado. Além disso, acusações de “compra de votos”, via liberação de emendas parlamentares no montante de R$ 1,02 bilhão, na véspera de votação. No STF e TSE, clima também de tensão, com o presidente arrolado duas vezes, pelo inquérito das fake news e por ter quebrado sigilo de investigações em curso, delegado excluído do caso e ainda culminando com a prisão hoje de Roberto Jefferson. Na economia, muita reclamação de empresários e entidades de classe, além de secretários da Fazenda de Estados e Municípios contra a reforma do Imposto de Renda, o fatiamento dos precatórios pretendido em PEC para abrir espaço para programas sociais e entendido como pré-eleitoral, e o ministro Paulo Guedes dizendo que, se pagasse os tais R$ 90 bilhões, jogaria a LRF para o alto e cometeria crime. Hoje, o presidente do Bacen clareou tudo ao declarar que é impossível para qualquer Banco Central manter expectativas com o lado fiscal desequilibrado. Arrematou dizendo que o que garante renda recorrente não é o governo e sim produção e produtividade. Aliás, produtividade é a palavra mágica que muitos estão esquecendo, e com as incertezas reinantes e sem planejamento, não acontecem. Tudo isso, de uma forma ou outra, acaba capturado pelos agentes do mercado e influencia a precificação dos ativos. Os 120.000 pontos do Ibovespa, depois de ter batido quase 132.000 pontos, e a valorização acumulada do ano de pouco mais de 1% exemplificam muito bem tudo isso que está acontecendo. Enquanto isso, mercados maduros como o americano mostram valorizações perto ou até acima de 20% e a Bolsa de Frankfurt batendo recorde histórico de pontuação, como fez na sessão de hoje...
05:29
August 13, 2021
Agenda meio vazia e ruídos
Ontem, como tem acontecido nas últimas sessões, a Bovespa e dólar andaram na contramão dos mercados no exterior. A Bovespa encerrou com queda de 1,11% e índice em 120.701, e o dólar com alta de 0,57%, cotado a R$ 5,25. Aqui, a crise política prossegue e o quadro fiscal vai agravando e com muitos ruídos políticos nas reformas. Hoje, as Bolsas da Ásia encerraram com quedas pequenas, a Europa se mantém em alta por mais um dia nesse início de manhã e futuros do mercado americano com altas. Aqui, não deveríamos perder o patamar do fechamento de ontem em 120.700 pontos, sob pena de chamar mais vendedores. Mas o mercado local está bem defasado do exterior e o dólar acima de R$ 5,00 torna as empresas brasileiras mais baratas, principalmente depois de bons resultados apresentados do segundo trimestre. O dia é de agenda curta e vamos ficar à mercê do noticiário complicado. Na zona do euro, o saldo da balança comercial de junho foi um superávit de 12,4 bilhões de euros, fruto de exportações em queda de 0,7% e importações estáveis. Nos EUA, o FDA autorizou dose adicional de vacinas da Pfizer e Moderna. No mercado internacional o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava leve queda de 0,17%, com o barril cotado a US$ 68,97. O euro era transacionado em alta para US$ 1,175 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,34. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na Bolsa de Chicago. Aqui, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, abriu novo inquérito contra Bolsonaro por divulgar dados em sigilo do inquérito do TSE e afastou delegado. Bolsonaro que ontem tinha pregado paz e tranquilidade, usou sua live para criticar os ministros Barroso e Moraes, e que hackers teriam “sumido” com 12 milhões de votos seus. O Estadão reportou que o governo pagou emendas de R$ 1,2 bilhão para parlamentares na véspera da votação do voto impresso na Câmara. Na agenda do dia, teremos a divulgação do IBC-Br de junho, uma prévia do PIB e nos EUA, teremos a confiança do consumidor de Michigan de agosto. Os investidores vão ficar de olho no noticiário político e econômico. A expectativa é de Bovespa podendo recuperar um pouco, dólar ainda pressionado e juros em alta. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:33
August 13, 2021
Apostando em melhora
É verdade que conheço bem o ditado que diz: “nada é tão ruim que não possa piorar mais um pouco”. Mas, caramba! O Brasil já errou tanto nesses tempos que correm, que parece ser pouco provável ainda errar muito mais. Nosso câmbio já arranhou a cotação de R$ 5,80 e, hoje, trafega na casa de R$ 5,20. Nossos juros estão subindo, mas o Bacen está ativo em corrigir a inflação e fazer retornar para a meta de 2022 (esqueçam 2021) e nossas empresas estão mostrando boa recuperação com PIB crescendo mais de 5% neste ano. No mercado acionário, estamos muito defasados dos mercados de países desenvolvidos. Os índices do mercado americano batem seguidos recordes e, mais recentemente, as principais Bolsas europeias estão também com melhor performance comparativa. Aqui, nossa Bovespa mostra variação inferior a 2% em 2021, enquanto o mercado americano e outros estão com altas maiores de dois dígitos. As empresas estão mostrando bons resultados no segundo trimestre do ano e pagando bons dividendos e juros sobre o capital próprio (enquanto dá).
05:22
August 12, 2021
Ruídos atrapalham os mercados
Ontem, no finalzinho do dia a Bovespa voltou a reverter para tendência de queda, fechou com -0,12% e índice em 122.056 pontos, enquanto o dólar encerrou com alta de 0,38% e cotado a R$ 5,22. Mercados dos EUA com comportamento misto, apesar de o Dow Jones e S&P terem batidos novos recordes históricos de pontuação. A nova expansão do covid-19 e variante delta estressando os investidores, com a possibilidade de bancos centrais de países desenvolvidos anteciparem a retirada de estímulos monetários (tapering). Aqui, a expectativa com a votação da reforma do imposto de renda na câmara (adiada), ruídos remanescentes, fala de Bolsonaro sobre eleição não confiável, calote nos precatórios, quebra da regra de ouro e crise hídrica, permearam as decisões de investimento. Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento negativo, Europa operando em alta neste início de dia e até reforçando e mercados futuros americanos começando misto, mas agora também mais forte. Aqui, no patamar de 124.000 pontos do Ibovespa enxergamos algum alívio nas tensões, mas melhor mesmo só quando conseguir ultrapassar o patamar de 126.500 pontos do índice. Nos EUA, o déficit orçamentário dos 10 primeiros meses do ano fiscal (encerra em setembro) encolheu para US$ 2,5 trilhões contra igual período de 2020, que foi de US$ 2,8 trilhões. Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, estuda viagem à China e pode ser momento de redução da tensão diplomática entre os dois países, justamente quando os EUA estudam as restrições impostas ainda no governo de Trump. No Reino Unido, o PIB do segundo trimestre de 2021 mostrou expansão de 4,8%, mas a produção industrial de junho caiu 0,7%, quando a previsão era de -0,1%. Isso força comportamento negativo para Bolsa de Londres. Na zona do euro, a produção industrial também encolheu 0,3%, de esperada alta de 0,2%. O banco central da Turquia manteve a taxa de juros inalterada em 19% e a lira turca tem ganho frente ao dólar. A Agência Internacional de Energia cortou a expectativa de demanda por petróleo em 100 mil barris/dia, por conta da variante delta, mas a OPEP em seu relatório mensal manteve a previsão de demanda e ampliou a projeção de crescimento global de 2021 e 2022. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava leve queda de 0,26%, com o barril cotado a US$ 69,07. O euro era transacionado em US$ 1,174 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,35%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago. Aqui, a votação da reforma do imposto de renda foi adiada sem nova data, com muita pressão de última hora de governadores e prefeitos, que alegam perda de receita da ordem de R$ 16,5 bilhões. O governo prevê parcelamento de precatórios de R$ 39,4 bilhões, que abriria espaço para o saco de bondades pré-eleitoral. Mas existem alegações até de inconstitucionalidade. Empresas começam a preparar planos de contingências para falta e apagões de energia, muito embora o governo insista que isso não ocorrerá. A agenda do dia tem dados que podem mexer com os mercados, além dos ajustes pontuais dos ativos, em função de resultados mostrados (muitos) referentes ao segundo trimestre. Expectativa de Bovespa podendo buscar recuperação, dólar mais fraco e juros em alta. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:30
August 12, 2021
Seguimos com volatilidade
Os mercados têm mais um dia de volatilidade, inconstância e mudanças frequentes de sinais. Os motivos são recorrentes: expansão da contaminação pelo covid-19, variante delta, postura dos bancos centrais de países desenvolvidos perante a flexibilização monetária, mas mantendo boas expectativas para as economias neste segundo semestre. Aqui ficamos com a crise política, quadro fiscal deteriorado e medidas de teor populista que preocupam investidores, além da inflação com sinais renitentes de alta. No cenário externo a OMS (Organização Mundial da Saúde) constatou que no ritmo atual o mundo pode superar a contaminação pelo covid-19 em mais de 300 milhões de casos já no início de 2022. Nos EUA, tivemos a divulgação da inflação medida pelo CPI de julho em 0,5% e núcleo em +0,3%, desacelerando em relação ao mês anterior, na comparação anual subindo para 5,4% e o núcleo em +4,3%. Mas aparentemente o pico já foi superado, apesar de ainda estar disseminada por bens e serviços. Mas o governo conversa com empresários para tentar reparar gargalos nas atividades. Ainda nos EUA, os estoques de petróleo encolheram na semana anterior 448 mil barris e gasolina com queda de 1,4 milhão de barris com utilização de 91,8% da capacidade das refinarias. Comentando a posição de dirigentes regionais do FED, Bostic (Atlanta), declarou que medo da inflação e mercado de trabalho aquecido não fazem subir juros. Já Esther George, de Kansas, disse que as condições da economia justificam o fim da compra de ativos e diagnosticou que os desequilíbrios de oferta e demanda mostram a inflação em alta. O presidente do FED de Dallas, Kaplan, foi mais incisivo e defendeu o tapering anunciado em setembro e redução do QE (quantitative easing) já no mês de outubro. A Casa Branca disse estar em conversas com membros da OPEP para ampliar a produção de óleo, mas focada no longo prazo. Com isso, o petróleo que vinha em queda logo cedo mudou de tendência. Chamamos a atenção para o episódio de harckers roubando mais de US$ 600 milhões em criptomoedas hoje, mas aparentemente depois de identificado teria devolvido. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava boa alta de 1,28%, com o barril cotado a US$ 69,17. O euro era transacionado em alta para US$ 1,174, também revertendo queda e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,32%, principalmente depois de do leilão havido com taxa de 1,34% e demanda maior que a média. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com desempenho misto na Bolsa de Chicago. O minério de fero negociado em Qingdao, na China, registrou alta durante a madrugada de 1,87%, com a tonelada em US$ 165,48, mexendo um pouco com Vale e siderúrgicas. A virada do petróleo ajudou as ações de Petrobras a inverter tendência também da Bovespa, com o setor bancário. No mercado local, dia de dólar novamente oscilando muito e seguindo a componente externa. No encerramento mostrava +0,38% e cotado a R$ 5,22. No segmento Bovespa, da B3, na sessão de 09/08, os investidores estrangeiros alocaram R$ 328,9 milhões, deixando o saldo positivo de agosto em R$ 2,48 bilhões e o ano com entradas líquidas de R$ 42,2 bilhões. No plano político, mesmo depois de a pretensão de voto impresso ser derrotada na Câmara ontem e ter colocado pá de cal no assunto, Bolsonaro voltou a dizer que o resultado da próxima eleição não será confiável. Ainda ficam restando questões como precatórios e programas sociais, além da reforma do imposto de renda. A cúpula da CPI do covid-19 decide indiciar Bolsonaro por charlatanismo. Presidente vive seu inferno.
05:16
August 11, 2021
Governo sofre duas derrotas
A agenda do dia é importante e com capacidade de mudar o rumo dos mercados. Teremos as vendas no varejo de junho com expectativa de +0,7%, a primeira prévia do IGP-M de agosto, e fluxo cambial na semana anterior. Nos EUA, a inflação pelo CPI de julho e resultado fiscal, além dos estoques de petróleo na semana anterior e declarações de dirigentes do FED.
05:15
August 11, 2021
Mercado em marcha lenta
Os últimos dias têm sido de mercados acionários com pequenas oscilações positivas ou negativas, cambio oscilando próximo da estabilidade e juros também sem formar caminho mais visível. Isso vale também para os mercados da Europa e até para os EUA. O que tem fugido desse conceito são as commodities, com operadores preocupados com a desaceleração da economia chinesa e agora com declarações da OCDE. Hoje a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disse ver sinais de moderação no crescimento das principais economias. Isso bate de imediato nas commodities e em seguida em outros segmentos do mercado. A variante delta do covid-19 voltando a assustar e a possibilidade de bancos centrais anteciparem retiradas, são os principais vetores desse comedimento dos investidores. Aqui, além de tudo isso, ainda temos as idiossincrasias da área política fervilhando, com o governo gastando cacife para tentar não ser derrotado no voto impresso e nas reformas que boa parte da sociedade organizada vem mostrando estar longe da ideal. Mas também preocupa as tentativas de vazar o teto de gastos e a regra de ouro que impede o governo de se endividar para cobrir gastos de custeio.
05:12
August 11, 2021
Dia de noticiário quente
O dia promete ser de noticiário quente e, portanto, os investidores terão que ficar de olho na volatilidade dos mercados. Ontem, a Bovespa ainda conseguiu encerrar o dia com leve alta de 0,17% e índice em 123.019 pontos, enquanto o dólar oscilou muito para fechar praticamente estável em R$ 5,24. Os mercados americanos terminaram com comportamento misto. Investidores preocupados com a expansão da covid-19 pela variante Delta, que se espalha pelo mundo, e aqui com o quadro fiscal e “saco de bondades” aberto com objetivo eleitoreiro. Hoje, as Bolsas da Ásia terminaram o dia com comportamento positivo, destaque para Hong Kong, com 1,23%, e Xangai, com 1,01%. Europa tentando – e conseguindo – se manter no campo positivo neste início de dia, e futuros do mercado americano novamente com comportamento misto. Aqui, podemos ter o terceiro pregão seguido de alta, mas o dia promete ser quente. O IBGE anuncia o IPCA (inflação oficial) de julho com expectativa de ficar em +0,95%. O Copom divulga a ata da última reunião, que pode conter dados para projeções novas. A Câmara avalia o voto impresso e, justamente hoje, teremos desfile de blindados na Praça dos Três Poderes, interpretado por parlamentares como uma forma de constrangimento para a votação. No exterior, a Alemanha anunciou o índice Zew de expectativas econômicas em queda para 40,4 pontos, vindo de 63,3 pontos e com previsão de ficar em 57,5 pontos. Veio pesado. Já a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) vê sinais de moderação do crescimento de economias importantes. A desaceleração mostrada pela economia chinesa tem interferido diretamente na formação de preços de muitas commodities. Nos EUA, o presidente regional do FED de Boston, Rosengren, defende que o tapering (retirada de estímulos) seja anunciado em setembro e comece a ser aplicado em meses seguintes. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alguma recuperação depois da forte queda de ontem e subia 1,65%, com o barril cotado a US$ 67,58. O euro era transacionado em queda para US$ 1,172, e notes americanos de 10 anos em queda para 1,31%. O ouro e a prata mostravam altas na Comex, e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago. Aqui, Arthur Lira, presidente da Câmara, quer votar a reforma do Imposto de Renda amanhã, e o Consefaz (Conselho de Secretários da Fazenda) costura uma emenda (depois de pedir rejeição integral) para não reduzir queda do fundo de participação de estados e municípios (FPE/M). A CNI (Confederação da Indústria) fez pesquisa e apurou que mais da metade dos empresários acredita em racionamento de energia, e a medida proposta pelo governo para evitar apagão pode ter fraca adesão. Na B3, no mês de julho, o volume médio negociado foi de R$ 29 bilhões por dia, com contração de 2,17%. Os investidores ativos eram 3,25 milhões e o valor de mercado das 449 empresas listadas estava em R$ 5,67 trilhões. A agenda importante do dia pode mudar a direção dos mercados, assim como o noticiário corrente. Mas a expectativa é de Bovespa tentando mais um dia de alta, dólar forte e juros em alta. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:49
August 10, 2021
Covid-19 e desequilíbrio
Os temas são recorrentes e não necessariamente perderam a importância. Ao contrário, a covid-19 e sua variante Delta voltaram a assustar os investidores em todo o mundo. Aqui, além disso, desequilíbrio fiscal e governo tendendo ao populismo exacerbado pré-eleitoral também assustam e trazem volatilidade aos mercados de risco. Já tínhamos previsto que a semana começaria do mesmo jeito que terminou, suavizada apenas pelo fato de segundas-feiras serem dias de poucos parlamentares em Brasília e comissões sem funcionar. Mas os investidores não esquecem isso, somado ao fato de o petróleo ter ficado novamente em queda no mercado internacional (e minério também, só que não em Qingdao), afetando Petrobras, Vale e siderúrgicas. No exterior, até algumas boas notícias. Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, voltou a apelar ao Congresso para elevar o teto da dívida, sem o qual alguns setores do governo podem sofrer paralisia. Já os senadores do Democratas divulgaram proposta de orçamento de 2022 com pacote de US$ 3,5 trilhões, versando sobre medidas para conter a pobreza e o aquecimento climático, que pretendem que sejam aprovadas antes do recesso de agosto. Por lá, ainda tivemos a divulgação do relatório Jolts, com a abertura de 10,1 milhões de vagas em junho, maior nível da história. Já Bostic, presidente regional do FED de Atlanta, disse que a retirada de estímulos pode começar até dezembro, com a variante Delta atrapalhando. O presidente do FED de Richmond, Barkin, vê espaço para melhorar empregos antes de subir juros. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, que chegou a mostrar queda de mais de 4%, era transacionado com nova queda de 2,17%, com o barril cotado a US$ 66,80. O euro era transacionado em queda para US$ 1,174, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,32%, com a busca por proteção determinada pela covid-19. O ouro e a prata com boas quedas na Comex, e commodities agrícolas com desempenho mais para negativo. O minério de ferro não foi negociado em Qingdao, mas no porto de Dailan mostrou forte queda, afetando segmentos ligados por aqui. Já o PBOC (BC chinês) disse que vai manter a política monetária flexível e direcionada, mas a covid-19 volta a assustar por lá e também na Europa. No mercado doméstico, a FGV anunciou o IGP-Di fechado de julho com alta de 1,45% (anterior em 0,11%), acumulando inflação no ano de 15,91% e em 12 meses de 33,35%. O IPA agrícola subiu 2,69% e o IPA industrial +1,25%. O IPC-S da primeira quadrissemana de agosto com 0,97%, de anterior em 0,92%. A pesquisa semanal Focus do Bacen trouxe a inflação pelo IPCA em nova alta para 2021 de 6,88% (anterior em 6,79%) e a taxa Selic de fim de ano em 7,25%, de anterior em 7%. O PIB projetado para o ano se manteve estável em +5,30% e 2022 em queda para 2,05%. A produção industrial subiu para 6,47% (anterior em 6,38%) e dólar estável em R$ 5,10. Na primeira semana de agosto, superávit na balança comercial de US$ 1,64 bilhão, acumulando saldo positivo de US$ 46 bilhões no ano. No ambiente político, o presidente da Câmara espera que a questão do voto impresso esteja resolvida na semana, mas o governo quer adiar votação por medo de derrota. Bolsonaro foi até a Câmara entregar para Arthur Lira o projeto de mudança do Bolsa Família que muda o nome para Auxílio Brasil, mas não traz detalhes da MP que trata do tema....
05:51
August 9, 2021
A tensão continua
Na semana passada, mesmo com o quadro político mantendo forte instabilidade, ainda assim a Bovespa conseguiu fechar o período com alta de 0,82%, índice em 122.810 pontos e dólar com valorização de 0,27%, cotado a R$ 5,24. Durante toda semana os mercados sofreram com as disputas entre Bolsonaro, STF e TSE. Além de muitos ruídos provenientes do Congresso, com divergências entre os presidentes da Câmara, do Senado e também na sociedade civil com relação a reforma do imposto de renda que pode ser votada ainda na semana que está começando. No cenário externo, a expansão do covid-19 e variante delta assustando todos, instabilidade nas commodities (petróleo fechou a semana com queda no WTI de 7,8%, e cai mais hoje), mudanças climáticas e ruídos de bancos centrais sobre retirada de estímulos. Hoje, os mercados da Ásia encerraram o dia em alta, com Tóquio paralisada por feriado, Europa ainda indefinida neste início de manhã e futuro do mercado americano com comportamento misto. Aqui, não deveríamos perder o patamar de 121.300 pontos do Ibovespa sob pena de acelerar vendas e melhora mesmo só ultrapassando a casa dos 124.000 pontos e consistência maior acima de 126.500 pontos. Durante a madrugada a China anunciou o PPI (atacado) de julho que na comparação anual subiu 9,0%, vindo de 8,8% no mês anterior, com o carvão e petróleo mostrando altas e o CPI (consumidor) com alta de 1,0% também na comparação anual, desacelerando em relação ao mês anterior de +1,1%, com preços dos alimentos em queda de 3,7%. Na Alemanha, o superávit na balança comercial de junho foi de 13,6 bilhões de euros, fruto de exportações em alta de 1,3% e importações maiores em 0,6%. Nos EUA, os senadores trabalharam no final de semana nas discussões do pacote de infraestrutura de cerca de US$ 1,0 trilhão e podendo aprovar ainda na semana, mas a Câmara só deve votar depois de o Senado fechar questão sobre mudanças climáticas e pobreza com pacote ao redor de US$ 3,5 trilhões. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava forte queda neste início de manhã de 4,07%, com o barril cotado a US$ 65,50, e isso inibe melhor comportamento da Petrobras. O euro era transacionado em queda para US$ 1,176 e notes americano de 10 anos com taxa de juros de 1,28%. O ouro e a prata tinham quedas na Comex e commodities agrícolas com viés negativo na Bolsa de Chicago. Aqui, vamos começar a nova semana do mesmo jeito tenso que terminamos a passada, produzindo leitura de volatilidade e instabilidade. Mas segundas-feiras são menos sujeitas a ruídos, com parlamentares em trânsito para Brasília. Na agenda do dia teremos o IGP-DI fechado de julho, o IPC-S da primeira quadrissemana de agosto, a nova pesquisa Focus com inflação possivelmente em alta e o saldo da balança comercial da semana anterior. Nos EUA, discursos de presidentes regionais de Richmond e Atlanta. Expectativa para o dia de Bovespa podendo tentar alta, mas muito complicado por conta do petróleo e lado político, dólar deveria ser mais fraco pelo comportamento externo, mas aqui pode ser diferente e juros em queda. Porém, a semana contém indicadores de conjuntura que podem mudar o quadro e a continuidade da boa safra de resultados do segundo trimestre. Bom dia e bons negócios! Alvaro Bandeira Economista-Chefe do banco digital modalmais
05:45
August 9, 2021
Crise institucional pesando
Ontem, enquanto o índice S&P e Nasdaq batiam novos recordes de pontuação no mercado americano e Bolsas da Europa encerravam com altas, a Bovespa lutava para não cair muito. Fechamos em queda de 0,14%, índice em 121.632 pontos e dólar em alta de 0,58%, com a moeda fechando cotada a R$ 5,21, depois de chegar a R$ 5,27. Estamos deixando de seguir o bom comportamento dos mercados no exterior, mesmo com boa safra de resultados do segundo trimestre de empresas líderes como Vale, Petrobras e Banco Itaú. O motivo disso pode ser explicado pelas preocupações com o quadro fiscal, tentativa de burlar o teto de gastos e reformas que não andam, mas sobretudo a insegurança institucional que tomou o país, como falas cada vez mais iradas de Bolsonaro contra o STF e TSE. Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento misto, enquanto mercados da Europa e dos EUA seguem sem muita definição de tendência, mas já mostrando comportamento mais para positivo desde o início dos trabalhos. Aqui, não podemos perder patamar próximo de 119.000 pontos do Ibovespa, e maior definição só mesmo quando vazar o patamar de 126.500, com passagem promissora em 124.000 pontos. Investidores vão aguardar a divulgação do payroll de julho, nos EUA, com a criação de vagas na economia. Na Alemanha, a produção industrial de junho encolheu 1,3%, quando a previsão era de alta de 0,5%, afetada pelo setor automotivo e falta de componentes. Nos EUA, o FED determinou que os grandes bancos mantenham US$ 1 trilhão em capital de qualidade, certamente já preparando para retirada de estímulos e eventual desaceleração da economia. Mas o presidente regional de Minneapolis Kashikari destaca que a variante delta do covid-19 pode afetar o mercado de trabalho e a retirada de estímulos (tapering). No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,19%, com o barril cotado a US$ 69,91. O euro era transacionado em US$ 1,181 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,26%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago. Aqui, a Câmara aprovou o PL da privatização dos Correios, que segue agora para o Senado e com manifestações contra, que podem levar ao estado de greve. O Senado aprovou o texto base do novo Refis, que vai para votação na Câmara. Líderes par