História Infantil em áudio | Jejéqui lê | Contação de Histórias Literatura Infantil

História Infantil em áudio | Jejéqui lê | Contação de Histórias Literatura Infantil

By Jéssica Iancoski
Olá, mamães, papais e professores! Eu me chamo Jéssica Iancoski e vou contar uma história =P. Nesse podcast para crianças, vocês escutarão com os seus filhos fábulas infantis, contos de fadas, histórias de terror, historinhas rimadas e muito mais. Me sigam lá no Instagram, podem me mandar sugestões @podcast.historias . No mais, a única regra por aqui é Se Divirtam! Descubra Mais em www.jessicaiancoski.com/ | Link INSTAGRAM www.instagram.com/podcast.historias/
Where to listen
Apple Podcasts Logo
Breaker Logo
Castbox Logo
Google Podcasts Logo
RadioPublic Logo
Spotify Logo
# 101 O Sapo Rico - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Fábula de Ramakrishna
Fábula Indiana de Ramakrishna O Sapo Rico na versão de Jéssica Iancoski. Conta sobre um sapo que encontra uma moeda de ouro e deixa se levar pela riqueza. Indicação Livre. Vozes Divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/
02:46
August 11, 2020
# 100 Chuck, O Lobo Mau Assas... - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Historinha de Terror
Historinha de Terror de Jéssica Iancoski que conta sobre um boneco mal assombrado que se parece com um Lobo Mau.   Indicação Livre. Vozes Divertidas. Efeitos Sonoros.  ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis:  https://www.jessicaiancoski.com/ebook  ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/
05:48
August 9, 2020
# 99 Buck em Busca de Buda - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Historinha de Uma Letra
Historinha de Uma Letra de Jéssica Iancoski que conta sobre Buck, uma cachorrinha que vai para Bangkok Buscando por Buda! O que será que ela quer? Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/
04:50
August 8, 2020
#Recadinho IMPORTANTE.
Recadinho importante sobre acréscimo de anúncio em episódios antigos + oportunidade de ter o seu filho como personagem de uma história.
01:06
August 7, 2020
# 98 A Meia e Os 5 Dedinhos do Pé - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Historinha de Jéssica Iancoski que conta sobre os Dedos do Pé de Maria Flora que não gostam de usar meias... Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/
05:39
August 7, 2020
# 97 O Salmão da Sabedoria - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Lenda Irlandesa
Lenda Irlandesa recontada por Jéssica Iancoski. Conta sobre quando Finegas pescou o peixe que poderia torná-lo o homem mais sábio do mundo, se não fosse... Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/
05:09
August 6, 2020
# 96 O Pinheiro e O Coqueiro - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Fábula de Esopo
Fábula de Esopo recontada por Jéssica Iancoski. Conta sobre um Pinheiro e um Coqueiro que viviam lado a lado, até que.... Indicação Livre. Efeitos Sonoros. Vozes Divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/ "Um Pinheiro e um Coqueiro viviam lado a lado. O Pinheiro era alto, pomposo e se sentia o poderosão, com a sua postura impecável e toda a sua elegância. Já o Coqueiro, tadinho, vivia curvado, às vezes até cabisbaixo… Ele achava muito difícil se manter sempre reto e impecável. E o Pinheiro não se aguentava com tanto poder e explendor: - Veja bem, faça como eu, endireite o seu tronco - dizia ao coqueiro - sua postura tem que ser perfeita, se você quiser ser esplêndido e memorável como eu. - Ah.. Você consegue, mas eu não me sinto forte o bastante. Eu sou assim curvado mesmo é da minha natureza… Além do mais, não é tão ruim. - Besteira! É que você não se esforça. Eu dou duro todo dia para me manter elegante desse jeito. Você deveria tentar mais ser como eu. No exato momento que o pinheiro terminou de falar: - FLUUUUUUUUUUUUUU - soprou um vento muito bravo e forte, quase parecido com a vida em si. PLAFFTT. O Pinheiro caiu de sopetão no chão, arrancado com raiz e tudo. O Coqueiro, porém,conseguiu ficar de pé, justamente porque não resistiu ao vento e dobrou-se para esperar a rígida nortada passar. Então disse: - Viu! Se você fosse menos orgulhoso, poderia ter perdido um pouco da pose para o estrago não ser tanto. Moral da história: Viver exige flexibilidade e não firmeza."
03:40
August 4, 2020
# 95 O Vampirinho - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | História de Terror
História de Terror Infantil, conta sobre um menino que se veste de Vampiro e sai assustar as pessoas. Até que... Indicação Livre. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/ "Era uma vez um menino muito travesso chamado Josuan. Josuan aprontava todas na escola e em casa. Se tinha travessura ele estava metido nela. Um dia Josuan teve uma ideia: se vestir de vampiro e assustar todo mundo. Pegou a fantasia de vampiro do Carnaval, passou um creme branco no rosto e com o batom vermelho da mãe dele fez dois riscos nos cantos da boca, como se fosse sangue escorrendo. Sua primeira vítima foi a irmã menor. Ali no corredor mesmo ele lhe deu um baita susto e a coitada saiu chorando de medo. Josuan deu um riso macabro e foi pra rua assustar as pessoas. Já era noite quando Josuan se escondeu num beco perto da sua casa. E ficou ali quietinho nas sombras esperando uma vítima passar. Lá longe vinha a Dona Clotilde carregando as compras que fez no mercadozinho do bairro. Josuan a viu, esfregou as mãos e disse: - Oba! Daí ficou bem quietinho esperando a Dona Clotilde passar. Quando ela chegou bem perto do beco Josuan saltou assustadoramente na frente dela e gritou: - Vampiro!!" (...) História Completa disponível para leitura no site..
06:17
August 2, 2020
# 94 O Bilhete de Amor - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto Infantil de Emílio Carlos, sobre um menino chamado Bruno que gosta de uma menina chamada Clarinha. Indicação Livre. Efeitos Sonoros. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Bruno gostava da Clarinha. Tudo nela pra ele era lindo. Tinha um sorriso encantador, um cabelo lindo, uma voz de anjo e os olhos da cor do amor. Os dois estudavam na mesma classe. E Bruno já gostava dela fazia tempo, mas não tinha coragem de chegar. Na hora do lanche os dois lanchavam na mesma mesa do pátio da escola, ele numa ponta da mesa e ela na outra. E ele olhava pra Clarinha, que olhava pra ele e sorria. Ele sentia um negócio por dentro difícil de explicar. Até comentou com seu amigo Léo, que sempre comia do lado dele: - Léo, estou sentindo um negócio por dentro que é difícil de explicar. - É fome, disse Léo metendo a boca no seu sanduíche. - Que fome Léo! Não é na barriga. Eu sinto um negócio estranho é no peito. - Ah! Vai ver você vai ficar com tosse. Puxa, quando se tratava de amor o Léo não entendia nada mesmo. O ano ia passando e a Clarinha ali, cada dia mais bonitinha. E o Bruno cada vez mais apaixonado. Teve um dia, na aula de pintura, que ela falou com ele pedindo a tinta verde emprestada. Ele ficou hipnotizado por aqueles olhos lindos que ela tinha, e sem perceber começou a por o dedo na tinta verde e pintar a carteira toda, enquanto falava com ela. Num outro dia eles estavam lanchando, a Clarinha lhe deu uma piscadinha, e ele muito distraído deu uma mordida no dedo ao invés de morder o sanduíche. Doeu e ele fez uma cara tão gozada que a Clarinha pensou que era brincadeira dele e desatou a rir. O sorriso dela fez a dor dele até passar. Ele foi ficando cada vez mais apaixonado. Até que tomou uma decisão: ia se declarar à Clarinha. Dizer que gostava dela. Ele até achava que ela gostava dele, mas precisava ter certeza. Então escreveu um bilhete um pouco antes do recreio. O bilhete dizia assim: Clarinha: Você sente o mesmo que eu? Assinado: Bruno Todo mundo ainda estava fazendo a lição e não percebeu o que ele estava fazendo. A professora estava sentada corrigindo provas lá na frente. Mas como ele ia entregar o bilhete pra Clarinha? A professora não deixava ninguém sair do lugar. Daí perguntou pro Léo se ele tinha alguma idéia. E o Léo disse: - Fácil. Faz um aviãozinho e manda pra ela. Acontece que o Bruno não era bom em fazer aviãozinho. Os que ele fazia ou não voavam ou davam meia volta e caiam direto na sua cabeça. Daí o Léo disse: - Deixa que eu faço. O Léo fez um aviãozinho com o bilhete e o Bruno jogou. Enquanto o aviãozinho voava foi um suspense danado. Uma hora pareceu que ele ia cair na mesa da professora. Depois deu uma volta e foi direto pra mesa da menina mais feia da classe. Mas aquele era o dia de sorte de Bruno. E um vento entrou pela janela e desviou o aviãozinho que caiu bem na mesa da Clarinha, que se surpreendeu. Ela abriu o bilhete e leu em voz alta. A classe inteira parou pra prestar a atenção. Até a professora." ►► ► Compre um eBook com 30 Fábulas de Esopo recontadas por apenas 5.99 para ajudar o projeto! https://www.amazon.com.br/gp/product/B08CRY1GZL?pf_rd_r
07:00
August 1, 2020
# 93 A Plantinha - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto Infantil de Emílio Carlos, sobre uma plantinha que cresce em um vaso, até que começa achá-lo muito apertado. Indicação Livre. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Era uma vez uma plantinha que nasceu num vasinho que ficava em cima de uma mesa. Ali a plantinha vivia. Suas raízes foram crescendo, crescendo, e a plantinha também foi crescendo. A plantinha achava que o vasinho era tudo que existia, que não havia nada mais além do vasinho. Seu mundo era aquele vasinho. E a plantinha foi absorvendo o mundo. Suas raízes foram crescendo, crescendo, até que tomaram conta de todo o vaso. Daí a plantinha foi percebendo que o vasinho era muito pequeno pra ela, que não havia mais espaço ali. A plantinha estava sufocando no vasinho e começou a morrer. A cada dia que passava murchava e murchava, cada vez mais. Foi quando uma mão pegou o vasinho. A plantinha ficou surpresa, mas estava tão doente que nem conseguiu dizer nada. A mão levou o vasinho para fora da casa e tirou a plantinha do vasinho. A plantinha achou que ia ser jogada fora no lixo, que sua vida tinha terminado. Sabem o que a mão fez? Fez um buraco na terra do jardim e plantou a plantinha. Depois lhe deu bastante água. A plantinha, antes sufocada no vaso, agora podia respirar feliz. Suas raízes puderam crescer ainda mais na terra do jardim, e a plantinha cresceu mais ainda. Conheceu o sol, a chuva, os pássaros e outras plantinhas que ali viviam. E passou a ser muito, muito feliz!" ►► ► Compre um eBook com 30 Fábulas de Esopo recontadas por apenas 5.99 para ajudar o projeto! https://www.amazon.com.br/gp/product/B08CRY1GZL?pf_rd_r
03:13
July 31, 2020
# 92 Estória de Dois Braços - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto Infantil de Emílio Carlos. Conta sobre o braço esquerdo e o direito que tentam descobrir quem é o melhor. Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Era uma vez dois braços: o direito e o esquerdo. O braço direito se achava o melhor. Era ele quem penteava o cabelo, escovava os dentes, pegava a colher na hora do almoço. Era o braço direito que coçava a cabeça, o dedão do pé e até punha o dedo no nariz. Enquanto isso o braço esquerdo ficava só ali parado, olhando o braço direito com um pouquinho de inveja... E o braço direito só fazendo tudo. Às vezes o braço direito precisava do esquerdo pra pegar alguma coisa mais pesada, lavar o rosto, essas coisas. Mas só às vezes. O braço direito começou a dizer que o esquerdo tinha a mão boba (olha só que coisa!). E disse que o esquerdo jamais seria esperto como ele. O esquerdo disse:- Isso é porque nosso dono é destro. Se ele fosse canhoto mais esperto eu seria. Mas o braço direito... fingiu que não ouvia. Um dia o braço direito se machucou, foi ao médico e ficou enfaixado. Não podia fazer nada, o coitado. Tudo doía, tudo era uma agonia. Aí o braço esquerdo se ofereceu para ajudar. O direito até resistiu um pouco; mas precisava descansar para sarar e por isso mesmo aceitou. O braço esquerdo ficou todo feliz e foi logo pondo a mão na massa.No começo era desajeitado, mas depois foi pegando o jeito. E fez que fez até que era quase tão bom quanto o direito. Então eles perceberam que ninguém é melhor que ninguém e que um precisava do outro. E mesmo depois de ter sarado o direito sempre chamava o esquerdo para dar uma ajuda."
03:14
July 30, 2020
# 91 A Minhoquinha Dorminhoca - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto Infantil de Emílio Carlos. Conta sobre uma Minhoquinha que dorme o Verão todo e, quando a primavera chega, precisa ser acordada pelo seu amigo beija-flor.  Indicação Livre. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "A minhoquinha Larissa morava num belo jardim, cheio de flores. Sua casa ficava no pé da roseira azul, e era muito arrumadinha.         No inverno fez tanto frio, mas tanto frio, que a minhoquinha fechou as portas e as janelas da casa e foi pra caminha. Se cobriu com todos os cobertores que tinha, e ficou tão quentinha, mas tão quentinha, que acabou dormindo o inverno inteiro. Foi-se o inverno e veio a primavera. As flores do jardim se abriram para o sol e a vida ficou mais feliz. As abelhas vieram colher o pólen das flores. As formigas saíram do formigueiro para pegar folhas verdinhas. Os passarinhos cantavam nas árvores e faziam seus ninhos. Foi quando Titi, o beija-flor, sentiu falta da minhoquinha. – Onde está a Larissa? – perguntou ele. Mas ninguém tinha visto ainda a minhoquinha nessa primavera. Titi foi até a casa dela e viu portas e janelas fechadas. Então Titi teve uma ideia: fazer uma serenata para acordar a minhoquinha.         Combinou tudo com os amigos do jardim. O grilo trouxe o violino. A borboleta trouxe a trombeta. O castor trouxe o tambor. E o beija-flor cantou uma linda música. A minhoquinha acordou, se espreguiçou, saiu da cama e foi ver o que era aquilo. Quando abriu a janela o sol entrou em sua casa e ela pode ouvir a linda cantoria da primavera." ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto.  https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/
03:27
July 28, 2020
# 90 A Flor e O Cactus - Taina Andere | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto Infantil de Taina Andere. Conta sobre como o Cactus ganhou uma Flor.  Indicação Livre. Vozes divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Aquela pequena flor brotou bem no meio da praça de uma pequena cidade, ninguém sabe bem ao certo como uma flor tão bonita nasceu em um jardim tão esquecido, mas o fato é que ela nasceu, e nasceu tão formosa e tão cheirosa, que perfumava toda a pracinha. Mas as pessoas, na correria do dia a dia, nem notavam a bela florzinha e ninguém percebia o quanto ela estava desprotegida. Suas cores e seus odores atraíam muitos insetos e pequenos bichos e a pobre flor estava aos poucos sendo destruída, por isso vivia triste e nunca sorria. Um grande cactus que vivia ao seu lado notou a tristeza da flor e resolveu falar: -Como pode, você tão linda e perfumada viver tão triste e desanimada, enquanto eu que sou feio e cheio de espinhos vivo de braços abertos e sorrindo?… -Ah seu Cactus! – respondeu a pequena flor – Posso até ser bonita, mas estou muito desprotegida. Você tem seus espinhos para lhe proteger e, por isso, tranquilo pode viver. Já eu, toda vez que vejo um salto afiado, um tênis chutando mato ou uma sandália distraída, fico tremendo de medo, toda encolhida, temendo pela minha vida. Como posso ser feliz assim? O cactus comovido, resolveu que iria ajudar e estendeu ainda mais os seus braços para poder sua nova amiga ajudar. Mas a flor estava muito longe, seus espinhos não conseguiam alcançar, e assim ele não conseguia protegê-la. Foi então que o cactus teve uma grande ideia, foi pedir ajuda para a fada da primavera: -Dona Fada, eu que nunca lhe peço nada, venho desta vez lhe pedir, ajude-me a conseguir proteger minha linda amiga? A fada da primavera veio voando como uma borboleta azul e pousou em cima da flor. Depois voltou a voar levando a flor junto consigo, e foi pousar no braço mais aberto do Cactus. E lá a flor passou a viver, pelo Cactus amada e protegida. E foi assim que o Cactus, tentando ajudar sua amiga, ganhou uma dádiva divina, pois agora toda primavera ele se abre nas flores mais belas, que além de lhe enfeitar lhe fazem companhia. E a flor que vive no braço mais aberto do Cactus é tão feliz que até brilha. E hoje em dia, quem passa pela praça da pequena cidade, até se esquece da correria do dia à dia e pára para admirar a beleza desse amor que irradia." Disponível em https://jardimdehistorias.com/category/historias-infantis-criacoes/a-flor-e-o-cactus/ ___ ►►► Por 5,99 Compre o Nosso e-book com 30 Fábulas de Esopo recontadas para os pequenos e APOIE este projeto. https://www.amazon.com.br/F%C3%A1bulas-Esopo-Recontadas-J%C3%A9ssica-Iancoski-ebook/dp/B08CRY1GZL/
04:19
July 26, 2020
# 89 A Joaninha Que Não Tinha Asas - Taina Andere | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto Infantil de Taina Andere. Conta sobre uma Joaninha que não tinha asas mas que sonhava em ir até as nuvens! Será que ela conseguiu? Indicação Livre. Vozes divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Era uma vez uma linda joaninha, seu nome era Joana e ela era como as outras joaninhas: vermelha com bolinhas pretas, uma gracinha. Mas a joaninha Joana nasceu com uma grande diferença, ela nasceu sem nenhuma asinha, coitadinha. Sem ter asas Joana, a joaninha, não podia voar. Apesar de não poder voar Joana tinha um grande sonho, o sonho de ver o mundo bem lá de cima, lá das nuvens, onde voavam pássaros pequenos e grandes, onde nenhuma joaninha havia chegado antes. Joana acreditava que se ela quisesse muito, mas muito mesmo, ia conseguir voar até lá, mesmo sem ter asas. E assim todos os dias ela acordava e acreditava: “Hoje eu vou conseguir voar e vou voar até as nuvens porque é isso que eu quero com todas as forças do meu coração”. Mas os dias passavam e, mesmo querendo muito mesmo, a joaninha Joana não saía do chão. Um dia sua amiga lagarta Tá estava passeando pela região onde morava a joaninha quando a viu sentada em uma folha com uma cara muito triste, era a cara mais triste que a lagarta já havia visto na vida. A lagarta Tá ficou preocupada com a joaninha: -Que aconteceu Joana, porque toda essa tristeza na vida? -Ah, minha amiga lagarta, eu sempre acreditei que se eu quisesse muito, mas muito mesmo, voar até as nuvens, eu conseguiria, mas agora eu entendi que não basta desejar… Eu não tenho asas, nunca vou conseguir voar… -Hora minha amiga, não desista! Mas saiba que para conquistar nossos sonhos não basta querer, a gente tem que fazer acontecer e, principalmente, saber pedir ajuda para aquilo que a gente não sabe ou não consegue fazer. Fique bem minha amiga. A lagarta se despediu e deixou a joaninha pensando em tudo aquilo que ela havia dito. Depois de muito refletir a joaninha sentiu-se novamente animada e motivada e resolveu que ia pedir ajuda para o seu sonho realizar. Pois não é que bem nessa hora a dona Borbo Leta, mão da lagarta Tá, estava passando por lá. -Bom dia Joana, tudo bem com você? -Bom dia Borbo Leta, está tudo bem sim, mas será que você pode me ajudar a realizar o meu sonho de voar até lá em cima, pra ver o mundo lá das nuvens, era tudo que eu queria… -Mas é claro que posso.- respondeu a Bobo Leta, e com toda a delicadeza pegou a joaninha e saiu a voar. Voou com a joaninha até a altura das flores, mas quando chegou lá: -Afff, aff, ufa! Joaninha você é muito pesada para mim, já não aguento mais te carregar, posso te deixar aqui nessa flor. -Claro Borbo Leta, muito obrigada. Nossa quanta flor bonita, quanta cor, quantos perfumes.- a joaninha se encantava observando as flores que nunca tinha visto antes, pulava de flor em flor cheirando uma por uma- Ahh! Que maravilha! Não conseguiu chegar até as nuvens mas já estou feliz de ter chegado até aqui. A joaninha Joana ficou brincando nas flores por uma semana inteirinha. Olhando para aquelas flores feliz da vida. Mas logo voltou a olhar pra cima, a sonhar com as nuvens e com tudo que ela veria lá de cima. Foi quando ela ouviu um barulhão: -Zzzzzzzzzzzzzzzzzzuuuuuuummmmm." História completa em https://jardimdehistorias.com/2016/11/08/contos-da-escocia/
09:33
July 25, 2020
# 88 Wulver, O Lobisomem Bonzinho - Taina Andere | História Infantil em Áudio | Historinha Rimada
História Infantil Rimada de Taina Andere. Conta sobre Wulver, a criatura folclórica da mitologia da Escócia que pesca peixes e deixa na janela das pessoas.  Indicação Livre. Vozes divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Essa é a história de um Lobisomem bonzinho que pescava peixe no lago e deixava de presente na janela dos mais pobrezinhos. O seu nome era Wulver e ele era grande e peludo com uma cara de lobo de dar medo no mais carrancudo. Quando o pobre ferreiro não tinha mais ferro pra malhar, estava muito preocupado pois sua família já não havia almoçado e não tinha nada pro jantar. Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o ferreiro achou os peixes foi pra casa festejar: -Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar. Quando o pobre marceneiro não tinha nenhuma madeira pra serrar, sua mulher estava com fome, sua filha a chorar. Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o marceneiro achou os peixes foi pra casa festejar: -Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar. Quando o pobre pedreiro não tinha obras pra trabalhar, já lhe faltava comida pra família alimentar. Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o pedreiro achou os peixes foi pra casa festejar: -Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar. Quando o inverno veio forte e o lavrador ficou sem lida. Toda a vila teve falta de comida. Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. E em cada janela deixou um bom peixe para todos alimentar. -Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar." Disponível em https://jardimdehistorias.com/2016/11/08/contos-da-escocia/
03:35
July 24, 2020
# 87 A Lenda dos Rabos - Taina Andere | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto Infantil de Taina Andere. Conta sobre a origem dos rabos de uma forma lúdicae Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Esta história aconteceu há muito tempo atrás, em uma época em que os animais ainda não tinham rabos, eram todos desrabados e, assim, viviam meio desequilibrados, como se lhes faltasse um pedaço. Um dia apareceu uma linda fadinha trazendo um enorme saco cheio de rabos. Havia no saco tudo quanto é tipo de rabo. Rabos curtos ou compridos, grossos ou finos, esticados ou enrolados, rabos com penas, com pelos ou escamas, rabos de todas as cores e tamanhos que se possa imaginar. A fada pousou em uma clareira e chamou bem alto todos os animais: -Atenção, atenção. Quero que formem uma fila com um animal de cada espécie para escolher um rabo. escolham com muito cuidado, pois todos da sua espécie terão que usar esses rabos para todo o sempre. Não precisam ficar alvoroçados, neste saco tem um rabo para cada um de vocês. Formem uma fila e que cada um escolha o rabo que mais combina com si. Dizendo isso a fada virou o saco bem no meio da clareira, enquanto os animais formavam uma grande fileira. Logo todos os animais já haviam enviado um representante da sua espécie para escolher o rabo e todos eles já estavam enfileirados. As aves que vieram voando eram as primeiras da fila, escolheram rabos feitos com penas, algumas como o pássaro Tesoura, escolheram penas bem compridas, o Pavão escolheu o maior rabo e com as penas mais coloridas, já o Tico-tico preferiu uma pequena e discreta pra que pudesse continuar pulando de lá pra cá, botando pra quebrar sem o rabo a lhe atrapalhar. Depois vieram os mamíferos, o Elefante, apesar de ser muito grande, escolheu um rabo bem pequenino e todo enroladinho. O Rato quis um rabo fino e comprido, o Gato preferiu um peludo e alongado. Mas quando chegou a vez do Macaco ele não conseguia se decidir por um rabo, ficou dividido entre um rabo enrolado e um rabo comprido. Sem conseguir se decidir teve uma ideia egoísta, juntou os dois rabos em um só e vestiu os dois bem rápido, ficando assim com um rabo comprido e enrolado para poder se pendurar pelos galhos. E foi logo se pendurando em um galho, bem rápido, antes que alguém percebesse que o danado tinha pego dois rabos, subiu bem alto e ficou sentado em cima do rabo. E assim foi seguindo a fila, cada animal escolhendo o rabo que mais lhe convinha. Mas vocês lembram que no começo desta história a gente falou que a fada havia trazido um rabo pra cada bicho? Pois se o Macaco pegou dois rabos o que foi que aconteceu? Pois é, quando chegou no fim da fila faltava a Cobra e o Sapo, mas só sobrara um rabo! O Sapo olhou pra Cobra e a Cobra olhou pro Sapo, os dois olharam para o último rabo que havia sobrado, novamente se olharam e saíram correndo atrás do rabo. O Sapo puxou o pé da Cobra (porque naquele tempo a cobra ainda tinha patas, pés e mãos). A Cobra deu um chute no Sapo. O Sapo pulou em cima da Cobra e a Cobra rolou por cima do Sapo e os dois foram correndo aos papos e sopapos até que na última hora a Cobra se jogou com tudo no rabo que havia sobrado. Mas a cobra caiu tão desajeitada que acabou caindo dentro do rabo e ficando entalada, assim suas patas ficaram pra dentro do rabo e a coitada acabou sem mão, nem pé, nem nada, num grande rabo enfiada. E o Sapo, coitado, acabou ficando sem rabo. Por isso até hoje a Cobra tem raiva do Sapo, pois acha que é por culpa dele que ela acabou sem as patas e pra andar tem que se arrastar de cá pra lá. E o Sapo tem raiva da Cobra porque acha que é culpa dela que ele acabou sem rabo (nem imagina que o verdadeiro culpado é o Macaco). E é por isso que até hoje, no meio do mato, o Sapo come a Cobra e a Cobra come o Sapo. FIM"
06:40
July 23, 2020
# 86 A Trama da Dona Aranha - Taina Andere | História Infantil em Áudio | História Rimada
Historia Rimada de Taina Andere.  Conta sobre uma Aranha que costura meias! Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site. "Dona Aranha adora tecer tramas, mas não gosta de fazer teias e nem de prender insetos com as suas artimanhas. Por isso ao invés de tecer teias resolveu usar suas tramas para fazer lindas meias, fez oito, uma para cada pé. E essas coisas, vocês sabem como é, logo as outras aranhas estavam tirando sarro da dona Aranha que ao invés de fazer teias, tecia meias. Mas dona Aranha nem ligou. Seus pés estavam tão quentinhos, e estava mesmo fazendo frio. Foi quando um grilo que cantava lá perto viu as meias da dona Aranha e achou seu truque esperto. Também quis um par de meias pra se proteger do frio. O que a dona aranha não sabia é que tantos insetos veriam o grilo e quisessem também fazer seus pedidos. Antes do inverno chegar todos os insetos da redondeza já usavam lindas meias feitas sob encomenda. Dona Aranha ficou famosa, mas não acabou por aí. Quando o frio aumentou seu grilo encomendou um casaco e logo todos queriam o seu. Dona Aranha não conseguiria tantas roupas costurar antes do inverno chegar. Foi quando suas vizinhas aranhas se ofereceram para ajudar. Ninguém mais queria fazer teias e prender insetos, todas queriam costurar e ouvir as mais lindas histórias que eles tinham pra contar. Assim as aranhas mesmo sem ter asas podem o mundo viajar. E a Dona Aranha hoje em dia vive rodeada de amigas, conversa com as outras aranhas enquanto estão a tricotar, ou ouve a história de insetos que acabaram de chegar. Costura vestidos de casamento pras moscas e pras Joaninha e dizem que ela costura até pra Abelha Rainha." Disponível em https://jardimdehistorias.com/category/historias-infantis-criacoes/a-trama-da-dona-aranha/ ___ Taina Andere escreve no site Jardim de Histórias, para ler mais flores do jardim, acesse  https://jardimdehistorias.com/
03:22
July 21, 2020
# 85 A Escola Ariel - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Caso Ufológico
Caso Ufológico transformado em Narrativa Infantil por Jéssica Iancoski. Conta o contato que as crianças da Escola Ariel fizeram com um "homenzinho de preto, pescoço fino e olhos pretos ovalado".  Indicação Livre.  ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site.
05:23
July 19, 2020
# 84 Os Três Porquinhos - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Contos de Fadas
Conto de Fadas clássico recontado por Jéssica Iancoski. Conta sobre Os Três Porquinhos e O Lobo Mau!  Indicação Livre. Vozes divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook História também disponível para leitura no site.
08:04
July 18, 2020
# 83 O Galo e A Pérola - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Fábula Infantil
Fábula de Esopo recontada por Jéssica Iancoski. Conta sobre um Galo que encontra uma Pérola mas não fica com ela, Hãnn? Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "- PÓ PÓ PÓ. Um Galo estava ciscando procurando alimento para ele e para as Galinhas. Ciscou, ciscou e ciscou… Mas só conseguiu encontrar uma pedra preciosa, de beleza e valor inestimáveis. Mas o Galo falou: - Não me serve! E continuou ciscando procurando qualquer migalha de pão. - PÓ PÓ PÓ. A Pedra, que era preciosa - eu já disse isso? - não se conformou e falou: - Ora Ora, se fosse o seu dono que tivesse me encontrado, ele não conseguiria se conter de tanta alegria. Ele sim iria saber o valor que eu tenho! O Galo terminou a conversa dizendo: - No entanto fui eu que te achei e para mim, você continua não servindo. Inclusive, eu preferiria ter encontrado qualquer migalha de pão ou grão de milho do que uma joinha preciosa. Reforço, para mim, você é inútil! Moral da História: É a utilidade de algo que determina o seu valor."
02:46
July 17, 2020
# 82 O Cão Vaidoso - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Fábula Infantil
Fábula de Esopo recontada por Jéssica Iancoski. Conta sobre um cachorro que ganha um sininho e fica se sentindo todo-todo. Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado (para colorir) grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Um cachorrinho tinha o péssimo hábito de morder de surpresa os calcanhares das pessoas que encontrava pelo caminho. Sempre que alguém passava por perto, ele ia lá e… NHAAAAAAAAAC. O dono, percebendo tal comportamento, pendurou um sininho no pescoço do cão para alertar as pessoas quando ele tivesse se aproximando. Esse cachorrinho cresceu se sentindo todo todo por causa do sino. - Como eu fico elegante com ele! Sou muito lindo, santo peixinho do céu! E toda vez que ia passear na rua, ia todo vaidoso e cheio de pose a tilintar com o sininho pelas calçadas. Ele ia abanando o rabinho e rebolando o bumbum no mesmo ritmo do TIM TIM sino. - Se eu tenho esse sino foi porque eu mereci! - dizia para os outros animais que o invejavam. Certo dia, um cão velho e experiente, achando aquilo tudo uma piada, se aproximou e falou: - Por que você é tão exibido? Esse sino aí não é nenhum troféu! E você não deveria se orgulhar dele… - Você diz isso porque está com inveja! - Inveja! Que piada boa! Isso aí é para avisar as pessoas que não cheguem perto de você, pois você é uma perigo… É uma vergonha para o seu dono. Depois dessa… O Cão vaidoso não soube o que falar e ficou quietinho. Moral da História: É fácil se deixar enganar pela vaidade." __ Fluffing a Duck de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Origem: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100768 Artista: http://incompetech.com/
02:58
July 16, 2020
# 81 A Origem do Sol - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Lenda Indígena
Lenda Indígena brasileira recontada por Jéssica Iancoski. Conta sobre como a mitologia dos Ticunas explicava a origem do sol. Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Antigamente, mas muito antigamente mesmo... No tempo em que o Brasil não era nem Brasil ainda e os indígenas mandavam em todas as terras, o Sol era um jovem muito forte e bonito. Ele vivia com a tia, entre os Ticunas - o povo ameríndio mais numeroso da Amazônia Brasileira. Certa vez, ia acontecer uma festa de Moça-Nova e o Sol estava todo empenhado ajudando a tia dele a preparar a tinta de urucu, que pintaria todos os Ticunas. Eles tinham combinado que a tia faria a mistura da tinta, mas que ele buscaria a matéria-prima na floresta. Por isso, o Sol não parava de ir e voltar da floresta para buscar muirapiranga - uma árvore de madeira muito avermelhada que é utilizada para fazer o preparo da tinta de urucu. Ele já tinha trazido muita madeira, mas mesmo assim, a tia dele estava emburrada e ficava dizendo : - Vá buscar mais madeira, Sol! Anda! Você não trouxe o suficiente. A tia dele andava sempre mal humorada, de mal com a vida e reclamando. Por isto, estava sendo tão dura com o Sol. O Rapaz estava se esforçando para colher toda a muirapiranga que a tia mandava, porque a festa de Moça-Nova era de muito importante para todos os Ticunas. A celebração é  um ritual de iniciação feminina, que marca a participação das mulheres em mais tarefas comunitárias, simbolizando a passagem para a vida adulta. Mas o Sol já estava cansado de buscar a madeira e com muita sede. Além do mais, ele achava que a tia estava sendo má, porque ele já havia trazido muirapiranga o suficiente, já tinha tinta o bastante fervendo na panela e ela não parava de reclamar: - Você não é de nada! Nem consegue trazer o tanto de madeira que eu te pedi. Vá buscar mais! E o Sol, não aguentando mais tanta implicância, respondeu: - Eu já estou cansando disso tudo! Eu estou com sede. Se você não parar de ser tão dura comigo eu vou beber toda essa tinta de urucu que está fervendo na panela. Tem tinta suficiente aí! A tia respondeu zangada, achando que ele não teria coragem e que só estava provocando: - Então bebe tudo! Bebe logo, anda! Ou você bebe ou vai buscar mais muirapiranga. Então, o rapaz começou a beber toda a tinta que borbulhava de quentura na panela… GLUP GLUP GLUP…. Mas para o espanto de todos…. Ele não morreu! Conforme o rapaz ia bebendo a tinta, ele ia ficando vermelho… cada vez mais vermelho e mais quente, tal como o urucu e a muirapiranga. Até que tomou tanta tinta vermelha quente que subiu aos céus e intrometeu-se nas nuvens. E desde então ele passou a esquentar e a iluminar o mundo. E foi assim que o sol surgiu."
04:04
July 14, 2020
# 80 A Assembleia dos Ratos - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fabula Infantil
Fábula de Monteiro Lobato. Conta sobre uma assembleia que os ratos organizam para lidar com um problema chamado: Fato-Fino, O Gato. Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome. Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à lua. – Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo. Palmas e bravos saudaram a luminosa idéia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino? Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação. Moral da História: Dizer é fácil; fazer é que são elas!"
02:39
July 12, 2020
# 79 O Reformador do Mundo - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto de Monteiro Lobato. Conta sobre um homem que acha que o mundo todo está errado e, por isso, precisa ser reformado por ele.  Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em todas as coisas. O mundo para ele estava errado e a natureza só fazia asneiras. — Asneiras, Américo? — Pois então?!… Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso. Ali está uma jabuticabeira enorme sustendo frutas pequeninas, e lá adiante vejo uma colossal abóbora presa ao caule duma planta rasteira. Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem de ser reorganizas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira. Não tenho razão? Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com inteligência o mundo. — Mas o melhor — concluiu — é não pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha? E Pisca-Pisca, pisca-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra da jabuticabeira. Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos. Uma beleza! De repente, no melhor da festa, plaf! Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio no nariz. Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não era tão mal feito assim. E segue para casa refletindo: Que espiga!… Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu? Eu, Américo Pisca-Pisca, morto pela abóbora por mim posta no lugar da jabuticaba? Hum! Deixemo-nos de reformas. Fique tudo como estar, que está tudo muito bem. E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida em fora, mas já sem a cisma de corrigir a natureza."
03:24
July 11, 2020
# 78 O Macaco e O Coelho - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Conto Infantil
Conto de Monteiro Lobato. Uma teoria fantasiosa sobre por qual motivo os coelhos moram em tocas. Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Um macaco e um coelho fizeram a combinação de um matar as borboletas e outro matar as cobras. Logo depois o coelho dormiu. O macaco veio e puxou-lhe as orelhas. – O que é isso? – gritou o coelho, acordando num pulo. O macaco deu uma risada. – Ah, ah! Pensei que fossem duas borboletas… O coelho danou com a brincadeira e disse lá consigo: “Espere que te curo.” Logo depois o macaco se sentou numa pedra para comer uma banana. O coelho veio por trás, com um pau e lept! – pregou-lhe uma grande paulada no rabo. O macaco deu um berro, pulando para cima duma árvore, a gemer. – Desculpe, amigo – disse lá embaixo o coelho – vi aquele rabo torcidinho em cima da pedra e pensei que fosse cobra. Foi desde aí que o coelho, de medo do macaco vingar-se, passou a morar em buracos."
02:28
July 10, 2020
# 77 O Galo Que Logrou A Raposa - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fábula Infantil
Fábula de Monteiro Lobato. Conta sobre um galo que engana uma raposa que tenta enganá-lo! Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “deixe estar, seu malandro, que já te curo! …”. E em voz alta disse: – amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. O lobo e o cordeiro, os gaviões e os pintinhos, a onça e o veado, a raposa e as galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor. – muito bem! – exclamou o galo. – não imagina como tal notícia me alegra! que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldade e traições! vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas… como lá vem vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização. Ao ouvir falar em cachorros, dona raposa não quis saber de histórias, e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo: – infelizmente, amigo có-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa, sim? até logo. E raspou-se. Moral da história: Contra esperteza, esperteza e meia." (São Paulo. Editora Brasiliense, 1994.)
02:47
July 9, 2020
# 76 O Pulo do Gato - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fábula Infantil
Fábula de Monteiro Lobato. Conta sobre um gato que ensina para uma onça as suas técnicas de pulo.  Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "A onça pediu ao gato que lhe ensinasse a pular, porque o maior mestre de pulos que há no mundo é o gato. O gato ensinou uma, duas, três, dez, vinte qualidades de pulos. A onça aprendeu todos com a maior rapidez e depois convidou o gato para irem juntos ao bebedouro, isto é, ao lugar no rio onde os animais descem para beber. Lá viram um lagarto dormindo em cima duma pedra. — Compadre gato — disse a onça — vamos ver quem dum pulo pega aquele lagarto. — Pois vamos — respondeu o gato. — Então comece. O gato saltou em cima do lagarto e a onça saltou em cima do gato — mas este deu um pulo de banda e se livrou da onça. A onça ficou muito desapontada. — Como é isso, compadre gato? Esse pulo você não me ensinou… — Ah, ah, ah! — fez o gato de longe. — Isto é cá segredo meu que não ensino a ninguém. Chama-se o “pulo do gato” — meu, só meu. Os mestres que ensinam tudo quanto sabem não passam duns tolos. Adeus, comadre! — e lá se foi." (LOBATO, Monteiro. Histórias de Tia Nastácia. SP: Brasiliense, 1995.)
02:50
July 7, 2020
# 75 Polvo Polvilho e A Espiga de Milho - Rodrigo Lopes | História Infantil em Áudio | Poesia Infantil com Rima
Historinha com Rimas. Conta sobre um polvo e uma espiga de milho que viajam até bem pertinho do sol! Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook Polvo Polvilho era um polvo inteligente. Gostava dos amigos do mar, mas também de toda gente. Gente da terra, gente do ar, qualquer bicho que a ele se apresente. Saía para correr junto com leões e elefantes , mas depois ficava a voar com os falcões elegantes. E para gente que pergunta como é possível bicho do mar tantas coisas esquisitas aprontar, se acalme, amiguinho, pois já vamos explicar. Pra correr era fácil… afinal, polvo polvilho tinha oito pernas, ora bolas! E para voar bastava girar as perninhas muito rápido…girar…girar… até virar um polvocóptero! Um dia, Polvo Polvilho voava pela fazenda quando viu sua amiga espiga de milho acenar lá de baixo muito carrancuda. – Espiga de milho! Como vai, minha amiga? – Muito mal, amigo polvo. – Mas o que aconteceu? – Sabes que me acho a mais bela de todas as criaturas amarelas desse mundo. Não tem passarinho, fruta ou pedra que minha beleza não vença em um segundo. Polvo polvilho achou melhor não se manifestar e deixar a amiga continuar a falar. – Pois bem… tinha de aparecer aquele metido do Zé Pardal para me atazanar. Falou que eu não era de todas a mais bela criatura amarela, pois uma ainda me fazia se ofuscar. O grande sol, disse ele. Esse sempre vai te ganhar. – Mas se acalme, amiga espiga. De todas as outras você ainda há de ganhar. – Acalmar coisa nenhuma. Esse bendito sol eu vou enfrentar e você, polvo amigo, a ele vai me levar. – Polvo polvilho quase disse não, mas não dispensava uma aventura. E uma igual aquela nunca tinha aparecido. Ao espaço ele iria viajar, carregando a amiga espiga consigo. Partiram sem demorar, a terra verdinha lá embaixo a se distanciar. Logo, o espaço apareceu e de suas vistas o sol nunca mais se perdeu. Chegando mais perto, Polvo Polvilho falou: – Amiga espiga, não seria melhor desistir? Está ficando tão quente que já posso sentir. – Claro que não, meu polvo camarada! Dessa briga com o sol não sairei derrotada. E os dois amigos se aproximaram e o sol sorridente esquentava e quase a pele deles queimava. Chegou uma hora, então, que o polvo ouviu uma baita explosão… mas que barulhão! Mas que espiga boboca… BUM! Tinha virado pipoca! Voltou pra casa chorando, a espiga lisinha, nas folhinhas a se esconder, e Polvo Polvilho jurou em disputa nenhuma nunca mais se meter. Disponível em https://historiasinfantisabobrinha.wordpress.com/2016/06/20/historia-infantil-polvo-polvilho/
04:21
July 5, 2020
# 74 Penela, O Tubarão Banguela - Rodrigo Lopes | História Infantil em Áudio | Poesia Infantil com Rima
Historinha com Rimas. Conta sobre um um tubarão que fica banguela =P Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook Em um oceano belo e pomposo havia um tubarão muito guloso. Nem nome ele tinha porque dele comeu cada letrinha. Não sobrava baleia, polvo ou nem mesmo conchinha. . . Bastava passar na frente que na mesma hora o tubarão tratava de fazer uma boquinha. Então em um dia ele sentiu uma fome enorme, diferente E não é que acabou comendo o próprio dente! No inicio achou gostoso pois parecia um drops de menta delicioso. Mas depois, não conseguia mais mastigar, então começou a se preocupar. E um dentista foi consultar. E não teve jeito…ia ter de se adaptar. Comida dura? Nem pensar! Mas onde é que já se viu tubarão ter de comer sopa bem lá no fundo do mar? E com uma panela ele passou a andar e com o tempo pelo nome dela passaram a lhe chamar. . . . . . dizendo lá vai Panela, o Tubarão Banguela! E Bangela deve de se conformar ao aprender mais dura lição para compartilhar: Quando a gente é muito guloso tem de se controlar porque se não come mais do que pode…não tem como se enganar E Bangela se transformou em um Tubarão amigo, pois chegar perto dele não tinha mas nenhum perigo. E os outros peixes passaram a dele gostar, e cada um, uma pratinha pensou em juntar, para uma dentadura nova poder lhe comprar! E Bangela ficou não conseguia acreditar porque finalmente podia mastigar! Mas se acalmem meus amiguinhos, porque se não me engano, Bangela para sempre virou vegetariano!" Autor: Rodrigo Lopes, a partir de uma ideia de Matheus Lopes Disponível em https://historiasinfantisabobrinha.wordpress.com/2018/06/26/panela-o-tubarao-bangela/
02:57
July 4, 2020
# 73 O Príncipe e O Dragão - Rodrigo Lopes | História Infantil em Áudio | Historinha
História Infantil.  Conta sobre um Dragão que precisa convencer um príncipe a não matá-lo. Será que ele consegue? Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Era uma vez um dragão, que caminhava por uma estrada solitário, quando acabou por encontrar um príncipe. – Bom dia seu príncipe! – Bom dia nobre dragão. Me desculpe, mas terei de matá-lo – Mas o que foi que eu fiz para merecer um destino tão cruel senhor príncipe? O príncipe pensou por um minuto…sem saber muito bem como responder…. até que finalmente disse: – O que fez eu bem não sei…mas como és um dragão com certeza deves ser bem malvado… – Não mesmo! O senhor príncipe está enganado. – Não… então… já sei! Deve ter capturado alguma bela princesa? – Não. – Ah! Então deve ter um tesouro escondido roubado de anões mágicos? – Também não seu príncipe – Mas…então… O que você fez? Afinal sou um príncipe e todo príncipe deve matar um dragão… está escrito em todas as histórias… – Nada… Simplesmente nasci dragão…e aliás me orgulho muito disso…mas e o senhor seu príncipe? É malvado? – Eu! claro que não! Afinal sou um príncipe. – Mas um príncipe não pode ser malvado? – Claro que não! Todo príncipe é bondoso e abençoado! – E se eu te disser que sou um príncipe entre os dragões. Ficarias espantado? – Mas… dragões não são príncipes… – Claro que são… da terra de onde venho meu pai é o rei…rei dragão… – Caramba! Estou confuso! –  disse o príncipe – então, se você e um dragão é mau! Mas como é um príncipe deve ser bom?!? – Então senhor príncipe… se você matasse um príncipe seria mal não é mesmo? – Verdade…. – A cabeça do príncipe parecia que ia explodir de tanta confusão!– Então, como você quer me matar deve ser mal… logo não deve ser príncipe… afinal você mesmo disse que todo príncipe é bom, não é mesmo? – Nunca havia pensado nisso?!? Minha cabeça agora parece um chouriço! – E como não é príncipe, nem precisa matar um dragão! Então o príncipe jogou sua coroa fora, deu um abraco no dragão e segui seu caminho feliz… E o dragão sorriu pensando – cada maluco que me aparece…." Disponível em https://historiasinfantisabobrinha.wordpress.com/2018/03/19/o-principe-e-o-dragao/
03:32
July 2, 2020
# 72 Tito, O Pirata - Rodrigo Lopes | História Infantil em Áudio | Poesia Infantil com Rima
Historinha com Rimas. Conta sobre um menino chamado Tito que decide brincar de pirata! Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Tito decidiu ser pirata. de uma toalha velha fez uma capa… de uma caixa de papel fez um chapéu… de um tubo de mostrada saiu uma espada… de seu estojo da escola surgiu uma pistola… de um cabide de armário surgiu um papagaio… de um pote de molho surgiu um tapa-olho… do carro velho de seu tio surgiu um navio. Olhem Tito o pirata no oceano a navegar… Polvos gigantes e monstros marinhos ele ira enfrentar. Então uma voz de lenda antiga começou a ser proferida: – Tito, meu filho, tá na hora do jantar! Espere um pouco voz de lenda, não posso deixar o velho barba negra escapar. Para seu velho cachorro Michel, Tito fez fez uma barba de papel. Pintada com canetinha e polvilhada com farinha. – E agora barba Negra tu vai me enfrentar, pois teu tesouro perdido eu vou encontrar! E cachorro Michel se bota a rodopiar! – Vem jantar agora Tito! Se não do castigo você não vai se livrar! E o navio naufragou enquanto o pirata se apressou… Mas não se preocupem que amanhã Tito tira ele do fundo do mar e uma nova aventura vai começar!" Disponível em https://historiasinfantisabobrinha.wordpress.com/2017/03/08/tito-o-pirata/
02:18
July 1, 2020
# 71 A Lata Sucata - Rodrigo Lopes | História Infantil em Áudio | Historinha Rimada
Historinha com Rimas. Conta sobre um menino que transformou uma sucata em brinquedo! Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Era uma vez uma lata. Daquelas de achocolatado comuns mesmo. Havia nascido em uma fábrica com um milhão de irmãs iguaizinhas, mas lata achava que tinha destino importante. Que sua vida não seria somente ficar parada em uma estante. Logo foi pintada e ficou muito bonita. Depois recheada com um pó muito gostoso para então viajar de caminhão até um lugar enorme cheio de outras latas. Quando viu o menino pequenino sorrir ao pega-la da prateleira se sentiu a mais feliz de todas as suas companheiras. Foi para uma casa bonita e elegante e durante um bom tempo teve uma vida emocionante. Todas as manhãs o menino a abria e preparava seu leite delicioso. Cada vez dando a lata um sorriso mais gracioso. Mas então um dia ela acabou. A lata então se preocupou, mas o menino amigo nem ligou. Logo estava a furando e prendendo em barbante, para fazer pés de lata num instante. Telefone sem fio, batuque de tamborim, as brincadeiras que o menino inventava pareciam não ter mais fim. Então um dia o pai do menino falou: – Largue já essa sucata. A brincadeira acabou. Lata Sucata ficou arrasada, mas o menino não se conformou e com muitos enfeites, chapinhas e outras latinhas um brinquedo de verdade ele formou. O pai vendo a obra do filho, de tão bonita até a aprovou e para sempre com seu amigo menino a Lata Sucata ficou!" Veja A Lata Sucata em https://historiasinfantisabobrinha.wordpress.com/2017/01/14/a-lata-sucata/
03:08
June 30, 2020
# 70 O Casal Bruxa-Vampiro - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Historinha de Terror.
Historinha de Terror Infantil.  Conta sobre dois irmãos que acreditam que seus vizinhos são um Casal de Bruxa-Vampiro.  ATENÇÃO CRIANÇAS COM MEDO.  Indicação Livre.  Vozes Divertidas.  Efeitos Sonoros.  ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook  "Essa história aconteceu no começo do século XIX. Samanta e Samuel eram dois irmãos, eles moravam em um sítio na rua dos milharais e tinham os Silva como vizinhos. Às vezes, os pais de Samanta e Samuel precisavam ir até a cidade comprar algumas coisas e por isso os deixavam na casa dos Silvas, por algumas horas. Só que os irmãos não gostavam nada disso! Eles tinham muito medo de ficar lá. A Senhora Silva tinha uma risada tão forte e uma verruga enorme no nariz e por causa disso Samanta concluiu que ela era uma bruxa que gostava de comer criancinhas. E o Senhor Silva tinha a pele tão branca e pálida e nunca era visto de dia e, por isso, Samuel concluiu que ele era vampiro que gostava de tomar o sangue das criancinha. Além do mais, eles tinham certeza que o jardim dos Silva era um cemitério. Então, todas as vezes que os pais de Samanta e Samuel precisavam ir para a cidade, os irmãos já começavam a se tremer de medo. - Eu não quero ir hoje! O Senhor Silva é um vampiro! - Falava Samuel. - Deixa a gente ficar aqui em casa! A Senhora Silva é uma Bruxa! - falava Samanta - Ai Ai, crianças! Vamos logo, parem com essa brincadeira! - falavam os pais. E não tinha jeito, os pais não acreditavam neles e sempre os levavam até lá, não importava o que eles falassem ou como argumentassem, Teve um dia que enquanto os irmãos esperavam os pais voltarem, eles decidiram que iam procurar provas de que os Silva eram um casal de Bruxa-Vampiro. - Eu vou procurar no Jardim! Falou Samuel. - Eu vou Procurar no milharal! - Falou Samantha. Eles procuraram durante eternidades, uma meia hora, mas não conseguiram encontrar muita coisa. - Você encontrou algo? - Perguntou Samantha. - Encontrei esse pedaço de tecido amarrado em uma árvore que estava nascendo no Jardim - aposto que é um pedaço da camiseta de alguma criança que o Senhor Silva tomou o Sangue. E você achou algo? - Lá no milharal eu achei essa saco de pano, aposto que é o que eles usam para guardar os ossos quando comem alguém! E desde esse dia eles decidiram que toda a vez que eles fossem ficar nos Silvas, eles procurariam mais alguma prova, até que os pais acreditassem neles e eles não  precisassem mais ficar lá. - O que você achou hoje? Eu achei essa faca na cozinha, mas ela não é normal. Olhe, tem esses símbolos aqui. Aposto que é um dos itens que a bruxa usa nos seus rituais - falou Samanta. - É verdade! Muito estranha essa faca mesmo. Eu achei essa Túnica vermelha de vampiro, aposto que é do Senhor Silva. - Isso é uma coberta fininha, Samuel! - Não, veja bem. Parece uma coberta porque ele não quer ser pego, mas se você olha de perto, dá pra ver que é uma túnica de vampiro! - Óo, é verdade! Você tem razão é uma túnica mesmo. Só que em nenhuma das vezes  Samuel e Samanta conseguiram uma prova irrefutável de que os Silva eram um casal de Bruxa-Vampiro, mas eles sempre tiveram certeza que sim! E sempre que tentavam falar com os seus pais a respeito, eles respondiam a pior coisa que podiam: - Ai, Ai! Essas crianças… Quanta imaginação! Eu não estava lá para saber, foi um deles que me contou a história. Será que eles tinham razão ou só estavam imaginando como os pais afirmam? O que você acha? Você acredita em bruxas e vampiros?"
05:09
June 28, 2020
# 69 As Aventuras de Buck - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Conto Rimado
Leitura do conto infantil com a letra B As Aventuras de Buck de Jéssica Iancoski. Indicação Livre. Vozes Divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook Buck Bonita de Bigode saiu do Brasil e foi de barco para Belise buscando por bilhões de bifinhos. Buscou buscou buscou, mas não abocanhou nenhum bifinho. Então, foi brincar com besouros e bigatos. Brigou com um tatu bola. Beijou a boca de uma borboleta. E até achou um bucaco com uma boia e se abaixou para pegá-la. Mas Buck não desistiu de buscar por bifinhos. E lá foi a Buck de boia ao banco bater um papo com um banqueiro biruta vestido de branco: - Olá, meu nome é Buck. Tem algum bifinho aqui no banco? - Não tem bifinho, mas seja bem-vinda. Só temos bilhões, bolachinhas e um borrifador de bons cheiros nos banheiros. Mas Buck foi embora bem blasé do banco. Lá fora Buck Bonita de Boia viu uma balbúrdia bizarra em uma butique de beleza e foi bisbilhotar. - Olá eu sou a Buck, tem bifinhos na butique? Mas a balbúrdia da butique balbuciou que não. E a balconista falou: - Só temos base, brincos, batons e uma bússola. Buck se despediu mandando beijos e bençãos. Então Buck bonita de bigode e de boia decidiu brilhantemente barganhar por bifinhos com uma bailarina de bege da bochecha bonita. - Olá bailarina tem bifinhos? Te dou a minha bóia. - Não, só tenho um bracelete brega, mas de boa aceito a barganha se for pelo seu bigode. A bailarina de bege tinha agora um bigode para combinar com a bochecha bonita. E Buck agora de bracelete brega e boia  foi andando por Belise e logo ouviu um boato que uma baleia que vinha de Bali tinha um baú de bifinhos. Buck bonita sem bigode mas com boia e um bracelete brega quis voltar à boutique de beleza para buscar a bússola e banhar-se no mar batalhando por bifinhos. - Olá vamos barganhar. Dou o bracelete brega e você me dá a bússola. - Barganha aceita! - falou a balconista. E só então Buck Bonita com Boia e Bússola, mas sem Bigode e Bracelete brega e  foi para o mar buscando pelo baú de bifinhos da baleia de Bali. - Olá baleia tem bifinhos? Mas era um blefe, a baleia só tinha um balaio, um bebê na barriga e um bombom. Buck bufou, mas falou: - Troco a minha bóia pelo bombom - Aceito a barganha para por o meu bebê baleia para boiar quando ele chegar. A baleia de Bali pegou a boia e botou dentro do balaio. A Buck Bonita pegou e abocanhou o bombom botando inteiro por dentro da bochecha e saiu boiando de bruços até chegar a uma barca que buzinava. Buck embarcou sem ser barrada e ao esbarrar com o Barista da embarcação perguntou: - Tem bifinho na barca? O Barista levou Buck para um buffet que também era bistrô e falou: - só temos esse bifão T-Bone de boi! Buck comeu bilhões de bifões de T-Bone de Boi e voltou para o Brasil de barca bailando de felicidade.
05:50
June 27, 2020
# 68 O Flautista de Hamelin - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Contos de Fadas
Leitura do conto de fadas O Flautista de Hamelin na versão de Jéssica Iancoski. Indicação Livre. Vozes Divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Há muito e muito tempo atrás, aconteceu algo ultra mega blaster power estranho na cidade de Hamelin. Em um dia, quando os moradores da cidade acordaram perceberam que Hamelin tinha sido invadida por vários ratos, uma quantidade ultra mega blaster power impressionante. Em todos os cantos da cidade, era possível ver ratos e moradores reclamando. - Ó Meu Deus? Por quê??? - reclamava um habitante. - Ri Ri Ri Ri Ri - Fazia um rato. - Eu não acredito! Os Ratos comeram todo o meu queijo! - reclamava outro habitante - Ri Ri Ri Ri - fazia outro rato. - MIAAAAUU - Saia um gato caçar um rato. - É tudo culpa do prefeito!  - mais reclamação. - Ri Ri Ri Ri - mais ratos. Todos estavam inquietos e o caos era tanto que ninguém sabia como resolver a situação. O tempo ia passando, as ideias iam acabando e não se via nenhum resultado. E cada vez apareciam mais e mais ratos. Até os gatos já tinham desistido de caçar ratos e agora fugiam assustados. - MIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAU. - Ri Ri Ri Ri. Diante da gravidade da situação, o prefeito  marcou uma reunião mega ultra blaster power importante com os moradores. Passaram horas discutindo as ações que poderiam ser efetivas, mas, como eu disse, todas as ideias já haviam sido tentadas.. E nada dos ratos irem embora. Então, o prefeito resolveu prometer: - Darei cem moedas de ouro para quem nos livrar dos ratos. Pouco tempo se passou depois disso, até que um flautista mega ultra blaster power apareceu na prefeitura. Ele nunca tinha sido visto na cidade antes. - Sumirei com os ratos hoje e, então, a recompensa será minha - disse o flautista para o prefeito. O prefeito não acreditou, ele era só um flautista… Mas não custava nada deixá-lo tentar. Anoiteceu e o flautista começou a passar pelas ruas de Hamelin tocando a sua flauta. - TURU TUU RUUU TURUUU TUUUU RUUU E então começou a acontecer…" (Desculpe, o conto não coube inteiro aqui leia em   https://www.jessicaiancoski.com/)
07:01
June 26, 2020
# 67 O Passarinho e O Morcego - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Fábula Infantil
Leitura da Fábula de Esopo O Passarinho e O Morcego na versão de Jéssica Iancoski. Indicação Livre. Vozes Divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Já era tarde da noite quando um passarinho começou a cantar. FIO FIO FIO FIO Um morcego ouviu a melodia, achou estranho um passarinho cantar de noite.. Mas como os sons eram contagiantesresolveu ver do que se tratava. Quando chegou até o passarinho, o morcego achou mais estranho ainda: o pássaro estava preso em um gaiola. - O faz aí? E porque está cantando a essa hora da noite? - o morcego perguntou. O passarinho respondeu: - Ah, sabe como é… Tenho os meus motivos. Eu vivia livre por aí e cantando bem de manhãzinha, mas acabei preso por isso! Então, agora só canto de noite. É isso que chamam de sensatez. - Besteira! - interrompeu o morcego - O que te adianta ser prudente agora? Já está preso! Deveria fazer como eu…. - Como você como? Mas o morcego nem ouviu a pergunta do passarinho. Ele já tinha voado para longe, antes que sobrasse para ele também. Moral da história: Devemos ser prudentes antes do desastre acontecer, porque depois, não adianta nada!"
02:10
June 25, 2020
# 66 A Corça e O Leão - Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio | Fábula Infantil
Leitura da Fábula de Esopo A Corça e O Leão na versão de Jéssica Iancoski. Indicação Livre. Vozes Divertidas. Efeitos Sonoros. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Uma Corça estava fugindo de dois homens. Eles eram caçadores perigosos e a perseguiam com as suas espingardas. - Eu fico com o cabeça! Quero empalhar e colocar na minha parede - gritou um deles. - E eu fico com a carne! Quero servir um bom jantar para a minha família.  - gritou o outro. A pobrezinha, desesperada, chegou à entrada de uma caverna onde estava um leão. Resolveu entrar. - Não me mate, por favor! - suplicou ela. Mas não adiantou. O leão que vivia com fome, não lhe polpou. Deu um salto e TCHAAAA, devorou a coitadinha que morreu se lamentando: Que destino mais triste o meu! Tentei fugir de dois caçadores e terminei devorada por um leão. Moral da História: Fugir de um perigo pode te levar a outro, provavelmente, maior."
02:17
June 23, 2020
# 65 A Árvore Caída - Histórias que Minha Avó Contava | História Infantil em Áudio | História de Terror
Leitura da História de Terror A Árvore Caída de Histórias que Minha Avó Contava. ATENÇÃO CRIANÇAS COM MEDO. Indicação Livre. Histórias de Fantasmas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►► Leia Mais Histórias de Vó em https://historiasqueminhaavocontava.com/ "Uma vez, minha avó, que morava em um sítio, foi junto com sua família até a cidade para participar da missa, era um domingo a noite, naquele dia teve quermesse e eles ficaram lá até bem tarde. Naquela época quase ninguém tinha carro e eles faziam tudo a pé ou a cavalo. Minha avó e toda a sua família então voltaram a pé, porque não tinha cavalo pra todo mundo, ela tinha nove irmãos. Era uma noite de lua cheia. Quando eles estavam voltando, eles passaram pelo sítio de um vizinho, chamado Frederico e viram ele de longe com um machado cortando uma árvore. Meu bisavô achou aquilo muito estranho, era quase meia noite de um domingo. Então ele gritou: – Ô seu Frederico, corta essa árvore amanhã homem!! O Sr. Frederico não respondeu, continuou cortando a árvore, quando eles estavam mais longe, quase chegando no sítio deles ouviram a árvore caindo e olharam pra trás. No dia seguinte eles levantaram cedo pra trabalhar na roça quando o filho do Sr. Frederico veio correndo pra casa deles pra contar que o pai dele tinha morrido. O meu bisavô falou: – Mas também, porque ele foi cortar aquela árvore de madrugada, por certo se esforçou demais! – Que árvore, Seu Joaquim? – respondeu o filho. – A árvore que ele estava cortando, era quase meia noite, a gente viu. – Meu pai não cortou árvore nenhuma, Seu Joaquim, ele morreu ontem as 11 horas da noite. Meu bisavô foi correndo lá no sítio do Seu Frederico e para sua surpresa a árvore estava de pé."
03:56
June 21, 2020
# 64 O Barulho na Sala - Histórias que Minha Avó Contava | História Infantil em Áudio | História de Terror
Leitura da História de Terror O Barulho na Sala de Histórias que Minha Avó Contava. ATENÇÃO CRIANÇAS COM MEDO. Indicação Livre.   Histórias de Fantasmas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook ►► Leia Mais Histórias de Vó em https://historiasqueminhaavocontava.com/ "Minha avó contou que esta história aconteceu com conhecido de seu pai. O Sr. Sinfrônio era um homem muito rico, ele tinha uma fazenda muito grande, onde plantava cana-de-açúcar. Ele tinha também um engenho de açúcar, onde fazia melaço, rapadura e açúcar mascavo. Um dia um homem da cidade, chamado João, procurou o Sr. Sinfrônio pra pedir dinheiro emprestado e o Sr. Sinfrônio emprestou uma quantia considerável a ele. Depois de alguns meses o Sr. João faleceu de forma repentina. Desde a morte do Sr. João começaram a acontecer coisas muito assustadoras na casa do Sr. Sinfrônio, especialmente de madrugada. O Sr. Sinfrônio e sua família acordavam toda a noite ouvindo barulhos estranhos por toda a casa. Um dia, um de seus filhos, assustado com o barulho, pegou a espingarda e saiu na porta da frente da casa e deu vário tiros para o alto para assustar um possível ladrão. Mas a esposa do Sr. Sinfrônio foi logo falando: – Isso não é gente não, meu filho, é o espírito do Sr. João que tá preocupado porque morreu sem pagar a dívida. E falou para seu marido: – Você tem que falar pra ele que a dívida esta perdoada ou a gente não vai ter sossego. O Sr. Sinfrônio achou aquilo uma bobagem sem tamanho e mandou todo mundo dormir. Na noite seguinte o barulho aumentou e na seguinte aumentou ainda mais. Uma noite, todos acordaram muito assustados. O barulho foi tão alto e forte que foi como se todos os móveis da sala tivessem levitado até o teto e caído de uma vez no chão. Nesta noite o Sr. Sinfrônio se assustou tanto que deu um grito bem alto: – Tá perdoado, Sr. João! A dívida está perdoada, pode descansar em paz. Desde este dia nunca mais ninguém ouviu barulho de madrugada naquela casa."
04:12
June 20, 2020
# 63 Chapeuzinho Vermelho - Histórias que Minha Avó Contava | História Infantil em Áudio | Contos de Fadas
Leitura do Conto de Fadas Chapeuzinho Vermelho de Histórias que Minha Avó Contava. Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Era uma vez uma menina muito doce e inocente que era chamada de Chapeuzinho Vermelho, ela era chamada assim por cauda de uma capa vermelha que ela usava, que sua avó havia feito para ela. Um dia sua mãe fez uma linda cesta com alimentos deliciosos para que ela levasse até a casa de sua avó além da floresta. A avó estava doente e a cesta era para alegrá-la. A mãe ainda a advertiu: – Chapeuzinho, não converse com estranhos e não saia da estrada, vá direto a casa de sua avó! Assim que Chapeuzinho começou a andar na floresta apareceu o lobo, Chapeuzinho não se assustou porque era muito inocente e não sabia que os lobos são maus e perigosos. – Bom dia Chapeuzinho Vermelho, onde você está indo? – perguntou o lobo. – Estou indo a casa de minha avó, ela está doente e vou levar uma cesta de alimentos deliciosos para ela. – respondeu Chapeuzinho Vermelho – Mas onde mora a sua avó, Chapeuzinho? – perguntou o lobo. Chapeuzinho que era muito inocente explicou para o lobo onde era a casa da sua avó. Então o lobo disse: – Olha estas flores, que lindas!! Porque você não colhe algumas para levar para a sua avó? – Boa ideia, vou fazer isto mesmo. – respondeu Chapeuzinho. Enquanto Chapeuzinho Vermelho colhia as flores o lobo se adiantou e foi para a casa da sua avó. Chegando lá ele bateu na porta. – Quem é? – gritou a avó. – É a Chapeuzinho Vermelho, vovozinha!!! – falou o lobo disfarçando a voz. – Ahh! Querida, entre!!! – falou a vovozinha. O lobo entrou na casa, pegou a vovozinha e a trancou no armário para comer mais tarde, seu objetivo primeiro era comer a Chapeuzinho Vermelho assim que ela chegasse na casa da avó. Depois de trancar a avó no armário ele vestiu algumas roupas dela e se deitou na sua cama. Quando Chapeuzinho entrou na casa percebeu algo estranho, a avó estava diferente. – Nossa, Vovozinha, que orelhas grandes você tem! – falou Chapeuzinho Vermelho. – É para te escutar melhor! – respondeu o lobo. – Mas, Vovozinha, que olhos grandes você tem! – É para te ver melhor! – Vovozinha, que mãos enormes você tem! – É para te tocar melhor! – Vovozinha, que boca enorme você tem! – disse Chapeuzinho Vermelho. – É para te comer melhor!!! Nessa hora o lobo pulou da cama e tentou pegar a Chapeuzinho, ela saiu correndo da casa para a floresta com o lobo no seu encalço. Por sorte, um caçador, que justamente estava procurando o lobo, estava passando pela floresta naquele momento e viu a perseguição e foi ajudar Chapeuzinho. O caçador conseguiu matar o lobo e ainda ajudou Chapeuzinho a encontrar a sua avó que estava trancada no armário. Depois disso chapeuzinho convidou o caçador para comer a cesta cheia de deliciosas guloseimas que sua mãe fez e eles comemoraram que tudo tinha dado certo. Conselho de vó: nunca dê atenção a estranhos, diga a estranhos onde está indo ou dê endereço de ninguém." ►► Leia Mais Histórias de Vó em https://historiasqueminhaavocontava.com/
05:47
June 19, 2020
# 62 O Arquipélago - Histórias que Minha Avó Contava | História Infantil em Áudio | Fábula Infantil
Leitura da Fábula O Arquipélago na versão de Histórias que Minha Avó Contava. Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►► Leia Mais Histórias de Vó em https://historiasqueminhaavocontava.com/ Era uma vez um arquipélago com cem ilhas, este arquipélago ficava muito longe de qualquer continente e suas ilhas eram as mais variadas. Cada uma delas tinha uma característica diferente, terras diferentes, morros diferentes, plantas diferentes, animais diferentes e por serem tão diferentes umas das outras elas gostavam de exaltar as suas qualidades. Uma dizia: – Tenho as águas mais cristalinas de todas as ilhas! A outra falava: – Mas eu tenho as pedras mais preciosas em minhas terras! Ainda uma outra falava: – E eu?! Tenho a flora mais bela de todas as ilhas! E assim elas viviam, sempre exaltando suas qualidades e diminuindo as qualidades das outras. Então, num dia qualquer, sem nenhuma razão aparente aconteceu um terremoto em uma das ilhas e ela for tragada pelo mar. As outras ilhas ficaram assustadas, nunca tinham visto algo assim acontecer, mas não ficaram preocupadas, este não era um problema delas. Pensaram que provavelmente aquela ilha mereceu, porque não era tão boa quanto elas. Passado mais um tempo um outro terremoto aconteceu em uma outra ilha e a tragou completamente para o fundo do mar. Novamente as outas ilhas ficaram impressionadas, mas não se preocuparam, este não era um problema delas. Aquela ilha nem era bonita mesmo. E assim, com o passar do tempo, cada uma das ilhas foi tragada pelo mar, uma a uma foi desaparecendo. Quando a última ilha afundou ela pode ver e todas elas puderam ver que na verdade todas elas eram uma só, um único monte submerso onde cada um dos seus picos ficava fora da água. Viram que por serem uma só eram somente diferentes em suas características, porém iguais na sua essência e que eram tão vulneráveis quanto qualquer outra. Conselho de vó: Assim como as ilhas, nós, seres humanos somos diversos em nossas características, porém estamos todos unidos por uma linha invisível, somos todos um só, humanos, animais, plantas, somos todos o planeta terra. Desta maneira, quando qualquer um de nós é atingido todos somos também e de alguma forma perceberemos isto. Disponível em https://historiasqueminhaavocontava.com/2020/04/23/o-arquipelago/ ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook
05:11
June 18, 2020
# 61 Cachinhos Dourados - Histórias que Minha Avó Contava | História Infantil em Áudio | Contos de Fadas
Leitura do conto Cachinhos Dourados na versão de Histórias que Minha Avó Contava. Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►► Leia Mais Histórias de Vó em https://historiasqueminhaavocontava.com/ "Era uma vez, uma família de ursos que vivia em uma cabana no meio da floresta, Papai Urso, Mamãe Urso e o Ursinho. O Papai Urso era o maior e mais forte dos três, ele era também muito corajoso. A Mamãe Urso era gentil e delicada e era um pouco menor que o Papai Urso. O Ursinho era ainda uma criança e era muito curioso. Um dia, logo pela manhã a Mamãe Urso fez um mingau delicioso, mas como estava muito quente ela colocou as tigelas de mingau na mesa e chamou o Papai Urso e o Ursinho para dar uma volta na floresta até que o mingau esfriasse e eles pudessem comer. Enquanto estavam passeando pela floresta, apareceu na cabana deles uma linda menina com cabelos loiros encaracolados, ela era conhecida como Cachinhos Dourados. Cachinhos Dourados não era uma menina muito obediente, ela tinha o mal costume de fugir de casa para passear na floresta e não avisar os seus pais. Quando chegou na cabana ela bateu na porta, já estava cansada porque se perdeu na floresta e andou muito até chegar na cabana. Ela bateu várias vezes, mas ninguém atendeu, então ela resolveu entrar. Assim que entrou viu a mesa com as três tigelas de mingau, a tigela grande do Papai Urso, a tigela média da Mamãe Urso e a tigela pequena do Ursinho. Como ela estava com fome de tanto caminhar, resolveu comer o mingau. Primeiro ela provou o mingau da tigela grande, mas estava muito quente, depois provou a tigela média, mas ainda estava muito quente, então provou a tigela pequena e o mingau estava delicioso, então comeu tudo. Depois de comer ela foi até a sala e lá ela viu três cadeiras, uma grande, uma média e uma pequena, como estava cansada sentou primeiro na cadeira grande, mas achou desconfortável, depois sentou na cadeira média, mas ainda estava grande para ela, então se sentou na cadeira pequena e estava perfeita e confortável, porém a cadeira não aguentou o seu peso e quebrou. Como ainda estava cansada resolveu entrar no quarto e lá encontrou três camas, uma muito grande, outra um pouco menor e uma pequena. Deitou na cama grande, mas achou muito dura, deitou na cama um pouco menor e achou mole demais, então deitou na cama pequena e achou confortável e lá ela dormiu. Enquanto dormia os ursos voltaram do passeio e estranharam de ver a porta aberta, ao entrar, foram até a mesa para comer o mingau e então o Papai Urso falou: – Mexeram no meu mingau! A Mamãe urso também falou: – Mexeram no meu mingau! O Ursinho gritou chorando: – Comeram todo o meu mingau!! A Mamãe Urso tentou acalmar o Ursinho e o levou para sala e então perceberam que tinha algo estranho. O Papai Urso falou: – Alguém sentou na minha cadeira! A Mamãe Urso falou: – Alguém sentou na minha cadeira! E o ursinho que já estava chorando, chorou mais alto ainda: – Quebraram a minha cadeira!!! Os três então foram para o quarto e o Papai Urso falou: – Alguém deitou na minha cama! A Mamãe Urso falou: – Alguém deitou na minha cama! E o Ursinho gritou: – Tem alguém dormindo na minha cama!!! A Cachinhos Dourados acordou com o grito do Ursinho e ficou assustada de ver os três ursos olhando para ela. Ela saiu correndo do quarto e fugiu para a floresta. Conselho de vó: Nunca saia de casa sem avisar os pais. Tem que avisar que vai sair, onde vai e que horas volta e nunca entre na casa de ninguém ou mexa em coisas que não são suas." ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook
07:13
June 16, 2020
# 60 A Agulha e A Linha - Pedro Bandeira | História Infantil em Áudio | Um Apólogo
Leitura de Um Apólogo de Machado de Assis na versão de Pedro Bandeira. Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Era uma vez, dentro da caixinha da costureira de uma baronesa, uma agulha que disse à linha de um novelo: – Por que você está com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo? – Deixe-me, senhora. – Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. – Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. – Puxa, como você é orgulhosa! – Decerto que sou. – Mas por quê? – É boa! Por que costuro. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os costura, senão eu? – Você? Essa agora é melhor. Você que os costura? Você ignora que quem os costura sou eu, e muito eu? – Você fura o pano, nada mais. Eu é que costuro, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... – Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando... –Também os batedores vão adiante do imperador. – Você, imperador? – Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante. Vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo,ajunto... Estavam nisso, quando a costureira da baronesa pegou o pano, pegou a agulha, pegou a linha, enfiou a linha na agulha e entrou a costurar. Entre os dedos da costureira, uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas. E dizia a agulha: – Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que essa distinta costureira só se importa comigo? Eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia nada. Ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura. Não se ouvia mais que o plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira terminou o trabalho. Veio a noite e, enquanto a baronesa vestia-se para o baile, a linha, para caçoar da agulha, perguntou-lhe: – Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte o vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada. Mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: – Ande, aprende, tola. Cansaste de abrir caminho para ela e ela é que vai gozar a vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei essa história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: – Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/pdf/a_agulha_e_a_linha.pdf Disponível em http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/
05:23
June 14, 2020
# 55 Uma Noite de Vampiro - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto
Leitura do Conto infantil de Suspense Uma Noite de Vampiro de Emílio Carlos. Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Já era tarde da noite quando ele acordou. A lua cheia brilhava no céu e seus raios entravam pela janela indo bater na cama de Vladinho. Melhor dizendo: caixão. Porque Vladinho era um vampiro e dormia dentro de um caixão. Dormia de dia e acordava de noite. Levantou-se com uma cara terrível de sono e foi até a cozinha. A mamãe-vampira serviu-lhe um copo de sangue para anima-lo. E disse assim: - Você já está grandinho, Vladinho, e pode procurar sua própria comida. Vá pela noite sombria procurar sangue! - Mas a noite está clara. É lua cheia. - Não importa! Vá buscar uma vítima! Vladinho saiu sem muita empolgação. Andou pela noite até que viu ao longe uma senhora de idade vindo em sua direção. Ajeitou a capa, caminhou decididamente até ela, e quando chegou perto fez um ruído parecido com “Váááá´”. Ao invés de ficar com medo a senhora achou interessante: - Oh, que bonitinho! Tão pequenininho e vestido de vampiro... - Mas eu sou vampiro! – reagiu Vladinho. - É claro que é, neném. Tome um pirulito. Deu um pirulito, que Vladinho pegou sem saber porque, virou-se e continuou a andar. Vladinho estava decepcionado. Jogou o pirulito no chão, pulou em cima dele várias vezes, e continuo a andar. Dentro em pouco viu um velhinho careca de bengala andando pela noite com dificuldade. E pensou: “Ta pra mim!”. Aproximou-se do velhinho e fez aquele ruído de novo: “Váááááá”. O velhinho nem tomou conhecimento dele. Continuou andando e passou por ele. Vladinho ficou bravo. Correu na frente do velhinho e fez “Váááááá”, de novo. Daí o velhinho reparou nele: - ô, pobrezinho. Está chorando, ta? - Váááááá´. - Perdeu a mamãezinha, foi? - Váááá´ - fez Vladinho tentando assustar o velhinho de novo. O velhinho tirou um pirulito colorido do bolso do paletó e deu a ele: - Tome, neném. Fique com o pirulito bem aqui. Eu vou ver se acho a sua mamãe. O velhinho continuou andando e Vladinho mais uma vez jogou o pirulito no chão e o pisoteou. Mais à frente vinham duas meninas, um pouco maiores do que ele. E Vladinho pensou: “É agora”. Avançou na direção das duas e deu o seu famoso “Vááááá´”. Ao invés de se espantarem as meninas adoraram: - Olha! Já é festa de halloween – disse uma. - É mesmo! Que demais! – disse a outra. O Vladinho se irritou. E deu um “Váááá” tão forte que ficou até roxo, sem ar. - Que maquiagem legal! Azul arroxeado – disse uma. - Não, querida. Está na cara que é roxo azulado – disse a outra. E assim foram se afastando sem dar a menor bola para o Vladinho, que já estava ficando desesperado. Não conseguia botar medo em ninguém. Como iria sobrepujar a vítima para sugar o seu sangue? Mais adiante ele viu um cachorro. E sorriu. Se aproximou e deu um “Váááá” bem tenebroso. O cachorro olhou para o Vladinho por um instante e depois rolou no chão de tanto rir. Depois dessa Vladinho ficou ainda mais desanimado. Parecia que essa não era a sua noite. E estava cabisbaixo, assim meio triste, quando se aproximou da loja do seu Ademar. Olhou para a vitrine da loja e viu um vulto vindo em sua direção. Esfregou as mãos e sorriu. Agora eu vou conseguir, pensou ele. Andou em direção ao vulto com passos firmes e decididos e armou o seu melhor bote. Enquanto fazia “Vááááá” viu que o vulto também fazia “Váááá” com uma cara ameaçadora. Vladinho se assustou e fugiu com medo... do seu próprio reflexo na vitrine da loja." In: http://www.guri.com/story/emilio_01.asp Contato do Autor: emiliodicarlos@yahoo.com.br
06:13
June 7, 2020
# 54 Hora do Banho - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto
Leitura do Conto infantil Hora do Banho de Emílio Carlos. Indicação Livre. Vozes divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Todo dia no final da tarde a mãe do Alfredo dizia assim: - Alfredo: hora do banho. Na hora o Alfredo respondia: - Primeiro o Julinho. Julinho, que era o irmão de Alfredo, dizia na hora: - Não primeiro o Alfredo. E começava a discussão pra ver quem ia tomar banho primeiro. A mãe precisava intervir todo dia e decidir quem ia primeiro. Nesse dia a mãe mandou o Alfredo ir primeiro. E o Alfredo não gostou. Entrou no banheiro com uma má vontade... E foi tirando a roupa lentamente. Muito lentamente. Brincava com a roupa, fazia caretas no espelho, dançava com a roupa na mão, de pé no chão frio. E o banho que é bom nada. A mãe do Alfredo começou a desconfiar que tinha algo errado. “Esse menino nem ligou o chuveiro ainda...”, pensou ela. - Alfredo: toma logo esse banho, meu filho. Está ficando frio e você vai se resfriar – disse ela. - Ta bom mãe – respondeu Alfredo lá de dentro do banheiro. Alfredo ligou o chuveiro. Mas não entrou embaixo da água não. Ficou fazendo dança da chuva dentro do banheiro. Depois foi ver como seus dentes eram legais no espelho. Depois resolveu brincar de homem das selvas no banheiro. Aquilo estava demorando muito e a mãe resolveu ir ver o que estava acontecendo. Quando abriu a porta do banheiro viu Alfredo lutando contra a água do chuveiro: - Tome isso ser do espaço: iáááá! - O que é isso Alfredo? Alfredo ficou branco! A mãe pegou-o na hora em que ele deu um golpe de Karatê na água que caía do chuveiro. Fez aquela cara de bolacha e ainda tentou se explicar: - É que a água estava me provocando... - Pare de brincar e tome logo seu banho, meu filho. Você está desperdiçando água e energia elétrica, Alfredo. É o mesmo que jogar dinheiro fora pelo ralo – explicou a mãe. - Ta bom – disse o Alfredo assim com cara de picolé. Foi só a mãe fechar a porta do banheiro e o Alfredo pensou: - Dinheiro pelo ralo? Deve ter sido o terrível pirata perna-de-pau que escondeu o dinheiro aqui! E no esgoto, que é o seu lugar. E se ajoelhou no chão frio do banheiro para olhar dentro do ralo ver se tinha ali algum tesouro escondido. Olhou e olhou e nada. Daí se sentou no chão do banheiro e começou a remar em seu barco imaginário. O barco entrou num temporal e para fazer as ondas Alfredo pegou uma esponja, molhou na água e jogou por todo lado, molhando a porta, as paredes, enfim todo o banheiro. O Alfredo já estava gelado. Também tanto tempo sem roupa ali e fora da água quente do chuveiro... Quando a esponja bateu na prateleira de xampus um vidro de condicionador se espatifou no chão e o barulho foi tão grande que a mãe abriu a porta. E viu o filho pelado sentado naquele chão frio e ainda sem ter tomado banho. Nessa hora a mãe perdeu a esportiva e disse: - Agora você vai ver Alfredo! O Alfredo até se encolheu de medo. Mas não adiantou nada. - Desculpe mãe! – suplicou o menino. - Venha aqui! – disse a mãe com aquela voz que não deixava dúvidas que a coisa agora tinha ficado feia. O Alfredo entrou debaixo d’agua e a mãe começou a esfrega-lo com a esponja. - Ô mãe! Eu não sou mais bebê! – reclamou ele. - Mas parece – respondeu a mãe esfregando suas costas. - Ô mãe... a... a... atchim! Alfredo começou a espirrar. Seu nariz começou a arder." (...) Desculpe, a história não coube completa. Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_02.asp Contato do autor emiliodicarlos@yahoo.com.br Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
06:02
June 6, 2020
# 53 A Poção Mágica de Clarinha - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto
Leitura do Conto infantil com rimas A Poção Mágica de Clarinha de Emílio Carlos. Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook Era uma vez uma bruxinha chamada Clarinha. Clarinha gostava de tudo que tinha: do chapéu da vassoura e da varinha. Clarinha vários amigos tinha: o sapo Quequé, o corvo Janjão e a joaninha Tininha. Um dia Clarinha pensou e pensou e disse assim, com aquela carinha: - Eu vou é fazer uma poçãozinha. E decidiu fazer uma poção mágica com tudo que tinha. Colocou baba de aranha, piolho de morcego e até uma abobrinha. Colocou meias com chulé, pelos de rato e uma folha de mato bem pequenininha. Depois mexeu e mexeu, e foi fazendo sua poçãozinha. A poção ferveu e ferveu até ficar prontinha. - Mas para que serve essa poçãozinha? – era a dúvida que ela tinha. Então pegou um pouco da poção com uma colherinha. O sapo não quis beber, muito menos a joaninha. O corvo saiu voando com medo da poçãozinha. - Da última vez eu virei humana! Argh! – disse fugindo a aranha Zinha. E a bruxinha ficou sozinha, só ela, a poção e a varinha. - Puxa, ninguém me ajuda! – disse ela assim meio tristinha. E decidiu jogar fora sua poçãozinha. Jogou pela janela e ficou meio assim, olhando sua varinha. Foi quando se ouviu um barulho que lá de fora vinha. A poção caiu numa moita e transformou em gigante a moitinha. Suas folhas gigantes pareciam tentáculos querendo pegar a bruxinha. Mais do que depressa Clarinha correu pra fora da casa com a varinha. E fez a mágica mais forte, mais poderosa que ela tinha. A moita se riu e disse assim: - Não adianta nada, sua bruxinha! Agora eu vou comer você com um pouco de farinha! Tudo parecia perdido para a assustada bruxinha. Foi quando apareceu a Bruxa Tinha, que era tia de Clarinha. Vinha voando na sua vassoura voltando da casa da Bruxa Finha. Ela disse umas palavras mágicas e a moitona virou moitinha. Clarinha suspirou aliviada e contou tudo para a sua tia Tinha. E prometeu que nunca mais ia fazer essa poçãozinha." Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_04.asp Contato do autor emiliodicarlos@yahoo.com.br Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
04:11
June 5, 2020
# 52 A Menina e O Vampiro - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto
Leitura do Conto infantil de Suspense A Menina e O Vampiro de Emílio Carlos. Indicação Livre. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "Era uma vez uma menina chamada Patrícia que adorava sair para brincar na rua longe da sua mãe. A mãe sempre avisava: - Patrícia: não vá muito longe. Mas não adiantava. Patrícia não obedecia. Começou brincando perto de casa, com os vizinhos de perto. Logo estava brincando no fim da rua. Depois no outro quarteirão. E no outro. A mãe saía atrás da Patrícia: - Patrícia! Hora de fazer tarefa! E às vezes sabe o que a menina fazia? Se escondia atrás de uma árvore ou de um muro para a mãe não vê-la e ela não ter que fazer tarefa. Um dia Patrícia saiu de casa depois do almoço. Foi brincando e brincando cada vez mais longe. E quando deu por si estava em outro bairro, sozinha, longe de tudo que ela conhecia. Para piorar estava anoitecendo e a Patrícia longe de casa. Era a primeira vez que ela ia tão longe. - Deixe-me ver: se eu for reto aqui saio na rua do meu bairro. E como tinha descoberto o caminho de casa começou a andar lentamente de volta, brincando pelo caminho. A noite caiu e Patrícia continuava a andar de volta. Passou por um beco escuro e nem percebeu que dois olhos brilhantes a observavam. A menina ia calmamente pela rua. E do beco escuro saiu um vulto que ia atrás dela. A menina andava tranqüila. E o vulto a acompanhava de perto. De repente o vulto pisou no rabo de um gato, que gritou. Patrícia olhou para trás e viu pelo rabo dos olhos o vulto se aproximar. E começou a andar mais rápido. O vulto também começou a andar mais rápido. Patrícia apertou o passo e o vulto também. Patrícia olhou para trás e pode ver o brilho de dois dentes caninos pontiagudos. Agora ela tinha certeza: era um vampiro que estava atrás dela! Patrícia começou a correr. E o vulto também corria. Só que como ele era adulto corria mais que ela. E estava se aproximando rápido. Rápido. Cada vez mais rápido. Patrícia corria mas não conseguia fugir. O vampiro estava bem perto dela agora. Patrícia estava quase ao alcance das mãos do vampiro. E corria o mais que podia. O vampiro até deu uma risada enquanto ia pra cima da menina. Por sorte nessa hora o vampiro pisou numa casca de banana e caiu de cabeça no chão. Ficou meio tonto e Patrícia conseguiu chegar na rua de sua casa. Entrou em casa como um foguete e fechou a porta atrás dela. Contou toda história para sua mãe e prometeu: - De hoje em diante só brinco no portão de casa." Disponível em http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=41 Contato do autor emiliodicarlos@yahoo.com.br Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
05:02
June 3, 2020
# 51 O O Elefante que Veio da Índia - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto
Leitura do Conto infantil O Elefante que Veio da Índia de Emílio Carlos. Indicação Livre.  ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook "O Elefante Tadeu era a maior atração do Circo do Sol. Todos gostavam de ver os malabarismos do elefante, do avô ao netinho. Tadeu sabia andar com 3 pernas, se equilibrar numa bola bem grande e ainda ficar em pé no meio do picadeiro. As crianças aplaudiam o elefante e pediam bis. Em todas as cidades que o Circo do Sol ia era sempre assim. Viajando de uma cidade para outra, de um país para o outro, de trem ou de caminhão, o elefante Tadeu era feliz. Ele adorava o circo e adorava fazer as pessoas felizes. Tadeu tinha nascido na Índia, um país muito distante, do outro lado do oceano. Veio para o circo quando ainda era filhote. E seu maior sonho sempre foi se apresentar na Índia. Até que um dia o seu Osmar, o dono do circo, disse assim para o elefante: - Agora você vai ficar ainda mais feliz. O próximo país que nós iremos é a Índia! Tadeu não podia acreditar. Ficou em pé sobre as duas patas, levantou a tromba bem no alto e gritou de felicidade. Quando chegaram na Índia Tadeu fez o maior sucesso. E pode conhecer vários parentes seus, elefantes indianos como ele. Nunca um elefante havia sido tão feliz!" Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_06.asp Contato do autor emiliodicarlos@yahoo.com.br Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
02:33
June 2, 2020
# 50 O Rabo do Macaco - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Conto
Leitura do Conto infantil O Rabo do Macaco de Monteiro Lobato. Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►►► Acesse para ganhar um livro infantil ilustrado grátis: https://www.jessicaiancoski.com/ebook  "Era um macaco que resolveu sair pelo mundo a fazer negócios. Pensou, pensou e foi colocar-se numa estrada, por onde vinha vindo, lá longe, um carro de boi. Atravessou a cauda na estrada e ficou esperando. Quando o carro chegou e o carreiro viu aquele rabo atravessado, deteve-se e disse: – Macaco, tire o rabo da estrada, senão passo por cima! – Não tiro! – respondeu o macaco – e o carreiro passou e a roda cortou o rabo do macaco. O bichinho fez um barulho medonho. – Eu quero o meu rabo, eu quero o meu rabo ou então uma faca! Tanto atormentou o carreiro que este sacou da cintura a faca e disse: – Tome lá, seu macaco dos quintos, mas pare com esse berreiro, que está me deixando zonzo. O macaco lá se foi, muito contente da vida, com a sua faca de ponta na mão. – Perdi meu rabo, ganhei uma faca! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola! Seguiu caminho. Logo adiante deu com um tio velho que estava fazendo balaios e cortava o cipó com os dentes. – Olá amigo! – berrou o macaco – estou com dó de você, palavra! Tome esta faca de ponta. O negro pegou a faca mas quando foi cortar o primeiro cipó a faca se partiu pelo meio. O macaco botou a boca no mundo – eu quero, eu quero minha faca ou então um balaio! O negro, tonto com aquela gritaria, acabou dando um balaio velho para aquela peste de macaco que, muito contente da vida, lá se foi cantarolando: – Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola! Seguiu caminho. Mais adiante encontrou uma mulher tirando pães do forno, que recolhia na saia. – Ora, minha sinhá – disse o macaco, onde já se viu recolher pão no colo? Ponha-os neste balaio. A mulher aceitou o balaio, mas quando começou a botar os pães dentro, o balaio furou. O macaco pôs a boca no mundo. – Eu quero, eu quero o meu balaio ou então me dê um pão. Tanto gritou que a mulher, atordoada, deu-lhe um pão. E o macaco saiu a pular, cantarolando: – Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio; perdi meu balaio, ganhei um pão. Tinglin, tinglin, vou agora para Angola! E lá se foi muito contente da vida, comendo o pão." Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
04:25
May 31, 2020
# 49 A Raposa sem Rabo - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fábula
Leitura da fábula infantil A Raposa sem Rabo de Monteiro Lobato. Indicação Livre. Vozes Divertidas. ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis! Certa raposa caiu numa armadilha. Debateu-se, gemeu, chorou e finalmente conseguiu fugir, embora deixando na ratoeira sua linda cauda. Pobre raposa! Andava agora triste, sorumbática, sem coragem de aparecer diante das outras, com receio da vaia. Mas de tanto pensar no seu caso teve a ideia de convocar o povo raposeiro para uma grande reunião. — Assunto gravíssimo! — explicou ela. Assunto que interessa a todos os animais. Reuniram-se as raposas e a derrabada, tomando a palavra, disse: — Amigas, respondam-me por obséquio: que serventia tem para nós a cauda? Bonita não é, útil não é, honrosa não é... Por que, então continuarmos a trazer este grotesco apêndice às costas? Fora com ele! Derrabemo-nos todas e fiquemos graciosas como as preás. As ouvintes estranharam aquelas ideias e, matreiras como são, suspeitaram qualquer coisa. Ergueram-se do seu lugar e, dirigindo-se à oradora, pediram: — Muito bem. Mas cortaremos primeiro a sua. Vire-se para cá, faça o favor... A pobre raposa, desapontada, teve de obedecer à intimação. Voltou de costas. Foi uma gargalhada geral. — Está explicado o empenho dela em nos fazer mais bonitas. Fora! Fora com a derrabada! E correram-na dali. --- Fonte: Do livro "Fábulas e Histórias diversas" Pesquisa e adequação ortográfica: Iba Mendes (2018) Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
03:26
May 30, 2020
# 48 O Homem e A Cobra - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fábula
Leitura da fábula infantil O Homem e A Cobra de Monteiro Lobato. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Certo homem de bom coração encontrou na estrada uma cobra entanguida de frio. – Coitadinha! Se fica por aqui ao relento, morre gelada. Tomou-a nas mãos, conchegou-a ao peito e trouxe-a para casa. Lá a pôs perto do fogão. – Fica-te por aqui em paz até que volte do serviço à noite. Dar-te-ei então um ratinho para a ceia. E saiu. De noite, ao regressar, veio pelo caminho imaginando as festas que lhe faria a cobra. – Coitadinha! Vai agradecer-me tanto… Agradecer, nada! A cobra, já desentorpecida, recebeu-o de linguinha de fora e bote armado, em atitude tão ameaçadora que o homem enfurecido exclamou: – Ah, é assim? É assim que pagas o benefício que te fiz? Pois espera, minha ingrata, que já te curo… E deu cabo dela com uma paulada. Moral Fazei o bem, mas olhe a quem."
02:45
May 29, 2020
# 47 A Rã Sábia - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fábula
Leitura da fábula infantil A Rã Sábia de Monteiro Lobato. Indicação Livre. Vozes Divertidas. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Como a onça estivesse para casar-se, os animais todos andavam aos pulos, radiantes, com olho na festa prometida. Só uma velha rã sabidona torcia o nariz àquilo. O marreco observou-lhe o trejeito e disse: — Grande enjoada! Que cara feia é essa, quando todos nós pinoteamos alegres no antegozo do festão? — Por um motivo muito simples — respondeu a rã. Porque nós, como vivemos quietas, a filosofar, sabemos muito da vida e enxergamos mais longe do que vocês. Responda-me a isto: se o sol se casasse e em vez de torrar o mundo sozinho o fizesse ajudado por dona sol e por mais vários sóis filhotes? Que aconteceria? — Secavam-se todas as águas, está claro. — Isto mesmo. Secavam-se as águas e nós, rãs e peixes, levaríamos a breca. Pois calamidade semelhante vai cair sobre vocês. Casa-se a onça, e já de começo será ela e mais o marido a perseguirem os animais. Depois aparecem as oncinhas — e os animais terão que agüentar com a fome de toda a família. Ora, se um só apetite já nos faz tanto mal, que será quando forem três, quatro e cinco? O marreco refletiu e concordou: — É isso mesmo… Moral: Pior que um inimigo, dois; pior que dois, três..."
02:41
May 28, 2020
# 46 A Formiga Má - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fábula
Leitura da fábula infantil A Formiga Mã de Monteiro Lobato. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Já houve, entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com seu cruel manto de gelo. A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se nem folinha que comesse. Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou – emprestado, notem! – uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse. Mas a formiga era uma usurária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres. – Que fazia você durante o bom tempo? – Eu… eu cantava!… – Cantava? Pois dance agora, vagabunda! – e fechou-lhe a porta no nariz. Resultado: a cigarra ali morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra, morta por causa da avereza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela? Moral: Os artistas, poetas, pintores e músicos são as cigarras da humanidade.
03:18
May 26, 2020
# 45 Lenda do Guaraná| História Infantil em Áudio | Mitologia Indígena
Leitura da Lenda do Guaraná do Folclore Brasileiro, escrita por Jéssica Iancoski. Lenda da Mitologia Indígena Tupi-guarani. Histórias tipicamente brasileiras. Siga no Instagram: @podcast.historias Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Um casal de indígenas queria muito ter um filho, mas não conseguia.. O casal tanto pediu para Tupã - o mensageiro do Deus mais poderoso dos tupi-guaranis -  que lhes foi dado, um menino, cheio de energia e olhos deslumbrantes. Este menino estava crescendo e a cada dia se tornava mais motivo de orgulho para a sua comunidade, pois ele gostava de sair para a mata e colher frutas, e sempre trazia muito alimento para todos. Jurupari, aquele que deu origem a todos os demônios, sentiu muita inveja do garoto e resolveu dar uma lição nele. Para isso, Jurupari se transformou em uma cobra e, um dia, quando o menino, cheio de energia, entrou na mata para colher as frutas, o picou. Tupã até tentou avisar os pais do menino, com um trovão, que o garoto corria perigo. Mas não adiantou. Quando o casal entrou na mata, o menino já estava morto. Então Tupã mandou os pais enterrarem os olhos da criança, mas antes que eles pudessem achar isto estranho, o mensageiro explicou que os olhos do menino iam se transformar em uma planta e que esta planta, ao ser ingerida, emprestaria a energia do garoto para que outras pessoas também pudessem trazer alimento para a comunidade - tal como ele fazia. Os pais ouviram Tupã e enterraram os olhos do garoto. Algum tempo depois, nasceu uma planta, cujo os frutos se pareciam com os lindos olhos do menino e foi assim que o guaraná começou a ser plantado, para cultivar e compartilhar as características daquele que era motivo de tanto orgulho para o seu povo." ___ ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
04:34
May 22, 2020
# 44 História do Céu - Lenda Indígena | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro História do Céu, escrita por Jéssica Iancoski. Lenda da Mitologia Indígena Tupi-guarani. Histórias tipicamente brasileiras. Siga no Instagram: @podcast.historias Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Teve um dia que de repente o céu - azul - começou a se erguer. Ele ainda não existia como é hoje, uma arco azul de uma ponta a outra, ele era apenas todo branco. E quando o azul do céu começou a se erguer, foi aos poucos. No começo era só um pequeno pedaço azul, levantando-se como uma onda. Mas o povo antigo não queria que o céu fosse azul e toda vez que o céu se erguia um pouquinho, alguém ia lá e o derrubava com um machado, abrindo um buraco. Mas o céu não desistia de crescer e continuava tentando. Crescia um pouquinho do azul. PLOFT. Aparecia alguém e o derrubava com o machado e outro buraco branco surgia. Crescia outro pouquinho do azul. FLAPT. Vinha outro machado e cortava. Outro buraco. O povo antigo ia cortando, mas o céu continuava sempre se fechando. O céu crescia mais rápido do que o povo antigo conseguia derrubar. Até que eles desistam de tentar derrubar as partes azuis que cresciam. - Ah, deixa pra lá. Não estamos conseguindo derrubar. É melhor deixar assim. E foi assim que o céu nasceu, com o povo antigo tentando derrubar o céu. E é por isso que ele é todo esburacado." ___ ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
03:21
May 21, 2020
# 43 Lenda da Mandioca | História Infantil em Áudio | Mitologia Indígena
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro Como Surgiu a Primeira Mandioca, escrita por Jéssica Iancoski. Lenda da Mitologia Indígena Tupi-guarani. Histórias tipicamente brasileiras. Siga no Instagram: @podcast.historias Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Há muito e muito tempo atrás, em uma comunidade, dois indígenas se casaram: Atiolô e Zatiamarê. Um tempo depois do casamento, Atiolô ficou grávida de uma menina e Zatiamarê ficou bravo porque ele queria um menino. - Quero um Menino, Atiôlo. E quero que ele cresça forte como o pai, que casse  como o pai e que se pinte com urucum para ficar tão bonito quanto o pai. Quando a menina nasceu, Zatiamarê não só não gostou, como também não reconheceu a menina como sua filha. - Essa menina para mim é vento, Atiolô. Eu não pedi ela, eu pedi um menino. E é por isto que eu não vou dar um nome para ela, não vou passar tempo com ela e não vou sequer conversar com ela. - Mas, Zatiamarê, mesmo que você não queria, ela continua sendo a sua filha. Você não pode simplesmente ignorar que ela existe. Você é o pai dela e ela precisa de você. - Dane-se. Procure o Cacique se não gostar, ele vai me dar razão porque sou homem como ele. A menina ia crescendo, sem nome e sem o amor do pai.  E Atiôlo vendo que a situação não ia mudar, por conta própria, resolveu chamar a menina de Mani. Zatiamarê continuava sem se importar ou conversar com a menina. E quando Mani perguntava algo para ele… NOSSA! Ele só a respondia um um mísero assobio. - Pai, por que o céu existe? - FIOFIOFIO - Pai, por que a noite apareceu? - FIOFIOFIO. - Pai, você gosta de mim? - FIOFIOFIO Não importava o que Mani perguntava ou o quanto ela tentava. Zatiamarê sempre respondia “FIOFIOFIO”. E mesmo com o passar do tempo, a relação de Zatiamarê com Mani não melhorava. Nada mudava, continuava tudo igual e triste. Até que Atiolô ficou grávida novamente. - Se essa criança não for um homem como o Pai, eu juro, que nem por assobio vou conversar com ela. Posso até colocar em cima de uma árvore para virar comida de passarinho, Atiolô, eu juro. Mas para a sorte de todos, nasceu Tarumã, um lindo menininho. E ao contrário de Mani, Tarumã era muito amado pelo pai. Zatiamarê conversava conversas bem cumpridas com ele, carregava-o nas costas para lá e pra cá e até lhe contava histórias. E Mani ficava vendo tudo aquilo, sem entender, até que não aguentou mais e morreu de tristeza. Quando Mani foi enterrada, Atiolô chorou muito e por vários dias consecutivos. Alias, Atiôlo chorou tanto, mas tanto que regou o solo tão profundamente que do corpo de Mani nasceu a Mandioca." ___ ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
05:59
May 20, 2020
# 42 Lenda As Lágrimas de Potira | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro As Lágrimas de Potira, escrita por Jéssica Iancoski. História adaptada para os tempos atuais. Siga no Instagram: @podcast.historias Lenda Indígena Tupi-guarani. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Tempos antes dos brancos invadirem os sertões de Goiás, com tanta violência, em busca de pedras preciosas, existam naquelas terras povos indígenas, vivendo segundo suas próprias crenças e hábitos. Tinha até dois jovens que se amavam muito: Potira e Itagibá. O Tempo corria com tranquilidade, sem que nada atrapalhasse a paz do casal apaixonado. Embora, seja verdade, que às vezes Itagibá ficava um tempo longe, seja resolvendo alguns assuntos entre as comunidades diferentes ou caçando. E esses tempos eram os tempos de saudade. Contudo, toda essa saudade sentida, só aproximava ainda mais o casal, quando Itagibá retornava. E o amor deles ficava cada vez mais forte e devoto, em cada reencontro. Mas chegou o dia que os homens brancos, com toda a sua cobiça, apareceram no território indígena. Os homens brancos eram tão egoístas que infelizmente não houve outra alternativa, se não uma guerra. E o casal se separou para sempre, porque Itagibá foi mandado para a Guerra. Mas ao contrário do que possa parecer, eles não se separaram porque não havia mais amor. Se separaram porque Itagibá morreu em combate. Quando ficou sabendo sobre a morte de Itagibá, Potira estava na beira de um Rio, sentada há dias esperando seu amado retornar. E Potira ficou tão triste, mas tão triste com a notícia que começou a chorar. E quando as lágrimas caiam nas águas do rio, elas não se misturavam, mas precipitavam e caiam, repousando ao fundo. Todas as Lágrimas de Potira se transformaram em diamantes, porque suas lágrimas eram lágrimas de amor. E não era um amor como qualquer outro. Era um amor especial, um amor tão puro, mas tão puro, que apenas ele poderia se transformar em algo tão valioso.  Era um amor verdadeiro. E foi assim que o rio se encheu de diamantes e outras pedras tão preciosas, pela pureza de um amor que conseguiu ser mais límpido do que as águas mais claras de todo o rio. E, agora, sempre que novas pedras preciosas aparecem nos rios algumas pessoas se lembram do amor puro de Potira, enquanto outras são despertadas pela cobiça, herdada da violência da disputa dos homens brancos pela riqueza. E é por isso que um diamante pode ser duas coisas: apenas uma pedra preciosa, que vale muito, como muitos a enxergam; ou uma lágrima, que simboliza o amor mais puro de todos, que só poderia ter sido sentido por uma mulher, indígena, que soube compreender o que realmente é valioso nessa vida." ___ ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
05:21
May 19, 2020
# 41 Lenda da Vitória-Régia | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro A Vitória-Régia, escrita por Jéssica Iancoski. História adaptada para os tempos atuais. Siga no Instagram: @podcast.historias Lendas do Brasil. Vozes divertidas. Lenda Indígena Tupi-guarani. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Naiá era uma jovem moça indígena. Ela era mais sonhadora do que as outras moças e não conseguia entender ou aceitar a forma que a sua comunidade se organizava. Ela não queria se casar ou ter filhos. Ela queria ser livre como o céu. Por isso, toda noite,  Naiá sentava-se à beira do rio para conversar com Jaci - a Deusa da lua e protetora dos amantes. - Veja bem, Jaci, entendo que você é a protetora dos amantes, mas eu não quero me casar e eu realmente não sei porque todos dizem que eu preciso. Eu preciso ser feliz, essa é a única coisa que eu realmente preciso. E eu não preciso de um homem para ser feliz...Eu queria ser uma mulher independente. Será que você não poderia me transformar em uma estrela? Assim eu conseguiria ser livre. Tão livre quanto o céu que é o que eu quero, Jaci... - Mas, Naiá, a sua vida é na terra… Eu entendo que você não quer se casar e quer ser livre, mas não eu posso te transformar em uma estrela. - Mas, Jaci… As duas conversaram durante dias, mas Naiá não conseguia desistir da ideia de fazer parte do céu. Ela só se apaixonava cada vez mais por este pensamento e por sua liberdade. Até que um dia, o luar, as estrelas, tudo estava tão bonito e refletido nas águas noturnas do rio... Que Naiá pensou em algo. - Tanta beleza assim refletida, só pode ser magia. Se eu entrar nesta água e conseguir abraçar o céu com tanta força e paixão, não tem como Jaci não me transformar em uma parte dele. PLAFT. E foi o que Naiá fez, pulou na água com tamanha convicção em seus pensamentos, tentando agarrar os seus sonhos…. Mas na hora de pular, esqueceu de uma única coisa, a mais importante de todas: que ela não sabia nadar. Naiá foi afundando e afundando… Até que Jaci teve que intervir: - Naiá, eu te disse que não posso te transformar em uma estrela, porque você é parte da vida na terra. Mas posso te transformar em uma coisa nova, tão livre quanto você deseja, porque eu entendo que você está muito além do seu tempo. Por isso, vou te transformar em uma planta, que boiará livre nas águas, tal como as estrelas boiam no céu, livres. Era isto o que você queria, certo? VLUP. Naiá parou de afundar e emergiu para fora das águas, transformada em uma linda e livre vitória-régia. E foi assim que Jaci, a Deusa da Lua, transformou Naiá, uma mulher sonhadora, com enorme força interior e muito além do seu tempo e do seu povo, em um símbolo de persistência e força feminina para que pudesse despertar o desejo de liberdade em outras mulheres." ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
05:24
May 18, 2020
# 35 Bumba meu Boi - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro Bumba Meu Boi, escrita por Jéssica Iancoski. História adaptada para os tempos atuais. Lendas do Brasil. Vozes divertidas. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Bumba era um boi, muito especial em um fazenda. Ele era fofo, carinhoso e companheiro tanto quanto um lindo cachorrinho - eu sei que isso pode parecer um pouco estranho, um boi assim, desse jeito… Mas acredite em mim, ele realmente era um animal tão querido quanto os animais domésticos. Quando Bunda não estava comendo capim, ele gostava de passar o tempo brincando com as crianças. Ele lambia os rostos delas, deixando-os todos melecados e, às vezes, até deixava os pequenos subirem nele para um passeio. Bumba realmente amava as crianças e as crianças amavam o Bumba. Mas um dia… Nossa! Aconteceu uma tragédia, uma mulher grávida sentiu muito desejo de comer língua de boi e o seu marido, querendo evitar que sua esposa passasse vontade,  e também que o filho deles nascesse com cara de língua de boi, entrou na fazenda, no meio da noite, e arrancou a língua do Bumba para cozinhar e dar para a esposa. Bumba passou a noite inteira em agonia com muita dor. De manhã, quando as crianças levantaram, não viram o Bumba e começaram a procurar por ele. Até que… Encontraram. Mas ele muito fraco e quase morto. Todas as crianças começaram a chorar muito, porque o Bumba era um amigo especial… A dor das crianças foi tão grande quanto a dor de Bumba e, observando isto, um curandeiro se aproximou e disse para as crianças: - Fiquem calmas, eu vou cuidar dele! - Não está vendo? Alguém maltratou o Bumba, só porque queriam comer uma parte dele, mas o Bumda é nosso amigo! Ele é o nosso companheiro. Agora só um milagre pode salvar ele. As pessoas deviam ter mais compaixão, não só pelo Bumba, mas por todos os outros bois também! - disse uma criança muito triste. Então, o curandeiro vendo tamanha dor das crianças, não poupou esforços e cuidou do Bumba por vários e vários e dias, até que em um deles, o Bumba se curou. O Curandeiro, então, mandou chamar as crianças: -  Ele está bem agora! Mas realmente foi um milagre. - Foi o milagre do amor e uma mensagem para dizer que os bois, assim como Bumba, merecem mais respeito e dignidade. Precisamos fazer uma festa para celebrar isto e mostrar para as pessoas, como a vida, para todos os animais, é um milagre. E a festa foi organizada. Muitas pessoas compareceram para celebrar a importância dos animais, não só de Bumba! E o Bumba, mesmo não podendo mais lamber as crianças e deixá-las com o rosto todo melecado de baba de boi, continuou sendo o companheirinho delas. E desde então a festa do Bumba meu Boi vem sendo celebrada, todos os anos, para que as pessoas nunca se esqueçam de quanto os bois também devem ser amados." ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
05:06
May 9, 2020
# 34 O Curupira - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro O Curupira, escrita por Jéssica Iancoski. História adaptada para os tempos atuais. Lendas do Brasil. Vozes divertidas. Acesse para ler a história completa https://www.jessicaiancoski.com/ "Em uma comunidade Yanomami, na floresta amazônica, uma que representa um dos maiores e mais conhecidos povos indígenas da América do sul. O cacique reune alguns dos seus para pedir ajuda: - Eu preciso da ajuda de alguns de vocês - disse o cacique Yanomami para a sua comunidade - é sabido que os homens brancos têm entrado cada vez mais a fundo na floresta para retirar os bens da natureza e isto tem afetado, de um modo muito negativo, nós indígenas… Mas também, porque a floresta só pode morrer se os homens brancos a destruírem e alguns riachos e algumas vegetações tão especiais  e importantes já estão sumindo. Isto quer dizer que precisamos fazer algo, porque a nossa casa é aqui, nosso lar é na floresta. Antes mesmo deles chegarem aqui, nós já morávamos aqui! - E o que nós vamos fazer, cacique? - perguntou um dos índios - Nós temos que entrar na floresta e encontrar o Curupira! - Mas, cacique, como vamos saber que o Curupira não vai nos matar? - Nós vamos levar muito fumo e cachaça, ele ama essas coisas. Será nossa oferta de paz, e então nós pedimos para conversar com ele. Ele tem que aceitar... Então, a comunidade, como um todo, se organizou e elegeu quem seriam os Yanomamis que procuraram o Curupira para conversar. No dia seguinte, carregando fumo e cachaça, entraram na floresta procurando por ele. - Lembrem-se, o Curupira é um homem de estatura baixa, com cabelos tão vermelhos quanto o fogo e os pés virados ao contrário, com o calcanhar para frente e os dedos para trás. Ele é o protetor mais antigo e poderoso da floresta e dos animais que  vivem nela. Precisamos andar muito na floresta, ir bem fundo, porque ele habita mais para longe, bem no meio da mata - disse o cacique. Os  Yanomamis foram andando e continuaram andando, já tinham se passado vários dias, pelo menos uns sete, quando começaram a ouvir um assobio! - É o Curupira! É o Curupira! Todos falam que é ele assobia dentro da mata - disse um Yanomami. - Curupira, nos desculpe e por favor, não nos mate. Você, em breve, terá um problema muito maior do que nós, os homens brancos. Estamos vindo em paz, precisamos conversar com você para protegermos a floresta juntos. Como forma de selar a nossa amizade, por favor, aceite o fumo e a cachaça que trouxemos para você. - Eu aceito o fumo e a cachaça, mas não sei se tenho motivos suficientes para não matar vocês. Vocês estão muito longe de casa...Então me digam com mais clareza desta vez quem são estes homens brancos que vocês dizem ser perigosos... - Os homens brancos são aqueles que vem destruindo a floresta, eles ainda não chegaram nesta parte mais para dentro da mata, mas eles ´já estão há muitas décadas destruindo e derrubando árvores, matando animais e estragando o solo e a água sagrados. É só uma questão de tempo até eles chegarem tão fundo, aqui, aonde você está. - O quê? Eles estão destruindo a natureza sagrada? Derrubando as minhas árvores? E matando os meus animais? Eles precisam parar com isto já! Eu odeio quem trata mal a floresta." (A história não coube completa aqui) ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
06:50
May 8, 2020
# 33 O Saci Pererê - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro O Saci Pererê, escrita por Jéssica Iancoski. História adaptada para os tempos atuais. Lendas do Brasil. Vozes divertidas. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ - Ô, Pai! Vem aqui, vamos brincar de adivinhar? Eu vou descrever um personagem e você tem que adivinhar qual é! - Vamos sim! Eu adoro quando a gente brinca disso. Me dá a primeira dica! - É um personagem de uma lenda! - O Lobisomem? - Errou! É uma criança… Tem cabelos loiros e, às vezes, olhos azuis… - É o Curupira! - Errou… - Então essa eu não vou saber… A outra única criança que é personagem de uma lenda que eu conheço é o Saci Pererê, mas ele é negro… - Mas era o Saci, pai! - Impossível, porque o Saci não pode ser branco… Ele é negro. - Você está enganada pai, olha aqui no Wikipédia comigo. Diz que A Lenda do Saci Pererê surgiu por causa dos índios guaranis e que ele era assim como eu descrevi. branco de olhos azuis. - Mas olha, esse que você descreveu não é o Saci, é o “Yasy Yateré”. - A sonoridade é bem parecida! E a lenda original é essa, a do Yasy Yateré! Depois que surgiu o Saci Pererê, como um menino negro. E só no Brasil que foi assim! No Paraguai e na Argentina ele é branco, por exemplo! - Mas lá é diferente. Aqui no Brasil a nossa lenda é a do Saci Pererê. Um menino negro muito travesso, endiabrado, que usa um gorro vermelho e só tem uma  única perna. O  Yasy Yateré é um menino branco, loiro e de olhos azuis, com duas pernas e uma varinha mágica… O Saci Pererê não tem nada disso não, menino! - Mas pai, as duas lendas têm a mesma origem. E aqui no Brasil, olha, está escrito bem aqui nesta linha da Wikipédia, “Quando algo dá errado, uma comida queima, algo desaparece, ou os cavalos ficam assustados, foi o Saci Pererê que aprontou” e a lenda, está escrito, ó, apareceu entre o final do século dezoito e o começo do dezenove… Sabe o que estava acontecendo no Brasil nesta época? A Lei Áurea! A Libertação dos escravos… Que eram negros, pai! Não é curioso o Brasil aparecer com uma lenda, com uma figura negra fazendo coisas erradas e maldades? Nunca mesmo que falariam que ele poderia ser um branco, pai… - Nossa filho… Nunca tinha parado para pensar nisto… E olha essa outra parte aqui “Originalmente o Saci era um guardião da floresta, mas conforme ela foi se espalhando pelo Brasil, acabou incorporando outros elementos oriundos de outras culturas”. Isto quer dizer que esta lenda de origem indígena, que tratava das preocupações dos índios guarani, como a de proteger a floresta, foi distorcida e transformada em uma lenda que reflete as preocupações dos brancos, quando os negros foram libertados. Acho que foram estes os outros elementos que foram atribuídos de outras culturas. - Mas puxa, pai… Não tá certo isso! - É filho, não tá certo mesmo! O que a gente pode fazer? - Não sei pai… E se a gente contar para todo mundo isso e pedir para eles reverem? Vamos falar assim: o Saci não é um garoto endiabrado, mas é um menino que gosta de pregar muitas peças. E… Ele não é só negro! A cor da pele dele depende da região. O que você acha? - É, eu acho que essa versão é melhor mesmo. Vamos tentar mudar isso dai então! ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
05:41
May 7, 2020
# 32 O Lobisomem - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro O Lobisomem, escrita por Jéssica Iancoski. História adaptada para os tempos atuais. Lendas do Brasil. Vozes divertidas. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Em uma cidade rural do Rio Grande do Sul, dois homens e um menino esperam a lua cheia para sairem caçar um Lobisomem. É a noite mais escura do ano, mas esses homens estão prestes a enxergar uma parte, embora bem pequenininha, da verdade. - O sol está se pondo! Isto quer dizer que a lua cheia logo aparecerá - o mais experiente dos homens disse. - Vocês já sabem, mas não custa nada eu relembrar: um lobisomem é uma criatura que é metade homem e metade lobo. Ele não se parece nem com um e nem com outro, mas com os dois ao mesmo tempo! Então, alguém ver algo parecido esta noite, é para atirar! - disse o outro. - Não sei porque vocês estão fazendo isto! Um Lobisomem se parece com o que você disse, mas não é o que você falou. Um Lobisomem é um filho azarado que paga pelos pecados dos pais. Não me parece justo... matá-lo! - disse a criança. - Mas um lobisomem é uma criatura muito perigosa! Que se transforma para matar e se alimentar principalmente de criancinhas como você… - Como a mim, como? - Intrometidas! Não vê que somos adultos e vamos caçar esta criatura para proteger os homens dessa cidade? - Isto é uma bobagem! - disse a criança - um Lobisomem é só um Lobisomem porque algum pai traiu a esposa, ou porque os pais não batizaram uma criança ou porque uma família teve muitos filhos. E nada disso é culpa da criança. E nada disso é culpa do filho! Mas sim dos pais, então por que eles não são responsabilizados? - Acho que a criança tem razão, companheiro. Nunca tinha parado para pensar isto, além do mais, acabei de perceber que essas coisas se parecem muito com o que o padre nos diz aos domingos. Essa lenda do lobisomem é bem antiga mesmo! Será que foi mais um boato disseminado pelo povo como estratégia de controle? - Puts, camarada! É verdade. Não é que a criança tem razão… Acho que dar motivos para os homens se sentirem culpados é o que a sociedade faz. - Não que eu estivesse com medo, porque nem isso um homem pode sentir… E eu não sinto! Mas acho melhor não sairmos hoje. Esta coisa do lobisomem está muito suspeita, o melhor é conversamos outro dia com o padre na igreja e ver o que ele tem a nos dizer. - Eu sei o que ele dirá! Que vocês estão enganados - disse o menino. Não demorou muito para os homens irem dormir, naquela noite. Eles acabaram não indo caçar o lobisomem, realmente consideraram o que a criança disse: que não era culpa do filho. Quanto a conversa com o padre… bem esta é outra história! Quem sabe um dia eu não te conto? Ou você não descobre sozinho =P" ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis! Time Passing By de Audionautix está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/) Artista: http://audionautix.com/
05:23
May 6, 2020
# 31 A Mula sem Cabeça - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio
Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro A Mula sem Cabeça, escrita por Jéssica Iancoski. História adaptada para os tempos atuais. Lendas do Brasil. Vozes divertidas. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Em uma cidade, bem no interior do Brasil, a qual só tinha uma única igrejinha e ficava bem ao lado de uma floresta, a prefeita da cidade convoca todas as mulheres para uma reunião de emergência: - Venho, por meio deste pronunciamento, pedir a todas as mulheres desta cidade que compareçam ao meu gabinete, para discutirmos uma situação impressionante: na última sexta-feira, dia 13 de dezembro de 2019 e lua cheia, uma mula sem cabeça foi vista andando pela nossa cidade e relinchando desesperadamente, gemidos tão suplicantes que não só gelaram, mas congelaram as espinhas de muitas mulheres. Como muitas de vocês sabem,  a mula em cabeça é uma criatura, que é metade asno e metade égua. Mas não termina aí, tem uma particularidade fundamental, este animal tem chamas de fogo no lugar da cabeça. Peço encarecidamente que não fiquem assustadas, pois apesar deste animal parecer aterrorizante, ele não é! Dizem que é uma mulher que teve um relacionamento com o padre e, como castigo, foi transformada em uma mula sem cabeça. Como prefeita dessa cidade, venho informar que a minha gestão é em favor de nós mulheres e, portanto, uma mulher não deverá ser a única responsabilizada por uma relação de amor que aconteceu em conjunto. Embora o padre já tenha sido afastado de seus afazeres da igreja, a sua pena não foi tão severa quanto a de sua amante, pois ele não foi transformado em um mulo sem cabeça. Logo, nós mulheres precisamos nos unir para salvar a nossa injustiçada semelhante. A reunião será amanhã, segunda-feira, dia 16 de dezembro de 2019. O dia da reunião chegou e algumas mulheres, mas nem todas, apareceram. - Eu li aqui no Google que é possível acabar com esse encantamento se uma de nós arrancar o cabresto que ela possui - uma disse. - Mas o cabresto fica na cabeça e ela tem fogo no lugar. Isto quer dizer que será uma tarefa perigosa - uma outra completou. -   Veja só! Isto é muito simbólico - disse a prefeita - o cabresto serve para dominar e controlar um animal, quase como o que a sociedade faz com nós mulheres. Eu mesma arrancarei o cabresto desta mulher, como prefeita desta cidade, coloco a mão no fogo por todas nós mulheres. Então, as mulheres aguardam espertas até a quinta-feira, quando era a data mais provável que a mula sem cabeça retornasse. E não só tiraram o cabresto dela, mas também salvaram a si próprias, libertando-se de seus próprios cabrestos." ►►► Acesse https://www.jessicaiancoski.com/ebook para ganhar um livro infantil ilustrado grátis!
05:56
May 5, 2020
# 30 As Duas Cachorrinhas - Fábula de Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil As Duas Cachorrinhas de Monteiro Lobato.  ATENÇÃO: Contém a palavra "Vagabunda" uma vez.  Fábulas Infantis. Vozes divertidas. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Moravam no mesmo bairro. Uma era boa e caridosa; outra, má e ingrata. A boa, como fosse diligente, tinha a casa bem arranjadinha; a má, como fosse vagabunda, vivia ao léu, sem eira nem beira. Certa vez a má, em véspera de dar cria, foi pedir agasalho à boa. — Fico aqui num cantinho até que meus filhotes possam sair comigo. É por eles que peço... A boa cedeu-lhe a casa inteira, generosamente. Nasceu a ninhada, e os cachorrinhos já estavam de olhos abertos quando a dona da casa voltou. — Podes entregar-me a casa agora? A má pôs-se a choramingar. — Ainda não, generosa amiga. Como posso viver na rua com filhinhos tão novos? Conceda-me um novo prazo. A boa concedeu mais quinze dias, ao termo dos quais voltou. — Vai sair agora? — Paciência, minha velha, preciso de mais um mês. A boa concedeu mais quinze dias, e ao terminar o último prazo voltou; mas desta vez a intrusa, rodeada dos filhos já crescidos, robustos e de dentes arreganhados, recebeu-a com insolência: — Quer a casa? Pois venha tomá-la, se é capaz... Moral da História: para os maus, pau! Do livro "Fábulas e Histórias diversas". Pesquisa e adequação ortográfica: Iba Mendes (2018)
03:27
May 2, 2020
# 29 O Lobo Velho - Fábula Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil O Lobo Velho do escritor brasileiro Monteiro Lobato. Fábulas Infantis. Indicação Livre. Nos procure no Instagram: @podcast.historias Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Adoecera o lobo e, como não pudesse caçar curtia na cama-de-palha a maior fome de sua vida. Foi quando lhe apareceu a raposa. - Bem-vinda seja, comadre! É o céu que a mandou aqui. Estou morrendo de fome e se alguém não me socorre, adeus, lobo! -Pois espere aí que já arranjo uma rica petisqueira – respondeu a raposa com uma ideia na cabeça. Saiu e foi a montanha onde costumavam pastar as ovelhas. Encontrou logo uma, desgarrada. - Viva, anjinho! Que faz por aqui, tão inquieta? Está a tremer... - É que me perdi e tremo de medo do lobo. - Medo do lobo? Que bobagem! Pois ignora que o lobo já fez as pazes com o rebanho? - Que me diz? - A verdade, filha. Venho da casa dele, onde conversamos muito tempo. O pobre lobo está na agonia e arrependido da guerra que moveu às ovelhas. Pediu-me que dissesse isto a vocês e as levassem lá, todas, a fim de selarem um pacto de reconciliação. A ingênua ovelhinha pulou de alegria. Que sossego dali por diante, para ela e as demais companheiras! Que bom viver assim, sem o terror do lobo no coração! Enternecida disse: - Pois vou eu mesma selar o acordo. Partiram. A raposa à frente, conduziu-a à toca da fera. Entraram. Ao dar com o lobo estirado no catre, a ovelhinha por um triz que não desmaiou de medo. - Vamos – disse a raposa -, beije a pata do magnânimo   senhor! Abrace-o, menina! A inocente, vencendo o medo, dirigiu-se para o lobo e abraçou-o. E foi-se a ovelha! ... Moral da História: Muito padecem os bons que julgam os outros por si.  (Monteiro Lobato, fábulas, 29. ed. São Paulo, Brasiliense, 1981.p.68) Moral alternativa: As pessoas boas padecem por acreditarem que todos são bons, por não ver maldade nas pessoas
04:22
May 1, 2020
# 28 O Leão e O Ratinho - Fábula Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil O Leão e O Ratinho de Monteiro Lobato. Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Ao sair do buraco viu-se um ratinho entre as patas de um leão.  Estacou, de pelos em pé, paralisado pelo terror.  O leão, porém, não lhe fez mal nenhum. – Segue em paz, ratinho; não tenhas medo do teu rei. Dias depois o leão caiu numa rede.  Urrou desesperadamente, debateu-se, mas quanto mais se agitava mais preso no laço ficava. Atraído pelos urros, apareceu o ratinho. – Amor com amor se paga – disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas.  Num instante conseguiu romper uma das malhas.  E como a rede era das tais que rompida a primeira malha as outras se afrouxam, pode o leão deslindar-se e fugir. Moral da História: Mais vale paciência pequenina do que arrancos de leão.
03:29
April 30, 2020
# 27 A Coruja e A Águia - Fábula Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil A Coruja e A Águia de Monteiro Lobato. Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ A Coruja e a Águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes. — Basta de guerra — disse a Coruja. O mundo é grande demais, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra. — Perfeitamente — respondeu a Águia. Também eu não quero outra coisa. — Nesse caso, combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes, disse a Coruja. — Muito bem, respondeu a Águia. Mas como posso distinguir os teus filhotes? — E a Coruja: Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus. — Está feito! — concluiu a Águia.     Dias depois, andando à caça, a Águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto. — Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da Coruja. E comeu-os.     Mas eram os filhos da Coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves. — Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha, não se pareciam em nada com o retrato que deles me fizeste…  Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.
04:24
April 29, 2020
# 26 O Pastor e O Leão - Fábula Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil O Pastor e O Leão de Monteiro Lobato. Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta. - Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado... E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações. Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus. - Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador. Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados. O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo. - Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer. Moral da História: No momento do perigo é que se conhecem os heróis.
03:35
April 28, 2020
# 25 O Gavião e As Outras Aves - Fábula Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil O Gavião e As Outras Aves recontada por Jéssica Iancoski Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Era aniversário do Gavião - a mais poderosa ave da região. Ele resolveu que iria dar um banquete para comemorar e convidou todas as outras aves, muito menores que ele. Todas as outras aves ficaram ansiosas aguardando a festa naquele dia. Até se arrumaram para ir. A água esperou todas se juntarem em seu ninho e as atacou. Devorando todas. Não sobrou nenhuma. - hmmmm estava delicioso esse banquete de aniversário que preparei para mim. Como eu imaginei que seria. Ano que vem eu faço outro. Essas aves nunca aprendem.
02:44
April 27, 2020
# 24 A Pomba e A Formiga - Fábula Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil A Pomba e A Formiga recontada por Jéssica Iancoski Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Uma pombinha dessas bem lindinhas estava repousando a beira de um rio, quando por sorte viu uma formiguinha que estava se afogando. E não havia nada na água para que a formiga pudesse subir e se salvar, nem uma folhinha sequer. Compadecendo-se com a situação, a pomba atirou um galinho na água: - Estou lançando esse galho, formiguinha. Suba nele que a água te trará de volta até a margem. Assim você estará salva. A formiguinha fez isto e se salvou. - Muito obrigada - agradeceu a formiga. As duas se despediram e seguiram com os seus caminhos. Mais tarde, naquele mesmo dia, passava um caçador e ao avistar a pomba preparou a espingarda para dar-lhe um tiro. A formiga viu a situação e antes que ele pudesse matar a pombinha, a formiga deu uma baita de uma picada no pédele. POU POU POU Sentindo dor e coceira, o caçador errou o tiro e a pombinha conseguiu fugir. Moral da História: É sempre bom fazer o bem, mesmo que você não receba nada em troca. Alguma hora, o favor e a sorte sempre voltam.
03:00
April 26, 2020
# 23 O Cachorrinho e O Burro - Fábula Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil  O Cachorrinho e O Burro recontada por Jéssica Iancoski Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Um homem tinha como animais de estimação um cachorrinho e um burro. Toda vez que que o homem voltava da rua, o cachorrinho pulava de alegria, lambia o seu dono e fazia muita e muita festa: - AU AU! AU AU! Então, o homem, diante de tanta fofura, dava carinho e brincava com o cachorrinho. O burro sentia muita inveja desses momentos. Por isto, pensou que se ele se comportasse como o cachorrinho seria tratado da mesma maneira. No dia seguinte, quando o homem voltou da rua, o burro já estava esperando por ele ansioso para fazer a festa. O homem mal entrou em casa e o burro já foi correndo pular em cima dele e o lambeu para recebê-lo com tamanha alegria. O homem ficou muito assustado e pediu por ajuda. - Socorro, socorro, o burro está me atacando! Venham me ajudar, socorro. Às pressas, a família do homem apareceu e tirou o burro de lá, brigando muito com ele. - A partir de hoje o burro vai ficar preso, não sei o que dele  - disse o homem, recompondo-se do susto, sem entender o que tinha acontecido. Moral da História: Se não for por motivação própria, não faça. A inveja raramente assenta bem.
02:54
April 25, 2020
# 22 O Gavião e O Sabiá - Fábula Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil  O Gavião e O Sabiá recontada por Jéssica Iancoski Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Um sabiá saiu para buscar comida para os filhinhos. Quando voltou, encontrou um Gavião, prestes a devorar a ninhada toda. Desesperado com a presença da ave, o sabiá não fugiu porque era mãe e também porque precisava proteger os passarinhos. - Por favor, não mate a minha ninhada, eu faço qualquer coisa… - disse o sabiá - Bom, vamos fazer assim, não mato os teus filhos com uma condição… - respondeu o Gavião. - Tudo bem, eu aceito. Mas qual é esta condição? - Que você cante algo que me divirta! Então, o sabiá começou a cantar a mais linda de todas as músicas e cantou de um jeito que nunca havia cantando. Era uma melodia tão bela… Um canto desse jeito só poderia ter vindo de tamanha aflição. - Essa música não presta! Não presta de jeito nenhum. Nunca ouvi algo tão grotesco, não sei como você tem coragem de cantar desse jeito, ainda mais com a filha dos seus filhos em risco… - disse o gavião. - Você está mentindo! Eu cantei como nunca havia cantado. - Não interessa. Eu não gostei! E como disse que faria, vou devorar os seus filhotes agora. POC POC POC No exato momento que o gavião abriu a boca para comer os passarinhos, um caçador, atraído pelo canto do sabiá, o matou. Moral da História: Sempre há um castigo imediato para aquele que zomba do coitado.
03:18
April 24, 2020
# 21 O Lenhador e A Árvore Generosa - Fábula Jéssica Iancoski | História Infantil em Áudio
Leitura da fábula infantil  O Lenhador e A Árvore Generosa recontada por Jéssica Iancoski Fábulas Infantis. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Um Lenhador, um pouco descuidado, sem querer, enquanto cortava uma árvore, acabou quebrando o cabo de seu machado. Não podendo mais trabalhar, depois de muito deixar as árvores sossegadas, foi pedir humildemente a uma delas que lhe emprestasse um galho para que pudesse fazer um cabo novo para o seu machado: - Por favor, amiga árvore, me dê um galho, é tudo o que peço. Este é o único jeito que tenho de trabalhar para ganhar o dinheiro para alimentar a minha família numerosa. Inclusive, se você me der o galho, eu prometo nunca mais cortar nenhuma árvore nesta mata! E vou além… respeitarei todas as árvores, inclusive, os arbustos... A Árvore, se sentindo comovida, por causa de tanta dor e súplica, confiou na promessa do lenhador, e entregou um de seus galhos. Rapidamente, o Lenhador colocou um novo cabo em seu machado que ficou mais novo e forte do que era antes! Flapt! Flapt! Sem se aguentar, o lenhador pegou o machado e começou a cortar troncos e galhos inteiros. Os primeiros foram, inclusive, da árvore generosa que em pouco tempo era só um toco a chorar, por ela e outras árvores, arrependida de sua ingenuidade. Moral da História: Não acredite nas promessas de um inimigo. Você deve perdoá-lo, mas nunca dar-lhe meios de continuar te fazendo mal."
03:24
April 23, 2020
Jejéqui Lê
Leitura de histórias infantis curtas. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
00:42
April 9, 2020
#6 O Ratinho, O Gato e o Galo - Monteiro Lobato | Fábula Infantil
Leitura da fábula O Ratinho, O Gato de O Galo de Monteiro Lobato. História Infantil com vozes divertidas. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Certa manhã, um ratinho saiu do buraco pela primeira vez. Queria conhecer o mundo e travar relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos. Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correnteza dos ribeirões, a habitação dos homens. E acabou penetrando no quintal duma casa da roça. — Sim senhor! É interessante isto! Examinou tudo minuciosamente, farejou a tulha de milho e a estrebaria. Em seguida, notou no terreiro um certo animal de belo pêlo, que dormia sossegado ao sol. Aproximou-se dele e farejou-o, sem receio nenhum. Nisto, aparece um galo, que bate as asas e canta. O ratinho, por um triz, não morreu de susto. Arrepiou-se todo e disparou como um raio para a toca. Lá contou à mamãe as aventuras do passeio. — Observei muita coisa interessante — disse ele. — Mas  nada me impressionou tanto como dois animais que vi no terreiro. Um de pelo macio e ar bondoso, seduziu-me logo. Devia ser um desses bons amigos da nossa gente, e lamentei que estivesse a dormir impedindo-me de cumprimenta-lo. O outro… Ai, que ainda me bate o coração! O outro era um bicho feroz, de penas amarelas, bico pontudo, crista vermelha e aspecto ameaçador. Bateu as asas barulhentamente, abriu o bico e soltou um có-ri-có-có tamanho, que quase caí de costas. Fugi. Fugi com quantas pernas tinha, percebendo que devia ser o famoso gato, que tamanha destruição faz no nosso povo. A mamãe rata assustou-se e disse: — Como te enganas, meu filho! O bicho de pêlo macio e ar bondoso é que é o terrível gato. O outro, barulhento e espaventado, de olhar feroz e crista rubra, filhinho, é o galo, uma ave que nunca nos fez mal. As aparências enganam. Aproveita, pois, a lição e fica sabendo que: Quem vê cara não vê coração.
03:41
March 24, 2020
#5 Pau de Dois Bicos - Monteiro Lobato | Fábula Infantil
Leitura da fábula Pau de Dois Bicos de Monteiro Lobato. História Infantil com vozes divertidas. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ Um morcego estonteado pousou certa vez no ninho da coruja, e ali ficaria de dentro se a coruja ao regressar não investisse contra ele. – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha casa, sabendo que odeio a família dos ratos? – Achas então que sou rato? Não tenho asas e não vôo como tu? Rato, eu? Essa é boa!… A coruja não sabia discutir e, vencida de tais razões, poupou-lhe a pele. Dias depois, o finório morcego planta-se no casebre do gato-do-mato. O gato entra, dá com ele e chia de cólera. – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha toca, sabendo que detesto as aves? – E quem te disse que sou ave? – retruca o cínico – sou muito bom bicho de pêlo, como tu, não vês? – Mas voas!… – Vôo de mentira, por fingimento… – Mas tem asas! – Asas? Que tolice! O que faz a asa são as penas e quem já viu penas em morcego? Sou animal de pêlo, dos legítimos, e inimigo das aves como tu. Ave, eu? É boa… O gato embasbacou, e o morcego conseguiu retirar-se dali são e salvo. Moral da Estória: O segredo de certos homens está nesta política do morcego. É vermelho? Tome vermelho. É branco? Viva o branco!
02:57
March 24, 2020
#4 A Onça Doente - Monteiro Lobato | Fábula Infantil
Leitura da fábula A Onça Doente de Monteiro Lobato. História Infantil com vozes divertidas. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
01:53
March 24, 2020
#3 A Garça Velha - Monteiro Lobato | Fábula Infantil
Leitura da fábula A Garça Velha de Monteiro Lobato. História Infantil com vozes divertidas. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
03:05
March 19, 2020
#2 O Macaco e o Gato - Monteiro Lobato | Fábula Infantil
Leitura da fábula O Macaco e o Gato de Monteiro Lobato. História Infantil com vozes divertidas. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
02:27
March 19, 2020
#1 A Corrida de Sapinhos - Monteiro Lobato | Fábula Infantil
Leitura da fábula A Corrida de Sapinhos de Monteiro Lobato. História Infantil com vozes divertidas. Indicação Livre. Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/ "Era uma vez uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande ladeira e, do lado havia uma grande multidão, muita gente que vibrava com eles. Começou a competição. A multidão dizia: – Não vão conseguir! Não vão conseguir! Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo. E a multidão a aclamar: – Não vão conseguir! Não vão conseguir! E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranquilo, sem esforço. No final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele. Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO! Moral: Quando queremos fazer alguma coisa que precise de coragem não devemos escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir. Seja surdo aos apelos negativos."
01:41
March 19, 2020