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Rasgaí

Rasgaí

By Demografia UFRN
O Rasgaí é um podcast que fala sobre ciência. O foco é nos estudos que tratam sobre demografia e população. Episódios curtos, com cerca de 15 minutos, trazem discussões diretas e objetivas sobre essa área de conhecimento. O Rasgaí é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Produtor/Editor: Ricardo Ojima (twitter: @ricardoojima).

Rasgaí: expressão regional; gíria; verbo usado para pedir que o outro fale algo numa conversa. - Tenho uma coisa para te contar. - Rasgaí!
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#15 | Permanência e desempenho dos alunos cotistas na UFRN: quais diferenças? | Ythalo Hugo da Silva Santos e Luciana Lima

Rasgaí

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#21 | Como são feitas as projeções demográficas e quais os desafios para pequenos municípios? | Flavio Freire
Com a pandemia da Covid-19 vemos diariamente nos telejornais e na internet discussões que envolvem o uso de dados e informações sobre a população. Fala-se de média móvel, porcentagem de casos confirmados pelo total da população, entre tantos outros dados. Enfim, são indicadores para entender como evolui a doença e as sua dinâmica. Mais recentemente, um dos indicadores que vem ganhando destaque é a proporção de pessoas vacinadas. Esse indicador seria o número de pessoas que já foram vacinadas em relação ao total de pessoas daquele país, estado ou município. Para saber o número de pessoas já vacinadas, bastaria fazer o registro bem feito. E é muito importante registrar algumas informações demográficas dessas pessoas, como por exemplo, a idade delas. Afinal, temos uma fila de prioridades e o grupo de prioridades mais importante em termos do número de pessoas são os grupos de idade de pessoas com mais de 60 anos. Mas como saber quantas pessoas acima de 60 anos existem em cada município se a última pesquisa que fez esse levantamento foi o Censo Demográfico em 2010? Para isso precisamos estimar a população a partir de projeções demográficas. O episódio #21 do Rasgaí conversou com o estatístico e demógrafo Flavio Henrique Miranda de Araujo Freire. Ele é professor do Programa de Pós-Graduação em Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e, com uma equipe de pesquisadores, vem desenvolvendo estudos para obter melhores estimativas e projeções populacionais. A área de demografia possui um arsenal de metodologias para realizar projeções populacionais e um dos desafios é obter bons resultados quando o objetivo é realizar projeções e estimativas para municípios com populações menores e também quando se pretende desagregar a projeção para os grupos de idade da população. Flavio explica os motivos pelos quais existe um efeito que os pequenos números afetam boas projeções e comenta como os estudos que vêm desenvolvendo contribuem para reduzir tais problemas. Ou seja, quando busca-se ter projeções demográficas para a população do país, sem distinguir suas características (como idade e sexo, por exemplo), há relativa segurança nos resultados. Mas quando desagregamos para populações de municípios menores e buscamos saber, por exemplo, a quantidade de pessoas com mais de 60 anos, há maior erro nos resultados. Assim, no episódio #21, explicamos um pouco como isso funciona e como se pode reduzir esses erros. Os resultados encontrados a partir dessa metodologia se encontra disponível para acesso público no site do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN (www.demografiaufrn.net), dentro do Laboratório de Estimativas e Projeções Populacionais (LEPP). Quem tiver interesse ou necessidade pode fazer o download dos dados gratuitamente com as projeções populacionais para cada um dos municípios brasileiros com informações separadas por sexo e grupos de idade ano a ano, até 2030. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:57
April 8, 2021
#20 | Sistemas de Informação Geográfica e dados populacionais para gestão pública | Ricardo Dagnino
A conversa do episódio #20 do Rasgaí é com o geógrafo e demógrafo, Ricardo Dagnino, docente do campus Litoral da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele é o coordenador do Projeto SIG Litoral Norte que, desde 2018, vem desenvolvendo um importante trabalho de sistematizar informações populacionais, ambientais, sociais e econômicas, entre outras, em um sistema integrado que permita o acesso público destas informações. O recorte do projeto é para a região do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma iniciativa importante de integração de dados de características populacionais com outras informações, principalmente pelo fato dessas informações serem disponibilizadas de modo público e gratuito. A utilização dessas informações contribuiu para a gestão pública, uma vez que muitas vezes essas informações se encontram dispersas e sem um devido tratamento acabam sendo difíceis de serem incorporadas no planejamento. Destaca-se que, desde o início da pandemia da Covid-19 a equipe direcionou esforços para mapear e analisar a evolução socioespacial das informações epidemiológicas na região e no Rio Grande do Sul. O acesso às informações públicas são fundamentais para o planejamento e desenho de políticas públicas mais eficazes. Sabemos que, muitas vezes, a grande dificuldade para planejamento e gestão municipal esbarra em limitações de recursos financeiros e de recursos humanos para desenvolver tais estudos. Assim, iniciativas como o Sig Litoral são de muita relevância e colocam em destaque o papel da Universidade Pública dentre tantas outras contribuições que são geradas por elas. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
17:13
April 1, 2021
#19 | Feminicídio na região Nordeste: efeitos temporais das estimativas dos homicídios femininos | Karina Cardoso Meira
Um dos aspectos mais perversos da desigualdade de gênero é o feminicídio. Mas o que é isso? O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher ou em decorrência de violência doméstica. Trata-se, portanto, a uma diferença na motivação do crime. Ou seja, quando a motivação desse homicídio está relacionado à violência sexual, o menosprezo pela condição feminina, uma discriminação de gênero, entre outros. O termo foi usado pela primeira vez em 1976 pela socióloga sul-africana Diana Russel em uma conferência em Bruxelas, sendo promulgada lei no Brasil em 2015 que a tipifica como crime hediondo e, portanto, com penas mais altas. A despeito de avanços ao longo dos últimos anos, ainda há muito a ser feito. No Rio Grande do Norte, ao longo dos últimos dez anos, uma mulher foi vitima de morte violenta a cada 3 dias. No episódio #19 do Rasgaí, último de uma série especial de 4 episódios no mês de março, vamos conversar com a docente do programa de pós-graduação em demografia da UFRN, Karina Cardoso Meira. Ela comentou os resultados de um artigo que ela acaba de publicar na revista Cadernos de Saúde Pública em coautoria com outros pesquisadores. O artigo é intitulado “Efeitos temporais das estimativas de mortalidade corrigidas de homicídios femininos na Região Nordeste do Brasil” e clicando no link você pode acessar todas as informações dos autores. Enfim, a perspectiva da violência contra a mulher é a mais grave e assertiva, mas como analisado pela pesquisa da Karina, é resultado perverso e cruel de um conjunto de aspectos negativos que afetam a vida das mulheres no nosso dia-a-dia. Precisamos romper com esse ciclo urgentemente. Finalizamos aqui nossa série de 4 episódios especiais sobre o dia internacional da mulher neste mês de março. Mas não se encerram aqui os episódios que discutirão aspectos da desigualdade de gênero a partir de uma abordagem da demografia e estudos populacionais. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
17:52
March 25, 2021
#18 | Diferenciais de acesso e uso de internet entre homens e mulheres no Brasil | Raquel Guimarães
Nesse mês de março de 2021, os episódios do Rasgaí tratarão do tema: desigualdade de gênero em referência ao Dia Internacional da Mulher. Embora hoje as mulheres sejam maioria com acesso ao ensino superior no Brasil, o direito à educação formal é uma conquista relativamente recente. Os registros históricos datam do final do século 19 o ingresso das primeiras mulheres ao nível superior no Brasil, entretanto, ainda estava longe de ser um direito garantido. Foi só em meados de 1960 que começa a crescer a participação de mulheres no ensino superior. Até então, o avanço na educação formal foi reservado à formação no magistério. É interessante que fosse reservado dedicado às mulheres o espaço de ensinar crianças, mas que as mesmas não pudessem exercer outras ocupações. Se você ouviu os episódios #16 e #17 do Rasgaí, perceberá que isso tem grande relação com o fato de que o cuidado com crianças e idosos é culturalmente marcado como uma atividade feminina. Enfim, avançamos nessa agenda, mas apesar das mulheres serem maioria nos cursos superiores no Brasil hoje, ainda enfrentam desigualdades no mercado de trabalho formal e em outras esferas da vida. No episódio #18 do Rasgaí, vamos conversar com a docente da Universidade Federal do Paraná: a economista e demógrafa, Raquel Guimarães. Ela conversou conosco sobre o artigo recentemente publicado por ela com colegas na Revista de Desenvolvimento Econômico onde se discutiu o viés de gênero no acesso e na intensidade do uso de internet na população em idade ativa brasileira. Para acessar o artigo completo, você pode clicar AQUI. O contexto da pandemia da covid-19 destacou a dependência cada vez maior da nossa sociedade no uso de ferramentas digitais e, principalmente, o acesso à internet. Desde o acesso aos aplicativos de celular para cadastro para acesso ao auxílio emergencial até o uso de internet para acesso à disponibilidade de vagas de emprego, o letramento digital é uma habilidade imprescindível nos dias de hoje. A pesquisa desenvolvida pela Raquel e colegas identificou que mulheres e homens não apresentam diferenciais significativos no acesso à internet. Entretanto, a intensidade do uso sim possui diferenciais importantes. Homens apresentam maior utilização da internet quando comparado com as mulheres, reproduzindo as desigualdades de acesso à informação. Além disso, reproduz-se a desigualdade do uso do tempo das mulheres e homens, como vimos nos episódios anteriores dessa série especial dedicado ao Dia Internacional da Mulher. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
12:59
March 18, 2021
#17 | Trabalhadoras domésticas no contexto da pandemia da Covid-19 | Luana Myrrha
Apesar da oficialização dessa data ter ocorrido em 1975 pela ONU, o dia 8 de março já era usado desde o início do século 20 para lembrar a luta das mulheres pela igualdade de gênero. A marca dessa data faz referência aos protestos das operárias russas em 1917 protestando contra a fome e a primeira guerra mundial. Entretanto, em 1909 uma grande passeata de mulheres ocorria em Nova York exigindo melhores condições de trabalho. No Brasil, em 1927, no Rio Grande do Norte, após mobilizações intensas ao longo dessa década lideradas pela pesquisadora Bertha Lutz, registrou-se a primeira mulher a ter direito a voto na América do Sul. Aos 29 anos de idade, a professora mossoroense Celina Guimarães Viana inaugura esse importante marco na conquista de direitos. Enfim, as reivindicações das mulheres datam de mais de um século. Avanços ocorreram, mas ainda há muito para refletir e conquistar No episódio #17 do Rasgaí, conversamos com a atuária e demógrafa, Luana Myrrha, que é docente do programa de pós-graduação em demografia da UFRN. Luana falou conosco sobre resultados de seu projeto de pesquisa que investiga as condições de trabalho das empregadas domésticas no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil. Como discutimos no episódio #16, o cuidado com os afazeres domésticos é uma atribuição que recai predominantemente sobre as mulheres. E isso ocorre tanto no contexto da divisão do trabalho entre os membros do domicílio, como também quando esse trabalho é contratado. O tempo de trabalho doméstico não remunerado diminui entre as mulheres com maior renda, pois aumenta a possibilidade de contratação de serviços para essa substituição. Entretanto, a contratação desse serviço reproduz a desigualdade de gênero fazendo com que os serviços de trabalho doméstico sejam essencialmente femininos. A pesquisa analisou, entre outros aspectos, as relações de trabalho das empregadas domésticas no contexto da pandemia da Covid-19. Entre os resultados da pesquisa, grande parte dos contratantes de trabalhador(a) doméstico(a) afastaram seu empregado(a) ou suspenderam o contrato durante o período para cumprir o distanciamento social. Mesmo entre as famílias que tiveram redução da sua renda, foi da ordem de 40% a proporção de casos onde isso ocorreu. Com a pandemia, o trabalho doméstico foi a segunda ocupação mais afetada no país. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE), 90% dos trabalhadores domésticos são mulheres e antes da pandemia eram cerca de 6,3 milhões. No final de 2020 esse volume caiu para 4,6 milhões. Uma redução de 27% que afeta a vida de um conjunto expressivo de famílias onde a renda do trabalho doméstico é predominante. A pesquisa foi aplicada entre os dias 25 de maio e 06 de junho de 2020, portanto, refletem a conjuntura da pandemia desse período. Uma segunda rodada da coleta de dados em 2020 deve ocorrer no mês de abril e maio de 2021 e estará disponível no site do projeto DOMÉSTICAS UFRN. Acessando os dados do projeto é possível obter mais informações sobre a pesquisa, as publicações e os resultados da primeira rodada da pesquisa. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
18:31
March 11, 2021
#16 | Desigualdade de gênero no trabalho doméstico não remunerado | Jordana Cristina de Jesus
Nesse mês de março de 2021, os episódios do Rasgaí tratarão do tema "desigualdade de gênero" em referência ao Dia Internacional da Mulher. Formalizado pela ONU em 1975, o dia 8 de março simboliza mais do que um dia para homenagens, mas principalmente para trazer à tona reflexões sobre a luta histórica das mulheres em busca de menos injustiças e desigualdades de gênero. Assim, para contribuir com espaços de reflexão, os 4 episódios do Rasgaí no mês de março convidaram pesquisadoras que discutem o tema a partir de um olhar dos estudos de população e demografia. Neste primeiro episódio da série especial vamos conversar com a docente do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, Jordana Cristina de Jesus. Jordana é atuária e demógrafa e suas pesquisas recentes têm se concentrado em um aspecto da desigualdade de gênero que é pouco visível, mas que no contexto da pandemia da Covid-19 (sobretudo no seu início) acabou sendo mais visibilizado. Ela vai falar conosco sobre o trabalho doméstico não remunerado. Cuidar da casa, limpeza, arrumar a cama, cuidar das crianças, cuidar dos idosos, preparar as refeições, enfim, um sem número de atividades do dia-a-dia que consomem parte importante do tempo das pessoas e concorre com as atividades de trabalho remunerado. É uma dimensão tão presente no cotidiano, mas muitas vezes não nos damos conta da sua importância. Sobretudo pelo fato de que essas atividades são predominantemente realizadas por mulheres. Mesmo quando elas também exercem atividades remuneradas fora do domicílio. E, em parte, tais desigualdades ainda afetam a carreira das mulheres no trabalho remunerado formal, pois servem de justificativas (mesmo que não verbais) para que elas não consigam promoções, salários e postos de trabalho superiores. Confira o episódio para entender um pouco mais sobre as motivações e consequências desse desequilíbrio nas relações de gênero. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:58
March 4, 2021
#15 | Permanência e desempenho dos alunos cotistas na UFRN: quais diferenças? | Ythalo Hugo da Silva Santos e Luciana Lima
O episodio #15 do Rasgaí conversou com o Ythalo Hugo da Silva Santos sobre os resultados da sua dissertação de mestrado no programa de pós-graduação em demografia da UFRN. O Ythalo é estatístico de formação e defendeu sua dissertação em dezembro de 2020 sob a orientação da docente do PPGDem, Luciana Lima, e co-orientação da docente Iloneide Ramos. O título do trabalho do Ythalo é “Lei de cotas no ensino superior: uma análise da permanência e desempenho da coorte de ingressantes em 2014 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O tema das cotas para o acesso ao ensino superior no Brasil sempre foi cercado de alguma controvérsia entre diversos setores da sociedade e se torna mais relevante este ano, pois a lei que a criou em 2012 prevê a necessidade de sua renovação pelo congresso após 10 anos. Sendo assim, até lá, será preciso entender os impactos sociais e resultados dessa política para subsidiar as discussões fundamentadas com evidências empíricas. Há inúmeros trabalhos desenvolvidos sobre a temática e a pesquisa do Yhalo se soma a esse esforço para entender e esclarecer com dados os efeitos das políticas de ação afirmativa e de redução de desigualdades de acesso ao ensino superior no Brasil. O episódio #10 do Rasgai já havia abordado esse tema, com base em dados da pesquisa desenvolvido pelo demógrafo Kleber Oliveira na Universidade Federal do Sergipe. Esse e muitos outros convergem para resultados similares: não há diferenciais de desempenho dos alunos cotistas no contexto do seu percurso acadêmico após o ingresso. Assim, os efeitos positivos de inclusão social e redução de desigualdades, associado à ampliação de vagas, apontam para o fato de que os resultados são positivos. Como mencionado pelo Ythalo, os resultados obtidos na pesquisa contribuem, ainda, para o aprimoramento das políticas e estratégias para ampliar esses efeitos positivos. Para acessar o material da pesquisa Trajetória de Cotistas, mencionado pela professora Luciana Lima no podcast, basta acessar este LINK. O livro “Reafirmando Direitos: trajetória de estudantes cotistas negros(as) no ensino superior brasileiro” apresenta uma coletânea de resultados de pesquisas realizadas no país analisando perfis, depoimentos e o impacto das cotas raciais no acesso ao ensino superior brasileiro. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
13:24
February 25, 2021
#14 | O programa "Minha casa, Minha Vida" e sua relação com a migração | Tiago Augusto da Cunha
O episódio #14 do Rasgaí convidou o arquiteto-urbanista e demógrafo, Tiago Augusto da Cunha, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) para comentar as relações entre o programa "Minha Casa, Minha Vida" (MCMV) e os movimentos migratórios. Ele utilizou diversas bases de dados, incluindo o cadastro de empreendimentos do programa habitacional brasileiro para entender quais são as conexões com a direção em que ocorrem as migrações. Como estudo de caso, ele analisou a região metropolitana ampliada de Belo Horizonte e mostrou que os empreendimentos vinculados ao MCMV acabaram reproduzindo uma lógica de periferização da população, reforçando as tendências já existentes de localizar empreendimentos habitacionais voltados à população de mais baixa renda para regiões distantes dos centros consolidados. Ele comentou esses resultados com base em um artigo recém publicado na revista EURE (Revista Latinoamericana de Estudios Urbano Regionales). A revista é chilena e especializada em estudos urbanos e regionais e, desde 1971, publica trabalhos relacionados ao estudo do território em diversas dimensões e com abordagem interdisciplinar. O artigo “À sombra da periferização: possíveis diálogos entre o Programa “Minha Casa, Minha Vida” e a dinâmica migratória” contou com a autoria do Tiago e mais dois pesquisadores da UFV. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
18:09
February 18, 2021
#13 | Além de instituições de ensino e pesquisa, onde um demógrafo pode atuar | Cristina Guimarães Rodrigues
O décimo terceiro episódio do Rasgaí conversou com a economista e demógrafa, Cristina Guimarães Rodrigues, para discutir sobre a sua experiência de trabalho fora de instituições de ensino e pesquisa. A demografia é uma área de conhecimento interdisciplinar, mas muito especializada, pois só possui formação em nível de pós-graduação. Em geral, nos cursos de graduação em economia, saúde, geografia, estatística ou ciências sociais, são oferecidas disciplinas que tratam de temas populacionais. Entretanto, os conceitos e técnicas mais amplos e detalhados são realizados em cursos de pós-graduação strito sensu (mestrado e doutorado). Por isso, grande parte da atuação do profissional demógrafo acaba sendo direcionado para ensino e pesquisa. Por um lado, isso se deve à formação na pós-graduação strito sensu enfatizar a trajetória acadêmica e, por outro, pelo próprio mercado na iniciativa privada desconhecer o perfil e competências da formação em demografia. Nossa convidada concluiu seu doutorado em demografia há 10 anos e, desde então, tem atuado em diversos projetos na iniciativa privada e organizações não-governamentais onde habilidades da área de demografia foram demandadas: uma ciência social aplicada com habilidades quantitativas de dados populacionais. Ela comentou como foi sua trajetória, os projetos em que atuou e quais são os principais desafios para desbravar esse campo que é amplo, mas ao mesmo tempo desconhecido. Esse episódio abre uma discussão sobre a necessidade de se ampliar a divulgação das áreas de atuação para uma pessoa com pós-graduação em demografia no mercado privado, como o jovem estudante que se interessa pela área pode e deve desbravar outros caminhos além da carreira de docência e de pesquisa e, ainda, a necessidade da própria área buscar uma maior popularização para que oportunidades novas sejam criadas. Como nossa convidada alerta, muitas vezes os contratantes precisam de uma expertise, mas não sabem que podem encontrá-la em um demógrafo. E quase sempre não sabem que existe um profissional com essa formação. Por fim, ela ainda destaca que a formação científica em si já é um diferencial: aprender a investigar fontes e dados confiáveis no contexto da Era da Informação não é tão trivial quanto parece e uma das habilidades desenvolvidas na pesquisa científica é explorar esses caminhos. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
18:39
February 11, 2021
#12 | Comunicação entre pais e filhos e a qualidade de vida do idoso | Cristiane Silva Corrêa
As projeções mais recentes do IBGE confirmam o rápido processo de envelhecimento da população brasileira assinalando que em 2060 (daqui a apenas 40 anos), a proporção de pessoas com mais de 65 anos no Brasil corresponderá a um quarto da população total do país. Para se ter um padrão de comparação, hoje a população mais envelhecida no mundo é a do Japão (com 28%), seguida da Itália, com 23%. Conversamos com a atuária e demógrafa, Cristiane Silva Corrêa, docente do programa de pós-graduação em demografia e do departamento de demografia e ciências atuariais da UFRN. Ela comentou o capítulo de livro de sua autoria “Relações Intergeracionais no âmbito familiar: os perfis determinantes da qualidade da comunicação entre pais e filhos” que apresenta resultados de uma análise sobre a percepção da qualidade do cuidado afetivo dentro do amplo espectro de cuidados com o idoso. Cristiane nos explica que na América Latina o cuidado com o idoso é predominantemente relacionado às redes familiares. Diante disso, a pesquisa investigou como a satisfação do idoso sobre sua qualidade de vida está relacionada à comunicação que este possui com sua rede de cuidados. Entre os resultados, Cristiane comenta que quanto maior o número de casamentos/uniões o idoso teve ao longo da sua vida, menor é o nível de satisfação e a frequência de comunicação relatada. Idosos que se casaram apenas uma vez tem 40% a mais de chance de se comunicar com seus familiares se comparado com aqueles que se casaram mais vezes. O livro “Desde la niñez a la vejez: Luchas, resistencias y actores emergentes”, organizado por Mariana Paredes e Lucia Monteiro, está disponível em acesso aberto e em formato digital para download. O livro foi editado pela CLACSO, que é o Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais no ano de 2019 e contém uma coletânea de 16 textos divididos em 3 seções. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
13:58
February 4, 2021
#11 | Migração e vulnerabilidade no contexto da transposição do Rio São Francisco | Paulo Victor Maciel da Costa
O episódio #11 do Rasgaí conversou com o Paulo Victor Maciel da Costa, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Ele falou com a gente sobre o artigo recém publicado na Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente e que é baseado na sua pesquisa de mestrado que foi defendida no início de 2020. Ele é economista, formado pela Universidade Regional do Cariri (no Ceará) e mestre em demografia pela UFRN. A análise foi desenvolvida no recorte espacial dos municípios incluídos na área de influência direta do projeto de transposição do rio São Francisco e contou com o desenvolvimento de um indicador de vulnerabilidade sociodemográfica para a região considerando os cenários de mobilidade populacional. Assim, buscou-se entender se a mobilidade populacional nos municípios afetados pela obra da transposição do rio São Francisco apresentariam mudanças na vulnerabilidade sociodemográfica na Área de Influência Direta (AID). Os principais resultados mostram que o Projeto de Transposição agravou em alguma medida os desafios sociais nos lugares mais próximos aos canais da obra, haja vista a fragilidade nos indicadores de capital humano (saúde, educação) e físico (habitação, deslocamento) dos migrantes residentes na Área de Influência Direta do projeto. O Paulo também deu o seu depoimento sobre a sua experiência no PPGDem e a sua trajetória acadêmica. Comentou, ainda, sobre como essa pesquisa teve desdobramentos para o desenvolvimento da sua proposta de pesquisa de doutorado que está em andamento. O artigo pode ser acessado no link abaixo, no site da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente. A revista é uma das precursoras no Brasil sobre os estudos ambientais sob uma perspectiva interdisciplinar e já conta com 20 anos de história. O artigo do Paulo Victor foi publicado na edição 55 da DMA, que é um dossiê especial sobre o tema "Sociedade e Ambiente no Semiárido: Controvérsias e Abordagens".  http://dx.doi.org/10.5380/dma.v55i0.73381 Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
15:19
January 28, 2021
#10 | Desempenho e perfil dos alunos cotistas no ensino superior | Kleber Oliveira
O episódio #10 do Rasgaí debateu um tema que sempre acaba gerando alguma polêmica nas conversas do dia a dia. As cotas para o acesso ao ensino superior no Brasil já existem há mais de dez anos e, apesar de muitos estudos e pesquisas afirmarem o contrário, ainda há controvérsias no senso comum. Uma das pesquisas que analisou dados do desempenho estudantil e o perfil dos estudantes que ingressaram através de cotas foi conduzida pelo economista e demógrafo Kléber Fernandes de Oliveira. Kleber é professor da Universidade Federal do Sergipe (UFS) e ele foi o nosso convidado nessa décima edição do nosso podcast. Nosso convidado apresentou os principais resultados publicados no "Radar n. 4 - Desempenho acadêmico, cotas e condições socioeconômicas dos estudantes da UFS: o que os dados mostram?", publicação da Universidade Federal do Sergipe, em 2019. Kleber argumenta que a partir de 2010 a presença de alunos oriundos de famílias de menor rendimento foi ampliada pela política de cotas, tornando-se um processo inclusivo mantendo dos padrões de qualidade acadêmica, Ou seja, os estudantes cotistas não apresentaram desempenho acadêmico inferior aos não cotistas e os indicadores globais da universidade melhoraram nesses últimos dez anos. As cotas somadas ao processo de expansão de vagas e interiorização tiveram forte impacto regional e contribuiu para redução das desigualdades educacionais no Sergipe. Sobre este mesmo tema, confira também o livro "Reafirmando Direitos: trajetória de estudantes cotistas negros(as) no ensino superior brasileiro" que contou com a participação da docente do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, Luciana Lima. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
14:30
January 21, 2021
#09 | Mobilidade populacional e transmissão de malária em áreas urbanas da Amazônia | Igor Cavallini Johansen
O nono episódio do Rasgaí conversou com o cientista social e demógrafo Igor Cavallini Johansen sobre um recente artigo publicado na revista científica PLOS ONE que apresenta resultados da sua pesquisa de pós-doutoramento sobre a relação entre a mobilidade populacional e a transmissão de malária no principal município brasileiro em termos da incidência de casos dessa doença. A malária é uma doença endêmica na Amazônia brasileira e é transmitida, principalmente, por meio da picada de mosquitos e ocorre com maior intensidade próximo a áreas florestais e de rios. É uma doença infecciosa e pode apresentar quadros graves quando não diagnosticada a tempo e pode levar à morte. A pesquisa desenvolvida pelo Igor aplicou questionários no município de Mancio Lima, no Acre, para acompanhar as características populacionais e de saúde de um grupo de pessoas ao longo do tempo. Com os resultados da pesquisa, ele pôde analisar como a mobilidade das pessoas entre áreas urbanas e rurais nesse município contribuem para a disseminação da malária mesmo em áreas urbanas. O perfil populacional com maior mobilidade é de homens entre 16 e 60 anos de idade. São pessoas de baixa renda que não possuem emprego formal e com mais de uma residência, ou seja, mantém uma residência em área urbana e outra em área rural. Trata-se de uma estratégia de mobilidade pendular (idas e vindas cotidianas ou semanais) onde o indivíduo reside uma parte do tempo numa área rural e mantém também residência em área urbana. Normalmente são estratégias onde parte da família se mantém na área urbana para acessar serviços como educação e saúde, mas outra parte mantém suas atividades econômicas ligadas às atividades rurais em uma área mais afastada da cidade. Assim, monitorar e desenvolver maior infraestrutura para o rápido diagnóstico, sobretudo, sobre esse perfil populacional contribuiria para reduzir essa "importação" de casos de áreas rurais para urbanas. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
18:21
January 14, 2021
#08 | O uso de imagens de satélite para estimar o tamanho e distribuição da população | Jarvis Campos
O episódio #08 do podcast Rasgaí traz uma conversa com o pesquisador e professor do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, Jarvis Campos. Ele é geógrafo e demógrafo e publicou recentemente um artigo na revista Sustainability, juntamente com pesquisadores de diversas instituições. O artigo apresenta resultados da pesquisa de doutorado em demografia do Jarvis que apresentou uma contribuição metodológica para a obtenção de dados do tamanho e distribuição da população nas cidades brasileiras quando não há levantamento censitário. O Censo Demográfico é realizado a cada 10 anos e nos anos entre um censo e outro é preciso obter as informações a partir metodologias que permitam estimar essa população. Uma das opções metodológicas é utilizar as imagens de satélites para saber como e onde estão distribuídas as ocupações humanas e a partir da análise dessas "fotos" tiradas do espaço estimar quantas pessoas vivem ali. Nesse episódio, o professor Jarvis Campos explica como foi desenvolvida a sua pesquisa, quais foram os principais resultados e destaca as principais contribuições dessa metodologia. O artigo foi publicado em co-autoria com Irineu Rigotti (UFMG), Emerson Baptista (ADRI), Antônio Miguel Monteiro (INPE) e Ilka Reis (UFMG) e pode ser acessado através do link: https://doi.org/10.3390/su12093565. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
15:04
January 7, 2021
#07 | Divulgação científica cabe no Lattes? | Douglas Sathler
O último episódio do Rasgaí em 2020 conversou sobre divulgação científica com o demógrafo e professor Douglas Sathler, da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Há alguns anos ele criou o Canal Descomplicado, no Youtube, e vem produzindo conteúdo que trata de temas diversos, entre eles alguns temas sobre demografia e estudos populacionais. Neste episódio #07 do Rasgaí, conversamos um pouco sobre os desafios para produzir conteúdo de divulgação e como é a recepção e aceitação deste tipo de produção acadêmica do ponto de vista da tradição acadêmica brasileira. Em geral, as iniciativas de divulgação científica tendem a ser concentradas nos profissionais do jornalismo e assessoria de comunicação nas Universidades e atraem pouco os pesquisadores e docentes. Em parte isso se deve ao fato de que esse tipo de produção conta pouco na produção científica dos docentes e pesquisadores se comparado à produção tradicional que é focada em artigos em revistas científicas. É visível uma relativa mudança nesse cenário. Crescem as iniciativas que partem de docentes e pesquisadores na direção de produzir mais conteúdo com esse perfil. Ainda não tem um papel central, mas como argumenta nosso convidado, já passa a ser valorizado em termos qualitativos quando um pesquisador se esforça para avançar na divulgação do conhecimento científico. O canal Descomplicado, criado pelo Douglas, pode ser acessado aqui. No canal você encontra material que ajuda o jovem estudante a entender melhor a metodologia de pesquisa, o mundo acadêmico/universitário e diversos tópicos. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
17:39
December 17, 2020
#06 | Menos nascimentos é sempre melhor para o meio ambiente? | Victor Hugo Diógenes
O Episódio #06 do Rasgaí conversou com Victor Hugo Diógenes, doutorando do PPGDem e professor da UFPB, sobre um artigo que ele acabou de publicar na revista Meio Ambiente e Desenvolvimento. O artigo apresenta os principais resultados da dissertação de mestrado em demografia defendida em 2015 pelo Victor e discute como a mudança da estrutura etária da população brasileira derivada da redução do ritmo de nascimentos pode apresentar impactos no consumo de energia elétrica do país. Para atingir seus resultados, o Victor analisou como mudou o perfil de consumo de energia elétrica nos domicílios brasileiros e como mudou o perfil da composição das pessoas nos domicílios. Com a queda na natalidade, os lares brasileiros têm uma média de moradores cada vez menor, fazendo com que o gasto de energia elétrica per capita seja maior, pois menos pessoas por domicílio usam a mesma quantidade de bens duráveis como geladeira, televisores, máquina de lavar, etc. Ou seja, o mesmo número de eletrodomésticos atende a um número menor de pessoas por domicílio. Essa mudança dos arranjos domiciliares está relacionado ao processo de envelhecimento da população brasileira. Menos nascimentos fazem com que a população seja proporcionalmente mais idosa e, portanto, os domicílios também "envelhecem". Simulando o mesmo padrão de consumo por idade do domicílio dos dias recentes, Victor mostra que se a população fosse mais jovem ela teria um consumo de energia elétrica mais baixo devido ao perfil de consumo energético aumentar conforme a idade e porque, nesse caso, os domicílios teriam também mais gente morando junto.  Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
15:51
December 10, 2020
#05 | Letramento digital: reduzir as desigualdades no acesso ao ensino superior | Moisés Calle, Kalyne Soares, Sarah Leôncio
O episódio #05 do Rasgaí abordou o impacto da pandemia sobre um projeto de extensão coordenado pelo professor Moisés Calle Aguirre. O projeto busca aproximar os alunos de ensino médio da rede pública ao habitus universitário, mas diante da pandemia teve que se reinventar. O que antes previa maior contato e interação dos estudantes de ensino médio com o ambiente universitário teve que se ajustar ao modelo de ensino remoto e o projeto de extensão que já existe há alguns anos precisou de uma nova roupagem. Agora, em formato remoto, o projeto busca oferecer também maior ênfase no letramento digital como instrumento para reduzir desigualdades no acesso ao ensino superior. Para explicar melhor os desafios impostos pela pandemia à essa iniciativa, conversamos com o coordenador do projeto, Moisés Calle, e também com Kalyne Soares, bolsistas do projeto e formada em letras pela UFRN e a Sarah Leôncio, professora de matemática da rede estadual de ensino. As convidadas explicaram o que é o letramento matemático e o letramento digital que orienta a condução do projeto. Além disso, exemplificam as ações deste projeto de extensão no âmbito da Escola Estadual Professor Edgar Barbosa (Natal/RN). A extensão é parte fundamental do tripé ensino-pesquisa-extensão sobre o qual se funda o ensino superior público no Brasil. Embora seja extremamente relevante, nem sempre tem tanta visibilidade como o ensino ou a pesquisa acadêmica. Para obter maiores informações sobre o projeto de extensão coordenador pelo prof Moisés Calle, você pode acessar os links abaixo. Os projetos estão cadastrados na base de ações de extensão da UFRN e são renovados anualmente. https://sigaa.ufrn.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/91814438 https://sigaa.ufrn.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/91816200 Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
15:35
December 3, 2020
#04 | Como estudar demografia na UFRN? | Marcos Gonzaga, Priscila Souza, Kelly Pereira
Com o processo de seleção para ingresso no mestrado e doutorado em demografia na UFRN para o ano letivo de 2021 aberto até 31 de janeiro de 2021, o episódio #04 do Rasgaí traz uma conversa com o coordenador do programa, Marcos Roberto Gonzaga. Ele nos conta um pouco da trajetória e o perfil do PPGDem, suas áreas de atuação e algumas linhas de pesquisa. Ele responde perguntas como: que áreas de formação podem seguir para a demografia? Em que áreas atua o demógrafo? Como me preparar para a seleção? Entre outras. Também entrevistamos duas alunas para falar sobre sua experiência no mestrado e no doutorado em demografia da UFRN. A Priscila Souza, que concluiu o mestrado e agora está no doutorado, e a mestranda Kelly Pereira. As duas falaram um pouco sobre a a sua trajetória e as suas perspectivas em relação à estudar e pesquisar na área de demografia. Para ter mais informações sobre o edital de seleção para ingresso no PPGDem em 2021, você pode acessar o link abaixo. Lá, você encontrará também maiores informações sobre as pesquisas, publicações e áreas de atuação. Há inúmeros canais para se informar sobre as pesquisas conduzidas pelos docentes do PPGDem. O Rasgaí é apenas um deles. Você pode se manter informado pelas redes sociais e o canal no Youtube também. https://demografiaufrn.net/ Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
16:48
November 26, 2020
#03 | A pandemia impactará a natalidade no Brasil? | Luciana Lima, Victor Leocádio, Raquel Zanatta, Tereza Bernardes
O terceiro episódio do Rasgaí conversou com Luciana Lima, Victor Leocádio, Raquel Zanatta, Tereza Bernardes; autores do artigo "Considerações sobre a pandemia de Covid-19 e seus efeitos sobre a fecundidade e a saúde sexual e reprodutiva das brasileiras", publicado na seção Ponto de Vista da Revista Brasileira de Estudos de População (Rebep). Eles comentaram sobre os efeitos que a situação da pandemia da Covid-19 pode ter sobre o número de nascimentos na população brasileira. Baseando-se nos estudos que discutem as motivações e condicionantes da decisão de ter ou não filhos, apresentam elementos para refletir sobre o que poderá acontecer no Brasil. Além disso, salientam a importância do papel do Estado para garantir as condições básicas para o exercício pleno dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres brasileiras. O texto completo pode ser acessado no link abaixo e compõe o volume 37 da Rebep.  https://doi.org/10.20947/s0102-3098a0130 Confira mais informações na nossa página www.demografiaufrn.net Quem são as convidades: Raquel Zanatta Coutinho é demógrafa. Pesquisadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFMG. Luciana Conceição de Lima é demógrafa. Pesquisadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Victor Antunes Leocádio é doutorando em demografia na UFMG. Tereza Bernardes é demógrafa. Pós-doutoranda no Departamento de Ciência da Computação da UFMG. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
16:24
November 19, 2020
#02 | Estimativa da mortalidade em pequenas áreas brasileiras | Marcos Gonzaga, Flavio Freire, Everton Lima e Bernardo Queiroz
O episódio #02 do Rasgaí conversa com os autores do artigo "Tendências temporais e espaciais da mortalidade adulta em pequenas áreas no Brasil, 1980-2010" (no original em inglês: Temporal and spatial trends of adult mortality in small areas of Brazil, 1980–2010), publicado no volume 76 da revista científica Genus. Marcos Gonzaga, Flavio Freire, Everton Lima e Bernardo Queiroz comentaram sobre o contexto e a importância da análise da mortalidade adulta em áreas espaciais menores e explicam de modo claro o avanço da metodologia proposta. O artigo (em inglês) está disponível para acesso amplo no link: https://doi.org/10.1186/s41118-020-00105-3. Além do artigo, os autores disponibilizaram os dados e as rotinas e programações computacionais para replicar o resultado, permitindo que a mesma metodologia seja aplicada em diferentes contextos. Esse material pode ser acessado no website do Laboratório de Estimativas e Projeções Populacionais (LEPP), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no link: https://demografiaufrn.net/laboratorios/lepp/paper_genus/ Os pesquisadores: Bernardo Lanza Queiroz é economista e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFMG. Everton Emanuel Lima é sociólogo e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UNICAMP. Marcos Roberto Gonzaga é estatístico e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Flavio Henrique Miranda de Araújo Freire é estatístico e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
14:38
November 12, 2020
#01 | Migração e cidades médias no interior no Nordeste | Silvana Nunes de Queiroz
Neste episódio conversamos com Silvana Nunes de Queiroz sobre as cidades médias no interior no Nordeste e suas características migratórias. A discussão é relacionada ao artigo publicado pela pesquisadora e outros autores na Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, no volume 22 de 2020. O artigo pode ser acessado pelo link abaixo em português e inglês. https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202033pt Silvana Nunes de Queiroz é pesquisadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Departamento de Economia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
14:00
November 5, 2020