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Rasgaí

Rasgaí

By Demografia UFRN
O Rasgaí é um podcast que fala sobre ciência. O foco é nos estudos que tratam sobre demografia e população. Episódios curtos, com cerca de 15 minutos, trazem discussões diretas e objetivas sobre essa área de conhecimento. O Rasgaí é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Produtor/Editor: Ricardo Ojima (twitter: @ricardoojima).

Rasgaí: expressão regional; gíria; verbo usado para pedir que o outro fale algo numa conversa. - Tenho uma coisa para te contar. - Rasgaí!
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#43 | Como popularizar a demografia no contexto de outros campos disciplinares | Ednelson Dota

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#44 | Afeganistão: Demografia, Sistemas de Informação e Contexto Político-Social | Vanessa Ferreira
O episódio 44 do Rasgaí conversou com Vanessa Ferreira sobre a demografia, o contexto político-social e o sistema de informações do Afeganistão. Vanessa é economista e demógrafa e defendeu sua tese de doutorado em 2021 com o título: “Demografia do Afeganistão: presente e futuro de treze províncias selecionadas”, pouco antes dos acontecimentos recentes da retomada do controle Talibã no país. Recentemente, o Afeganistão voltou aos noticiários nacionais e internacionais devido ao conflito político institucional do país. Após os atentados às Torres Gêmeas em Nova York, em 2001, a ofensiva norte-americana contra os grupos terroristas envolvidos assumiu destaque e o Afeganistão foi afetado diretamente por isso, pois o governo local estaria diretamente ligado ao grupo fundamentalista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden, que assumiu a autoria dos ataques aos Estados Unidos. Assim, ainda em 2001, os Estados Unidos derrubaria o regime Talibã e permaneceu no país por 20 anos. Entretanto, nos anos recentes, a gradativa retirada das tropas norte americanas acabou abrindo espaço para a retomada do controle do regime Talibã e, em 2021 (data marcada para saída oficial dos Estados Unidos), o grupo finalmente recuperou o controle total do país. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
26:08
September 16, 2021
#43 | Como popularizar a demografia no contexto de outros campos disciplinares | Ednelson Dota
No episódio dessa semana, conversamos com o geógrafo e demógrafo, Ednelson Dota. Ele é professor da Universidade Federal do Espirito Santo e vem trabalhando com o projeto de extensão “Os perfis sociais dos fluxos migratórios no Espírito Santo” que tem entre seus objetivos divulgar e tornar acessível aos gestores públicos links de textos, artigos, revistas e bancos de dados sobre fenômenos demográficos importantes para compreensão das transformações na dinâmica populacional. Além de um blog, o projeto dispõe de um perfil no Instagram e produzem diversos materiais de divulgação que sintetizam conceitos e indicadores demográficos para popularizar informações sobre a área de demografia e estudos populacionais. No Brasil existem poucos centros de formação e pesquisa diretamente ligados aos estudos de população e demografia. Embora seja um campo interdisciplinar e dentro do contexto das ciências humanas e sociais aplicadas, nem sempre é de conhecimento geral que existe uma formação específica na área. Considerando os dados da Plataforma Lattes, entre 2010 e 2019, quase dobrou em relação á década anterior a quantidade de registros que se referiam a titulações na área de demografia ou titulações diversas que tinham demografia como área principal de pesquisa declarada pelo pesquisador. 132 registros na Plataforma Lattes declaram que a demografia é a área principal de pesquisa, sendo que metade desses registros são de pesquisadores titulados em um dos quatro Programas de Pós-Graduação na área de demografia no Brasil. A outra metade tem titulação de pós-graduação em áreas das mais diversas, como saúde pública, ciências sociais, geografia, economia, história, entre outros. É uma área onde a formação específica é recente no país. O primeiro programa de pós-graduação na área data de 1985, o segundo e o terceiro foram criados na década de 90. Um em 1993 e outro em 1998. Sendo o último criado em 2011. Mas com a ampliação da formação de mestres e doutores na área de demografia a partir dos anos 2000 e a fixação, sobretudo de doutores, em universidades de todo o país nessa mesma década, hoje temos uma maior disseminação desse campo de conhecimento. São demógrafos espalhados em diversas instituições de ensino e pesquisa, lotados em cursos e departamentos das mais diversas áreas. Com isso, reforça-se o caráter da interdisciplinaridade da área e, de certa forma, se constitui como um grande desafio para estes pesquisadores em encontrar seu espaço de atuação enfrentando as barreiras disciplinares que, muitas vezes, se colocam nas estruturas institucionais mais tradicionais.  Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
18:13
September 10, 2021
#42 | O que é demografia histórica e o que estuda? | Maisa Faleiros da Cunha
A demografia ainda é um campo científico pouco conhecido. Em parte, isso se deve ao fato de ser um campo de constituição recente. Existe certo consenso de que a demografia trata do estudo estatístico das populações humanas, com maior ênfase nos conjuntos de pessoas do que nos indivíduos. Parece contraditório, mas há efeitos que são percebidos de modo estrutural onde as análises podem ser feitas a partir do conjunto dos indivíduos, mas não necessariamente na escala individual. É o que se denomina falácia ecológica: interpretar análises na escala agregada como se fossem possíveis de ser representações de relações entre os indivíduos que compõem o grupo. Mas como podemos saber o que se passava com a população antes da existência de dados de censos demográficos, dos bancos de dados e dos sistemas de informação? Muito mais do que saber a quantidade de pessoas que existiam no passado, como saber o comportamento das variáveis demográficas, natalidade, mortalidade, causas de morte, etc. de sociedades do passado? O episódio de hoje do Rasgaí falou sobre o campo de estudos da demografia histórica com a cientista social e demógrafa, Maisa Faleiros da Cunha. Ela é pesquisadora e atual coordenadora do Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó”, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Maisa também já foi coordenadora do grupo de trabalho “População e História” da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, onde vcs podem encontrar mais detalhes sobre a produção dessa interessante área de estudos. O campo de estudos da demografia histórica é muito amplo e é uma oportunidade para pesquisadores que associem abordagens metodológicas quantitativas àquelas tradicionais da história e ciências sociais, em geral. Fica o convite para quem tiver interesse em saber mais sobre essa área, conhecer as produções do GT População e História da Associação Brasileira de Estudos Populacionais e também há um capítulo inteiro dedicado a esse tema dentro do livro de Métodos Demográficos que trouxemos aqui no Rasgaí no episódio 36. Aqui no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN já tivemos algumas pesquisas nessa área e podem ser encontradas no nosso site. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:51
September 2, 2021
#41 | Determinantes socioeconômicos da ausência de informação de escolaridade no registro de óbito | Walter Pedro Silva Jr
O episódio 41 do Rasgaí conversou com Walter Pedro Silva Jr, estatístico e egresso do mestrado em demografia da UFRN. Ele é um dos autores do artigo que foi publicado na Revista Latinoamericana de População, no volume 15, número 29 de 2021 e desenvolveu uma avaliação da qualidade da informação de escolaridade nos registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Os links com o artigo completo e a dissertação do Walter podem ser acessados nos links abaixo. Os dados sobre mortalidade no Brasil nunca tiveram tanta evidência como agora. Com a pandemia da Covid-19 as informações de saúde nunca tiveram tanta evidência no debate público, mas é importante ressaltar que temos um dos melhores e mais organizados sistemas de informação sobre mortalidade do mundo. Claro que há problemas e pontos fundamentais que ainda precisam ser melhorados e aperfeiçoados, mas na comparação com outros países, o Brasil tem uma plataforma abrangente e com cobertura nacional de acesso aberto e público. O SIM é um sistema de vigilância epidemiológica nacional, cujo objetivo é captar e organizar os dados sobre os óbitos do país e fornecer informações sobre mortalidade para todas as instâncias do sistema de saúde. O sistema foi criado em 1975 a partir da organização dos sistemas estaduais que já faziam esse levantamento de forma isolada e não padronizada. Mas o grande salto qualitativo do sistema ocorreu com a criação do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), em 1991, quando passaram a ser desenvolvidos sistemas de informação e suporte tecnológico especificamente voltados para o planejamento em saúde. Os dados registrados no SIM são oriundos da Declaração de Óbito (DO) emitida por um profissional médico e que são compilados em um banco de dados. Essa declaração é padronizada nacionalmente e contém um conjunto amplo de informações sobre a causa da morte, perfil socioeconômico e demográfico do falecido, entre outros. Tais informações são fundamentais para um diagnóstico do sistema de saúde e, principalmente, para o planejamento de ações e desenho de políticas públicas. Apesar da grande melhoria do SIM ao longo dos anos, ainda há algumas informações que têm menor qualidade. As informações socioeconômicas das pessoas que faleceram ainda não são completas e uma delas é a informação sobre a escolaridade. Sabe-se que o grau de escolaridade tem forte associação com a mortalidade e as causas de morte, mas sem essas informações, pouco podemos avançar. Entender melhor a relação entre mortalidade e características socioeconômicas é muito importante, pois reafirma a dimensão social da saúde. No caso da Covid-19, por exemplo, muitos estudos indicam que a mortalidade foi maior entre a população de mais baixa renda, sendo um fator explicativo mais importante do que a existência de condições de saúde pré-existentes. Isso nos leva a perceber que reduzir as desigualdades, a pobreza ou ampliar o acesso à educação vai além de uma questão social, pois pode ser uma questão de vida ou morte. Acesse o artigo completo Acesse a dissertação completa Acesse o repositório dos dados abertos no Github Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
18:54
August 26, 2021
#40 | Programa Bolsa Família e número de filhos das famílias: uma abordagem de coorte | Camila Soares
Neste mês de agosto de 2021 o Governo Federal encaminhou proposta de Medida Provisória para o Congresso Nacional com o objetivo de criar o Programa Auxílio Brasil em substituição ao Programa Bolsa Família. A MP mantém as condicionalidades para transferência de renda às famílias de baixa renda, entretanto, adiciona novos auxílios. Em artigo recente na revista Piauí, os pesquisadores Leticia Bartholo, Rogério Veiga e Rogério Barbosa argumentam que essas adições tendem a concorrer com o objetivo principal da política de redução da pobreza e retomar um desenho de programa fragmentado e, principalmente, com sobreposição de benefícios. A análise dos pesquisadores destaca a necessidade de aperfeiçoar o Programa Bolsa Família, mas que essa medida provisória não parece conseguir atingir esse objetivo. Diante dessa retomada de discussões sobre o Bolsa Família, o Rasgaí trata de um dos pontos que, ainda hoje, é pauta de conversas no senso comum. Não é incomum ainda hoje ver as pessoas se questionando se a vinculação do benefício ao número de filhos das famílias induz maior natalidade. O Bolsa Família é um dos programas de transferência de renda mais estudados no mundo. Não apenas pelo seu êxito na redução da pobreza, mas também pela disponibilidade de dados e informações que ao longo dos anos foram sendo organizados. Assim, são muitos os estudos que já buscaram analisar essa relação entre o benefício da transferência de renda e o número de filhos das famílias. O episódio de hoje vai tratar de um desses estudos, publicado recentemente na revista Comparative Population Studies. Para falar sobre o artigo, convidamos a Camila Ferreira Soares que é doutoranda em demografia na Unicamp e defendeu sua dissertação em demografia, sob orientação do docente Everton Lima, na mesma instituição. Este é o episódio 40 do podcast do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. O podcast vai ao ar toda semana com episódios inéditos sobre temas relacionados aos estudos de população, demografia e outros tópicos sobre ciência. Trazemos resultados de pesquisas e de projetos de extensão e não apenas de produções vinculadas ao nosso programa de pós-graduação, pois temos como objetivo contribuir para a disseminação e popularização do campo de conhecimento entre o público brasileiro. Para acessar o artigo completo, basta clicar no link abaixo. Também é possível acessar a dissertação de mestrado da Camila, que deu origem ao artigo. The Association between Conditional Cash Transfer Programmes and Cohort Fertility: Evidence from Brazil Política de transferência de renda e fecundidade de coorte : o caso do Bolsa Família Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
17:19
August 20, 2021
#39 | Projeção da demanda por servidores públicos municipais até 2030: mudança demográfica e reforma administrativa | Elaine Gama dos Santos
A conversa do episódio 39 do Rasgaí é com Elaine Cristina Gama dos Santos. Ela é graduada em ciências atuariais, mestre em demografia e defendeu sua dissertação de mestrado no PPGDem em maio de 2021. A pesquisa discutiu a demanda de contratação de servidores públicos municipais a partir de uma projeção da necessidade demográfica até o ano de 2030. Entre os resultados, Elaine mostra que as principais categorias de servidores municipais são aquelas ligadas à saúde e educação. Se por um lado as projeções apontam para uma redução da demanda por profissionais da educação no futuro, por outro, crescerá a necessidade de profissionais de saúde. Como serviços essenciais, garantidos pela Constituição Federal de 1988, entender o comportamento da dinâmica demográfica dos servidores e do perfil da demanda para esses serviços é estratégico. A pesquisa da Elaine se baseou em diversas fontes de informação e contou com o suporte do Sadeprev. O Sadeprev é resultado de um projeto de extensão desenvolvido pela docente do PPGDem, Cristiane Corrêa, e trata-se de um Simulador Atuarial-demográfico de Regimes Próprios de Previdência Social que foi desenvolvido na linguagem de programação R e tem como objetivo ajudar os gestores públicos municipais a gerenciar os planos previdenciários municipais. Conforme a descrição contida no site do Sadeprev, “ele utiliza microssimulação para prever os valores totais de benefícios e contribuições pagas por cada participantes do plano previdenciário em cada um dos próximos 75 anos. A partir dessa previsão é feita uma análise atuarial e financeira sobre a situação do RPPS”. O acesso ao Sadeprev é livre gratuíto e aberto. A pesquisa da Elaine se contextualiza no debate que vem sendo realizado no Congresso Federal sobre a reforma administrativa. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/20) foi enviada pelo executivo federal para tramitação no Congresso em setembro de 2020 e propõe mudanças importantes nos regimes de contratação dos servidores públicos, caso seja aprovada da forma que está. Um dos pontos mais polêmicos é a definição, por lei posterior, das carreiras típicas de Estado. A classificação dessas carreiras seria o princípio orientador para a forma de contratação. Ou seja, dentre as carreiras que forem classificadas como “típicas de Estado”, as contratações continuarão a ser por prazo indeterminado. Para as que ficarem de fora, os contratos poderão ser feitos de modo simplificado e, portanto, sem concurso público. E passarão a ser por prazo determinado e temporário. O debate segue em curso no segundo semestre de 2021, tendo possível tramitação nos próximos meses. A sua aprovação e a forma final do texto impactaria em todos os níveis da federação. A PEC da reforma administrativa que está em debate deixa aberta a discussão, por exemplo, se  professores e profissionais de saúde continuarão sendo consideradas carreiras típicas de Estado. Como isso será definido em regramento futuro, o planejamento futuro também ficará comprometido. Se passarem a ser contratados de modo temporário, tais serviços sofrerão transformações importantes. Acompanhemos de perto esse debate, pois essa reforma não afetará apenas os servidores públicos, mas trará importantes mudanças na forma como são prestados os serviços públicos garantidos na Constituição. É fundamental pensar qual o modelo de serviço público que desejamos e qual precisamos. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:00
August 12, 2021
#38 | Perfil da mobilidade pendular inter e intramunicipal: quem são e pra onde vão os trabalhadores? | João Gomes da Silva
A vida nas grandes cidades sempre foi marcada por uma intensa mobilidade das pessoas. A industrialização e a urbanização foram processos simultâneos que modificaram radicalmente os nossos modos de vida. Mas com ao longo do século 20, muita coisa mudou. Primeiro, essa industrialização teve um aspecto concentrador e impulsionou o que se convencionou chamar de “êxodo rural”. Grandes volumes de pessoas migraram das áreas rurais para as áreas urbanas na busca por empregos industriais e todo o conjunto de serviços e urbanidades associados. Mas na segunda metade do século 20, os modos de produção sofrem transformações aceleradas e um processo de desconcentração começa a mostrar os seus sinais. No que se refere aos fluxos populacionais, no Brasil, o final do século passado já mostra um processo de urbanização avançado, com a população predominantemente urbana. Os fluxos rural-urbano perdem sua importância e novos processos começam a se mostrar mais relevantes. Os fluxos migratórios de longa distância, particularmente do Nordeste para o Sudeste começam a diminuir o seu ímpeto (apesar de ainda serem muito importantes). Nesse contexto, ganha espaço a migração urbana-urbana, os fluxos de média e curta distância e os fluxos de mobilidade cotidiana para trabalho entre municípios diferentes. Esse último é o tema do episódio de hoje: a mobilidade pendular. Mas o que é mobilidade pendular? Ela se diferencia da migração, pois migrar envolve a necessidade de mudança de endereço entre recortes político-administrativos distintos. No caso da mobilidade pendular, o deslocamento é justamente aquele onde a pessoa mora em uma cidade, mas vai cotidianamente (ou com frequência regular: a cada dois dias, semanalmente, etc) trabalhar em outro município. Há na literatura algumas referências ao termo migração pendular. Entretanto, conceitualmente, o mais correto seria mobilidade pendular ou pendularidade. Mas independentemente do termo usado, o que sabemos é que esses deslocamentos são importantes para o planejamento urbano, regional e para as demandas de serviços. Pense no exemplo de uma região metropolitana e no intenso fluxo de pessoas decorrente da integração funcional dos espaços dentro da metrópole. Precisa-se dimensionar os transportes públicos entre dois ou mais municípios, parte dos serviços de educação e saúde são compartilhados, compras, etc. Enfim, quando essa mobilidade é intensa, tudo precisaria ser pensado integradamente e de modo intermunicipal. As regiões metropolitanas foram criadas, entre outras coisas, por essa razão. Mas será que esses movimentos são exclusividades de regiões metropolitanas? Como e quais são as tendências desses movimentos pendulares nos últimos anos? Para falar sobre isso, o episódio 38 do Rasgaí conversou com o economista e mestre em demografia e atualmente doutorando do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, o João Gomes da Silva. Ele defendeu sua dissertação de mestrado aqui no PPGDem com uma pesquisa sobre essas questões e, derivado da sua pesquisa, acaba de publicar o artigo: “Perfil da mobilidade laboral inter e intramunicipal no Brasil nos anos de 2000 e 2010” (clique no título para acessar o artigo completo). Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:41
August 6, 2021
#37 | Mobilidade intergeracional das filhas de trabalhadoras domésticas no Brasil | Priscila Souza
Quem nunca ouviu a frase: hoje posso dar ao meu filho aquilo que eu não pude ter? O desejo da maioria das pessoas é conseguir ter uma melhora na sua condição socioeconômica, obviamente. Mas principalmente conseguir obter avanços de status socioeconômico de uma geração para outra. Ou seja, numa espécie de retrospectiva familiar, entre uma geração e outra, observar que a geração dos filhos teve melhorias em relação aos seus pais. Os estudos, em geral, chamam isso de mobilidade social intergeracional e analisam como as desigualdades sociais observadas em uma geração são ou não reproduzidas na geração dos filhos. Esse tema de pesquisa é mais importante ainda quando se vive em um país de grandes desigualdades, como o Brasil. Assim, entender as suas características ajudam a romper com esse ciclo de reprodução, onde muitas vezes os jovens têm suas opções de escolha limitadas pela trajetória familiar. Para falar sobre esse tema, conversamos com Priscila Souza. Ela defendeu sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN com uma pesquisa sobre a mobilidade intergeracional com o recorte específico das filhas de trabalhadoras domésticas no Brasil. Essa categoria ocupacional é uma das mais importantes em termos sociais e de volume entre as mulheres brasileiras e ao longo do tempo apresentou importantes transformações nas garantias trabalhistas, na ascensão social e na forma como a ocupação era percebida pela sociedade. Priscila é economista de formação e está atualmente fazendo doutorado aqui no PPGDem. Romper com o ciclo de pobreza de modo individual é uma exceção. É fundamental que políticas públicas contribuam para que seja mais viável para o jovem não ter seu destino definido pela condição social em que nasceu. Claro que há casos de superação individual que até podem servir como inspiração para outras pessoas, mas para a maioria das pessoas trata-se quase de um destino. A pesquisa de mestrado da Priscila evidencia a importância de políticas sociais para ajudar a romper com essas desigualdades. A reprodução das desigualdades de uma geração para a outra é, de fato, um dos grandes desafios para a nossa sociedade. Acesse aqui a dissertação completa Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
19:33
July 29, 2021
#36 | Livro de Métodos Demográficos em língua portuguesa: conversa com Ralph Hakkert
O episódio 36 do Rasgaí traz uma conversa sobre o livro “Métodos Demográficos: uma visão desde os países de língua portuguesa”. O livro foi lançado recentemente pela Editora Blucher no catálogo de produções Open Access. Com mais de mil páginas, é um livro completo que foca em métodos demográficos. Mas não é um livro apenas técnico, ele traz discussões e contextualizações que contribuem para qualquer pessoa interessada no tema se aproximar dessa área de conhecimento. E pra ser melhor ainda, o livro está disponível em formato aberto e pode ser baixado gratuitamente no site da editora. É uma leitura muito útil para estudantes e pesquisadores interessados desde a área de ciências humanas e sociais aplicadas até ciências exatas e da saúde.  Para falar sobre o livro, convidamos o demógrafo Ralph Hakkert. Aposentado pelo Fundo de População das Nações Unidas, hoje ele atua como consultor independente em diversos projetos internacionais e tem importante experiência em estudos e análises demográficas nos países falantes da língua portuguesa, dentre outras. Holandês radicado no Brasil, Hakkert liderou a iniciativa da produção deste livro e ao longo dos últimos 4 anos coordenou as contribuições de diversos pesquisadores de todo o país e também internacionais, deu unidade ao corpo do texto e finalizou a obra que acaba de ser publicada. Diversos docentes do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN participaram dessa iniciativa e contribuíram para sua execução ativamente. Como explicado por Hakkert no podcast, o livro não explicita as autorias do seu conjunto ou de seus capítulos, pois trata-se de uma obra coletiva efetivamente feita a muitas mãos. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Beauty Flow by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5025-beauty-flow License: https://filmmusic.io/standard-license
28:12
July 22, 2021
#35 | População e desenvolvimento: impactos multidimensionais da covid-19 no Brasil | Vinicius Monteiro
O Dia Mundial da População foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 11 de julho de 1987, quando a população do planeta atingiu a marca de 5 bilhões de pessoas. Atualmente a estimativa da população mundial é de que estejamos perto de 7,8 milhões de habitantes. Apesar desse crescimento, sabe-se que os dados apontam para uma desaceleração no seu ritmo justificado pela também acelerada queda nas taxas de natalidade em todo o mundo. A transição demográfica, marcada pela redução das taxas de mortalidade e natalidade provocaram um período de acelerado crescimento populacional no passado, pois a mortalidade caiu mais rápido e antes da natalidade. Hoje, na maioria dos países, as taxas de natalidade vem caindo e convergem para uma estabilização do ritmo de crescimento populacional. No caso brasileiro, a estimativa mais recente do IBGE projeta para a década de 2040 o ponto de inflexão, quando o crescimento populacional tenderá a ser negativo. A pandemia da Covid-19 trouxe impactos importantes em diversas dimensões da vida cotidiana. Entre elas, espera-se também impactos nesses indicadores demográficos. Para além do óbvio aumento da mortalidade causado pelo novo coronavírus, espera-se também impactos na natalidade. Como vimos no episódio 3 do Rasgaí e também temos visto em estudos em diversos países, espera-se também uma redução nas taxas de natalidade. Entretanto, para além dessas duas dimensões da dinâmica demográfica, outras dimensões e aspectos sociais, políticos e econômicos que afetam a agenda de população e desenvolvimento precisam ser considerados. A data em alusão à população mundial no dia 11 de julho, portanto, serve para nos convidar à reflexão à essas dimensões que extrapolam a mera avaliação do quantitativo populacional. O episódio 35 do Rasgaí conversou com Vinicius Monteiro. Ele é oficial de Programa para População e Desenvolvimento do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil. E é responsável pelas agendas de População e Desenvolvimento e a Cooperação Sul-Sul dentro da agência da ONU que, no Brasil, foi inaugurado em 1985, em Brasília, com o objetivo de intensificar as relações já existentes com o Brasil, especialmente por meio da cooperação da área de saúde reprodutiva. Vinicius é economista e demógrafo e falou conosco sobre o livro (em formato de e-book) lançado neste dia 12/07/2021 pelo Fundo de População das Nações Unidas no Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP). O livro intitulado “População e Desenvolvimento em Debate: impactos multidimensionais da pandemia da Covid-19 no Brasil” é uma coletânea de 21 textos que evidencia o acirramento das desigualdades no acesso à renda, serviços básicos e direitos. Está disponível em formato digital e pode ser acessado gratuitamente aqui. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Beauty Flow by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5025-beauty-flow License: https://filmmusic.io/standard-license
13:48
July 15, 2021
#34 | O projeto "Galinhos: Território Seguro e Sustentável": uma iniciativa inovadora para o turismo no RN
Um dos setores econômicos mais afetados pela pandemia da Covid-19 no Brasil e, particularmente na região Nordeste, foi o de turismo. As medidas de restrição à mobilidade necessárias à redução do ritmo de contágio do novo coronavírus limitaram a manutenção das atividades econômicas relacionadas ao turismo, como por exemplo, o setor hoteleiro e pousadas, restaurantes e, principalmente, um conjunto amplo de serviços como guias, vendedores ambulantes, barqueiros, bugueiros, etc. Muitos destes atuam na economia informal e sobre esses trabalhadores são maiores ainda as vulnerabilidades. Com a perspectiva de avanço sistemático da vacinação contra a covid-19, o retorno das atividades turísticas já se vislumbra. Entretanto, não será uma tarefa simples e imediata. A retomada será gradual, pois mesmo com a vacinação avançando, o vírus continua circulando. Nesse sentido, hoje vamos falar sobre o projeto “Projeto Galinhos Território Seguro e Sustentável”. Uma iniciativa do governo estadual do Rio Grande do Norte em parceria com a UFRN e outros setores da sociedade. Entre os participantes pela UFRN, o Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN marca presença. O episódio 34 do Rasgaí conversou com a docente do PPGDem, Luciana Lima. Ela participa do projeto “Galinhos Território Seguro e Sustentável” e esteve no início de julho de 2021 no município de Galinhos (RN) para apresentar e discutir detalhes do projeto para a sociedade e para os setores do poder público local. Trata-se de uma iniciativa importante, pois vai além da mera proposição de protocolos sanitários para o retorno gradual das atividades econômicas ligadas ao turismo. É um projeto interdisciplinar e multissetorial que visa articular diversas dimensões socioeconômicas da localidade no sentido de enfrentar as vulnerabilidades que já existiam antes da pandemia. O projeto parece ser uma oportunidade de retomar as atividades turísticas de modo programado e sustentado e ao mesmo tempo sair dessa pandemia em condições melhores do que existiam antes. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Beauty Flow by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5025-beauty-flow License: https://filmmusic.io/standard-license
19:01
July 8, 2021
#33 | Perfil do feminicídio e da violência contra a mulher no Rio Grande do Norte | Kelly Matos
O episódio #33 do Rasgaí conversou com a pesquisadora Kelly Christina da Silva Matos. Ela é estatística e defendeu sua dissertação em demografia na UFRN em março de 2021. O tema da pesquisa foi sobre as mortes violentas femininas ocorridas no estado do Rio Grande do Norte no período de 2011 a 2020. Os dados são da parceria do PPGDem com a Rede e Instituto Óbvio (o Observatório da Violência do RN) e permite uma análise detalhada desse tipo de criminalidade ao longo do período. A dissertação foi orientada pela docente do PPGDem, Jordana Cristina de Jesus que, juntamente com outros pesquisadores, integram o Óbvio. Você pode acessar a dissertação completa no repositório institucional da UFRN clicando AQUI. No mês de março de 2021 o Rasgaí abordou, em 4 episódios, temas relacionados à desigualdade de gênero em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O quarto episódio da série foi sobre o feminicídio na região Nordeste (Rasgai 19), com a convidada Karina Cardoso Meira. Trata-se de um tema da maior relevância, então, vamos retomar esse debate hoje. Como vimos, o feminicídio ocorre quando a motivação do homicídio está relacionado à violência sexual, o menosprezo pela condição feminina, a discriminação de gênero, etc. E, no caso brasileiro, é considerado crime hediondo desde 2015. A violência contra a mulher é um problema social complexo e não deve ser tratado apenas a partir de uma política de segurança pública. É urgente proteger as mulheres vítimas de violência, mas talvez não baste construir mecanismos de repressão. O ideal mesmo seria disseminar o reconhecimento de que essa situação é resultado de aspectos que são relativizados pela sociedade. Como destacado pela Kelly, enquanto nossa sociedade minimizar e rebaixar o papel da mulher em relação ao do homem, tais desigualdades tendem a reproduzir um comportamento violento contra elas. Este ano o Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade que viola a constituição a utilização da argumentação de legitima defesa da honra na argumentação de defesa em crimes de violência contra a mulher e o feminicídio. Surpreende que até outro dia era permitido a um homem que matou sua companheira justificar tal ato por ter tentado proteger a sua honra e dignidade, por suposta traição, por exemplo. Ou seja, fazendo com que fosse transferida à vítima a culpa pela sua morte ou agressão. Enfim, o uso dessa argumentação absurda era válida até 2021, mas mostra o quão naturalizado é a cultura de violência contra a mulher. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Beauty Flow by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5025-beauty-flow License: https://filmmusic.io/standard-license
15:47
July 1, 2021
#32 | Urbanização extensiva na Amazônia: uma abordagem demográfica e espacial | Julia Côrtes
Quando pensamos na Amazônia, a imagem que nos vem à cabeça é imediatamente uma grande floresta tropical e, principalmente, as ações de desmatamento que vem sendo alvo de diversas tensões ao longo da história. Na contramão do que era esperado, o posicionamento do governo federal parece ter resgatado o lema do desenvolvimento a qualquer custo de décadas atrás. Assim, mecanismos legais de proteção ambiental e a estrutura institucional voltada para a preservação estão sob forte ameaça. O desafio de combinar desenvolvimento econômico e sustentabilidade é enorme, mas justamente por isso, deve ser uma preocupação constante do poder público e de toda a sociedade. Diante disso, faz-se importante também desmistificar algumas ideias sobre a Amazônia para melhor refletir sobre esses processos em curso. Uma delas é a percepção de que se trata de um grande vazio demográfico. E outra é que não há urbanização na Amazônia. Bertha Becker, grande geógrafa e pesquisadora da Amazônia por décadas, se referia a ela como: Floresta Urbanizada. Afinal, o percentual de população que vive em área classificadas como urbanas na Amazônia era, segundo os dados do Censo Demográfico 2010, de mais de 70%. Ou seja, na Amazônia Legal, 7 em cada 10 pessoas vive em áreas urbanas. Alguns pesquisadores argumentam que o urbano na Amazônia não é tão urbano assim. Dizem que se tratam de vilas rurais que não podem ser comparadas ao urbano de outras regiões do país. Mas isso importa pouco, pois a urbanização não se trata apenas das construções e das casas, mas também da difusão de valores e de uma racionalidade de uso da terra. Ou seja, tem a ver com o modo de vida. Aí, nessa abordagem, o urbano extrapola o limite físico da cidade. Trata-se de uma urbanização extensiva. Para saber mais sobre isso, o episódio #32 do Rasgaí conversou com a Julia Côrtes, que publicou um artigo resultado da sua tese de doutorado em demografia na Unicamp na Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, no volume 22, em 2020. Julia é engenheira agrônoma e tem seu mestrado e doutorado em demografia e atualmente é pesquisadora colaboradora do Laboratório de Urbanização e Mudança no Uso e Cobertura da Terra (FCA/UNICAMP).
17:05
June 24, 2021
#31 | Situação dos migrantes e refugiados nos países da América do Sul durante a pandemia | Gisela Zapata
No episódio #31 do Rasgaí nossa convidada é a Gisela Zapata. Ela é professora do Programa de Pós-Graduação em Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais e integra um grupo de pesquisa (CAMINAR) que foi criado em 2020 para estudar os impactos da pandemia da Covid-19 na dinâmica da mobilidade populacional e no bem-estar das populações migrantes, deslocados e refugiados. A conversa neste episódio se concentrou no artigo de autoria de Gisela e Victoria Prieto Rosas no Bulletin of Latin America Research que fez uma análise comparativa da situação desses grupos populacionais em 6 países da américa do sul. É considerado um movimento migratório todo deslocamento voluntário de residência habitual quando o mesmo ocorre entre diferentes limites político-administrativos. Entretanto, há movimentos populacionais que não são voluntários. O deslocamento forçado praticamente dobrou na última década. Segundo os dados mais recentes da Agência da ONU para refugiados (o ACNUR), 1% da humanidade foi afetada por esse tipo de situação, sendo que 40% dessas milhares de pessoas são crianças. O ACNUR mantém um monitoramento do número de refugiados, deslocados internos, retornados, solicitantes de refúgio e pessoas apátridas. Não bastasse ser um grupo populacional invisível para a maior parte da sociedade, muitas vezes também são invisíveis ao Estado. Agora, imagine passar por uma pandemia nessa condição? Somando-se à uma parte expressiva da sociedade que tbm é invisível, mas além disso, fora do seu contexto social, cultural e familiar. Se as desigualdades sociais já condicionam formas de enfrentamento diferentes da pandemia de uma forma geral, imagine passar por isso numa situação de refugio ou de deslocamento forçado. Se o acesso à saúde já é diferenciado por camadas sociais, imagine para o migrante que tem dificuldades culturais, sociais, de idioma e ainda sendo discriminado num país diferente do seu. Enfim, vale a pena saber mais sobre esse tema.
22:44
June 17, 2021
#30 | Dispersão e fragmentação urbana com dados da grade estatística de população | José Diego Alves e Alvaro D'Antona
As questões urbanas no Brasil sempre foram alvo de intenso debate. Sobretudo a partir da metade do século 20, quando o país experimentou um importante fluxo de movimentos migratórios das áreas rurais para áreas urbanas. O que foi chamado por muitos autores como êxodo rural, moldou um padrão de urbanização excludente e associado a um processo de marginalização da população. Com isso, estigmatizou-se o papel do migrante no contexto desse processo de transição para uma sociedade urbana. Do ponto de vista da estrutura urbana e da dinâmica populacional, portanto, entender as idiossincrasias e características das cidades e regiões urbanizadas no Brasil é fundamental para compreender a sociedade. Mas com a diminuição do ímpeto da migração rural-urbana e a redução do ritmo de crescimento populacional, como está o processo de urbanização contemporâneo? Como as cidades médias e pequenas se encaixam nesse contexto? No episódio 30 do Rasgaí, conversamos com José Diego Gobbo Alves e Alvaro D’Antona. O José Diego é geógrafo e doutorando em Ambiente e Sociedade na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Álvaro é economista, antropólogo e demógrafo, professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp e está vinculado aos programas de pós-graduação em Demografia e no mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Falamos sobre o artigo que eles publicaram na Revista Brasileira de Cartografia em 2020 com o título: “Dispersão e fragmentação urbana: uma análise espacial com base na distribuição da população”. O texto apresentou uma metodologia baseada em métricas da distribuição espacial da população em uma grade estatística regular a partir dos dados do Censo Demográfico, potencializando o uso de dados demográficos de acesso público e gratuitos para o estudo dos processos contemporâneos da urbanização. É possível saber mais sobre o tema também no e-book gratuito "Dispersão Urbana e Mobilidade Populacional: implicações para o planejamento urbano e regional".
18:57
June 10, 2021
#29 | População idosa e a Covid-19 em países da América Latina | José Vilton Costa
No final de maio de 2021 foi divulgado que o Brasil sediaria emergencialmente a Copa América deste ano. A competição estava prevista para ocorrer pela primeira vez com dois países sede: Colômbia e Argentina. Entretanto, a Colômbia cancelou sua participação por conta da onda de protestos e tensão social e, logo em seguida, a Argentina também comunicou sua decisão de não sediar a competição por conta da evolução da pandemia. A América do Sul é a região mais afetada pela pandemia atualmente e os países do cone sul, Argentina, Brasil, Chile e Uruguai lideram o número de casos por milhão de habitantes. Mas que aspectos sociais, políticos e demográficos estão relacionados à essa situação na região? Como foi o enfrentamento da pandemia em países da América do Sul? Particularmente entre os idosos, grupo mais vulnerável, como evoluiu a pandemia nesses países? Para entender algumas das questões sobre a evolução da pandemia na região, o episódio# 29 do Rasgaí conversou com o docente do programa de pós-graduação em demografia da UFRN, o estatístico e demógrafo, José Vilton Costa. Ele publicou juntamente com pesquisadores de diversos países (entre eles também o docente do PPGDem Flavio Henrique Freire) um artigo na Revista Latinoamericana de População (Relap). O artigo “Las personas mayores frente al COVID-19: tendencias demográficas y acciones políticas” foi publicado em abril de 2021, mas se baseou em dados da pandemia do início do segundo semestre de 2020 para analisar e comparar a Argentina, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, México y Uruguay. Também foram utilizados dados da Espanha neste mesmo período, o que serviu de parâmetro importante para as comparações. O artigo teve como objetivo analisar a tendência de casos e óbitos confirmados por Covid-19 na região com particular atenção aos grupos idosos (que em espanhol são as “personas mayores” contidas no título do artigo). O artigo se baseou em uma análise de tendências demográficas e das ações políticas implementadas nos países.
18:39
June 3, 2021
#28 | Avaliação da Pós-Graduação: quais itens impactaram na quadrienal 2013-2016 | César Augusto Marques
O episódio #28 do Rasgaí conversou com o professor e pesquisador da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE), o demógrafo Cesar Augusto Marques. Ele desenvolveu, junto a outras pesquisadoras, um estudo (acesse aqui) analisando os dados do ciclo de avaliação de 2013 a 2016 da pós-graduação brasileira. É importante ressaltar que os critérios de avaliação usados no ciclo 2013-2016 são substancialmente diferentes do atual, que avaliará o ciclo 2017-2020. Entre outras mudanças, por exemplo, a ficha que avaliava antes 5 dimensões, agora será baseada em 3 dimensões e os critérios buscam tornar a avaliação mais qualitativa na direção de valorizar os impactos e contribuições da produção científica dos programas de pós-graduação. Mesmo assim, é importante entender os processos passados para analisar o atual e o futuro. A história da pós-graduação no Brasil remete à primeira metade do século 20. Um marco fundamental para sua institucionalização e organização foi a criação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em 1951, através do decreto nº 29.741, de 11 de julho 1951. O mesmo decreto estipulou um prazo para que a Comissão apontasse o formato da estrutura organizacional da entidade, deixando claro que a autonomia burocrática da agência foi um princípio original e que, em grande medida, confere até hoje o seu prestígio enquanto instituição de estado. Em 1965, o Parecer 977 de Newton Sucupira institucionaliza a conceituação que fundamentaria a pós-graduação brasileira. Com isso, institui-se as práticas e processos uniformizados para o que seria ratificado no Plano Nacional de Pós-Graduação na década de 70 e a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Pós-Graduação, em 1976. Hoje o sistema de pós-graduação está organizado em 49 áreas de avaliação que se organizam dentro dos colégios de "Ciências da Vida", "Humanidades" e "Ciências exatas, tecnológica e multidisciplinar". Segundo a pesquisa desenvolvida por Cesar e colegas, os  resultados  do  último  processo  avaliativo  indicaram  que  o crescimento no número de cursos foi acompanhado pela manutenção da qualidade. 63,8% tiveram   suas   notas   mantidas,   27,9% aumentaram as notas e apenas 8,3% apresentaram queda. Os itens que mais tiveram impacto nas variações de nota foram "Produção Intelectual" e "Corpo Discente, Teses e Dissertações". No ciclo avaliativo 2013-2016, a dimensão de "Inserção Social" teve pouca interação com as alterações de nota e, portanto, justifica-se as mudanças em relação ao ciclo avaliativo 2017-2020. Além disso, o artigo destaca algumas diferenças em cada um das áreas/colégios. Enfim, confira o episódio #28 e acesse o artigo completo para obter mais detalhes. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Beauty Flow by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5025-beauty-flow License: https://filmmusic.io/standard-license
20:04
May 27, 2021
#27 | Entendendo as desigualdades: o Observatório das Desigualdades da UFRN | Mariana Mazzinni
A desigualdade é um conceito complexo e deve ser entendido a partir das suas diversas manifestações e a partir de uma perspectiva interdisciplinar. Em uma sociedade como a nossa, marcada por inúmeros processos históricos que conduziram para ampliação de desigualdades, compreendê-las é mais relevante ainda. Não há sociedade justa sem que as desigualdades sejam enfrentadas e isso passa por um desafio coletivo e constante. Assim, todos os esforços precisam ser empreendidos e, principalmente, divulgados. O episódio 27 do Rasgai conversou com Mariana Mazzini, docente do Departamento de Administração Pública e Gestão Social que coordena o Observatório das Desigualdades da UFRN. Trata-se de uma iniciativa da qual o PPGDem faz parte e que busca compreender, analisar e produzir conhecimento a partir de uma perspectiva integrada, interdisciplinar e participativa as desigualdades brasileiras. Apesar dos desafios orçamentários que passam a universidade pública brasileira, são inúmeras as contribuições que ficaram mais evidentes ainda nesse período de pandemia. A integração entre ensino, pesquisa e extensão é fundamental para que as atribuições das universidades públicas sejam compreendidas em toda a sua amplitude. São cíclicos os momentos em que a universidade passa por momentos difíceis e temos certeza que superaremos mais esse, pois mesmo nesse contexto abundam iniciativas colaborativas, interinstitucionais e com grande retorno social. Site: https://ccsa.ufrn.br/portal/?page_id=11940 Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCo0ft6UR_R-gdNydeR_ZtLw Facebook: https://www.facebook.com/observadesigualdades Instagram: https://www.instagram.com/observadesigualdades Inscrições e mais informações concurso de podcast: https://www.even3.com.br/concursopodcast2021/ (inscrições) https://www.youtube.com/watch?v=Z0zmh86tGgA&list=PLhkrFd57-VQCupNMgLn0YmoO211TzEXHo&index=6 Inscrições 2a edição do Conversatório Descomplicando Gênero Link para inscrição: https://bityli.com/conversatorio Para saber mais: observadesigualdadesufrn@gmail.com Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Beauty Flow by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5025-beauty-flow License: https://filmmusic.io/standard-license
21:33
May 20, 2021
#26 | Quem são os estudantes internacionais no Brasil? | Karenine Lago
No episódio #26 do Rasgaí conversamos com a Karenine Oliveira Lago que é graduada em turismo e mestre em demografia pelo Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Ela defendeu em 2020 a dissertação: “Migração internacional com fins de estudo: uma análise contextual do perfil dos estudantes estrangeiros no Brasil no período recente”, sob orientação do docente Wilson Fusco. A migração é a mais complexa das componentes da dinâmica demográfica, pois diferentemente da natalidade e da mortalidade, não tem uma definição única. Depende do recorte espacial privilegiado na análise (por exemplo, se é entre municípios, entre estados, entre países). Assim, em um estudo podemos considerar migrantes aqueles que mudam de um município para outro, mas em outro, desconsideramos esses movimentos, pois nos interessa apenas aqueles que saíram de um país para outro. É também um componente que responde rapidamente ao contexto social e econômico e, se comparado à natalidade e mortalidade, pode mudar de direção e intensidade em um curtíssimo período de tempo. Assim, está também muito sujeito à diretrizes políticas. Como é o caso das políticas de intercâmbio internacional estudantil. Há quem possa considerar que essa mobilidade não possa ser considerada migração no seu sentido mais restrito, pois haveria uma mudança de local de residência temporária durante o período de realização dos estudos. Entretanto, são fluxos de movimentos de pessoas que constituem redes de importantes aspectos sociais, econômicos e geopolíticos, principalmente quando considerados os fluxos internacionais. Assim, entender essa mobilidade motivada por estudo é uma agenda relevante para pensar a posição do país no contexto internacional. Conforme a pesquisa de Karenine, a China era o terceiro país no ranking de receptores de estudantes internacionais em 2019, mas não figurava entre os 10 principais destinos no início dos anos 2000. Houve uma política intencional de atração de pesquisadores e estudantes que vem mudando as direções e a posição estratégica do país no cenário global também em termos educacionais. No Brasil, em 2018, o Censo da Educação Superior registrava uma participação muito pequena (0,2%) de estudantes estrangeiros lotados em Instituições de Ensino Superior. 44% deles são provenientes das Américas, com maior incidência nos países da América do Sul. 28% são provenientes dos países da África, com destaque para Angola e Guiné-Bissau. Quando são considerados apenas os estudantes convênio PEC-G, a predominância é de estudantes dos países Africanos (58%). O programa convênio PEC-G é uma forma de ingresso de estudantes estrangeiros em que as inscrições são feitas nas representações diplomáticas brasileiras no país de origem do candidato - países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordo educacional visando à formação de recursos humanos. Outras políticas também induziram a atração de estudantes para estrangeiros para o Brasil como, por exemplo, a criação da UNILA e UNILAB. Entretanto, segundo o estudo de Karenine, o país ainda está longe de ser um destino importante para estudantes internacionais. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Beauty Flow by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5025-beauty-flow License: https://filmmusic.io/standard-license
18:06
May 13, 2021
#25 | Na América Latina as mulheres têm mais ou menos filhos do que desejam? | Angelita Alves de Carvalho
No imaginário da sociedade, há uma ideia de que a quantidade de nascimentos da população ainda é muito alta e que seria necessário medidas de controle da natalidade para evitar problemas sociais, econômicos e ambientais. Essa ideia é antiga e, em grande medida, está apoiada no argumento de Thomas Malthus que, na virada do século 18 para o 19, propôs uma teoria de população onde a população cresceria em progressão geométrica e a capacidade de produzir alimentos, numa progressão aritmética. Baseado nesse argumento, se não controlássemos o crescimento da população, não haveria futuro possível para o mundo. O que Malthus não previu foi que teríamos avanços tecnológicos para um ganho de produtividade da produção de alimentos e, principalmente, que haveria um processo de transição demográfica. Ou seja, a passagem de altas taxas de mortalidade e natalidade para um segundo momento, com baixas taxas de mortalidade e natalidade. Sendo que no interstício entre esses dois momentos, quando a mortalidade cai primeiro e a natalidade se mantém elevada, haveria um período de crescimento populacional mais intenso. Enfim, existem diversas discussões importantes sobre esse tema e que, com certeza, voltarão a ser discutidos aqui no nosso podcast. Mas considerada essa transição demográfica, uma das perguntas importantes é saber se as mulheres têm tantos filhos quanto desejam? O episódio #25 do Rasgaí conversou com a pesquisadora e docente da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE), Angelita Alves de Carvalho. Ela falou conosco sobre o déficit de fecundidade na América Latina. Entre a década de 1960 e os dias atuais, o número médio de filhos por mulher na região passou de cerca de 6 para menos de 2. Uma queda na fecundidade muito importante em um curto período de tempo se comparado à outras regiões do mundo (aproximadamente metade do tempo que o mesmo processo na Europa, por exemplo). Essa discussão foi feita no artigo “Panorama del déficit de fecundidad en América Latina a partir de dos indicadores”, publicado na revista Notas de Población, em 2020. Os resultados mostram que existe um déficit da fecundidade na região, ou seja, as mulheres têm menos filhos do que desejam. E isso acontece com maior intensidade em países onde o número médio de filhos por mulher (taxa de fecundidade total) é mais baixa e nos países onde há maiores desigualdades de gênero. O estudo comparou 14 países latinoamericanos que dispunham de pesquisas nacionais com quesitos que perguntavam para as mulheres em idade reprodutiva sobre a sua intenção de ter filhos no futuro e a sua percepção sobre o número ideal de filhos. A partir dessas informações foram construídos dois indicadores para comparar os países em termos do que seria o deficit. Ou seja, a combinação da análise dos dois indicadores, levando em conta a diferença entre o ideal/planejado pelas mulheres e o efetivo número de filhos que as mulheres em idade reprodutiva têm. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
17:35
May 6, 2021
#24 | A pandemia em Perspectiva Regional: diálogo entre ciência e comunicação | Paiva Rebouças
No episódio #24 do Rasgaí falamos sobre um projeto de extensão do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Como resultado deste projeto, concorremos e somos selecionados (no final de 2020) ao edital de publicações de e-books da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN) em parceria com a Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O livro reúne 61 textos que foram publicados no âmbito do projeto “Observatório do Nordeste para Análise Sociodemográfica (ONAS)” que, desde 2020, vem desenvolvendo uma série de análises sociodemográficas dentro do contexto da pandemia da Covid-19 com especial atenção aos dados relativos à região Nordeste e o Rio Grande do Norte. O projeto não teria atingido sucesso se não tivesse contado com o apoio da Agência de Comunicação da UFRN que desde o início apoiou o projeto. Essa parceria foi fundamental para que nosso projeto também pudesse melhorar na direção deste formato de produção textual e o principal interlocutor foi o jornalista Paiva Rebouças, diretor da AGECOM, que falou conosco sobre essa parceria e deu seu depoimento sobre a importância da comunicação científica e o estreitamento da interlocução de cientistas e jornalistas. A grande maioria dos textos publicados no livro “A pandemia em Perspectiva Regional: Produções do Observatório do Nordeste para Análise Sociodemográfica da Covid-19”, organizado por Marcos Gonzaga, Luciana Lima e Ricardo Ojima, tratam de temas e preocupações regionais. No âmbito do projeto, foram mais do que os 61 textos que selecionamos no e-book e eles podem ser acessados no nosso blog. O livro está organizado em 7 partes, que trataram dos temas: distanciamento social, Infraestrutura e Serviços de Saúde, saúde e mortalidade, qualidade dos dados e informações, Emprego e renda, Educação e Violência. Perpassaram esses temas, discussões de gênero, desigualdade social, pobreza, entre outros. Foram trabalhos coletivos, envolvendo professores e alunos do programa de pós-graduação em demografia, mas também envolveu e reuniu pesquisadores de outros grupos de pesquisa, pós-graduação e instituições no Brasil e fora dele. Entre os resultados que obtivemos com a criação do ONAS foi uma importante repercussão das nossas análises na imprensa local e regional. Foram mais de 100 reproduções de caráter jornalístico que se basearam nas nossas análises e, dentre elas, mais de 50 entradas em telejornais (reveja na playlist do Youtube) onde os pesquisadores comentaram os resultados e análises em reportagens e entrevistas. Nosso blog recebeu mais de 70 mil visualizações após o início das publicações do ONAS e algumas das nossas análises apoiaram a discussão e tomada de decisão em políticas de enfrentamento à pandemia no estado do Rio Grande do Norte. O ONAS continua em 2021 buscando responder às preocupações sociais com análises de dados e evidências empíricas dentro dos temas que cercam os estudos de população. Fica o convite para quem ainda não passou pelos textos do ONAS no nosso blog e também acessar o e-book no link abaixo. Download do livro “A pandemia em Perspectiva Regional” Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:32
April 29, 2021
#23 | Inteligência artificial e demografia aplicadas à saúde materno-infantil | Luciana Correia Alves
É muito provável que vc já tenha ouvido falar em Inteligência Artificial. Um filme dirigido por Steven Spielberg no ano de 2001 com o título "I.A. - Inteligência Artificial" narra os dramas e dilemas de um menino-robô que foi programado para aprender a amar. Há uma quantidade considerável de filmes que discutem o dilema de máquinas que tomam decisões sozinhas e colocam os humanos em situação delicada. Desde "2001 – Uma Odisséia no Espaço", a franquia "O Exterminador do Futuro" ou a trilogia "Matrix", robôs/máquinas que conseguem aprender povoam o imaginário coletivo. Mas saindo da esfera ficção científica, o aprendizado de máquina (como é chamado), é um campo de estudos que vem ganhando cada vez mais espaço. Não é necessariamente novo, mas em projetos de cooperação interdisciplinar, ganham aplicações cada vez mais relevantes. Não seria interessante utilizar a inteligência artificial a nosso favor para conseguir planejar políticas públicas mais eficientes? Como, por exemplo, reduzir a mortalidade infantil? No episódio de hoje, vamos conversar sobre inteligência artificial, aprendizado de máquina, demografia e mortalidade neonatal. Conversamos com a fisioterapeuta e demógrafa, Luciana Correia Alves. Ela é professora no programa de pós-graduação em demografia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e, junto com colegas do Instituto Federal de São Paulo (campus Campinas), desenvolveram o "SaMI - Plataforma Inteligente Voltada à Saúde Materno Infantil". Trata-se de um resultado de projeto que conta com financiamento da Gates Foundation, CNPq e Ministério da Saúde. A iniciativa foi vencedora do desafio Grand Challenges Explorations - Brazil, da Fundação Bill & Melinda Gates, e teve como objetivo desenvolver uma plataforma de suporte à tomada de decisão para políticas públicas voltadas à saúde gestacional baseada em técnicas de visualização de informações e aprendizado de máquina. Acesse o artigo comentado por Luciana Alves Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
20:29
April 22, 2021
#22 | A Covid-19 e as desigualdades sociais e demográficas nas Regiões Metropolitanas | César Augusto Marques
A pandemia da Covid-19 escancarou as desigualdades sociais. Trouxe à tona aspectos da nossa sociedade que muitas vezes passavam despercebidos sem um olhar mais atento. Naturalizada, essa desigualdade permanece latente na sociedade e, apesar de estudos científicos darem conta de suas diversas formas de expressão, nem sempre ela é entendida como uma variável importante para dimensionar e planejar políticas públicas. A desigualdade social pode ser medida através de diversos indicadores e um dos mais conhecidos é o índice de Gini. Esse índice foi desenvolvido pelo italiano Conrado Gini para sintetizar a medida de desigualdade em um grupo populacional. O indicador compara a diferença dos rendimentos dos mais pobres com os mais ricos nessa população e resume o resultado em um número que varia de zero a 1. Quanto mais próximo de zero, maior a igualdade. No ranking do Banco Mundial, o Brasil ocupa a nona posição entre as maiores desigualdades medidas pelo índice de Gini. Fica atrás de países como Suriname, Zambia e Moçambique. O episódio #22 do Rasgai conversa com o pesquisador da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE). Cesar Augusto Marques é sociólogo e demógrafo e publicou junto com outros pesquisadores, o artigo “A desigualdade de renda e a pandemia de Covid-19 nas regiões metropolitanas do Brasil” no volume 78 da Revista Brasileira de Estatística. O estudo foi publicado em 2020 e reflete dados da evolução da pandemia nas Regiões Metropolitanas brasileiras na primeira onda, até meados de julho. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), Cesar contextualiza que, no Brasil, os 10% mais ricos do país concentraram 43,3% da renda total e 46,9 vezes mais que os 10% mais pobres. Contudo, os valores variam conforme as regiões do país, inclusive entre as áreas metropolitanas, relativamente mais urbanizadas e densas. Assim, Cesar Marques conversou conosco sobre os resultados da pesquisa que analisou em que medida a desigualdade existente em cada uma das Regiões Metropolitanas (RM) pode ter se relacionado com o comportamento da pandemia. O coeficiente de mortalidade (por 100 mil habitantes) apresentou correlação com a taxa de pobreza relativa e a existência de aglomerados subnormais nas RMs. Enquanto que o coeficiente de incidência (por 100 mil habitantes) foi correlacionado ao menor percentual de idosos e à elevada concentração de renda (considerando os 10% mais ricos em relação aos 10% mais pobres). Na sua análise, a pobreza e a desigualdade social são componentes importantes para entender o agravamento da pandemia no país. Diante da ausência de uma ação coordenada entre os entes federativos, as consequências se tornaram mais graves ainda, pois mecanismos de proteção social precisariam de um esforço articulado e de longo prazo para minimizar tamanhos desafios. Como salientado pelo Cesar, reduzir as desigualdades é um projeto de longo prazo e deve ser um esforço de Estado para tornar nossa sociedade mais resiliente a choques como este que vivemos e outros tantos que virão. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
18:17
April 15, 2021
#21 | Como são feitas as projeções demográficas e quais os desafios para pequenos municípios? | Flavio Freire
Com a pandemia da Covid-19 vemos diariamente nos telejornais e na internet discussões que envolvem o uso de dados e informações sobre a população. Fala-se de média móvel, porcentagem de casos confirmados pelo total da população, entre tantos outros dados. Enfim, são indicadores para entender como evolui a doença e as sua dinâmica. Mais recentemente, um dos indicadores que vem ganhando destaque é a proporção de pessoas vacinadas. Esse indicador seria o número de pessoas que já foram vacinadas em relação ao total de pessoas daquele país, estado ou município. Para saber o número de pessoas já vacinadas, bastaria fazer o registro bem feito. E é muito importante registrar algumas informações demográficas dessas pessoas, como por exemplo, a idade delas. Afinal, temos uma fila de prioridades e o grupo de prioridades mais importante em termos do número de pessoas são os grupos de idade de pessoas com mais de 60 anos. Mas como saber quantas pessoas acima de 60 anos existem em cada município se a última pesquisa que fez esse levantamento foi o Censo Demográfico em 2010? Para isso precisamos estimar a população a partir de projeções demográficas. O episódio #21 do Rasgaí conversou com o estatístico e demógrafo Flavio Henrique Miranda de Araujo Freire. Ele é professor do Programa de Pós-Graduação em Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e, com uma equipe de pesquisadores, vem desenvolvendo estudos para obter melhores estimativas e projeções populacionais. A área de demografia possui um arsenal de metodologias para realizar projeções populacionais e um dos desafios é obter bons resultados quando o objetivo é realizar projeções e estimativas para municípios com populações menores e também quando se pretende desagregar a projeção para os grupos de idade da população. Flavio explica os motivos pelos quais existe um efeito que os pequenos números afetam boas projeções e comenta como os estudos que vêm desenvolvendo contribuem para reduzir tais problemas. Ou seja, quando busca-se ter projeções demográficas para a população do país, sem distinguir suas características (como idade e sexo, por exemplo), há relativa segurança nos resultados. Mas quando desagregamos para populações de municípios menores e buscamos saber, por exemplo, a quantidade de pessoas com mais de 60 anos, há maior erro nos resultados. Assim, no episódio #21, explicamos um pouco como isso funciona e como se pode reduzir esses erros. Os resultados encontrados a partir dessa metodologia se encontra disponível para acesso público no site do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN (www.demografiaufrn.net), dentro do Laboratório de Estimativas e Projeções Populacionais (LEPP). Quem tiver interesse ou necessidade pode fazer o download dos dados gratuitamente com as projeções populacionais para cada um dos municípios brasileiros com informações separadas por sexo e grupos de idade ano a ano, até 2030. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:57
April 8, 2021
#20 | Sistemas de Informação Geográfica e dados populacionais para gestão pública | Ricardo Dagnino
A conversa do episódio #20 do Rasgaí é com o geógrafo e demógrafo, Ricardo Dagnino, docente do campus Litoral da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele é o coordenador do Projeto SIG Litoral Norte que, desde 2018, vem desenvolvendo um importante trabalho de sistematizar informações populacionais, ambientais, sociais e econômicas, entre outras, em um sistema integrado que permita o acesso público destas informações. O recorte do projeto é para a região do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma iniciativa importante de integração de dados de características populacionais com outras informações, principalmente pelo fato dessas informações serem disponibilizadas de modo público e gratuito. A utilização dessas informações contribuiu para a gestão pública, uma vez que muitas vezes essas informações se encontram dispersas e sem um devido tratamento acabam sendo difíceis de serem incorporadas no planejamento. Destaca-se que, desde o início da pandemia da Covid-19 a equipe direcionou esforços para mapear e analisar a evolução socioespacial das informações epidemiológicas na região e no Rio Grande do Sul. O acesso às informações públicas são fundamentais para o planejamento e desenho de políticas públicas mais eficazes. Sabemos que, muitas vezes, a grande dificuldade para planejamento e gestão municipal esbarra em limitações de recursos financeiros e de recursos humanos para desenvolver tais estudos. Assim, iniciativas como o Sig Litoral são de muita relevância e colocam em destaque o papel da Universidade Pública dentre tantas outras contribuições que são geradas por elas. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
17:13
April 1, 2021
#19 | Feminicídio na região Nordeste: efeitos temporais das estimativas dos homicídios femininos | Karina Cardoso Meira
Um dos aspectos mais perversos da desigualdade de gênero é o feminicídio. Mas o que é isso? O feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher ou em decorrência de violência doméstica. Trata-se, portanto, a uma diferença na motivação do crime. Ou seja, quando a motivação desse homicídio está relacionado à violência sexual, o menosprezo pela condição feminina, uma discriminação de gênero, entre outros. O termo foi usado pela primeira vez em 1976 pela socióloga sul-africana Diana Russel em uma conferência em Bruxelas, sendo promulgada lei no Brasil em 2015 que a tipifica como crime hediondo e, portanto, com penas mais altas. A despeito de avanços ao longo dos últimos anos, ainda há muito a ser feito. No Rio Grande do Norte, ao longo dos últimos dez anos, uma mulher foi vitima de morte violenta a cada 3 dias. No episódio #19 do Rasgaí, último de uma série especial de 4 episódios no mês de março, vamos conversar com a docente do programa de pós-graduação em demografia da UFRN, Karina Cardoso Meira. Ela comentou os resultados de um artigo que ela acaba de publicar na revista Cadernos de Saúde Pública em coautoria com outros pesquisadores. O artigo é intitulado “Efeitos temporais das estimativas de mortalidade corrigidas de homicídios femininos na Região Nordeste do Brasil” e clicando no link você pode acessar todas as informações dos autores. Enfim, a perspectiva da violência contra a mulher é a mais grave e assertiva, mas como analisado pela pesquisa da Karina, é resultado perverso e cruel de um conjunto de aspectos negativos que afetam a vida das mulheres no nosso dia-a-dia. Precisamos romper com esse ciclo urgentemente. Finalizamos aqui nossa série de 4 episódios especiais sobre o dia internacional da mulher neste mês de março. Mas não se encerram aqui os episódios que discutirão aspectos da desigualdade de gênero a partir de uma abordagem da demografia e estudos populacionais. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
17:52
March 25, 2021
#18 | Diferenciais de acesso e uso de internet entre homens e mulheres no Brasil | Raquel Guimarães
Nesse mês de março de 2021, os episódios do Rasgaí tratarão do tema: desigualdade de gênero em referência ao Dia Internacional da Mulher. Embora hoje as mulheres sejam maioria com acesso ao ensino superior no Brasil, o direito à educação formal é uma conquista relativamente recente. Os registros históricos datam do final do século 19 o ingresso das primeiras mulheres ao nível superior no Brasil, entretanto, ainda estava longe de ser um direito garantido. Foi só em meados de 1960 que começa a crescer a participação de mulheres no ensino superior. Até então, o avanço na educação formal foi reservado à formação no magistério. É interessante que fosse reservado dedicado às mulheres o espaço de ensinar crianças, mas que as mesmas não pudessem exercer outras ocupações. Se você ouviu os episódios #16 e #17 do Rasgaí, perceberá que isso tem grande relação com o fato de que o cuidado com crianças e idosos é culturalmente marcado como uma atividade feminina. Enfim, avançamos nessa agenda, mas apesar das mulheres serem maioria nos cursos superiores no Brasil hoje, ainda enfrentam desigualdades no mercado de trabalho formal e em outras esferas da vida. No episódio #18 do Rasgaí, vamos conversar com a docente da Universidade Federal do Paraná: a economista e demógrafa, Raquel Guimarães. Ela conversou conosco sobre o artigo recentemente publicado por ela com colegas na Revista de Desenvolvimento Econômico onde se discutiu o viés de gênero no acesso e na intensidade do uso de internet na população em idade ativa brasileira. Para acessar o artigo completo, você pode clicar AQUI. O contexto da pandemia da covid-19 destacou a dependência cada vez maior da nossa sociedade no uso de ferramentas digitais e, principalmente, o acesso à internet. Desde o acesso aos aplicativos de celular para cadastro para acesso ao auxílio emergencial até o uso de internet para acesso à disponibilidade de vagas de emprego, o letramento digital é uma habilidade imprescindível nos dias de hoje. A pesquisa desenvolvida pela Raquel e colegas identificou que mulheres e homens não apresentam diferenciais significativos no acesso à internet. Entretanto, a intensidade do uso sim possui diferenciais importantes. Homens apresentam maior utilização da internet quando comparado com as mulheres, reproduzindo as desigualdades de acesso à informação. Além disso, reproduz-se a desigualdade do uso do tempo das mulheres e homens, como vimos nos episódios anteriores dessa série especial dedicado ao Dia Internacional da Mulher. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
12:59
March 18, 2021
#17 | Trabalhadoras domésticas no contexto da pandemia da Covid-19 | Luana Myrrha
Apesar da oficialização dessa data ter ocorrido em 1975 pela ONU, o dia 8 de março já era usado desde o início do século 20 para lembrar a luta das mulheres pela igualdade de gênero. A marca dessa data faz referência aos protestos das operárias russas em 1917 protestando contra a fome e a primeira guerra mundial. Entretanto, em 1909 uma grande passeata de mulheres ocorria em Nova York exigindo melhores condições de trabalho. No Brasil, em 1927, no Rio Grande do Norte, após mobilizações intensas ao longo dessa década lideradas pela pesquisadora Bertha Lutz, registrou-se a primeira mulher a ter direito a voto na América do Sul. Aos 29 anos de idade, a professora mossoroense Celina Guimarães Viana inaugura esse importante marco na conquista de direitos. Enfim, as reivindicações das mulheres datam de mais de um século. Avanços ocorreram, mas ainda há muito para refletir e conquistar No episódio #17 do Rasgaí, conversamos com a atuária e demógrafa, Luana Myrrha, que é docente do programa de pós-graduação em demografia da UFRN. Luana falou conosco sobre resultados de seu projeto de pesquisa que investiga as condições de trabalho das empregadas domésticas no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil. Como discutimos no episódio #16, o cuidado com os afazeres domésticos é uma atribuição que recai predominantemente sobre as mulheres. E isso ocorre tanto no contexto da divisão do trabalho entre os membros do domicílio, como também quando esse trabalho é contratado. O tempo de trabalho doméstico não remunerado diminui entre as mulheres com maior renda, pois aumenta a possibilidade de contratação de serviços para essa substituição. Entretanto, a contratação desse serviço reproduz a desigualdade de gênero fazendo com que os serviços de trabalho doméstico sejam essencialmente femininos. A pesquisa analisou, entre outros aspectos, as relações de trabalho das empregadas domésticas no contexto da pandemia da Covid-19. Entre os resultados da pesquisa, grande parte dos contratantes de trabalhador(a) doméstico(a) afastaram seu empregado(a) ou suspenderam o contrato durante o período para cumprir o distanciamento social. Mesmo entre as famílias que tiveram redução da sua renda, foi da ordem de 40% a proporção de casos onde isso ocorreu. Com a pandemia, o trabalho doméstico foi a segunda ocupação mais afetada no país. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE), 90% dos trabalhadores domésticos são mulheres e antes da pandemia eram cerca de 6,3 milhões. No final de 2020 esse volume caiu para 4,6 milhões. Uma redução de 27% que afeta a vida de um conjunto expressivo de famílias onde a renda do trabalho doméstico é predominante. A pesquisa foi aplicada entre os dias 25 de maio e 06 de junho de 2020, portanto, refletem a conjuntura da pandemia desse período. Uma segunda rodada da coleta de dados em 2020 deve ocorrer no mês de abril e maio de 2021 e estará disponível no site do projeto DOMÉSTICAS UFRN. Acessando os dados do projeto é possível obter mais informações sobre a pesquisa, as publicações e os resultados da primeira rodada da pesquisa. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
18:31
March 11, 2021
#16 | Desigualdade de gênero no trabalho doméstico não remunerado | Jordana Cristina de Jesus
Nesse mês de março de 2021, os episódios do Rasgaí tratarão do tema "desigualdade de gênero" em referência ao Dia Internacional da Mulher. Formalizado pela ONU em 1975, o dia 8 de março simboliza mais do que um dia para homenagens, mas principalmente para trazer à tona reflexões sobre a luta histórica das mulheres em busca de menos injustiças e desigualdades de gênero. Assim, para contribuir com espaços de reflexão, os 4 episódios do Rasgaí no mês de março convidaram pesquisadoras que discutem o tema a partir de um olhar dos estudos de população e demografia. Neste primeiro episódio da série especial vamos conversar com a docente do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, Jordana Cristina de Jesus. Jordana é atuária e demógrafa e suas pesquisas recentes têm se concentrado em um aspecto da desigualdade de gênero que é pouco visível, mas que no contexto da pandemia da Covid-19 (sobretudo no seu início) acabou sendo mais visibilizado. Ela vai falar conosco sobre o trabalho doméstico não remunerado. Cuidar da casa, limpeza, arrumar a cama, cuidar das crianças, cuidar dos idosos, preparar as refeições, enfim, um sem número de atividades do dia-a-dia que consomem parte importante do tempo das pessoas e concorre com as atividades de trabalho remunerado. É uma dimensão tão presente no cotidiano, mas muitas vezes não nos damos conta da sua importância. Sobretudo pelo fato de que essas atividades são predominantemente realizadas por mulheres. Mesmo quando elas também exercem atividades remuneradas fora do domicílio. E, em parte, tais desigualdades ainda afetam a carreira das mulheres no trabalho remunerado formal, pois servem de justificativas (mesmo que não verbais) para que elas não consigam promoções, salários e postos de trabalho superiores. Confira o episódio para entender um pouco mais sobre as motivações e consequências desse desequilíbrio nas relações de gênero. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Electro (Sketch) by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/3706-electro-sketch- License: https://filmmusic.io/standard-license
16:58
March 4, 2021
#15 | Permanência e desempenho dos alunos cotistas na UFRN: quais diferenças? | Ythalo Hugo da Silva Santos e Luciana Lima
O episodio #15 do Rasgaí conversou com o Ythalo Hugo da Silva Santos sobre os resultados da sua dissertação de mestrado no programa de pós-graduação em demografia da UFRN. O Ythalo é estatístico de formação e defendeu sua dissertação em dezembro de 2020 sob a orientação da docente do PPGDem, Luciana Lima, e co-orientação da docente Iloneide Ramos. O título do trabalho do Ythalo é “Lei de cotas no ensino superior: uma análise da permanência e desempenho da coorte de ingressantes em 2014 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O tema das cotas para o acesso ao ensino superior no Brasil sempre foi cercado de alguma controvérsia entre diversos setores da sociedade e se torna mais relevante este ano, pois a lei que a criou em 2012 prevê a necessidade de sua renovação pelo congresso após 10 anos. Sendo assim, até lá, será preciso entender os impactos sociais e resultados dessa política para subsidiar as discussões fundamentadas com evidências empíricas. Há inúmeros trabalhos desenvolvidos sobre a temática e a pesquisa do Yhalo se soma a esse esforço para entender e esclarecer com dados os efeitos das políticas de ação afirmativa e de redução de desigualdades de acesso ao ensino superior no Brasil. O episódio #10 do Rasgai já havia abordado esse tema, com base em dados da pesquisa desenvolvido pelo demógrafo Kleber Oliveira na Universidade Federal do Sergipe. Esse e muitos outros convergem para resultados similares: não há diferenciais de desempenho dos alunos cotistas no contexto do seu percurso acadêmico após o ingresso. Assim, os efeitos positivos de inclusão social e redução de desigualdades, associado à ampliação de vagas, apontam para o fato de que os resultados são positivos. Como mencionado pelo Ythalo, os resultados obtidos na pesquisa contribuem, ainda, para o aprimoramento das políticas e estratégias para ampliar esses efeitos positivos. Para acessar o material da pesquisa Trajetória de Cotistas, mencionado pela professora Luciana Lima no podcast, basta acessar este LINK. O livro “Reafirmando Direitos: trajetória de estudantes cotistas negros(as) no ensino superior brasileiro” apresenta uma coletânea de resultados de pesquisas realizadas no país analisando perfis, depoimentos e o impacto das cotas raciais no acesso ao ensino superior brasileiro. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
13:24
February 25, 2021
#14 | O programa "Minha casa, Minha Vida" e sua relação com a migração | Tiago Augusto da Cunha
O episódio #14 do Rasgaí convidou o arquiteto-urbanista e demógrafo, Tiago Augusto da Cunha, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) para comentar as relações entre o programa "Minha Casa, Minha Vida" (MCMV) e os movimentos migratórios. Ele utilizou diversas bases de dados, incluindo o cadastro de empreendimentos do programa habitacional brasileiro para entender quais são as conexões com a direção em que ocorrem as migrações. Como estudo de caso, ele analisou a região metropolitana ampliada de Belo Horizonte e mostrou que os empreendimentos vinculados ao MCMV acabaram reproduzindo uma lógica de periferização da população, reforçando as tendências já existentes de localizar empreendimentos habitacionais voltados à população de mais baixa renda para regiões distantes dos centros consolidados. Ele comentou esses resultados com base em um artigo recém publicado na revista EURE (Revista Latinoamericana de Estudios Urbano Regionales). A revista é chilena e especializada em estudos urbanos e regionais e, desde 1971, publica trabalhos relacionados ao estudo do território em diversas dimensões e com abordagem interdisciplinar. O artigo “À sombra da periferização: possíveis diálogos entre o Programa “Minha Casa, Minha Vida” e a dinâmica migratória” contou com a autoria do Tiago e mais dois pesquisadores da UFV. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
18:09
February 18, 2021
#13 | Além de instituições de ensino e pesquisa, onde um demógrafo pode atuar | Cristina Guimarães Rodrigues
O décimo terceiro episódio do Rasgaí conversou com a economista e demógrafa, Cristina Guimarães Rodrigues, para discutir sobre a sua experiência de trabalho fora de instituições de ensino e pesquisa. A demografia é uma área de conhecimento interdisciplinar, mas muito especializada, pois só possui formação em nível de pós-graduação. Em geral, nos cursos de graduação em economia, saúde, geografia, estatística ou ciências sociais, são oferecidas disciplinas que tratam de temas populacionais. Entretanto, os conceitos e técnicas mais amplos e detalhados são realizados em cursos de pós-graduação strito sensu (mestrado e doutorado). Por isso, grande parte da atuação do profissional demógrafo acaba sendo direcionado para ensino e pesquisa. Por um lado, isso se deve à formação na pós-graduação strito sensu enfatizar a trajetória acadêmica e, por outro, pelo próprio mercado na iniciativa privada desconhecer o perfil e competências da formação em demografia. Nossa convidada concluiu seu doutorado em demografia há 10 anos e, desde então, tem atuado em diversos projetos na iniciativa privada e organizações não-governamentais onde habilidades da área de demografia foram demandadas: uma ciência social aplicada com habilidades quantitativas de dados populacionais. Ela comentou como foi sua trajetória, os projetos em que atuou e quais são os principais desafios para desbravar esse campo que é amplo, mas ao mesmo tempo desconhecido. Esse episódio abre uma discussão sobre a necessidade de se ampliar a divulgação das áreas de atuação para uma pessoa com pós-graduação em demografia no mercado privado, como o jovem estudante que se interessa pela área pode e deve desbravar outros caminhos além da carreira de docência e de pesquisa e, ainda, a necessidade da própria área buscar uma maior popularização para que oportunidades novas sejam criadas. Como nossa convidada alerta, muitas vezes os contratantes precisam de uma expertise, mas não sabem que podem encontrá-la em um demógrafo. E quase sempre não sabem que existe um profissional com essa formação. Por fim, ela ainda destaca que a formação científica em si já é um diferencial: aprender a investigar fontes e dados confiáveis no contexto da Era da Informação não é tão trivial quanto parece e uma das habilidades desenvolvidas na pesquisa científica é explorar esses caminhos. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
18:39
February 11, 2021
#12 | Comunicação entre pais e filhos e a qualidade de vida do idoso | Cristiane Silva Corrêa
As projeções mais recentes do IBGE confirmam o rápido processo de envelhecimento da população brasileira assinalando que em 2060 (daqui a apenas 40 anos), a proporção de pessoas com mais de 65 anos no Brasil corresponderá a um quarto da população total do país. Para se ter um padrão de comparação, hoje a população mais envelhecida no mundo é a do Japão (com 28%), seguida da Itália, com 23%. Conversamos com a atuária e demógrafa, Cristiane Silva Corrêa, docente do programa de pós-graduação em demografia e do departamento de demografia e ciências atuariais da UFRN. Ela comentou o capítulo de livro de sua autoria “Relações Intergeracionais no âmbito familiar: os perfis determinantes da qualidade da comunicação entre pais e filhos” que apresenta resultados de uma análise sobre a percepção da qualidade do cuidado afetivo dentro do amplo espectro de cuidados com o idoso. Cristiane nos explica que na América Latina o cuidado com o idoso é predominantemente relacionado às redes familiares. Diante disso, a pesquisa investigou como a satisfação do idoso sobre sua qualidade de vida está relacionada à comunicação que este possui com sua rede de cuidados. Entre os resultados, Cristiane comenta que quanto maior o número de casamentos/uniões o idoso teve ao longo da sua vida, menor é o nível de satisfação e a frequência de comunicação relatada. Idosos que se casaram apenas uma vez tem 40% a mais de chance de se comunicar com seus familiares se comparado com aqueles que se casaram mais vezes. O livro “Desde la niñez a la vejez: Luchas, resistencias y actores emergentes”, organizado por Mariana Paredes e Lucia Monteiro, está disponível em acesso aberto e em formato digital para download. O livro foi editado pela CLACSO, que é o Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais no ano de 2019 e contém uma coletânea de 16 textos divididos em 3 seções. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
13:58
February 4, 2021
#11 | Migração e vulnerabilidade no contexto da transposição do Rio São Francisco | Paulo Victor Maciel da Costa
O episódio #11 do Rasgaí conversou com o Paulo Victor Maciel da Costa, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Ele falou com a gente sobre o artigo recém publicado na Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente e que é baseado na sua pesquisa de mestrado que foi defendida no início de 2020. Ele é economista, formado pela Universidade Regional do Cariri (no Ceará) e mestre em demografia pela UFRN. A análise foi desenvolvida no recorte espacial dos municípios incluídos na área de influência direta do projeto de transposição do rio São Francisco e contou com o desenvolvimento de um indicador de vulnerabilidade sociodemográfica para a região considerando os cenários de mobilidade populacional. Assim, buscou-se entender se a mobilidade populacional nos municípios afetados pela obra da transposição do rio São Francisco apresentariam mudanças na vulnerabilidade sociodemográfica na Área de Influência Direta (AID). Os principais resultados mostram que o Projeto de Transposição agravou em alguma medida os desafios sociais nos lugares mais próximos aos canais da obra, haja vista a fragilidade nos indicadores de capital humano (saúde, educação) e físico (habitação, deslocamento) dos migrantes residentes na Área de Influência Direta do projeto. O Paulo também deu o seu depoimento sobre a sua experiência no PPGDem e a sua trajetória acadêmica. Comentou, ainda, sobre como essa pesquisa teve desdobramentos para o desenvolvimento da sua proposta de pesquisa de doutorado que está em andamento. O artigo pode ser acessado no link abaixo, no site da Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente. A revista é uma das precursoras no Brasil sobre os estudos ambientais sob uma perspectiva interdisciplinar e já conta com 20 anos de história. O artigo do Paulo Victor foi publicado na edição 55 da DMA, que é um dossiê especial sobre o tema "Sociedade e Ambiente no Semiárido: Controvérsias e Abordagens".  http://dx.doi.org/10.5380/dma.v55i0.73381 Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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January 28, 2021
#10 | Desempenho e perfil dos alunos cotistas no ensino superior | Kleber Oliveira
O episódio #10 do Rasgaí debateu um tema que sempre acaba gerando alguma polêmica nas conversas do dia a dia. As cotas para o acesso ao ensino superior no Brasil já existem há mais de dez anos e, apesar de muitos estudos e pesquisas afirmarem o contrário, ainda há controvérsias no senso comum. Uma das pesquisas que analisou dados do desempenho estudantil e o perfil dos estudantes que ingressaram através de cotas foi conduzida pelo economista e demógrafo Kléber Fernandes de Oliveira. Kleber é professor da Universidade Federal do Sergipe (UFS) e ele foi o nosso convidado nessa décima edição do nosso podcast. Nosso convidado apresentou os principais resultados publicados no "Radar n. 4 - Desempenho acadêmico, cotas e condições socioeconômicas dos estudantes da UFS: o que os dados mostram?", publicação da Universidade Federal do Sergipe, em 2019. Kleber argumenta que a partir de 2010 a presença de alunos oriundos de famílias de menor rendimento foi ampliada pela política de cotas, tornando-se um processo inclusivo mantendo dos padrões de qualidade acadêmica, Ou seja, os estudantes cotistas não apresentaram desempenho acadêmico inferior aos não cotistas e os indicadores globais da universidade melhoraram nesses últimos dez anos. As cotas somadas ao processo de expansão de vagas e interiorização tiveram forte impacto regional e contribuiu para redução das desigualdades educacionais no Sergipe. Sobre este mesmo tema, confira também o livro "Reafirmando Direitos: trajetória de estudantes cotistas negros(as) no ensino superior brasileiro" que contou com a participação da docente do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, Luciana Lima. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
14:30
January 21, 2021
#09 | Mobilidade populacional e transmissão de malária em áreas urbanas da Amazônia | Igor Cavallini Johansen
O nono episódio do Rasgaí conversou com o cientista social e demógrafo Igor Cavallini Johansen sobre um recente artigo publicado na revista científica PLOS ONE que apresenta resultados da sua pesquisa de pós-doutoramento sobre a relação entre a mobilidade populacional e a transmissão de malária no principal município brasileiro em termos da incidência de casos dessa doença. A malária é uma doença endêmica na Amazônia brasileira e é transmitida, principalmente, por meio da picada de mosquitos e ocorre com maior intensidade próximo a áreas florestais e de rios. É uma doença infecciosa e pode apresentar quadros graves quando não diagnosticada a tempo e pode levar à morte. A pesquisa desenvolvida pelo Igor aplicou questionários no município de Mancio Lima, no Acre, para acompanhar as características populacionais e de saúde de um grupo de pessoas ao longo do tempo. Com os resultados da pesquisa, ele pôde analisar como a mobilidade das pessoas entre áreas urbanas e rurais nesse município contribuem para a disseminação da malária mesmo em áreas urbanas. O perfil populacional com maior mobilidade é de homens entre 16 e 60 anos de idade. São pessoas de baixa renda que não possuem emprego formal e com mais de uma residência, ou seja, mantém uma residência em área urbana e outra em área rural. Trata-se de uma estratégia de mobilidade pendular (idas e vindas cotidianas ou semanais) onde o indivíduo reside uma parte do tempo numa área rural e mantém também residência em área urbana. Normalmente são estratégias onde parte da família se mantém na área urbana para acessar serviços como educação e saúde, mas outra parte mantém suas atividades econômicas ligadas às atividades rurais em uma área mais afastada da cidade. Assim, monitorar e desenvolver maior infraestrutura para o rápido diagnóstico, sobretudo, sobre esse perfil populacional contribuiria para reduzir essa "importação" de casos de áreas rurais para urbanas. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) ou no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
18:21
January 14, 2021
#08 | O uso de imagens de satélite para estimar o tamanho e distribuição da população | Jarvis Campos
O episódio #08 do podcast Rasgaí traz uma conversa com o pesquisador e professor do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN, Jarvis Campos. Ele é geógrafo e demógrafo e publicou recentemente um artigo na revista Sustainability, juntamente com pesquisadores de diversas instituições. O artigo apresenta resultados da pesquisa de doutorado em demografia do Jarvis que apresentou uma contribuição metodológica para a obtenção de dados do tamanho e distribuição da população nas cidades brasileiras quando não há levantamento censitário. O Censo Demográfico é realizado a cada 10 anos e nos anos entre um censo e outro é preciso obter as informações a partir metodologias que permitam estimar essa população. Uma das opções metodológicas é utilizar as imagens de satélites para saber como e onde estão distribuídas as ocupações humanas e a partir da análise dessas "fotos" tiradas do espaço estimar quantas pessoas vivem ali. Nesse episódio, o professor Jarvis Campos explica como foi desenvolvida a sua pesquisa, quais foram os principais resultados e destaca as principais contribuições dessa metodologia. O artigo foi publicado em co-autoria com Irineu Rigotti (UFMG), Emerson Baptista (ADRI), Antônio Miguel Monteiro (INPE) e Ilka Reis (UFMG) e pode ser acessado através do link: https://doi.org/10.3390/su12093565. Confira os outros episódios do Rasgaí no Spotify (bit.ly/rasgai), no Anchor (anchor.fm/rasgai) no agregador de podcast de sua preferência. Estamos disponíveis em mais de dez plataformas. Acompanhe outras pesquisas e informações sobre demografia e estudos de população no nosso blog ou nas redes sociais: www.demografiaufrn.net | www.facebook.com/ppgdem | www.twitter.com/ppgdem | www.instagram.com/ppgdem | www.youtube.com/demografiaufrn. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
15:04
January 7, 2021
#07 | Divulgação científica cabe no Lattes? | Douglas Sathler
O último episódio do Rasgaí em 2020 conversou sobre divulgação científica com o demógrafo e professor Douglas Sathler, da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Há alguns anos ele criou o Canal Descomplicado, no Youtube, e vem produzindo conteúdo que trata de temas diversos, entre eles alguns temas sobre demografia e estudos populacionais. Neste episódio #07 do Rasgaí, conversamos um pouco sobre os desafios para produzir conteúdo de divulgação e como é a recepção e aceitação deste tipo de produção acadêmica do ponto de vista da tradição acadêmica brasileira. Em geral, as iniciativas de divulgação científica tendem a ser concentradas nos profissionais do jornalismo e assessoria de comunicação nas Universidades e atraem pouco os pesquisadores e docentes. Em parte isso se deve ao fato de que esse tipo de produção conta pouco na produção científica dos docentes e pesquisadores se comparado à produção tradicional que é focada em artigos em revistas científicas. É visível uma relativa mudança nesse cenário. Crescem as iniciativas que partem de docentes e pesquisadores na direção de produzir mais conteúdo com esse perfil. Ainda não tem um papel central, mas como argumenta nosso convidado, já passa a ser valorizado em termos qualitativos quando um pesquisador se esforça para avançar na divulgação do conhecimento científico. O canal Descomplicado, criado pelo Douglas, pode ser acessado aqui. No canal você encontra material que ajuda o jovem estudante a entender melhor a metodologia de pesquisa, o mundo acadêmico/universitário e diversos tópicos. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
17:39
December 17, 2020
#06 | Menos nascimentos é sempre melhor para o meio ambiente? | Victor Hugo Diógenes
O Episódio #06 do Rasgaí conversou com Victor Hugo Diógenes, doutorando do PPGDem e professor da UFPB, sobre um artigo que ele acabou de publicar na revista Meio Ambiente e Desenvolvimento. O artigo apresenta os principais resultados da dissertação de mestrado em demografia defendida em 2015 pelo Victor e discute como a mudança da estrutura etária da população brasileira derivada da redução do ritmo de nascimentos pode apresentar impactos no consumo de energia elétrica do país. Para atingir seus resultados, o Victor analisou como mudou o perfil de consumo de energia elétrica nos domicílios brasileiros e como mudou o perfil da composição das pessoas nos domicílios. Com a queda na natalidade, os lares brasileiros têm uma média de moradores cada vez menor, fazendo com que o gasto de energia elétrica per capita seja maior, pois menos pessoas por domicílio usam a mesma quantidade de bens duráveis como geladeira, televisores, máquina de lavar, etc. Ou seja, o mesmo número de eletrodomésticos atende a um número menor de pessoas por domicílio. Essa mudança dos arranjos domiciliares está relacionado ao processo de envelhecimento da população brasileira. Menos nascimentos fazem com que a população seja proporcionalmente mais idosa e, portanto, os domicílios também "envelhecem". Simulando o mesmo padrão de consumo por idade do domicílio dos dias recentes, Victor mostra que se a população fosse mais jovem ela teria um consumo de energia elétrica mais baixo devido ao perfil de consumo energético aumentar conforme a idade e porque, nesse caso, os domicílios teriam também mais gente morando junto.  Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
15:51
December 10, 2020
#05 | Letramento digital: reduzir as desigualdades no acesso ao ensino superior | Moisés Calle, Kalyne Soares, Sarah Leôncio
O episódio #05 do Rasgaí abordou o impacto da pandemia sobre um projeto de extensão coordenado pelo professor Moisés Calle Aguirre. O projeto busca aproximar os alunos de ensino médio da rede pública ao habitus universitário, mas diante da pandemia teve que se reinventar. O que antes previa maior contato e interação dos estudantes de ensino médio com o ambiente universitário teve que se ajustar ao modelo de ensino remoto e o projeto de extensão que já existe há alguns anos precisou de uma nova roupagem. Agora, em formato remoto, o projeto busca oferecer também maior ênfase no letramento digital como instrumento para reduzir desigualdades no acesso ao ensino superior. Para explicar melhor os desafios impostos pela pandemia à essa iniciativa, conversamos com o coordenador do projeto, Moisés Calle, e também com Kalyne Soares, bolsistas do projeto e formada em letras pela UFRN e a Sarah Leôncio, professora de matemática da rede estadual de ensino. As convidadas explicaram o que é o letramento matemático e o letramento digital que orienta a condução do projeto. Além disso, exemplificam as ações deste projeto de extensão no âmbito da Escola Estadual Professor Edgar Barbosa (Natal/RN). A extensão é parte fundamental do tripé ensino-pesquisa-extensão sobre o qual se funda o ensino superior público no Brasil. Embora seja extremamente relevante, nem sempre tem tanta visibilidade como o ensino ou a pesquisa acadêmica. Para obter maiores informações sobre o projeto de extensão coordenador pelo prof Moisés Calle, você pode acessar os links abaixo. Os projetos estão cadastrados na base de ações de extensão da UFRN e são renovados anualmente. https://sigaa.ufrn.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/91814438 https://sigaa.ufrn.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/91816200 Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
15:35
December 3, 2020
#04 | Como estudar demografia na UFRN? | Marcos Gonzaga, Priscila Souza, Kelly Pereira
Com o processo de seleção para ingresso no mestrado e doutorado em demografia na UFRN para o ano letivo de 2021 aberto até 31 de janeiro de 2021, o episódio #04 do Rasgaí traz uma conversa com o coordenador do programa, Marcos Roberto Gonzaga. Ele nos conta um pouco da trajetória e o perfil do PPGDem, suas áreas de atuação e algumas linhas de pesquisa. Ele responde perguntas como: que áreas de formação podem seguir para a demografia? Em que áreas atua o demógrafo? Como me preparar para a seleção? Entre outras. Também entrevistamos duas alunas para falar sobre sua experiência no mestrado e no doutorado em demografia da UFRN. A Priscila Souza, que concluiu o mestrado e agora está no doutorado, e a mestranda Kelly Pereira. As duas falaram um pouco sobre a a sua trajetória e as suas perspectivas em relação à estudar e pesquisar na área de demografia. Para ter mais informações sobre o edital de seleção para ingresso no PPGDem em 2021, você pode acessar o link abaixo. Lá, você encontrará também maiores informações sobre as pesquisas, publicações e áreas de atuação. Há inúmeros canais para se informar sobre as pesquisas conduzidas pelos docentes do PPGDem. O Rasgaí é apenas um deles. Você pode se manter informado pelas redes sociais e o canal no Youtube também. https://demografiaufrn.net/ Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
16:48
November 26, 2020
#03 | A pandemia impactará a natalidade no Brasil? | Luciana Lima, Victor Leocádio, Raquel Zanatta, Tereza Bernardes
O terceiro episódio do Rasgaí conversou com Luciana Lima, Victor Leocádio, Raquel Zanatta, Tereza Bernardes; autores do artigo "Considerações sobre a pandemia de Covid-19 e seus efeitos sobre a fecundidade e a saúde sexual e reprodutiva das brasileiras", publicado na seção Ponto de Vista da Revista Brasileira de Estudos de População (Rebep). Eles comentaram sobre os efeitos que a situação da pandemia da Covid-19 pode ter sobre o número de nascimentos na população brasileira. Baseando-se nos estudos que discutem as motivações e condicionantes da decisão de ter ou não filhos, apresentam elementos para refletir sobre o que poderá acontecer no Brasil. Além disso, salientam a importância do papel do Estado para garantir as condições básicas para o exercício pleno dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres brasileiras. O texto completo pode ser acessado no link abaixo e compõe o volume 37 da Rebep.  https://doi.org/10.20947/s0102-3098a0130 Confira mais informações na nossa página www.demografiaufrn.net Quem são as convidades: Raquel Zanatta Coutinho é demógrafa. Pesquisadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFMG. Luciana Conceição de Lima é demógrafa. Pesquisadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Victor Antunes Leocádio é doutorando em demografia na UFMG. Tereza Bernardes é demógrafa. Pós-doutoranda no Departamento de Ciência da Computação da UFMG. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
16:24
November 19, 2020
#02 | Estimativa da mortalidade em pequenas áreas brasileiras | Marcos Gonzaga, Flavio Freire, Everton Lima e Bernardo Queiroz
O episódio #02 do Rasgaí conversa com os autores do artigo "Tendências temporais e espaciais da mortalidade adulta em pequenas áreas no Brasil, 1980-2010" (no original em inglês: Temporal and spatial trends of adult mortality in small areas of Brazil, 1980–2010), publicado no volume 76 da revista científica Genus. Marcos Gonzaga, Flavio Freire, Everton Lima e Bernardo Queiroz comentaram sobre o contexto e a importância da análise da mortalidade adulta em áreas espaciais menores e explicam de modo claro o avanço da metodologia proposta. O artigo (em inglês) está disponível para acesso amplo no link: https://doi.org/10.1186/s41118-020-00105-3. Além do artigo, os autores disponibilizaram os dados e as rotinas e programações computacionais para replicar o resultado, permitindo que a mesma metodologia seja aplicada em diferentes contextos. Esse material pode ser acessado no website do Laboratório de Estimativas e Projeções Populacionais (LEPP), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no link: https://demografiaufrn.net/laboratorios/lepp/paper_genus/ Os pesquisadores: Bernardo Lanza Queiroz é economista e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFMG. Everton Emanuel Lima é sociólogo e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UNICAMP. Marcos Roberto Gonzaga é estatístico e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Flavio Henrique Miranda de Araújo Freire é estatístico e doutor em demografia, docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
14:38
November 12, 2020
#01 | Migração e cidades médias no interior no Nordeste | Silvana Nunes de Queiroz
Neste episódio conversamos com Silvana Nunes de Queiroz sobre as cidades médias no interior no Nordeste e suas características migratórias. A discussão é relacionada ao artigo publicado pela pesquisadora e outros autores na Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, no volume 22 de 2020. O artigo pode ser acessado pelo link abaixo em português e inglês. https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202033pt Silvana Nunes de Queiroz é pesquisadora e docente no Programa de Pós-Graduação em Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Departamento de Economia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Créditos da trilha sonora: Robo-Western by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4298-robo-western License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Style Funk by Kevin MacLeod Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4428-style-funk License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
14:00
November 5, 2020