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Rogério Mattos

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By Rogério Mattos
Podcast sobre literatura, história, filosofia, arte, política, economia e os diversos assuntos que compõe a orientação dos saberes atuais
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Paulo e Benjamin: messianismo e o tempo de agora (O tempo que resta / Conclusão)

Rogério Mattos

1x
Um historiador diletante: Philippe Ariès
Philippe Ariès, historiador "por conta própria", não vinculado a instituição de ensino ou pesquisa, escreveu livros como "historiador de verdade". De origem política e familiar conservadora, se aproximou de nomes importantes da luta política de esquerda como Pierre Vidal-Naquet e Michel Foucault. Sua escrita "diletante", que aparentemente o afastaria do necessário rigor historiográfico, o fez próximo, quase um igual, de toda a geração que se vinculou a Escola dos Annales. Analisar sua figura nos faz ver uma série de aparentes contradições e nos mostra que o amor pela história e o ofício do historiador antecede ligações profissionais ou prerrogativas políticas. Através dessa autobiografia "transversal" perguntas talvez não colocadas e por isso importantes podem ser explicitadas e trazerem inquietações ainda bem pouco analisadas.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/L4xkVrhGJ9k REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #história #historiografia #annales #literatura #escritaacademica #economia #sociedade
41:29
August 14, 2022
O mercado e o sonho ocidental: a criação da zona do euro
Após a queda do muro de Berlim uma série de mitos foram construídos para legitimar o livre-mercado. Com o passar dos anos, muitos foram questionados ou mesmo derrubados. Ainda assim, a dominação do imperialismo baseado no Atlântico norte alimenta sonhos impermeáveis a qualquer razão. Com a flagrante submissão da Europa aos ditados da OTAN ficaram ainda mais evidentes falhas estruturais do projeto político pós-1989. A criação da zona do euro é um objeto privilegiado de estudo.   Texto mencionado: https://portugues.larouchepub.com/outrosartigos/2012/0924_life_after_euro.html   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/bE-hv-MYh8U REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #economia #europe #capitalismo #1989 #maastricht #monetarismo #historia
32:37
August 07, 2022
Paulo e Benjamin: messianismo e o tempo de agora (O tempo que resta / Conclusão)
Na conclusão do livro "O tempo que resta", Giorgio Agamben tenta revelar a imagem do anão corcunda que, escondido debaixo de uma mesa de xadrez, assegura a vitória de um boneco vestido de turco. O materialismo histórico deve tomar ao seu serviço aqueles exímio enxadrista. Apesar de aparecer como pequeno e feio (por isso deve ser escondido), ele é associado a teologia. Através do sentido bem próprio que Agamben interpreta as "Cartas" de Paulo, a teologia, vista sob a ótica de Benjamin, aparece como uma imagem-cristal, dupla por natureza, virtual e atual. Assim, como o encontro de Paulo e Benjamin proposto por Agamben atualiza essa imagem para o uso no tempo de agora? É o que tento expor ao ler a última parte de "O tempo que resta", também último programa dedicado a esse livro. GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/PaNPSxBy7Jw REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #agamben #paulo #benjamin #filosofia #história #paulo #cristianismo
36:26
July 23, 2022
Teoria do testemunho e o eurocentrismo
Após a II Guerra Mundial e com as décadas de revoluções e contra-revoluções (ditaduras) nos países da América do Sul, uma avalanche de testemunhos veio tomar o protagonismo da história enquanto relato (em terceira pessoa) autorizado para dar conta dos problemas sociais recentes. É o que Andreas Huyssen chamou de "inflação da memória". Como, posteriormente teorizado, o testemunho acabou ocupando o lugar de um novo eurocentrismo (às avessas) onde o "testimonio" latino-americano parece ocupar um lugar de segunda ordem? Olhar para estas questões é importante para se analisar como hoje se escreve a história e como pensam seus teóricos.   GOSTOU DO CONTEÚDO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO:    REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #testemunhos #historia #historiografia #filosofia #teoria #testemunho
25:18
July 17, 2022
Crise de desintegração financeira controlada
É relativamente aceito que setores políticos produzem guerras e golpes de Estado. Mas na área econômica muitas vezes se acredita que as crises são inerentes ao sistema capitalista, e geralmente ocorrem de forma cíclica. Estudar o caso das duas crises do petróleo dos anos 1970 e o projeto do Council on Foreign Relations (CFR) chamado "Projeto 1980: a desintegração controlada das concentrações industriais e científicas avançadas no mundo", permite ver como foi forjada uma crise financeira controlada (ao lado de golpes de Estado e de guerras) que recuperaram o valor do dólar e consequentemente das praças financeiras de Londres e Wall Street após o fim do regime de paridade ouro-dólar decretado por Nixon. Até que ponto as crises financeiras (como vimos no caso da Lava-Jato) são ou não planejadas e controladas? Esse é o tema do meu novo programa.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/w5imFSZweoA REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #petróleo #politica #historia #economia #crisefinanceira #imperialismo #desenvolvimento
45:12
July 13, 2022
O Tempo que resta, de Giorgio Agamben (6ª Jornada)
No último capítulo de "O tempo que resta" (antes da conclusão), Giorgio Agamben reafirma o poder da linguagem, da filosofia e do pensamento como veículo transformador. Apesar de calcar sua análise em balizas éticas muito claras, se aproxima bastante, ao falar das relações arcaicas entre fé e promessa, da noção de "promessa de felicidade", dito de Stendhal recuperado por Nietzsche ("Genealogia da moral") para se contrapor à visão negativa de Shopenhauer sobre a Estética. Assim, Agamben recupera polêmica iniciada em fase inicial de seu livro, no caso contra Adorno, que escrevia uma "filosofia no impotencial", ressentida, que veria na poesia apenas um epifenômeno da vida e não como provocadora ou criadora de vida.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/IiobWcMqCL0 REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #agamben #paulo #benjamin #filosofia #história #adorno
53:55
July 10, 2022
Duas imagens de mulheres: de Machado de Assim e de Lima Barreto
O longo e interminável caso de Capitu e Bentinho diz mais sobre a capacidade interpretativa dos leitores de Machado do que ao que é exposto no romance. Prova disso é que só depois da interpretação da tradutora de Dom Casmurro para o inglês, Helen Caldwell, ter questionado a interpretação vigente no Brasil é que por aqui se instaurou uma espécie de tribunal a respeito da sorte do casal... Pelo contrário, ao ver a personagem Olga, cujo padrinho é Policarpo Quaresma, se vê os dilemas do escritor (e não de seus leitores) ao lado das mulheres brancas e ricas e das negras e pobres. É  através de uma sina trágica e um tanto ambígua que Lima Barreto constrói a mulher-síntese de seus romances. Ao olhar tanto o lado dos leitores quanto o dos escritores, podemos traçar alguns questionamentos a respeito da criação literária e de sua implicações histórico e culturais.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com     TEXTO MENCIONADO: https://www.oabertinho.com.br/critica-literaria/niilismo-e-concordia-os-leitores-de-machado-de-assis/  PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/KjCBcIMcmwQ REDES SOCIAIS    Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho     #limabarreto #machadodeassis #literatura #história #brasil
27:23
July 03, 2022
Michel Foucault e sua filiação a escola dos Annales
Os especialistas tradicionalmente dão uma ênfase maior ao diálogo de Foucault com a historiografia através da Arqueologia do Saber, ou seja, principalmente a partir da produção inicial do filósofo e com os temas clássicos dos Annales, como a "longa duração", e mesmo a escola primeira, de Lucien Febvre e Marc Bloch. Minha intenção é ressaltar a continuidade desse diálogo nas últimas produções de Foucault, em especial seus dois últimos dois cursos no Collège de France. Aparecem então não Braudel e Levi-Strauss, mas a influência perene de Georges Dumézil (quem primeiro o ajudou em sua carreira durante a escrita da História da loucura, na consulta dos arquivos da biblioteca Carolina Rediviva), assim como a chamada "terceira geração" dos Annales, a antropologia histórica. Assim, pode ser visto um panorama de conjunto de como se deu a colaboração entre o filósofo e os historiadores "analíticos". GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   TEXTO MENCIONADO: https://www.oabertinho.com.br/pos-foucaultianas/michel-foucault-e-sua-filiacao-a-escola-dos-annales/ PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/uYCkFUes9JQ REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #foucault  #annales #história #filosofia #criticaliteraria #cultura #historiografia
46:15
July 02, 2022
A indústria dos fundos financeiros, de Roberto Moraes Pessanha
Roberto Moraes Pessanha expõe em seu livro as transformações do capitalismo posteriores a crise de 2007-8. Como o capital se tornou cada vez mais volátil e apesar de tudo ainda se ancora em determinadas estruturas físicas? Através da noção de frações de capital o autor tenta estabelecer as relações entre "fixos e fluxos" numa cartografia que tende a ser especular tamanho o fracionamento da produção física e a estruturação do capital derivado. Com as emissões quantitativas posteriores a crise, todo um novo sistema da dívida foi formado, encontrando no Brasil terno fértil para se multiplicar. Nosso país, ao invés de ser uma "terra de ninguém", possui uma regulamentação sofisticada para atrair especuladores através de um sistema de dependência externa montado desde a ditadura. GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/qo9oDuR3Q3Y REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #democracia #politica #historia #economia #brasil #imperialismo #desenvolvimento
01:08:35
June 30, 2022
O mundo encantado de Roberto Schwarz
De qual liberalismo fala Roberto Schwarz quando alude a um capitalismo brasileiro onde as ideias estariam fora do lugar? Ao percorrer a bibliografia crítica sobre esta famosa noção do crítico literário, podemos ver uma miríade de liberalismos no Brasil, a sua depuração entre um primeiro momento onde o escravismo se aliava ao livre-comércio até as ideias chamadas de liberais encampadas pelos abolicionistas, ou mesmo a refutação do dualismo entre metrópole colônia, países desenvolvidos e subdesenvolvidos: a formação de uma cultura nacional passa pelas lutas de seu povo, pelo atravessamento de referências culturais diversas que podem ou não passar por matrizes europeias ou norte-americanas. Qual mundo encantado que, sob a palavra "liberal", Roberto Schwarz acredita que o Brasil enquanto nação jamais poderá alcançar?   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/KKNg-DO7xEI REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #schwarz #cebrap #iseb #liberalismo #historia  #criticaliteraria #cultura
01:07:06
June 22, 2022
A nova esquerda política e a luta de classes no Brasil
Barack Obama foi o último grande triunfo do Império. Realizou guerras intermináveis mais do que qualquer outro de seus antecessores, programava todas as terças assassinatos de "dissidentes", imprimiu uma quantidade quase infinita de dólar para capitalizar fundos especulativos que criaram o novo precariato através da fintechs, organizou um sem número de golpes de Estado mundo afora. Apesar disso, ganhou um Oscar e um premio Nobel da Paz e é a bandeira de determinado tipo de "progressismo" de esquerda baseada numa noção de inclusão com uma visão muito restrita dos problemas sociais e da incrível crise econômica que só se agravou após 2008. Como a nova esquerda política, no Brasil, tem lidado com esses desafios depois da repaginação do imperialismo? Como se organizar atualmente a luta de classes? Qual sentido de democracia hoje nos orienta? É essa uma das questões que tento trabalhar nesse novo programa.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX: rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/StYyHF-gkic REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #democracia #politica #historia #economia #brasil #imperialismo #desenvolvimento
59:17
June 19, 2022
"A alegria de querer destruir aquilo que mutila a vida": Foucault, Deleuze, Benjamin, Baudelaire
"A alegria de querer destruir aquilo que mutila a vida": é assim que Deleuze vê as descrições do sistema punitivo feitas por Foucault em "Vigiar e punir". Não se trata da horrível alegria do carrasco, mas da alegria no horror dos revolucionários. Tendo em vista que Foucault está menos interessado nos grandes nomes da histórias do que na vida dos homens infames, pode ser visto na descrição que faz da punição a uma criança de 13 anos culpada por vadiagem o próprio éthos ou modo de ser descrito por Benjamin a respeito de Baudelaire em suas Passagens parisienses: "todas as ilegalidades que o tribunal codifica como infrações, o acusado reformulou como afirmação de uma força viva: a ausência de habitat em vadiagem, a ausência de patrão em autonomia, a ausência de trabalho em liberdade, a ausência de horários em plenitude dos dias e das noites". Ler Foucault a partir de seus últimos trabalhos e das concepções mais claramente expostas neles elucidar o que foi escrito antes expõe que não há um sequestro da literatura ou da arte em sua filosofia quanto ele teria passado à sua "fase genealógica". A preocupação com a literatura, com a arte, acima de tudo com a vida artista e com a formação de novas formas de vida que está entrelaçado em todo e qualquer escrito dele. Ao olhar assim Foucault, nos desfazemos de categorizações estanques e podemos alcançar o fundo vivo de sua obra.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/MZgcXyO-418 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #história #foucault #benjamin #filosofia #cultura #agamben #baudelaire #deleuze
30:56
June 19, 2022
Sobre a falácia da "armadilha da dívida" chinesa
Em 2018, um think thank norte-americano associado a Universidade de Harvard lançou o termo "chinese debtbook diplomacy". Com a difusão da suposta "armadilha da dívida" pelos meios de comunicação, acreditou-se que era uma noção vinda da Índia como forma de se contrapor à influência chinesa por toda a Ásia. A falácia da crítica aos mecanismos de créditos da China para suas obras fora do país resulta numa dupla incompreensão: a de que a "dívida chinesa" é predominante no componente total da dívida dos países envolvidos e de que os empréstimos envolvem condicionalidades que, tais como armadilhas, acabam escravizando o país que recorre a eles. Ver os casos do Paquistão e do Sri Lanka (seus problemas de dívida, de infraestrutura e, em especial, no setor elétrico) fornece subsídios para se pensar a composição da dívida pública brasileira frente aos desafios atuais para nosso desenvolvimento.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/C0DUqocFVR8 REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #china #brasil #desenvolvimento #dividaativa #imf #crédito #banco #novarotadaseda #onebeltoneroad
28:03
June 17, 2022
A história à prova do testemunho: Ricoeur diante de Auschwitz
Com a sofisticação da escrita da história contemporânea à micro-história e à terceira geração dos Annales, alguns teóricos mostraram preocupação com a possível dissolução das fronteiras que separam a história da ficção, tanto para o público leigo quanto para o senso comum de um modo geral. Por outro lado, a publicação da "Meta-história", por Hyden White", parecia legitimar teoricamente relativismos variados ao aparentemente subordinar os fatos à sua existência linguística. Em "A memória, a história, o esquecimento", Paul Ricoeur procura ultrapassar tais barreiras epistemológicas ao contrapor a noção de "representação artística" ao seu conceito de "reprensentância historiadora" e, no plano existencial, expor como o testemunho pode servir de prova de verdade a história diante de casos extremos como o Holocausto e as tentativas de revisionismo que entraram em moda décadas depois. GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/8blE_qCn_vY REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #ricoeur #historia #historiografia #filosofia #teoria #hydenwhite
27:47
June 15, 2022
O tempo que resta, de Giorgio Agamben (5ª Jornada)
Na 5ª jornada de "O tempo que resta", Giorgio Agamben trabalha com duas aporias do pensamento paulino: a entre lei e salvação e entre mistério da anomia e estado de exceção. Se o tempo messiânico não é um tempo futuro como compreender a promessa evangélica no tempo de agora? Como entender um reino messiânico que desativa a lei, a torna inoperosa, sem suspendê-la ou torná-la incompreensível? É da ampla atualidade do conceito de tempo messiânico e da Carta aos Romanos que Agamben se utiliza para pensar o tempo presente.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/mTFSwXatuqE REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho  #agamben #paulo #benjamin #filosofia #história
46:59
June 05, 2022
O programa "JK-65, compromisso com a democracia brasileira"
O programa de JK para disputar as eleições de 1965, encontrado por pesquisadores durante a Comissão Nacional da Verdade (que em sua seção paulista considerou o ex-presidente como assassinado politicamente), permite rever os impasses que a revolução brasileira (1930) enfrentava na ocasião e, ao se comparar com o período posterior, pode ser visto como a ditadura militar subverter e adulterou os rumos dessa revolução, americanizando e dolarizando nossa economia, processo que deu início ao atual sistema da dívida e financeirização atrelados ao paulatino impulso de reprimarização industrial. Assim, o golpe de 64 reedita a República Velha e adia a execução para um Estado novo no Brasil. PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM PODCAST: https://youtu.be/jPaDzvPzwbU GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #jk #historia #direito #economia #brasil #ditadura #desenvolvimento
53:12
June 04, 2022
Walter Benjamin: "Eduard Fuchs, colecionador e historiador"
Em seu trabalho sobre Eduard Fuchs, Walter Benjamin aprofunda sua crítica em relação a chamada "alta cultura" (o classicismo, Winckelmann, etc.) quanto procura trazer ferramentas mais eficientes à crítica marxista da arte. Assim, a figura do colecionador (seu figurino francês) prepondera sobre a do historiador, do escritor e do alemão E. Fuchs. Seu trabalho que quase pode ser igualado ao do trapeiro (se o colecionador antes não fosse um milionário...) ultrapassa as barreiras das ideologias da época e dos próprios preconceitos de Fuchs. É sobre esse texto difícil e amplo que procuro encontrar subsídios importantes para a crítica cultural.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/lauszimew6w GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #fuchs  #benjamin #filosofia #cultura #literatura #arte  #criticaliteraria  #obradeartee #walterbenjamin
01:05:31
June 02, 2022
Protonacionalismo militar e estado de exceção permanente (1964-2003 / 2016 - )
A emergência de determinados grupos que se dizem nacionalistas (viúvas do Lula 1, ex-bolsonaristas, ciristas, algumas pessoas ligadas a Aldo Rebelo, etc.) traz um problema duplo: 1) Qual a relação que a sociedade civil deve estabelecer com as Forças Armadas? O passado recente de arbítrios e o golpe de Estado de 2016 tornaram essa relação problemática; 2) As Forças Armadas são parte fundamental para a soberania nacional, porém a relação ambígua da esquerda com esse setor social acaba por afastar os militares das discussões nacionais. O ponto que procuro destacar é menos o do arbítrio das perseguições políticas durante a ditadura do que seu projeto econômico entreguista. Sem os militares tomarem consciência que servem como apoio a um estado de exceção permanente, por décadas funcionando quase como uma extensão da política norte-americana para o país, não se pode retomar a boa tradição das Forças Armadas, a que levou a Revolução de 30 e a modernização do país já com o "Vargas burguês", Juscelino Kubitschek.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL VÍDEO: https://youtu.be/f_pLpol5L-8 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho  #ditadura #politica #historia #economia #brasil #imperialismo #militares #forçasarmadas
28:56
May 31, 2022
Tempo para Vladimir Vernadsky
Frente às discussões de se esfriar a economia global com o objetivo de enfrentar o aquecimento do clima, o cientista ucraniano Vladimir Vernadsky, continuador de Mendeleiev, nos fornece um panorama amplo de dilemas que a humanidade enfrenta pelo menos desde o final da II Guerra. Antes de ser um problema “científico”, como se diz, o incremento das capacidades produtivas e dos poderes criativos do ser humano trazem dilemas éticos e políticos que se deve estar à altura para se enfrentar. Não será pela solução fácil encontrada nas fontes perenes e intermitentes de energia, como a solar e eólica, que se irá superar uma mudança geológica e noética do tempo do homem na Terra.   LINK PARA O TEXTO: https://www.oabertinho.com.br/arte-e-cultura/tempo-para-vladimir-vernadsky/   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/_9izBk_FWPU GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #vernadsky #meioambiente #desenvolvimento #llauche #ciencia #biosfera
44:36
May 25, 2022
Jogo de escalas: estrutura e acontecimento em Fernand Braudel
Na revisão que faz sobre sua abordagem da história da historiografia, Paul Ricoeur relê Fernand Braudel à luz das inovações trazidas pela micro-história. A escrita dos historiadores passa a ser compreendida como mediação através da narrativa entre estrutura e acontecimento, onde todos os diferentes tipos de dados coletados em uma pesquisa não são mais considerados como "fatos" ou "dados" por serem atravessados pela composição do autor das histórias. Diante de novas conclusões, podemos  reler e rever o importante e antigo trabalho de Braudel, isto é, seu "Mediterrâneo".   ERRATA: O livro citado de Paul Ricoeur não é "Tempo e narrativa", mas "A memória, a história, o esquecimento" (publicado em 2007 pela editora da Unicamp)   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/C7WmcKl1dQU GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #braudel #ricoeur #historia #historiografia #filosofia #teoria
29:54
May 24, 2022
BNDES: um estudo de direito econômico, de Lea Vidigal (resenha)
Em seu livro (fruto de sua dissertação de mestrado), Lea Vidigal retoma a importância de um banco nacional para centralizar, regular e coordenar os investimentos do Estado. Em seu período de atuação mais abrangente, com o Plano de Metas, o BNDES foi responsável por incrementos ainda hoje não superados na indústria de transformação, no setor de petróleo e em infraestrutura. Ao contrário de seu uso durante o regime militar, quando se associou ao capital estrangeiro para fomentar a iniciativa privada, com JK as agências internacionais de crédito foram rechaçadas e o impulso para o desenvolvimento se deu através de capital nacional com o objetivo de aumentar as forças produtivas do trabalho. Resgatar a história do Banco é retomar a discussão do planejamento econômico de longo prazo e seu uso voltado à economia física, não especulativa.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/l5L6GgQr2uA GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #bndes #historia #direito #economia #brasil #jk #ditadura #desenvolvimento
30:50
May 21, 2022
Lumpens e poetas: a negação da vida artista em Karl Marx
Giorgio Agamben diz que "no curso do tempo, o proletariado tenha acabado por ser identificado com uma determinada classe social - a classe operária, que reivindicava para si prerrogativas e direitos - é, a partir desse ponto de vista, a pior incompreensão que se pode ter do pensamento marxiano" ("O tempo que resta"). Tal posição se casa com as diatribes de Walter Benjamin contra Marx em seus escritos sobre Baudelaire. Ao associar o lumpen aos vagabundos, chantagistas, alcoviteiros e demais nomes depreciativos, Marx coloca fora de classe todo um conjunto de pessoas, geralmente os "rebeldes" a quem ele irá se voltar contra, na polêmica com Stirner, na "Ideologia alemã". O pensamento marxista, assim, acaba por sub-julgar toda a massa dos sem classe, ao contrário da filosofia mais recente (com Benjamin, Pasolini, Foucault, Agamben) que irá encontrar na rebeldia menos a "revolução" do que a possibilidade de se encontrar novas formas de vida em íntima associação com a vida artista. A visão pejorativa em relação aos sem classe fica ainda mais complicada se colocada à luz da situação social brasileira, onde muitas vezes é difícil se falar em "luta de classes" pelo simples fato da luta do povo, no mínimo, é por tentar se classificar (ter carteira de trabalho, se formar, ter casa própria, etc.), como aponta o historiador e antigo quadro do Iseb, Joel Rufino dos Santos.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/WVZU1M27pc8 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #história #marx #benjamin #filosofia #cultura #foucault #pasolini
59:11
May 15, 2022
Sobre o hipotético "nacionalismo" da ditadura militar e seus defensores
O tema do título é quase um vazio historiográfico. Discussão pra ser feita: o que invalida a tese de um suposto nacionalismo dos militares? Geisel, aqui, apareceria como figura de destaque como uma espécie de continuador de Vargas... Não se considera:    1) Os investimentos estatais eram feitos com "poupança externa", ou seja, dólar. Não existe governo nacional financiado em moeda estrangeira. Foi a moeda ianque que "securitizou" ou deu o aval para o funcionamento da ditadura. Simplesmente o dinheiro adiantado para a ditadura era de origem americana. O livro da prof. Maria da Conceição Tavares mostra a dependência dos ditadores em relação ao capital estrangeiro e como sua atuação formou um setor financeiro poderoso no país que passou a reger a orientação da "burguesia nacional" em coordenação com os projetos de Estado.   2) Existia uma situação de Guerra Fria e a ditadura foi muito contestada. Não foi fácil eles manterem alguma legitimidade. Isso passa pelos assassinatos (desde os jovens guerrilheiros aos políticos influentes como o JK), mas também pela percepção dos agentes estrangeiros que não daria para formar aqui uma "solução chilena". O processo de  modernização/industrialização brasileira foi muito amplo, de Vargas a JK. O Brasil ficou por décadas como o país que mais crescia mundialmente. Desmontar o estado violentamente no estilo Pinochet iria trazer mais crise ao regime. Com a "ameaça comunista" era melhor adotar um modelo misto, um tipo de social-democracia com totalitarismo.  (Geisel entra na política com a saída de Getúlio em 1945 e ajuda a criar o nosso War College, a ESG) 3) Muito dessa efeméride ao redor do "nacionalismo da ditadura" gira ao redor da figura do Geisel e o II PND que foi um plano econômico estatizante. Foi pra contornar a crise da dívida dos 1970. E o Geisel, como outros militares, teriam vindo da época do Estado Novo. Então seriam de alguma maneira nacionalistas, mas a reversão da economia nacional para uma base em dólar e a concentração de investimentos em bens de consumo (reverteu a antiga tendência em bens de capital) foram os pressupostos da longa americanização de nosso país.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/hPduMZhSWM8 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #ditadura #politica #historia #economia #brasil #imperialismo
23:04
May 10, 2022
Narrativas do passado: a condição historiadora segundo Paul Ricoeur
Na passagem da publicação de dois livros importantes ("Tempo e narrativa" e "A memória, a história, o esquecimento"), Paul Ricoeur refina seus instrumentos analíticos para buscar a compreensão da escrita dos historiadores. Com o grau de sofisticação alcançado pelos livros de história depois de movimentos como o da micro-história e da 3ª geração dos Annales, história e ficção passaram a ter conexões tão estreitas que passaram a desafiar como nunca antes aqueles interessados no ofício historiográfico. Além dessa abordagem, procuro no programa discutir algumas noções do conceito de tempo em Ricoeur por ter implicações diretas com sua visão da história da historiografia.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/EsWIxNUhXlo GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #paulricoeur #ricoeur #historia #historiografia #filosofia #deleuze
32:58
May 09, 2022
Sério Buarque não-capitalista
Ao contrário de uma leitura uspiana tradicional, a que tem em conta Sérgio Buarque como participante de uma ética do trabalho de tipo weberiana e que sob essa lente enxerga o Brasil como um país incapaz ou com poucas forças para se desenvolver, a visão de um Sérgio Buarque não-capitalista, alheio à leitura de "Raízes do Brasil" de Antônio Cândido através de Roberto Schwarz, mostra alguém não exatamente "socialista", mas preocupado com o desenvolvimento social do povo brasileiro. Muito mais um nacionalista do que um marxista, bem mais próximo da visão de integração nacional de um José Bonifácio ou JK do que de Max Weber ou outros "estrangeirismos", uma leitura "de ponta cabeça" de "Raízes do Brasil" aponta para aspectos de longa duração de nossa história enquanto nação e os caminhos para se resolver seus impasses.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/VbMURtfOBPA GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #sergiobuarquedeholanda #weber #braudel #raizesdobrasil #história #capitalismo
21:39
May 04, 2022
O que é o teatro épico? Um estudo sobre Brecht, de Walter Benjamin
Da série de artistas da vanguarda do entre guerras, Bertold Brecht foi quem mais se aproximou de Walter Benjamin. Em seu primeiro estudo sobre o teatro épico, o filósofo alemão vê uma mudança para um teatro que não é mais drama e literatura, mas palco e tribunal. A noção de tribunal, intimamente associada a de palco, reverte o próprio entendimento de "tribunal da razão" no sentido clássico, kantiano. Para Benjamin ocorre uma reversão da perspectiva crítica clássica, assim como parece continuar a crítica feita a essa visão de intervenção intelectual como exposta já em seus escritos de juventude, no "Programa da filosofia por vir". O palco-tribunal faz dos artistas produtores, da plateia um conjunto de especialistas, e antes de dizer "o que é o teatro épico", abre inúmeros questionamentos a respeito de sua natureza, ou seja, colocando o teatro novamente no debate público através de uma nova foram de politização. PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/38sc31aegg4 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #brecht  #benjamin #filosofia #teatro #literatura #arte #criticaliteraria #obradeartee #walterbenjamin #bertoldbrecht
33:20
April 28, 2022
Eleições coloridas, Barack Obama e a economia política do Vale do Silício
Se houve um reordenamento do poder em escala internacional depois do fim da URSS, na virada do século XXI, com o crescente protagonismo dos países do sul global até sua reunião ao redor dos BRICS, os EUA tiveram que redesenhar sua propaganda democrática, virar a página do impopular governo de Bush Jr. e se apresentar "mais colorido" para o mundo. Esse novo episódio da "democracia americana" já em 2007-8 surge junto ao poder das Big Techs, com poder ainda embrionário se comparado com o que possui hoje. Não só: a reorganização financeira após a dita "crise do subprime", além de ter promovido uma transferência massiva de recursos para as camadas mais ricas do setor econômico transatlântico, forneceu a liquidez necessária para o investimento massivo em novas tecnologias do trabalho, já acentuada por um processo de desindustrialização vigente há décadas. São esses alguns dos aspectos da nova "democracia americana" que comento no novo episódio de meu programa.   PROGRAMAS TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/6OMMmMxXevU GOSTA DO VÍDEOS? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho
27:45
April 27, 2022
Foucault e Platão, literatura e história
Olhar Foucault a partir da perspectiva de seus últimos cursos vai além da descoberta de termos e/ou conceitos novos como o de "parresía" e "verdade cínica". Se existe uma reintrodução de temas literários, supostamente abandonados depois de sua chamada "fase arqueológica", a maturidade do filósofo aponta também para algo além dessa simples evidência: o diálogo em aberto entre Foucault e a historiografia realizada na época na França (em especial os helenistas da 3ª geração dos Annales) e o cruzamento do que ele chama de "érgon filosófico" com a prova de verdade da escrita entre os gregos. Somente utilizando a literatura e a análise dos mitos (e a história da escrita mitológica) se pode abordar com plenitude os pontos de indiscernibilidade entre vida e obra que fazem alguém (no caso da Grécia em particular, num período de decadência das liberdades democráticas) ser capaz de dizer o verdadeiro. Para além de qualquer análise retrospectiva a respeito do que "Foucault de fato falou", o que busco são subsídios para um momento além Foucault (pós-foucaultiano) onde, a partir de indícios deixados por sua ampla trajetória intelectual, se pode chegar a lugares que só depois da fase de maturação da obra de um grande pensador pode nos fazer chegar.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/LMVUHcaYuOA REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho  #foucault # platão  #annales #história #filosofia #criticaliteraria #cultura
01:03:26
April 24, 2022
ISEB x CEBRAP: o "nacionalismo por subtração" de Roberto Schwarz
Em "O nacional por subtração", Roberto Schwarz fala de uma estranha sensação de ser brasileiro. Como se toda a produção cultural produzida por aqui tivesse portasse a sensação de ser postiça, imitativa, inautêntica. Apesar de tentar ou parecer tentar se livrar do mal estar, sua abordagem que se pretende "de classe" (marxista) é incapaz de levá-lo a ver em sinal positivo, a enxergar mesmo, a inteligência e a produção cultural do país de forma não só mais ampla, como também mais generosa. Seu pessimismo doutrinário marcou a produção intelectual brasileira, mas só pode ser melhor compreendida se vista em rota de choque com a antiga tradição do ISEB que o CEBRAP acabou por suplantar.  GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com  PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/gJmPK-U4kXY  REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho  #schwarz #cebrap #iseb #joelrufinodossantos #historia #criticaliteraria #cultura
01:12:19
April 20, 2022
Michel Foucault e a verdade cínica, de Ernani Chaves
Como não comparar o livro do professor Ernani Chaves, "Foucault e a verdade cínica", com o do professor Roberto Machado, "Foucault, a ciência e o saber"? Jamais em termos se um é melhor ou pior do que o outro. O que está em jogo com a publicação do texto sobre o chamado "último Foucault" é uma referência de estudo tão importante quanto a de Machado. Este escreveu um livro de estudado por anos por alunos que liam Foucault e ensinou tanto os jovens quanto seus professores. Ernani Chaves cobre o período que Roberto Machado não se deteve tanto e recoloca em discussão as relações de Foucault com a arte e a literatura. Como suplemento, seu trabalho ainda fornece subsídios para se pensar a parresía e o cinismo junto a Baudelaire e Benjamin, uma proposta difícil mas bem fundamentada, que só pode ser entendida a partir do princípio literário básico de Maurice Blanchot, do pensamento que vem "do fora".  GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com  PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/tsSZlCwP-gE  REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho  #foucault #filosofia #historia #criticaliteraria #ernanichaves #roberto machado #benjamin #baudelaire
01:22:39
April 19, 2022
Platonismo vulgar nas "ideias fora de lugar" de Roberto Schwarz
Uma crítica que talvez possa ser feita ao eminente crítico Roberto Schwarz é sobre essencializar o que ele entende por direitos humanos. Ao colocar como pré-definidas determinadas formas consideradas de progresso do história europeia, acabaria ele julgando ou pré-julgando o desenvolvimento histórico brasileiro? Por que existiria uma "ideia" e necessariamente no nosso país ela estaria "fora de lugar"? Não seria a própria ideia de direitos humanos, tratada de uma forma que não se questiona ou seus princípios, uma outra forma de etnocentrismo? São essas algumas das indagações que faço ao famoso intelectual paulista.  GOSTOU DO PODCAST? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com  PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/2e5GCDGuPyk  REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho  #schwarz #robertoscharwz #ideiasforadolugar #joelrufinodossantos #história #brasil
01:08:34
April 15, 2022
A estrutura do tempo messiânico em "O tempo que resta", de Giorgio Agamben (4ª Jornada)
Na 4ª jornada de seu livro, Agamben se aproxima do núcleo temático que visa explorar, o da estrutura messiânica do tempo. Como defini-la por ela escapar ao tempo cronológico e ao mesmo tempo não pertencer a um tempo excepcional, um "kairós" geralmente visto como fora do tempo, ou seja, de natureza metafísica? O filósofo expõe a estrutura de um tempo imanente, sempre "ao lado" (parousia), pensável mas não representável. Como transmitir a experiência de um tempo que foge a toda regra tradicional de composição? Definir esse tempo e mostrar seu ritmo (sua rima?) o faz se aprofundar em elaborações anteriores, como em "Infância e história", quando se perguntou como, na modernidade, os poetas atuavam para exprimir o inexperenciável. Nessa Jornada é também quando ele mais se aproxima das reflexões de Gilles Deleuze e sua noção de cristais do tempo, da atuação do visionário ao invés do que vê o profeta ou do "eschaton" dos apocalípticos. Entre Deleuze e Benjamin, tecendo toda uma série de críticas a cultura, Agamben não teme as dificuldades e aporias de seu tema escolhido e leva seu leitor a regiões de belezas extremamente exigentes.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/wwcW-pzlOU0 REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #agamben #deleuze #benjamin #filosofia #poesia
01:10:10
April 14, 2022
Sérgio Buarque, Max Weber e uma certa interpretação do Brasil
Há um consenso entre os intelectuais as interpretações de que "Raízes do Brasil" foram marcadas pelo prefácio de Antônio Cândido à obra, escrito em 1967. Nele se plasmou uma leitura weberiana de Sérgio Buarque a partir da noções de "burocracia", "patrimonialismo" e dos "tipos ideais". Será que toda essa histórica carga crítica se baseia apenas em um curto texto de apresentação? Houve algum outro movimento intelectual não vinculado diretamente à interpretação do Brasil proposta em "Raízes" que condicionou sua leitura a partir da influência que Weber teria exercido sobre o jovem historiador paulista quando este passou alguns anos na Alemanha? Em última instância, será essa vertente interpretativa hegemônica a mais adequada para os dias atuais? São essas algumas das perguntas que busco responder nesse programa. Link da aula proferida por mim para a Universidade Federal de Uberlândia: https://youtu.be/q3OQ7hfq40w   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/s8snK_yIHwg GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #sergiobuarquedeholanda #weber #braudel #raizesdobrasil #história #capitalismo
53:20
April 12, 2022
Weber, Foucault, Braudel ordem protestante e neoliberalismo
No "Nascimento da biopolítica", Foucault vê em comum nas duas alas de intelectuais que levariam ao neoliberalismo na Alemanha, a Escola de Friburgo e a Escola de Frankfurt, um traço em comum, o weberianismo. Se a Alemanha do século XVI a riqueza seria um sinal efetivo da salvação divina, na Alemanha do século XX é menos o enriquecimento individual do a adesão ao Estado fundado num ordenamento jurídico e tecnocrático que será sinal tanto do esquecimento dos erros cometidos durante o nazismo quanto o legitimador da inserção do país na nova ordem vigente no pós-guerra. A crítica operada por Foucault amplia a crítica feita na década de 1960 por Fernand Braudel a sociologia de Weber e faz enxergar com mais detalhes a incidência da "ética protestante" nos dias de hoje.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM PODCAST: https://anchor.fm/rogeriomattos28/episodes/Braudel-e-Weber-a-noo-de-capitalismo-em-disputa-e1gqmpe   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #foucault #weber #braudel #sociologia #história #filosofia #espíritodocapitalismo #capitalismo
31:40
April 10, 2022
Braudel e Weber: a noção de "capitalismo" em disputa
Com a publicação de "Civilização material, cultura e capitalismo", Fernand Braudel explicita sua oposição ao entendimento de Max Weber a respeito do surgimento do capitalismo moderno a partir do norte da Europa. A tese que o historiador considera idealista, o da tipificação de um "espírito capitalista", não considera variáveis importantes como a própria a economia, mas também a política, a cultura, a civilização, e a história, a qual decide no final as relações de força. Há um questionamento frontal à tese weberiana, ainda que feita com bastante elegância e detalhamento. O debate entre Braudel e Weber talvez esteja entre as discussões intelectuais pouco consideradas por sociólogos, historiadores, economistas, etc. GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/dySOXR3URRw REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho
31:27
April 06, 2022
O tempo que resta, de Giorgio Agamben: um estudo (3ª Jornada)
Na terceira jornada de "O tempo que resta", Giorgio Agamben se vê entre as aporias do pensamento paulino, da estrutura do pensamento messiânico, onde se opera uma divisão no que já está dividido (a lei) para se afastar da noção de universalismo ("católico") e se aproximar da noção de "resto". Da mesma forma há uma separação do que já está separado: o resto, o que se subtrai à própria noção de povo, provoca uma dessimetria entre as repartições sociais que conduzem à stásis (insurgência ou guerra civil), à luta revolucionária. Com a separação messiânica se instaura o cisma e através dela se aproxima dos princípios ou indícios de uma salvação ou subversão da ordem.   Pensamento cheio de paradoxos, de difícil leitura, é com a abordagem cuidadosa de cada "jornada" que vou procurando pouco a pouco compreender em detalhe esse trabalho de beleza extremamente exigente.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/KRXmsMy2MVU  GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #giorgioagamben #agamben #otempoqueresta #walterbenjamin #marx #badiou #weber #benjamin #filosofia #literatura #messianismo #paulo #política
40:23
March 25, 2022
Por que o momento agora é de paz e não de guerra?
A guerra mundial já acabou. Para quem analisa os conflitos internacionais, ainda que para poucos dentre estes poucos analistas, os últimos anos foram de recuo acentuado dos preparativos de guerra que escalaram como nunca antes na história durante os governos de Barack Obama, que potencializou os conflitos de seu antecessor, Bush Jr. Ao invés da preocupação com a ordem mundial e um possível confronto termonuclear, o que assistimos agora é mais um passo da vitória sobre a contraofensiva imperialista iniciada na década passada, quando a América do Sul e Ásia (BRICS de um modo geral) passaram a ganhar cada vez mais voz e poder. Essa tentativa de guerra fracassou, não importa quais guerras estejam sendo feitas agora. O mundo definitivamente perdeu o seu centro, e isso aponta para avanços importantes e positivos nos próximos anos.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/YgMoCllB7qk GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #guerra #guerramundial #guerranuclear #russia #ucrania #eua  #estadosunidos #otan #europa #brics #china
16:22
March 11, 2022
Agamben e Adorno: sobre o anti-messianismo e o impotencial do autor de Minima Moralia
Em "O tempo que resta", Giorgio Agamben contrapõe a filosofia do "como se" a filosofia do "como não" de Paulo. Enquanto uma guarda traços de ressentimento e de negatividade da realização tanto da linguagem como da própria filosofia, Agamben vê no potencial messiânico, mais do que a capacidade de se lembrar nomes esquecidos pela história, a de realizar novas formas de vida num campo onde se torna indiscernível a ética e a estética. Para ele, "apesar das aparências, a dialética negativa é um pensamento absolutamente não messiânico". Isso acarreta tanto a descrença no poder da língua e da linguagem (a poesia e a literatura sendo um dentre muitos casos), como trata o fenômeno estético como algo suplementar, quase supérfluo, da vida. É contra a filosofia escrita no impotencial que o filósofo italiano volta sua crítica.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL EM VÍDEO: https://youtu.be/CM2SzBPTSns GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #adorno #agamben #otempoqueresta #walterbenjamin #nietzsche #dialeticanegativa  #benjamin #filosofia #literatura #messianismo #paulo
13:27
March 11, 2022
O tempo que resta, de Giorgio Agamben: 2ª Jornada
Na 2ª Jornada do livro "O tempo que resta", Giorgio Agamben faz um diálogo direto com dois autores sobre o sentido da palavra "klésis". Max Weber, por um lado, mesmo com dificuldades, não consegue explicar a mutação do termo "vocação" ou "chamado" para Beruf ou a profissão mundana, o traz amplas implicações para a sociologia weberiana e para a interpretação da Carta paulina. Adorno, por outro lado, trabalha uma filosofia do impotencial, onde não tem lugar a realização, o gozo e a dádiva próprias à concepção messiânica do tempo e seu chamado. Nada mais distante, assim, as duas filosofias: a de Adorno e a de Walter Benjamin. Através de uma série de mediações muitos sofisticadas, Giorgio Agamben traça a exigência filosófica do tempo de agora a partir da noção de "klésis". Esse é o objeto de estudo dessa segunda jornada do livro "O tempo que resta: um comentário à Carta aos Romanos". GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS   Site: oabertinho.com.br   Twitter: @oabertinho   Instagram: @rogeriomattos28   Facebook: facebook.com/oabertinho   #giorgioagamben #agamben #otempoqueresta #walterbenjamin #nietzsche #adorno #weber #benjamin #filosofia #literatura #messianismo #paulo
01:26:17
February 22, 2022
O tempo que resta, de Giorgio Agamben: primeira jornada
Em "O tempo que resta: um comentário à Carta aos Romanos", Giorgio Agamben se ocupa da estrutura do tempo messiânico. Para isso, se ocupa do incipit, da frase inicial da carta de Paulo aos romanos, como forma de recapitulação da tarefa do antigo filósofo (nem apóstolo, nem santo), que esteve bem distante da alcunha de "inventor do cristianismo". Sua ocupação é com o Messias; se exprime através de uma língua ou literatura menor (Deleuze e Guattari) e prefigura um autor contemporâneo a nós, Walter Benjamin. O trabalho a seguir dá conta da primeira jornada do livro numa leitura pormenorizada que irá seguir a obra até o seu final.   PROGRAMA TAMBÉM DISPONÍVEL NO YOUTUBE: https://youtu.be/izjc6oFWOc0 GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com   REDES SOCIAIS  Site: oabertinho.com.br  Twitter: @oabertinho  Instagram: @rogeriomattos28  Facebook: facebook.com/oabertinho   #giorgioagamben #agamben #otempoqueresta #walterbenjamin #benjamin #filosofia #literatura #messianismo #paulo
30:44
February 15, 2022
O subúrbio antes do subúrbio: o samba de sambar do Estácio
Resenha do livro "Samba de sambar do Estácio: de 1928 a 1931", de Humberto M. Franceschi  O bairro do Estácio pertencia a grande área de ocupação popular cujo centro era a Praça XI, em oposição a sofisticada Rua do Ouvidor. Desfigurada pelas obras modernizantes da era Vargas, o "segundo bota abaixo" ocorrido no Rio de Janeiro, deixou como patrimônio permanente o samba moderno, carioca e urbano. Antes de ser obra de descendentes bantos ou de escravos vindos do Congo, a intelectualidade popular que criou o samba de sambar eram descendentes de nordestinos após a diáspora negra que transferiu os escravos da então decadente zona açucareira para as plantações de café no Vale do Paraíba. Como uma cultura que sobrevive, feita por sobreviventes de um estado de exceção permanente bem anterior ao construído na Alemanha nazista, fez valer em outra terra a famosa frase de Euclides da Cunha no "Sertões": "o sertanejo é antes de tudo um forte".   EM DIÁLOGO COM ESTE PROGRAMA: Épuras do Social: como podem os intelectuais trabalhar para os pobres - https://anchor.fm/rogeriomattos28/episodes/puras-do-social-como-podem-os-intelectuais-trabalhar-para-os-pobres-e1e4ujj GOSTOU DO PROGRAMA: ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS    Site: oabertinho.com.br    Twitter: @oabertinho    Instagram: @rogeriomattos28    Facebook: facebook.com/oabertinho   #história #samba #estácio #riodejaneiro #cultura
38:03
February 09, 2022
Épuras do social: como podem os intelectuais trabalhar para os pobres
Joel Rufino dos Santos chama os intelectuais a refletir sobre sua posição no processo produtivo. Não é um pedido para que somente o intelectual se compadeça dos pobres ou operários, mas para que os artistas e escritores se vejam num solo comum onde tanto o intelectual burguês ou acadêmico quanto o intelectual dos pobres (Paulo da Portela, Adoniran Barbosa, Carolina Maria de Jesus) se vejam como produtores de cultura dentro de um conceito ampliado de cultura, onde ágrafos ou analfabetos também compõem o acervo criativo nacional, sem subdivisões em classes. Contra o beletrismo e o diletantismo de intelectuais contentes, Joel Rufino vai mais longe na visão da tarefa do intelectual do que Walter Benjamin em "O autor como produtor". De toda forma, os dois autores se complementam e pode ser visto assim de forma mais nítida o papel do crítico hoje no Brasil.   GOSTOU DO VÍDEO? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS    Site: oabertinho.com.br    Twitter: @oabertinho    Instagram: @rogeriomattos28    Facebook: facebook.com/oabertinho   #joelrufino #joelrufinodossantos #política #história #brasil #filosofia #literatura #arte #criticaliteraria #obradeartee #estética #walterbenjamin
47:04
February 09, 2022
O autor como produtor e o intelectual no Terceiro Mundo
Em "O autor como produtor", Walter Benjamin traça qual são as tarefas do crítico e do artista que militam pelas causas populares. Define uma noção singular de tomada dos meios de produção e de afronta à ordem estabelecida pelo capital. Mais do que defini-lo em uma linha política específica é considerar o radicalismo de suas propostas depois de sua convivência com Brecht. Essa postura só será melhor delineada no ensaio sobre "O narrador". Assim, é importante ter em vista sua proposta explicitamente política antes de vê-la expressa sob forma estética. Dessa maneira, Benjamin se aproxima muito de formulações de intelectuais do Terceiro Mundo, o que pode ajudar a compor uma crítica da cultura tão ou mais rica das que se faz tradicionalmente a partir de Antônio Gramsci.   GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS    Site: oabertinho.com.br    Twitter: @oabertinho    Instagram: @rogeriomattos28    Facebook: facebook.com/oabertinho   #walterbenjamin #política #história #filosofia #literatura #arte #criticaliteraria #obradeartee #estética
49:35
February 09, 2022
Pequena história da fotografia, de Walter Benjamin
A pequena história da fotografia, de Walter Benjamin, traz dois conceitos importantes, um muito e outro bem pouco explorado. Se de um lado podemos ver onde o filósofo enxergou a noção de áurea, depois tão difundida, por outro lado pouco vemos a noção de inconsciente ótico, rica se notarmos o que Bergson estava percebendo também na mesma época a partir da reflexão dos usos dos meios técnicos e seus desafios para o pensamento.    GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS    Site: oabertinho.com.br    Twitter: @oabertinho    Instagram: @rogeriomattos28    Facebook: facebook.com/oabertinho
41:51
February 09, 2022
Walter Benjamin e a tarefa do crítico
Walter Benjamin em sua juventude tinha o sonho de ser o maior crítico literário alemão. Tarefa de larga envergadura, porque tinha diante de si toda a tradição de seu país, dos românticos a Nietzsche. Do início ao fim da vida o problema da crítica literária e da crítica de arte ocuparam seus escritos. Como pode ser dividia em diferentes etapas sua visão sobre o papel do crítico? Nesse vídeo proponho três etapas distintas em que se pode ver melhor a progressão de sua obra. GOSTOU DO PROGRAMA? ENVIE UMA GORJETA NA CHAVE PIX rogeriomattos28@gmail.com    REDES SOCIAIS    Site: oabertinho.com.br    Twitter: @oabertinho    Instagram: @rogeriomattos28    Facebook: facebook.com/oabertinho   #walterbenjamin #política #história #filosofia #literatura #arte #criticaliteraria #obradeartee #estética
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February 04, 2022