Cirandeiras

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By Cirandeiras
No podcast Cirandeiras, exercitamos a escuta de mulheres brasileiras ousadas que modificam vidas, padrões e territórios. Convidamos você para entrar nessa manifestação coletiva e forte que é a ciranda. E nossa missão começa com um tema que não tem como fugir nas próximas semanas: o novo coronavírus.

Produzido e apresentado por Joana Suarez e Raquel Baster. Instagram @cirandeiraspodcast
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Pandemia nas casas - Uma conversa com Lenira Carvalho

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Pandemia no rural - Uma conversa com Verônica Santana
Verônica Santana é agricultora e tem 52 anos. Mora hoje no assentamento Vitória da União, no município de Santa Luzia do Itanhy, no litoral sul de Sergipe. Mas nasceu no sertão do Estado, onde iniciou sua militância nas pastorais sociais, na década de 80. Começou sua luta na convivência com a seca, em períodos difíceis de estiagem, mas foi no Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE) onde aprendeu sobre as desigualdades de gênero e a importância de trabalhar a participação política fora e dentro de casa.   Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster  *Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan  Links citados no programa:  MMTR NE: http://www.mmtrne.org.br/  Documentário Mulheres Rurais em Movimento: https://www.youtube.com/watch?v=PQkIWTIyJc4  Sobre PL 873/2020: http://www.contag.org.br/index.php?modulo=portal&acao=interna&codpag=101&id=13975&nw=1&mt=1  Pesquisas sobre internet - TIC domicilios https://www.cetic.br/pesquisa/domicilios/
27:55
May 27, 2020
Pandemia nos assentamentos - Uma conversa com Ceres Luisa Antunes Hadich
Ceres Luisa Antunes Hadich de 36 anos nasceu em Londrina, norte do Paraná. Em função do trabalho do avô paterno a família mudou para Curitiba. Em 2002 inicia os estudos em Agronomia na UFPR. Mesmo proveniente de uma família que não tinha vínculos com o campo, desejou continuar estudando e isso só poderia ser feito através do ingresso em uma universidade pública. A militância em movimento estudantil a fez conhecer os movimentos organizados de luta pela terra. Entra para o Movimento Sem Terra (MST) e o assentamento Maria Lara torna-se sua casa. As lutas pela reforma agrária, moradia digna no campo e a agroecologia, suas causas de vida. Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster *Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan Links citados no programa: Propaganda Agro é Pop: https://www.youtube.com/watch?v=R_s9ShEqkvM Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra: https://mst.org.br/ Escola Latinoamericana de Agroecologia:http://elaa.redelivre.org.br/ MP 910 da grilagem: https://congressoemfoco.uol.com.br/meio-ambiente/com-alteracoes-mp-910-deve-ser-votada-na-terca-veja-o-relatorio-na-integra/ O que está por trás do relator da MP910 da grilagem: https://deolhonosruralistas.com.br/2020/05/11/texto-de-iraja-na-mp-da-grilagem-beneficia-negocios-do-padastro/ Quem é o novo presidente do Incra: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/10/18/Quem-%C3%A9-o-novo-presidente-do-Incra.-E-qual-sua-prioridade Dados do Relatório de Conflitos no Campo da CPT 2019: https://www.cptnacional.org.br/component/jdownloads/category/74-espaco-para-imprensa-releases-analiticos?Itemid=-1 Texto O silenciamento das mulheres camponesas em situação de conflitos no campo e as sementes  que anunciam suas resistências por Raquel Baster (Relatório de Conflitos no Campo da CPT 2018): https://www.cptnacional.org.br/component/jdownloads/send/41-conflitos-no-campo-brasil-publicacao/14154-conflitos-no-campo-brasil-2018?Itemid=0
29:09
May 20, 2020
Pandemia nas casas - Uma conversa com Lenira Carvalho
"A empregada doméstica representa a luta de classes dentro da casa das pessoas". Essa é uma fala antiga e marcante de Lenira Carvalho, nossa cirandeira desta semana. Aos 87 anos, só mesmo a ameaça de um vírus perigoso para tirar Lenira da luta pelos direitos das trabalhadoras. Filha de empregada, ela saiu do interior do Alagoas para ser babá no Recife e acabou fundando o sindicato das domésticas na cidade, com a missão de garantir que mulheres como ela fossem reconhecidas como "pessoas". A primeira morte pela Covid-19 foi de uma empregada doméstica, no Rio de Janeiro. Ela pegou a doença com a patroa que omitiu que estava com coronavírus. Conversamos com Lenira, que está isolada em casa esperando que a pandemia proporcione um futuro de menos discriminação. Através da trajetória dela, permeada de injustiças e muita consciência, compreendemos o passado e o presente dessas mulheres que trabalham dentro das casas de milhares de brasileiros. Vem com a gente fazer esse movimento importante de escuta e reflexão? Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster Links citados no programa: https://www.opovo.com.br/coronavirus/2020/05/08/empregadas-domesticas-nao-configuram-servico-essencial-e-devem-ser-liberadas-com-remuneracao.html https://jornalistaslivres.org/a-casa-grande-prefeito-de-belem-inclui-empregadas-domesticas-em-servicos-essenciais/ Matéria da Agência Pública sobre morte de doméstica no Rio de Janeiro: https://apublica.org/2020/03/primeira-morte-do-rio-por-coronavirus-domestica-nao-foi-informada-de-risco-de-contagio-pela-patroa Carta manifesto dos filhos de domésticas e diaristas, recolhimento de assinaturas: https://www.change.org/p/ao-poder-p%C3%BAblico-empregadores-e-empregadoras-de-dom%C3%A9sticas-e-diaristas-e-toda-sociedade-civil-quarentena-remunerada-imediata-pra-domesticas-e-diaristas?recruiter=1056504459&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition Sobre a luta das empregadas domésticas e a covid-19: https://fenatrad.org.br/2020/04/27/27-de-abril-dia-da-domestica-merecemos-viver-e-trabalhar-com-dignidade-seguranca-e-direitos Ensaio sobre o livro de Lenira: https://periodicos.fclar.unesp.br/letras/article/view/255 Mais sobre Lenira: http://www.mulher500.org.br/lenira-carvalho-1932/ Sobre o Muquifu: https://www.otempo.com.br/diversao/museu-situado-na-periferia-da-capital-se-destaca-em-pesquisa-nacional-1.2189085 Instagram.com/muquifu
26:05
May 13, 2020
Pandemia nas aldeias - Uma conversa com Elizângela da Silva Baré
O Cirandeiras chega no episódio #4 abrindo a nossa roda no meio da floresta Amazônica, na cidade mais indígena do Brasil, São Gabriel da Cachoeira, para conversar com Elizângela da Silva Baré – coordenadora do Departamento de Mulheres da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Apesar de Abril ser o mês indígena, a gente abre o mês de Maio com essa pauta porque todo dia é dia de nos conectarmos com os povos que deram origem ao Brasil e que conseguiram resistir a todos os tipos de colonização até hoje. O coronavírus é uma grande ameaça para as aldeias porque pode significar a morte de muitos indígenas. Falamos sobre as dificuldades de implantar medidas de prevenção nas comunidades indígenas, que têm costumes bem diferente das cidades, como não ter torneiras em muitas casas, porque eles usam o rio – a verdadeira casa deles. Elizângela também nos traz a força das mulheres indígenas e essa resistência do seu povo. Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster . Instagram: Cirandeiras Podcast Links citados no programa : ISA- Instituto Socioambiental: https://covid19.socioambiental.org/ Pesquisa sobre violência contra mulheres negras e indígenas: https://www.camara.leg.br/noticias/547491-feminicidio-cresce-entre-mulheres-negras-e-indigenas-e-diminui-entre-brancas-aponta-pesquisadora/ FOIRN: https://foirn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/manifesto-das-mulheres-indigenas-do-rio-negro.pdf Instagram @foirn Campanha Rio Negro, Nós Cuidamos!: https://noscuidamos.foirn.org.br Reportagem sobre Indígenas Xakriabá: https://projetocolabora.com.br/ods1/fome-e-miseria-ameacam-indigenas-em-minas-gerais/
21:39
May 6, 2020
Pandemia doméstica - Uma conversa com Indira Xavier
A pandemia da covid-19 não trouxe só isolamento e incertezas, mas também o aumento da violência doméstica contra mulheres. No episódio 3, conversamos com Indira Xavier, coordenadora da Casa de Referência Tina Martins, primeira ocupação feita por mulheres da América Latina e que está localizada em Belo Horizonte. Falamos também sobre participação política, autocuidado e os enfrentamentos que podemos fazer juntas para manter nossas mulheres vivas. Não percamos as esperanças porque acreditamos que o Futuro é Feminino e Feminista. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster  Edição de som: Iago Vernek  Logo: Vitor Drumond Links citados neste programa: Casa de Referência Tina Martins https://www.facebook.com/casatinamartins/ Movimento Olga Benário https://www.facebook.com/olga.benario.14/ Sobre os dados de violência contra mulheres Dôssie Agência Patrícia Galvão- https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/dados-e-fontes/ Ministério Público do Estado de São Paulo -http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/noticias/noticia?id_noticia=22511423&id_grupo=118 Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro - https://radios.ebc.com.br/tarde-nacional-rio-de-janeiro/2020/03/coronavirus-casos-de-violencia-domestica-crescem-50-durante-periodo-de Como denunciar (24 horas por dia): Ligue 180 -  Disque-Denúncia foi criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). A denúncia é anônima e gratuita. Os casos recebidos pela central são encaminhados ao Ministério Público. Disque 100 - Serviço destinado a violações de direitos humanos. E nos Núcleos e Defensorias Especializadas em Atendimento à Mulher pelo Brasil: https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/nucleos-e-defensorias-especializadas-de-atendimento-mulher/
22:19
April 28, 2020
Pandemia nos quilombos - Uma conversa com Selma Dealdina
O coronavírus chegou às comunidades quilombolas, há diagnósticos e mortes em cinco Estados. Neste episódio, vamos entender a situação dos quilombos em meio a pandemia e as estratégias de enfrentamento que estão sendo feitas. Quem entra nessa ciranda para contar tudo isso pra gente é Selma Dealdina, feminista porreta de 38 anos, secretária executiva da CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), que cresceu em meio ao Ticumbi e outras manifestações populares do norte do Espírito Santo. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som: Iago Vernek Logo: Vitor Drumond Links citados neste programa: Estudo sobre titularização quilombola feita pela organização Terra de Direitos: https://terradedireitos.org.br/noticias/noticias/no-atual-ritmo-brasil-levara-mil-anos-para-titular-todas-as-comunidades-quilombolas/23023 Sobre a Conaq: http://conaq.org.br/ https://www.instagram.com/conaquilombos/ Sobre o caso de Alcântara: http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/mpf-recomenda-que-uniao-nao-remova-quilombolas-de-alcantara-ma Atualização dados sobre coronavírus nas comunidades quilombolas: http://conaq.org.br/noticias/covid-19-chega-aos-quilombos/
22:55
April 22, 2020
Pandemia na Ilha - Uma conversa com a cirandeira Lia de Itamaracá
A primeira temporada do podcast Cirandeiras vai abordar o tema que chegou rápido na casa de todos: o coronavírus. Vamos escutar mulheres ousadas, que dão passos importantes e movimentam comunidades, tal como uma cirandeira. Nesse momento, nada melhor do que conhecer histórias inspiradoras e saber o que elas estão fazendo no combate ao coronavírus. As mulheres são as mais vulneráveis hoje na nossa população, chefiando famílias sozinhas, mas elas nunca desistem – estamos acostumadas a lidar com adversidades todos os dias e encontrar soluções. Neste episódio de estreia, explicamos mais sobre a proposta, tratamos um pouco do contexto atual do Brasil imerso na contenção do coronavírus e conversamos com a mestre cirandeira Lia de Itamaracá, já que escolhemos a ciranda como símbolo desse projeto. Lia é uma mulher negra, de 76 anos, que mora na ilha de Itamaracá. Rainha da ciranda brasileira e Patrimônio vivo de Pernambuco.  Produção e apresentação Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som de Júnior Niquini Vinheta de Nicolli Bueno Logo de Vitor Drumond Links citados neste programa: Reportagem da revista AZMina com dados: https://azmina.com.br/reportagens/trabalhadoras-informais-temem-nao-ter-como-alimentar-os-filhos-em-crise-do-coronavirus/ Sobre Lia de Itamaracá https://www.instagram.com/liadeitamaracaoficial/ www.liadeitamaraca.com.br https://lia-de-itamaraca-no-bndes.lojaintegrada.com.br/ Sobre as marisqueiras de Itamaracá: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1479780642228596&id=100005900224086 https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-03/prorrogada-mp-de-auxilio-para-pescador-afetado-por-mancha-de-oleo
15:44
April 15, 2020
Vêm aí as "Cirandeiras"
Você conhece a Ciranda? É uma manifestação popular do litoral pernambucano. A dança acontece de forma coletiva, com uma grande roda girando em sintonia. Queremos formar uma ciranda com mulheres que são inspiração e força para o desafio da vez: a pandemia (Covid19). Teremos aqui um tempo para exercitar a escuta de brasileiras ousadas que modificam vidas, padrões e territórios. Quem são as “cirandeiras” que lideram comunidades? E como elas estão lidando com mais esse problema do novo coronavírus em meio a outras lutas diárias?  A gente acredita que, desde sempre, as mulheres estão na linha de frente e vêm delas as melhores soluções. Então, toda quarta-feira, você tem alguns minutos de esperança, pois as mulheres nunca desistem.  Esse projeto será tocado por duas jornalistas: Joana Suarez e Raquel Baster. Mas para dançar a ciranda a gente precisa de, no mínimo, três. Por isso, vamos trazer a cada episódio a história de uma mulher de um lugar diferente desse país gigante.  Vamos dar as mãos? (Arte: Vitor Drumond)
01:44
April 7, 2020